quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Hoje quero e não quero falar dos filhos...


Ainda os meus filhos não existiam e eu já os amava.


Acho que me casei e sofri muito (...) ,porque amava demais os meus filhos.


Dei todo o meu esforço. A minha vida. por eles!


Não esperava nada em especial,mas confesso que não pensava estar tão separada deles, hoje...

Meus pais sempre viveram comigo e nunca pensei que pudesse ser diferente.

A minha vida, a minha casa, tinha sempre um espaço para eles.

Era mesmo assim. Nunca poderia ser de outra maneira.

Nunca pensei abandoná-los na mão de outrém . Num lar ? Nunca!

Quando eram velhinhos e que precisavam mais de mim, pelo contrário, sentia que era quando eles mais precisavam de mim.
Deus me livre de os abandonar!

Nunca teria mais um momento de sossego na minha vida! Meus Filhos viram tudo isso...

Hoje, meu Deus...como tudo é diferente...nem posso falar nisso...porque diria de mais.
Não sou só eu, mas todas as pessoas , falam das suas experiências de abandono, de de dor ...pelos seus filhos ...desprendimento e quase ingratidão.

Mas...pensando bem, eles mesmo assim ajudam-nos a crescer.
A aprender a amar , sem esperar nada em troca.

Ensinam-nos o desprendimento...

É verdade que é um bocado à força e com muita dor ,mas esta coisa de ser mãe tem o seu aprendizado e eu agradeço a Deus por me ter deixado ser mãe.

Foi a coisa mais linda da minha vida.

Hoje, sinto -me muito só,mas certamente é uma fase de aprendizagem na vida.

Nascemos sós e morrremos sós.

O amor e a dor , ninguém pode viver por nós.

Temos que chegar ao desprendimento e ao desapego final, para onde todos caminhamos.

Kahlil Gibran tem um poema muito lindo que diz isso mesmo: Os filhos vem através de nós ,mas não nos pertencem.

Então não vale a pena queixarmo-nos.

Aliás conforme nos fizerem , assim eles vão colher o que semearem , embora nós não tenhamos o que semeámos,mas a vida é assim...

Agradeço muito a Deus por me ter dado a oportunidade de ser Mãe .
Nunca matei nenhum filho , nem nunca provoquei nenhum aborto e isso dá-me imensa paz!











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