segunda-feira, 14 de setembro de 2009

As minhas viagens


Agora nem tanto, mas antes, gostava de todos os anos fazer uma grande viagem e conhecer um país novo.

Ao Canadá, USA e Brasil fui muitas vezes.
Não gosto dos países muito pobres, porque me aflige não poder fazer nada e ver tanta miséria.

Acho a velha Europa a minha casa .

Mais culta, mais segura , mais...tranquila.

A sua civilização vai melhor com a minha personalidade.

Embora o índio Tavauii, da Samoa na Indonésia, fale do Papalagui ( branco europeu)e diga aquelas coisas todas que nós sabemos das suas vivências, a verdade é que EUROPA é Europa...


Mas hoje, vou-lhes falar de um episódio que me aconteceu , da última vez que estive no CANADÀ ( 6 meses), ainda não há muito tempo.

Estava em Woodbridge , no Ontário, e um dia ia para a missa, ao domingo.

Ia à missa na Igreja dos italianos, um pouco longe do local onde morava.

Mas enfim, podia e gostava de andar e não havia perigo de andar sozinha.

A certa altura, ia pelo caminho e pensava para mim:

-Por que razão é que eu vou à missa?

E respondia para mim mesma:

- Vou para cultuar Deus , para agradecer e para renovar forças, na Eucaristia que para mim é muito importante, além de escutar atentamente a palavra de Deus que sempre nos diz qualquer coisa de pessoal, para depois meditarmos e mudar o que for necessário mudar.

De repente, mal tinha acabado de pensar estas coisas, um sapato rebentou sem possibilidade de o segurar no pé.

Pensei:

- Se volto para trás ( era longe ...) já não participo na Missa.

Ora eu ia aquele culto, não era para mostrar os sapatos e tinha mesmo que ir.

Peguei os dois sapatos na mão e fui mesmo descalça.

Fui pra o segundo lugar da frente, onde me sentava sempre , com os sapatos ao pé de mim ,mas descalça.

No momento da comunhão, perguntei-me de novo:

-Comungo ou não!?

Ora o meu respeito por Deus estava vivissimo e no meu coração , não estava no pé . E fui mesmo comungar .

Quando vinha a sair, um italiano deve-se ter apercebido do que aconteceu, porque me viu o sapato estragado na mão e disse-me simpatica e e latinamente:

- Não é por estar sem sapatos, que deixa de ser linda e simpática!

Sorri e agradeci.

Regressei descalça até casa ,mas cheia de alegria comigo mesma.

A coerência é algo que tento cultivar.

Dá segurança, acreditem!

Foi muito bom poder dizer ao meu Deus, que O amo acima de tudo e de todas as dificuldades, mesmo naquele mínimo gesto.