domingo, 16 de agosto de 2009

Coimbra está acolhedora á noite...


AS chamadas "Docas" ,em Coimbra, sáo umspaçosimpático junto ao Rio.

À noite, quando do chão ainda sobe um calor bem difícil de suportar, aquele espaço ali junto ao rio, é um lugar afgradável para retemperar forças e preparar uma noite de descanso mais agradável.


Não lhes aconteça é como há dias nos aconteceu.

Acabávamos de chegar do nosso trabalho de campo de fotografia . Tínhamos deixado os nossos carras ali no parque verde.

De repente, chega-se um rapazinho dos seus 20 anos, muito bem arranjado que chorando, nos pedia ajuda, porque tinha vindo de Viana do Castelo para responder a um anúncio e a máquina tinha-lhe engolido o cartão de multibanco.

Queria voltar para casa e não tinha meios. Se podíamos ajudar.

Imediatamente, cada um de nós , deu 5 euros e o rapazinho ficou com 40 euros, feliz e contente.

Ficámos desconfiados , no final , porque queríamos ajudar até ao fim e levá-lo à Estaçao Velha, mas ele não quis.

Pediu o númrtp de fp one a um de nós.para devolver o dinheiro ,mas escapou -lhe fingiu apenas que tomava nota. Uma das pessoas notou também isso.

Bom, mais uma vez a boa vontade de algumas pessoas foi lograda.

Talvez para a próxima, alguém que realmente precise e já não vai ter ajuda.

A mim av conteceu-me uma vez , ia eu com meu filho junto do picadeiro à beira mar em Espinho e porque havia muito trânsito e fila ia muitoi lentamente, meui filho disse-me:

-Mãmã gostas de andar . Sai e depois apanho-te à frente.


Saí à pressa para não incomodar os outros automobilistas. Naquela saída rápida, deixei a carteira e nem me lembrei que o telefone também estava lá dentro. De resto estava certa que à frente, apanharia de novo, o carro o meu filho.

Acontece que tudo se complicou.

Perdemo-nos um do outro.

Fui-me pôr no final da ponte do lado do Castelo do Queijo, pensando que isso facilitaria o nosso encontro. Que aí ele passaria e me veria.

Na verdade, fiquei ali imenso tempo , mas ele não passava.

Enquanto ali estava, aproveitei para observar a reacção das pessoas que me olhavam.

Eu estava vestida com um fato de cabedal. Não estava mal de todo.

As senhoras de barço dado com os manridos que pasavam, viravam -me um olhar de crítica e maus pensamentos...Os homens olhavam de solaio, talvez com alguma curiosidade.

Que estaria ali a fazer aquela criatura, a olhar para a estrada?

A certa altura, passaram uns senhores de idade com uma pastinha sob o braço, que me pareceram talvez de algum grupo religioso e talvez mais dosponíveis para me ajudar.

Então dirigi-me a eles e pedi para me deixarem telefonar a meu filho de quem me perdera.

Os senhores mal me olharam e foram sempre andando, também talvez desconfiando do que lhes dizia, um deles puxou de uma moeda de 50 cêntimos e deu-me.

Fiquei assim sem jeito e...agradeci.

Mas fiquei a pensar como é que havia de fazer para sair dali e da situação.

Entretanto reflectia sobre o facto de não ter um tostão no bolso, não ter um telefone, não ter um documento, não ter nada e ainda por cima ser mal julgada sem se pode defender.

Penso que foi isso que a mim me levou a intervir pelo tal menino do Parque Verde que nos vigarizou...

É uma sensação pouco agradável, confesso.

Mais à frente, ao tentar usar uma cabine telefónica, os tais 50 cêntimos não davam para a chamada.

Passava um casal e expliquei. A Senhora olhou-me de lado. Deu um puxão ao braço do marido e nem me respondeu...

Fui então até um cafezinho que havia no final da Avenida da Boavista e pedi o favor de me deixar telefonar .

Ficaria aí esperando o meu Filho que viria e pagaria!

Quando acabei de falar, o rapaz disse-me:

- A chamada já está paga.

Surpreendida, perguntei:

-Como?

-Estava aqui um senhor e pagou.

- Mas onde está o senhor , porque quero pagar-lhe?

-Não sei . Talvez já tivesse saído.

- ...

Entretando, felizmente, chegava o meu Filho!

Tudo se esclareceu. Ele agradeceu .

..mas na realidade foi uma grande lição, sob vários aspectos.