quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desabafo



19 de Maio de 2011
Desabafo


Desenvolver força, coragem e paz interior demanda tempo. Não espere resultados rápidos e imediatos, sob o pretexto de que decidiu mudar. Cada ação que você executa permite que essa decisão se torne efetiva dentro de seu coração."
Dalai Lama
Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço.
Immanuel Kant

Ouvi dizer já há muito, um provérbio sobejamente conhecido:
Nunca o invejoso medrou, nem quem ao pé dele morou…


De facto esta energia negativa é captada nos que estão à nossa volta que não conseguem disfarçar.
Faço sempre que não percebo.

Redobro de simpatia para com essas pessoas e nem sequer é cinismo. Ainda ficam mais irritadas.

Provocam-me alguma tristeza, mas são os irmãos que temos …


Sinto e penso que a inveja é a expressão da admiração, no seu estado mais negativo.

As pessoas têm pena de não terem tido aquelas iniciativas ou não terem sido capazes de fazer algo antes.

E o caso do ovo de Colombo. Todos sentem que podiam ter feito o mesmo, mas não fizeram!
Alguns humanos, depois vão roubar o que eles sentem que foi um êxito, mas que não foi seu.
Além de invejosas, são desonestos.


Para um invejoso é muito mais fácil “proteger” uma pobre coitada criatura que está na mó debaixo, porque isso lhe confere poder, do que ser capaz de partilhar o êxito de alguém que antes lhe estivera sujeito.

Falta a grandeza de alma.


Inicialmente, fica-se triste com estas situações que se repetem ao longo da vida.

No meu caso, comecei bem pequena em criança, quando recebia elogios na Escola e na Catequese.
Não gostava que me elogiassem. Só bastante mais tarde percebi, repetindo-se isso na minha vida, que isso me expunha demasiado.


Nunca fiz nada premeditadamente para sobressair.

Era assim, porque não podia ser de outra maneira. Tinha que ser mesmo assim.


Em criança, a seguir aos elogios, levava sempre pancada dos que não tinham sido elogiados.

E lá está, talvez o ser humano tenha que ser educado e ajudado para se poder alegrar com o êxito do outro.
Todos temos potencialidades.
Temos é que trabalhar para as desenvolver
Uns são bons numa coisa, outros são bons noutra coisa.


A questão é que há quem não faça, mas também não queira que o outro realize.
E o pior de tudo é quando o veneno é tanto, que se chega a caluniar e ensombrar o nome do outro.

Mas… como a luz não esconde sob o alqueire, pode haver alguma dúvida nas pessoas que não tentam observar elas com seus próprios olhos e se deixam ir em conversas, porque elas também comungam desse mesmo espírito inferior e por isso logo se juntam ao grupo mais invejoso, mas há de chegar o momento que quem é mais correcto não aceita conversas que não edificam.


O que a mim sempre me fez pensar , é que ninguém atira pedras a uma árvore que não dá frutos.


E já agora se compreende:
como é que pode haver gratidão pelo esforço de quem trabalha e até nos ajuda , se o sentimento primeiro á tal invejazita que rói sem parar?


Valha-nos Deus que nos dê paciência com estes irmãozinhos…
Não fazem e ficam tão abespinhados quando os outros avançam…
A mim está me sempre a acontecer isto , mas eu já não me importo.

O prazer é grande ao realizar o que gosto e que Deus me ajuda e até corre bem. O o resto é só sorrir e fazer sempre coisas novas.

Às vezes a inveja dos outros até serve de desafio e estímulo, mas não vale a pena alguém despenhar esse papel tão negativo.

É bom ter consciência dessas nossa atitudes.

Termino com o grande Augusto Cury…
Dar a outra face é um símbolo de maturidade e força interior. Não se refere à face física, mas à psíquica.

Dar a outra face é procurar fazer o bem para quem nos decepciona, é ter elegância para elogiar quem nos difama, altruísmo para ser gentil com quem nos aborrece.

É sair silenciosamente e sem estardalhaço da linha de fogo dos que nos agridem. Dar a outra face previne homicídios, traumas, cicatrizes impagáveis.

Os fracos se vingam, os fortes se protegem.

Livro O vendedor de sonhos
Augusto Cury

O mundo é tão vasto! Há lugar sempre para todos.


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