domingo, 28 de fevereiro de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Transformação




Estamos nun tempo de transformaçÃOo , dizem todas as pessoas que se preocupam com o sofrimento tão escusado da HUMANIDADE.




A Terra está revoltada e mexe e remexe e mata e avisa... que a mudança está no ar e que é preciso mudar o que está mal!


Mudar atitudes . Comportamentos.


Agora até a misteriosa ilha de Páscoa está ameaçada.


Será que isso é para pensarmos também?


E depois ninguém está livre de entrar pelo cano...pelo vento, pela chuva, pelo tremor de terra , por isto e por aquilo.




E quando assim não é , a licença acaba e temos de partir para o mundo espiritual.




Agora, acabam de me dizer que o maestro Joel Canhão,meu amigo de longa data, também foi ontem morar no céu...


Então de que está à espera para aprofundar, a razão da sua existência e do poder superior que o governa e ao mundo, e ao qual deve respeito, gratidão?




Não perca tempo. Amanhã pode ser tarde e a eternidade não acaba nunca!


O espírito não morre.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mar Português


Hoje vou só deixar uma expressão cheia de beleza, do nosso mar algarvio, que captei um dia deste Verão passado...

É certo que ele pode ser assim calmo,mas também pode ficar bravo, mas é sempre o nosso mar Português que foi enfrentado com bravura e generosidade pelos nossos antepassados.
................................................................................................

Ó Mar , quantas das tuas águas são lágrimas de Portugal?

Para te cruzar , quantas mães choraram ,

quantas mulheres ficaram por casar...

Fernando Pessoa sabia escutar o bater do coraçao do seu Povo, na sua alma de Poeta ...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Natureza




Hoje, fiquei no meu solário a olhar os eucaliptos fustigdos pelo vento muito forte!


Do outro lado da casa, avistava o céu escuro e cheio de ameaças de muita chuva.


Ontem, dentro do meu carro, assustei-me quando o granizo , como pedras bem grandes batia nos vidros. Quando acabou aquela bátega de água, estava o carro alagado numa grande poça!


Lá meti os pés ao caminho e tive que arregaçar as calças...


Entretanto de vez em quando, o sol brilhava e parecia que o céu queria voltar ao seu equílibrio,mas logo se ouviam trovões e o céu negro ameaçador...


Entretanto, pensava nas surpresas (...) do Haiti , da Madeira , de Ovar, do Alentejo , de Aveiro ...


A Natureza está desorientada por tanto que a agredimos . Agora estamos admirados?


E a poluição?


As descargas de mercúrio e de tantas substâncias agressivas no mar?


E os cortes de árvores para se ter mais rendimento, mesmo que isso desiquilibre a Natureza?


...Enfim , tantas coisas que cada um de nós muito bem sabe que tem que evitar.


A Natureza é mãe, amiga . Sem ela quem pode viver?


Eu amo a Natureza e sofro quando há incêndios ...quando cortam árvores...muitas coisas ...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Colonscopia





Há por aí alguém que já tenha feito este exame?



E que tal foi difícil ou fácil?



Parece que este exame tem poupado a vida a muita gente, porque detecta possíveis polipos que depois podem evoluir e causar a morte por cancro e com muita dor...



Enfim vamos a isto.



Façamos a colonscopia mesmo...



Na China, paga-se para não estar doente.



Sou pela Medicina Preventiva!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Teatro e Bailado




Fiz um pequeno curso de Teatro na Universidade de Toulon em França, há já uns anos.


Também fiz aqui nesta Universidade de Coimbra, História do Teatro e de facto acho que seria mais uma paixão , se não tivessem sido as responsabilidades de uma vida de família em que tive que trabalhar para dar um curso ao meu marido. educar os meus 2 filhos, sendo a mae e o pai deles e ainda tomar conta de meus pais até ao último momento...


Trabalhar.Estudar.Cuidar dos filhos dos outros, colaborar em obras sociais. Uma delas com0 foi o coro dos Pequenos Cantores de Coimbra, onde servi durante mais de uma dezena de anos, dia e noite, sempre com este amor no coração e muito tartbalho para fazer...


Bom ,mas o Teatro poderia ter sido uma paixão muito séria na minha vida , se não fossem os cuidados em excesso, com que a vida me presenteou.


Agora , quando posso, vejo.Até gostava de fazer ainda hoje...


Este fim de semana, veio a Coimbra, Marina Mota com um Teatrinho de Revista.


Não faz muito o meu género. Acho que vi revista na minha vida , talvez 3 vezes.


Mas num domingo, triste em vazio e solidão, enche-se com algo diferente para quebrar...este coisa..e passar um bocado, fora da realidade.




A primeira coisa , foi observar que tipo de pessoas escolhem o Teatro de Revista.


Normalmente é o Povo sem grandes preocupações de ordem intelectual .


De qualquer modo, ridendo castigat mores...


E depois lá começou o espectáculo.


Uma série de quadros, alguma brejeirice , pequenos palavrões, um cómico de situação de attitudes da vida real invertidas, cómico conseguido por palavras estropiadas, bailados cheios de colorido e sensualidade, piadas políticas.


Os cenários mudavam de imediato. Notava-se grande coordenação e muita energia, num trabalho que tem que ser executado com muita exactidão bem coordenada.


Tres horas preenchidas de um modo diferente, pouco habitual na minha vida.


Nem sempre nem nunca, como se diz.




E agora para rematar em beleza, um espectáculo de uma beleza extrema, delicado e grandioso, no canal Mezzo!


Coro e Orquestra de Leipiz, num espectáculo in memoriam de Uwe Scholz, integrado no programa Euro Arts Music International.




O movimento, a luz e a cor branca para bailarinas. Eles em negro...


A cor, as vozes, a graciosidade , o requebro, a música, o esforço, a arte e no final a originalidade: destroçar em palco, indo desmontando tudo aos poucos ate ficatr apenas o coral e a orquestra executando, enquanto informalmente os bailairinos sentados em palco, escutam atentamente...


Maravilhoso!


Tudo isto enquanto uma voz angélica duma cantora japonesa, toca o céu com uma voz cristalina. Impar!


Fica a alma lavada pela mensagem de beleza que toca o mais fundo do nosso ser . O renova e fortalece!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Grito de amor!


Queridos amigos e irmãos:

Pudesse eu falar ao vosso coração no mais fundo do vosso ser e tudo o que gostaria de vos gritar ou dizer baixinho, seria : ACORDAI!

Tal como disse Lopes Graça um dia.: ACORDAI!

Acordai para a Graça!

Será que depois de tantas surpresas de dor, já dá para se perceber e sentir, que Deus é o Senhor?!

Só Ele é o Senhor da Vida e da Morte...

Que só n'ELE há segurança!

Que só Elé é o Senhor dos Céus e da Terra!

Que tudo debaixo do Sol está sujeito ao Criador!

Será que já deu para perceber isto?

Então vejam como todo o orgulho humano pode e é derrotado de um segundo para o outro!

Conheço casos de pessoas que resistiram , resistiram , porque racionalizavam tudo . Eram grandes intelectuais, mas um dia na prova real , no confronto com a morte e o sofrimento extremo, clamaram a Deus e Ele lhes tocou o coração e na sua misericórdia, ouviu a sua oração, quando tudo já estava perdido e...hoje essas pessoas acordaram e são crentes,. Vivem no corpo e no espírito com a alegria de Filhos de Deus renascidos!

Então vejam: os irmãos do Haiti estavam bem. De repente, sabemos todos como foi...

Também hoje, nesta manhã num instante, na ilha da Madeira, como foi?

Vejam as imagens e...ACORDAI!

De repente, qualquer um de nós está com o seu amado, a sua amada, o seu filho e vem a desgraça e leva seu Filho, a sua esposa, o seu marido ou leva-nos a nós mesmos...

Então vale a pena construir a nossa casa sobre a rocha, isto é, deixar cair todas as barreiras, todas as máscáras e de coração manso e humilde render-se ao bom Deus e colocar tudo nas suas mãos , sem a ilusão e o orgulho que somos poderosos para tudo controlar.

Já aconteceu. Cairam mil à direita e mil à esquerda, e o que confiava no Senhor ficou seguro n'ELE!

É que nem a morte tem poder sobre aquele que confia no Senhor .

Acordai, queridos amigos -Queridos irmãos !

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Frio em Portugal

Nota:
Esta imagem colhi-a no porto de Nápoles.
Ao fundo, vê-se uma mancha, uma montanha. É a ilha de Capri








Hoje pus me a pensar, como é importante o frio!
Ele mata micróbios . Faz as roseiras e outras plantas enraizarem pelo calor da terra mãe que marca a diferença entre o ventre da Terra e o exterior.


Por outro lado, o frio faz-nos pensar como é bom o calor.


A dualidade do mundo que nos rodeia é permanente.


E agradeço pelo que temos de bom, muito bom, neste cantinho da Europa.


Agradeço também pelo que parece de menos bom, que tem sempre algo de positivo, se reflectirmos mais profundamente.


De resto também temos que perceber, que somos todos um pouco responsáveis por estas diferenças de temperatura difíceis de suportar, já que a poluição provoca este desiquilíbrio aos mais diferentes níveis...


Ainda é tempo de hoje mesmo fazer algo para travar esta situação. Gastar menos sacos plásticos, ir de metro, a pé , ou de autocarro em vez de usar o carro...


E cada um de nós sabe com certeza, n..razões do aumento da poluição, pois a coisa é muito séria e a herança que se deixa aos Filhos e vindouros, não será a melhor , assim sendo.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Flores


A minha camélia


A MINHA CAMÉLIA


Hoje, o sol brilhava intensamente.
As imagens transparentes recortadas na nitidez do espaço, foram um convite para dar um pequeno passeio.
Antes, metia o nariz numa fresta da janela e logo a fechava, porque a aragem fria era cortante.
Atravessei a ponte sobre o rio .
Os recortes simétricos reflectidos nas águas escuras do Vouga, eram um apelo inadiável para uma foto e outra e outra…
Sentei-me um pouco a ouvir a cascata cantante e pensei:
as pessoas daqui, são embaladas com tanta suavidade, que nem imaginam como dóiem os roncos das motas na cidade mal cheirosa.
Depois, continuei nas minhas descobertas.
E de máquina em punho, consolei-me a fixar em ângulos, as muitas camélias rosa que atapetavam o chão.
Quanto tempo ali fiquei, nem vos digo.
Acabei por me sentar debaixo da cameleira.
Apanhei do chão, uma camélia envelhecida que rolava ao vento.
Ao fixá-la melhor, falei alto, sozinha com ela:
- Como és bela, linda camélia!
Como adoraria levar-te comigo para sempre.
Preservar a delicadeza das tuas formas, a cor e o acetinado das tuas pétalas.
Mas…meu Deus, como a beleza é efémera…
Daqui a uns dias, a minha linda camélia estaria seca. Desbotada…até podre, quem sabe.
Isso entristeceu-me. Fez-me pensar:
-Como é grande e maravilhoso o Criador que nos oferece tudo!
Homem algum poderá criar o acetinado daquelas pétalas que agora eu segurava na minha mão frágil.
Como tudo ali se abria para todos e cada um de nós.
Mas, na verdade, poucos param para apreciar tanta, tanta beleza que Deus nos oferece…
É que a beleza se não existe em nós, também não a vislumbramos à nossa volta.
E se não a colhemos no momento certo, ela passa em nossas vidas e a oportunidade não volta nunca mais.
Ainda tenho à minha frente, os gominhos delicadamente requintados e coloridos que colhi de uma camélia rolando pelo chão…
Fotografei-a para lhe guardar a alma dentro de mim.
Foram momentos intensos de comunhão serena, com a natureza adormecida naquela tarde de sol brilhante e aragem fria , mas o mais belo foi aquele encontro com a beleza da camélia que colhi e escondo no meu coração para sempre.
Obrigada, bom Deus, por tanta, tanta coisa bela, gostosa, interessante, que nos ofereces para nosso usufruto e que tantos irmãos nem reparam.
Quem nasce e morre sem nunca reparar e sentir, tudo o que nos é oferecido para sermos felizes, perde o melhor que a vida tem para oferecer aos seus filhos.
Por favor páre para cheirar uma flor.
Aprecia a sua forma e coloração.
Ele foi feita para si especialmente!
linmare@edicomail.net

























sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Uma imagem publicitária


Pois é...

sou eu, em Nápoles..um flash publicitário?

Quem sabe...

O retrato da alma




Um amigo falou me de uma senhora que pintava o retrato da alma de cada um de nós.


Tive curiosidade.


Quiz conhecer a senhora.


Fui então a Leiria onde ela vive.


É uma pessoa acolhedora e muito simples.


Falámos um pouco. Ela contou -me que começou por pintar louça.


A certa altura, começou a contactar com os Anjos e surgiram coisas incríveis que a surpreendiam.


Assim ela fala connosco e depois pinta ortientada pelo nosso Anjo da Guarda.


Vou anexar a minha imagem de alma que de facto me comoveu, quando a vi pela primeira vez.


Acho-me mesmo eu no mais intímo, no que ela tem de doce e triste...


e outras coisas pessoais ...

A precaridade da vida

Nota Nota:
Esta foto tirei-a em S Pedro do Sul . Era 1 cameleira que deixava cair as suas flores, atapetando o chão. Reparei q embora lá abandonada, aquela cameleira era diferente de todas as que já vira antes. Ofereço pra vós esta foto , amigos!

"Monges budistas compartilhando a arte e o ensinamento ao desapego.
Trabalho belíssimo, e que lição!

( A imagem de budistas fazendo uma belissima construção com sal colorido
Lindissimo!
Logo de sequida, destroem tudo...)

É um trabalho impressionante dos monges budistas que fazem as mandalas de sal colorido.
Feitas com o maior cuidado e com a maior dedicação, elas são desmanchadas logo depois de prontas
para demonstrar a transitoriedade das coisas na vida, mesmo que elas exijam o maior esforço.
Assim é que nós devemos encarar o dia-a-dia.

E sempre prontos para começar tudo de novo, se preciso for.

PANTA REI é uma expressão do pensador Heráclito,


que significa TUDO MUDA (tudo flui, nada persiste)


e ele usava como metáfora filosófica a idéia de pisar num rio ,
que um milésimo de segundo depois de pisado,
já não era mais feito da mesma água.
Portanto, o trabalho dos monges fica como lição:
perca o referencial de vez em quando.

Saia de sua zona de conforto. Dê oportunidade ao imprevisível.
Nada é mais certo do que a incerteza.
As coisas têm o valor que nós damos a elas...

A Saúde - A nossa maior dádiva!

A Oração - A solução para os dias atuais com a Terra em transição!


A PAZ - Busque-a na sua Energia Vital, no interior do seu ser!


O Amor - O elo, a razão e o entendimento para tudo!


O Perdão - A ascensão espiritual!

O Trabalho - É o nosso estímulo!


A Humildade - É a sabedoria!


O Orgulho - é a maior DOENÇA da ALMA! "







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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Duas imagens que colhi em Nápoles e que me tocaram

Aqui nem um cão as pessoas podem ter, porque dá trabalho.
Em Nápoles, este italiano tem estes cães todinhos que ele passeia na praça...
Bendito seja este homem, amigo dos animais!



Hoje chocou me muito a notícia de uma idosa de 80 anos, que na Rua Nova do Almada em Lisboa, foi encontrada carbonizada entre os escombros, NUM INCÊNDIO NUM PRÉDIO DE 5 ANDARES....


Sem comentário...


Meu coraçao chora,PORQUE COM 80 ANOS, NUM 5.º ANDAR , SOZINHA....DÁ ESTAS COISAS: MORRER CARBONIZADA.


Será que esta senhora não teria família?


Como está uma idosa de 80 anos , sózinha , num 5º andar?


Que vergonha !

Há muita solidão sem esperança, em mulheres que foram usadas e agora é só deitar fora...mesmo pelos filhos .
Que vergonha !
Que crueldade!

Nota:
Também em Los Angeles, vi este espectáculo...de idosos que dormem debaixo do banco do jardim, cobertos por cartões...
Os seus bens são passeados num carrinho, roubado num supermercado.
Mais à frente, vi um jovem de cor, estrebuchando no chão absolutamente sozinho.
Ninguém lhe acodia...

É verdade que na China, vi um jovem morto no meio da estrada e esteve todo o dia coberto por um cartão , no meio da estrada...sem ninguém se preocupar.
Como um cão morto que as pessoas contornam ou esborracham mais um pouco.
Tristeza...
Diga-se, que se no Brasil, o meu Tio passava sempre no semáforo vermelho com medo de ladrão.
Na Califórnia, não se pode sequer olhar para o lado na fila de trânsito, porque se arrisca a levar um tiro de imediato.
Também no semáforo, não pode olhar para o lado , para ninguém que esteja a pé...porque não se vê ninguém a pé nas ruas de los Angeles , com uma extensão tão longa de mais de 100 quilómetros...
Enfim , há muitas formas de violênia e solidão dos idosos,sobretudo.
Esquecem as pessoas que também poderão vir a ser idosos sem amor...
Duro, hein!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

..A violência tem muitos rostos...



Sementes de Violência
(II PARTE)

A causa de todos os problemas conjugais está no desconhecimento da mente”
Joseph Murphy



Diz-se que a causa das separações não está no facto ocorrido, mas na maneira como o facto foi interpretado.
Cada caso é um caso. As dificuldades são muitas e diversas. É verdade que a maturidade falta muitas vezes na caminhada e nas decisões finais.
Que mais tarde, as pessoas reconsideram, mas a sintonia ou nunca existiu ou nunca mais se consegue.
Quando no entanto, só um quer progredir e o outro fica no cadeirão, questionando e agredindo as mudanças e as novas atitudes do parceiro/a, às quais sempre se opõe, porque não tem flexibilidade, nem se esforça por evoluir, continuando apenas agarrado ao poder e ao lado material da vida, que fazer?
Não admite que o outro mude, apelidando-o de louco, porque se tornou diferente, como se pode dar a reconciliação?
……………………………………………………………………………………………………………………………………
E por isso, meus amigos, as sementes de violência ainda estão aí. Cada vez mais vivas.
Hoje, há maridos, famílias, que não ligaram nada a quem passou a vida toda trabalhando, sofrendo, amando na ajuda e na presença abandonada e silenciosa de tantos anos, mas hoje na “sua extrema bondade” e também com medo de perder os bens materiais, quando vêem que as “Marias” estão cansadas de serem criadas, de serem ignoradas, quando se apercebem que o seu tempo de hipocrisia chegou ao fim e que não há volta a dar, estudam as tais estratégias e pensam, como bloquear a liberdade de alguém se poder tornar responsável. Pessoa. Libertar-se do cativeiro onde não há pinga de amor. Respeito. Não há nada!
Afecto e alimento são necessidades fundamentais para se viver. Quando alguém evolui e tem consciência desta realidade, como podemos negar-lhe isso?
Se ela for dada como desequilibrada. Incapaz de se defender de novos amigos e formas de pensar com as quais não concordam, têm que a “proteger “.
Não foi na saúde e na doença que se comprometeram a estarem juntos?
( Juntos sem amor, se nem sequer se falam?
Não será a posse a prisão mais cínica e camuflada que temos?
Tentar dominar o companheiro ou a companheira, é o sinal mais evidente de insegurança e ou complexo de inferioridade.)
Então por que é que ela não há-de acabar podre nessa casa tão linda, embora ela morra de solidão sem ninguém lhe dar atenção, nem diálogo, nem carinho, nem companhia, sem respeito por aquilo que o outro pensa, sofre, ama, trabalha?
Vamos chamar-lhe doida. È mais fácil do que perceber com atenção e coerência, a razão da necessidade de evasão, de novas escolhas.
Provar que não está bem, é mais fácil. Negar tudo o que não é igual ao pensamos.
Esquecemos que a unidade faz o bom entendimento. Alegria. Respeito. Adaptação. Tolerância. É a unidade que busca a valorização das qualidades que facilitam a convivência. O respeito ( do latim RESPICERE que significa tornar a olhar…).
Se nada disso existe onde está casamento?
Ela até está a adoptar modelos de pensamento diferentes dos “nossos”, que nos recusamos a analisar…
Classificá-la de doida é mais fácil.
E assim, incapaz de se defender sozinha, nós, os bonzinhos, os equilibrados, a “famíla”, preservamos os bens, dominamos o outro numa violência extrema e ainda passamos por protectores e salvadores de primeiras águas.
Que tal estas violências ao nosso lado, sem que disso nos apercebamos?
Ou ela só dói quando a sentimos na pele?
Não podemos ignorar que haja quem pense e sinta que o casamento é muito mais do que um contracto social, material e aparente.
Há pessoas “antiquadas”ou modernas (!!!), coerentes, que têm necessidade de amor e diálogo carinhoso no casamento . Não se contentam com as palavras vazias, mentirosas, apenas escritas num papel:
apoio na saúde e na doença, numa gaiola de ouro solitária. Agressiva. Silenciosa.
O contrário da violência é a paz. A paz tem a sua raiz no amor e na verdade!
A sua construção é a responsabilidade de todos e cada um de nós.
Por que será que alguém, perde tanto “amor “, “protecção”, preferindo o vazio e a incerteza e até a solidão , por vezes?
Algo está mal contado.
linmare@edicomail.net

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sementes de violência




Sementes de violência


O campo da não violência é o coração do homem.” Vinoba
“A não violência é a mais firme qualidade da alma que se desenvolve com a prática.” Gandhi
.

Lembro-me de um conto de Gabriel García Marquez que li já há muito tempo, e que considerei de uma violência extrema.
( Se aqui, a violência nasce de um equívoco…isso nem sempre acontece noutros casos de maldade organizada.)
Era o caso de um casal de artistas que participariam num espectáculo, nessa noite. Ela era cantora.
O marido iniciou a viagem mais cedo. A esposa iria juntar-se a ele, indo ela no seu carro próprio.
Era inverno. Na estrada, o seu carro avariou ficando ela só, pedindo ajuda a quem passava.
Entretanto, apenas um pequeno autocarro acabou por parar, para dar a socorrer. A senhora ficou muito contente, porque pensava assim poder aproximar-se mais rapidamente do local onde se iria apresentar naquela noite. Estando mais próxima e com possibilidade para telefonar (ainda não haveria telemóvel…) a seu marido, ele ou alguém, a um táxi talvez, que a pudesse ajudar a cumprir o seu compromisso.
Sentada à frente, junto de uma senhora e o condutor, reparou que as pessoas quase todas dormitavam, na parte de trás.
Entretanto, chegados ao destino, grandes portões se abriram para deixar entrar os passageiros. O condutor e a sua ajudante mal chegaram, terminadas as suas funções, desapareceram na grande cerca que se estendia dentro de altos muros.
À medida que as pessoas saiam do autocarro, eram rotuladas com um número, tal como a cantora a quem deram boleia. Esta apressou-se a explicar a sua presença ali, mas ninguém a escutou. Antes, a calaram sorrindo, porque agora até tinham alguém com a mania que era “cantora”, naquela antiga instituição psiquiátrica.
A noite ia avançando. Coisas terríveis iam acontecendo…
Quanto mais a senhora pedia para telefonar e explicava a situação, mais o seu caso era considerado grave chegando ao ponto, de ser amarrada na cama, pela sua teimosia, compulsão e insistência no assunto.
Entretanto o seu marido maldizia a sua sorte:
- Que cabra eu escolhi! A esta hora está com outro e eu aqui segurando a situação sozinho, neste espectáculo…
O tempo foi passando.
Isolada, sujeita a tratamento psiquiátrico violento, imaginamos em que estado terá ficado.
Já não me recordo bem, mas parece que no final, já completamente depauperada, o casal encontra-se (…).
Para além desta história que nunca mais esqueci, lembro-me também, quando entrei na Faculdade, que se contava a situação de um professor que se encantara com uma aluna.
Para se livrar da sua esposa da qual não tinha qualquer razão para a repudiar, além do divórcio ser coisa rara entre nós, naquele altura, e portanto não ter maneira de se livrar da sua mulher, o professor descartou-se da senhora, internando-a num hospital psiquiátrico, dando-a como louca. E a pobre senhora lá se finou sozinha e talvez louca… lá morreu.
Também conheci muito de perto, um casal em que o marido queria condenar e destruir a esposa, que ele nunca amara.
Traçou um plano de guerra fria.
Queria desesperá-la tanto, que ela, desgastada, acabasse por abandonar a casa, para a culpar por abandono do lar.
Violentava-a até ao desespero, na esperança mafiosa de ela poder cometer alguma auto-agressão, que o promovesse a bondoso salvador da vítima que um dia tanto se sacrificara para fazer dele um homem!
Para isso, repetia-lhe, na cama, quando ela tentava dormir, até à loucura do mais são…:
-Tu és louca. Nenhum psiquiatra te cura e vais perder os filhos.
( Na realidade , os filhos era tudo de mais precioso que ele muito bem sabia e que até tinha sugerido que ela abortasse…)
Portanto a violência da agressão era extrema.
Quando ela sofrida pela situação de grande desgaste, o querido marido tinha o cuidado de colocar venenos vários, na casa de banho. Junto, colocava também uma lista com indicações de anti-venenos…e números de telefones …
Que bonzinho que este marido era, não é mesmo?
Mas meus amigos, as sementes de violência ainda estão aí , cada vez mais vivas.
Hoje, há maridos, famílias, que na “sua extrema bondade” e também com medo de perder os bens materiais, quando vêem que as “Marias” estão cansadas de serem criadas, de serem ignoradas, quando se apercebem que o seu tempo de hipocrisia chegou ao fim e que não há volta a dar, estudam as tais estratégias e pensam, como bloquear a liberdade de alguém se poder tornar responsável. Pessoa.
Afecto e alimento são necessidades fundamentais para se viver. Quando alguém evolui e tem consciência desta realidade, como podemos negar-lhe isso?
- Se ela for dada como desequilibrada. Incapaz de se defender de novos amigos e formas de pensar com as quais não concordam, têm que a “proteger “.
Não foi na saúde e na doença que se comprometeram a estarem juntos?
Então por que é que ela não há-de morrer podre nessa casa tão linda, embora ela morra de solidão sem ninguém lhe dar atenção, nem diálogo, nem carinho, nem companhia, sem respeito por aquilo que o outro pensa, sofre, ama?
Vamos chamar-lhe doida. È mais fácil do que perceber com atenção e coerência, a razão da necessidade de evasão, de novas escolhas. Provar que não está bem, é mais fácil. Negar tudo o que não igual ao pensamos.
Ela até está a adaptar modelos de pensamento diferentes dos nossos, que nos recusamos a analisar…Então classificá-la de doida é mais fácil.
E assim, incapaz de se defender sozinha, nós, os bonzinhos, os equilibrados preservamos os bens, dominamos o outro numa violência extrema e ainda passamos por protectores e salvadores de primeiras águas.
Que tal estas violências ao nosso lado, sem que disso nos apercebamos?
Ou ela só dói quando a sentimos na pele?
Não podemos ignorar que haja quem pense e sinta que o casamento é muito mais do que um contracto social, material e aparente.
Há pessoas “antiquadas”ou modernas (!!!), coerentes, que têm necessidade de amor e diálogo carinhoso no casamento e não se contentam com as palavras vazias, mentirosas, apenas escritas num papel:
apoio na saúde e na doença, numa gaiola de ouro solitária. Agressiva. Violenta…
O contrário da violência é a paz . A paz tem a sua raiz no amor e na verdade!
A sua construção é a responsabilidade de todos e cada um de nós.

Nota: Esta é apenas a 1.ª parte de uma reflexão sobre a violência




domingo, 7 de fevereiro de 2010

Uma carta de amor para 2010


UMA CARTA DE AMOR PARA 2010

Se é certo o que diz o poeta Fernando Pessoa, que todas as cartas de amor são ridículas, a verdade é que a boca fala da abundância do coração e por isso tenho que partilhar contigo, segredos que só a ti dizem respeito, ano 2010!
Sabes, querido, a vida tem-me fustigado demais , mas nem por isso apagou no mais fundo de mim mesma, esta chama de amor que me persegue.
As desilusões têm-se acumulado e a solidão sem esperança tem-me consumido a alma.
É por isso , querido 2010, que a tua chegada, um tempo novo, cheio de promessas e surpresas várias, foram uma bênção na minha vida.
Trouxeste tudo o que eu precisava: a alegria de viver feita disponibilidade para acolheres gostosamente tudo o que guardo escondido no meu peito e ainda para me ofereceres o que a vida me deve em carinho, ternura e dedicação.
Sabes, querido, pobres são aqueles que não têm quem receba o que eles têm para oferecer.
Talvez, tu sejas a porta que se abre para dias melhores, de mão dada contigo.
Quero amar-te com todo o meu coração, como um canto do cisne pleno e verdadeiro.
Como duas crianças amigas que brincam no parque ou fazem uma patuscada em segredo. Vivem aventuras simples. Contam histórias inventadas e todos os dias são diferentes e cheias de sonhos inverosímeis , mas reais dentro delas.
O nosso amor desabrocha dentro de mim, como uma nova era.Um recomeço.
Por ti e para ti, expresso o que trago abafado, pela confiança e coragem que me inspiras.
Abro-te o peito, nesta confissão de uma vivência adiada, sem tempo, como uma semente promissora. Abençoada.
Sei que me amas e o que se lança para o universo com convicção fere o infinito.
Não é o amor a força despolotadora que faz vibrar e brotar o que temos e somos de melhor?
Pudera eu na minha pequenez, retribuir-te tudo o que me ofereces.
Semear flores com meus escritos. Espalhá-los ao vento e encher o universo de canções!
Obrigada, amor, ano 2010, pela esperança que trazes.
Este grito, resumo de tanto afectos adiados são todos para ti, amor, amado , amigo, amante!
Em cada dia, o registo de novas descobertas, serão rosários de pérolas luminosas, coroando os teus trezentos e sessenta e cinco dias, diferentes e renovados.
Entre nós, será um pacto amoroso que encherá de pétalas perfumadas, o rio secreto e silencioso, escondido no mais fundo dos nossos seres.
A tua efemeridade será aguilhão para vivermos mais intensamente cada minuto, cada segundo, certa que ninguém se banha duas vezes na mesma água e que a eternidade começa aqui e agora.
A gratidão entranhada em cada célula do meu ser, bendirá cada dia ,
cada semana, cada mês que me concedes.
Todos os dias agradecerei ao Deus Criador, que me permite o encontro com o tempo.
Quantos gostariam de ter o privilégio de te conhecerem, 2010, mas tiveram que partir, antes da tua chegada.
Bateste sorrateiramente á minha porta, numa noite fria.
O meu coração aguardava-te. Pressentiu-te deslizando de mansinho e ali jurou amar-te até ao final dos teus dias, como o primeiro e o último tempo da sua vida…
Será intenso e doce o nosso relacionamento. Beleza. Suave relação, como só nós poderíamos escolher e acarinhar, depois de tantas decepções. Desgostos. Guerras e traições.
E por isso, a nossa paixão inicial, esbatida e arrumada, se converterá num sentimento fiel, total, fazendo do nosso casamento, ainda que breve, um tempo inesquecível.
Se velhinho partires e eu ainda ficar, uma saudade magoada , grata, reinventará suave melodia , para ti, ano de 2010.
Em meus braços te acolho hoje, vestido de progresso e vitórias. Vigoroso. Firme. Promissor…
Acolho o teu abraço e as tuas carícias, como alimento dos meus dias que hoje só a ti pertencem.
Sou toda tua .
Faz em mim tua morada, amigo, amor, amante!
Ampliemos o milagre da nossa união.
Semeia flores nas minhas varandas abandonadas.
Verás despontar em tuas mãos, todos os poentes . Todas as auroras de sempre… prometidas.
A plenitude estenderá suas asas sobre as nossas fragilidades, qual rei Midas transformando em vitórias, as nossas maiores aflições.
Sobre o mundo aspergiremos a nossa felicidade que a todos tocará.
A Terra em festa cantará hossanas e os irmãos do universo inteiro, abraçar-se-ão com amizade, explodindo por toda a parte, a paz e o amor!
Este é o segredo: todo o amor gerado, tarde ou cedo florescerá, fazendo novo todas as coisas velhas.
AMO-TE, 2010!
JOANINHA