sábado, 30 de dezembro de 2017

Liberdade para ser

Textos e pretextos
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Liberdade para ser

O sentido da vida consiste em que não tem sentido nenhum dizer que a vida não tem sentido. Niels Bohr






Com esperança. Liberdade. Fraternidade a vida tem realmente sentido!
Essa amplitude torna a pessoa ancorada à Humanidade, residindo o segredo, no ser e não ter!

Sem isso, a ilusão pode ser fatal!
Será uma via sem apelo, em direcção ao abismo. Caminhada para um um beco sem sentido.
(No dia em que perceberes que não há mais espaço para sonhos e que a esperança foi algo longínquo, a vida não mais terá sentido"Edivanio Leite)

O prazer, o dinheiro, a vaidade, a ganância, as aparências acabam por saturar o coração. São balões de oxigénio materialistas efémeros.
Neste contexto, surgem os vazios, que de repente carregam  desespero. Desânimo. Até crueldade e crime, expressão niilista da vida.
Perdido o rumo, surge a doença. Alguns partem, sem sequer serem capazes de viver.

Este “nó no juízo”, por vezes alimentado por outras adições ainda mais pegajosas, fazem perder o sentido da vida.

·      E agora o que fazer das situações conflituosas? Nebulosas que inevitavelmente surgem?

·      Enquanto a pessoa estiver apenas virada para fora, será um cata-vento preso à base, sem qualquer autonomia para decidir quem é. O que quer da vida. Para se expandir e ser feliz.

·      Só no fundo de cada um de nós, existe a resposta para a nossa angústia e alegria.

·      Precisa-se para isso, abrir o coração. Entregar-se. Escutar. 
Porque somos livres, querer evoluir com a certeza, que esta é a saída.

·      Compreender que só no interior de cada um de nós, moram as soluções de tudo o que aflige. O clic mágico que é preciso accionar, chama-se auto conhecimento.

·      E não fica, como por milagre tudo resolvido. Haverá sempre momentos de subida e descida. Vitórias e fracassos. Conquistas e perdas, mas agora o significado de cada situação traz uma lição. Um enriquecimento que incentiva a prosseguir.

·      E todo esse desafio dá significação ao trilho que se vai fazendo…
·      Liberdade. Esperança. Fraternidade lideram o processo da vida, com pleno significado!
·      ……………………………………………………………………..

·      Poderia pensar: valerá a pena escrever este artigo?
·      Quem “está na sua” por teimosia e grande empenho macabro, lerá este artigo?
·      Quem não está, para que lhe serve esta reflexão?

·      Talvez haja uma franja, com uma réstia de luz no seu caminho…
Que ainda tenha coração e acorde para a mudança. 
Se for só uma pessoa, já terá valido a pena.
·      (Se penetrássemos o sentido da vida seríamos menos miseráveis. Florbela Espanca)



·      OXALÁ, 2018 traga o encontro, para todos nós, com o desejo de ser feliz!
Coimbra, 30.12.17 
Lucinda Ferreira 


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Christmas Blues e não só…

Christmas Blues e não só...






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Estamos sempre indo atrás das coisas "melhores", mas às vezes esse melhor nunca será alcançado. Dar valor para o agora e para as pequenas coisas boas, nos faz ser gratos pelo que já temos.






Muitos carregam no mais íntimo do ser, consciente ou inconsciente, sentimentos de desânimo. Abandono. Desamparo. Angústia Não pertença. Solidão. Tristeza, sem motivo aparente.

Os dias que antecedem as festas natalícias e nesses mesmos dias, a dor aflora. Uma certa nostalgia pesa na alma de algumas pessoas. Desenha-se um quadro depressivo, por vezes.

Pessoas sensíveis que sentem que o Natal não são comezainas. Troca hipócrita de presentes. Encontros forçados e pouco verdadeiros, páram e fazem o balanço, penetrando no sentido desta época..
O Natal, de um profundo significado, traz uma carga de Amor. Dádiva. Trocas afectivas, preciosidades que nem sempre acontecem…
Ora, nesses momentos, para alguns indivíduos pode ressaltar a dor de não se sentir amado. Acompanhado.

O vazio provocado por falta dessas trocas afectivas, emerge!

Hipócrates, 2600 anos A.C., já referiu esta melancolia e outros sintomas, que se aproximam da depressão que hoje apoquenta tanta gente.

“A depressão, estado patológico de sofrimento psíquico, com gravidade de ânimo, tristeza, sentimento de menos valia e sensação de impotência para trabalhar e pensar.
Pode ser causada por traumas emocionais, envelhecimento ou ser consequência de predisposição genética (…) Verifica-se “uma alteração na comunicação entre as células cerebrais, neurónios, realizada, principalmente, por dois neurotransmissores: a serotonina e a noradrenalina. (...)
Os especialistas chamam depressão a algo muito mais grave do que sentir-se triste, eventualmente, pois o indivíduo não consegue ter controle sobre o seu estado emocional”.


QUAIS AS CAUSAS DESTA REALIDADE?
·      Além do referido já, a vida moderna, agitada, a competição feroz, as pressas, a ambição, a comparação com os vizinhos e conhecidos, vai cortando laços. Apagando vínculos. Afogando afectos.
·      O inevitável olhar para dentro de si próprio no Natal, traz lembranças. Saudades de entes queridos ausentes, que já partiram ou não (…). A falta de crença em Deus cria o desespero. O vazio, num distanciamento do real objectivo e significado deste tempo: comemoração do nascimento do Deus Menino, há 2017 anos!
·      Sem sentido algum que não seja o consumismo desenfreado, a figura do Pai Natal tenta substituir o simbolismo dos presentes que Jesus recebera.
·      Consolador, o crente sabe, no fundo do coração, que nunca está só. Abandonado. Muito menos condenado a um eterno sofrimento. Está sim, num caminho de crescimento espiritual, aceitando as provas, aprende lições. Evolui na alegria, na esperança que o amor carrega em si.
·      O crente sabe quão perigoso é a mente em desequilíbrio.
Por isso, busca sem cessar, a harmonia do pensamento e da acção. Sabe que o ego imaturo se frustra facilmente. Assim busca a evolução. Sabe que a vida não corresponde às expectativas infantis. Tenta entender os processos nem sempre fáceis, que vêm ao seu encontro,respondendo com acção produtiva.
“A fé transformadora é luz que clareia os nossos territórios íntimos”.


Se a postura desviante comete irregularidades, colhem os seus frutos, que no mesmo espírito de imaturidade, tenta corrigir com pílulas, no intervalo do al-cool e das comezainas. E como pode depois alguém queixar ou suicidar-se?

Com certeza neste contexto, a depressão instala-se.Chega, como imaturidade emocional.
Falta o tempo para escuta do interior. Conectar-se consigo mesmo. No burburinho das correrias, nada se ouve. O equilíbrio rompe-se, incompatível com a vida leviana, sem concentração no essencial, que é conhecer-se. Cuidar-se, em equilíbrio.

·      Tudo se embrulha. Sobrecarrega. Fracassa.
·      Impotentes. Sem rumo, as pessoas são engolidas pelo stress e descontentamento. Insatisfeitas. Acabrunhadas. Frustradas, torcidas sob a culpa, acusam ainda os outros, pelos seus fracassos. Surgem as cobranças. A doença. As guerras.
·      Por fim, deprimem!
·      Muito mais a haveria a acrescentar, mas o que queremos hoje, é deixar algumas sugestões para evitar ou vencer este tão grande incómodo. Sofrimento.
(Queremos  mandar embora a dificuldade de fazer as tarefas quotidianas mais simples, sob grande esforço. A ansiedade. A tristeza. O choro. A irritabilidade. A pressão no peito. A insónia. A perda ou ganho de peso. Dores de cabeça. Dores de estômago, costas ou pelo corpo todo. Falta de poder de decisão. Falta aparente de amor pela família. Etc. Etc .Etc…Quem passa por estas situações sabe bem o que sofre…)


Ora como lidar então com a Christmas Blues e ou depressão habitual?
·      O autoconhecimento (algo em que vimos insistindo sempre) tem aqui, um papel muito importante, para debelar estes males de que todos querem livrar-se.
·      Auto conhecimento trará uma nova atitude. Posicionamento perante a vida e de si próprio.

·      A primeira condição, para se sentir confortável, é munir-se de uma grande CORAGEM, para enfrentar todas as mudanças que se impõem.
·      Ao querer assumir o comando da sua própria vida, tem que reconhecer as suas fraquezas. Necessidades. Carências. Tem que entender o que está a acontecer, distanciando-se da sua dor. Buscar uma nova maneira de ser. Pensar e agir.
·      Realizar escolhas. Vencer medos. Aceitar perdas e lidar naturalmente com elas. Fazer opções diferentes das feitas até ali.

·      Em caso extremo e de grande exaustão, pode ser necessário tomar alguma medicação ou ter ajuda de alguém, para reequacionar. Potencializar. Fortalecer todo o processo, desse seu mundo anterior, atribulado. Sofrido, que nunca deve ser menosprezado (…), abandonando todos os tabus sobre este tema sério.

·      Ao traçar novas metas, projectos de vida, tem que se reorganizar. Corrigir atitudes. Descobrir estratégias que reforcem a sua nova maneira de estar e de ser. Adequar-se a novos factos.
·      Quem sabe, terá que trazer para o HOJE, a emoção e o entendimento do que aconteceu no passado distante ou próximo, e o magoou ou perturbou.
·      (”Nem tudo na vida é como a gente espera. Altos e baixos são coisas do dia a dia e se formos nos abalar com tudo de ruim que acontece, não saímos do lugar. Por isso, apreciar as pequenas coisas nos faz ter alegria para continuar seguindo em frente.”)
·      Ter consciência de que “a neurose é uma mentira esquecida, na qual ainda acreditamos”.
·       Lutar para se libertar deste engano pernicioso, é preciso.
·      Se este Natal foi tempo de trevas, que tenha sido o último. A porta da alegria. Do equilíbrio. Da harmonia abre-se para todos.
·      A chave é : HUMILDADE e PACIÊNCIA, numa reprogramação de auto ajuda e autocura conscientes.
·      ………………………………………………………………………………..
·      Está disposto a amar-se? Ser feliz, com coragem?
·        Viver é maravilhoso, mas exige que nos enamoremos da vida! (A paciência torna mais leve o que a tristeza não cura! Horácio)


Coimbra, 28 Dezembro 2017
Lucinda Ferreira

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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O dia do elogio....1 de Janeiro de 2018 


O dia do elogio 


“O ato de enaltecer os outros resulta no enaltecimento de si próprio.” 
MASAHARU TANIGUCH
Podes conhecer o espírito de qualquer pessoa, se observares como ela se comporta ao elogiar e receber elogios. Séneca
 
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O dia UM DE JANEIRO DE 2018 é o dia do elogio.
Pode ganhar gosto, por esta maneira simples de ser feliz ao fazer os outros felizes e não querer outra coisa.
Nunca se arrependa destes gestos.
Ser feliz é nunca desistir daqueles que o traíram.
De repente tudo muda. O gelo, com o calor dos seus gestos, derrete e transforma-se em lindos flocos (…).
Espreite o lado bom das criaturas. Descubra atentamente os gestos simples que passam despercebidos. E são tantos.
Trabalhei durante anos, com franceses. Eles diziam que o Português é maldizente. Tem vergonha de elogiar.
Vamos mostrar que se fomos, não mais o seremos.
Elogie os seus filhos. Esse gesto tem um alcance miraculoso, para a vida inteira.
Além de agradecer, elogie seu marido. Sua esposa. Seus colaboradores. Todos os que lhe prestam serviços.
Derrame flores à sua passagem, cujo perfume seja inesquecível.
Manifeste o seu amor por aqueles que ama. Beije mais, este ano de 2018. Abrace sem limite. Elogie.
Espalhe amor ao seu redor. Todos disputarão a sua companhia. A sua presença. A sua amizade.
A importância do afecto, no toque faz milagres.
A canadiana Kathleen Keeting abordou a terapia do abraço. Um dia destes, lhe contarei este segredo tão simples e eficaz.
Surpreenda quem está na sua vida.
Diga-lhes sinceramente:
“Obrigada/o por estares em minha vida”.
Conhece a saudação, NAMASTÉ?
Significa: O Deus que habita em mim, saúda o Deus que habita em Ti!
Sabendo o poder da PALAVRA e dos gestos simples, não hesite nunca.
“Veja as qualidades e elogie. Os defeitos logo desaparecerão”
Inicie em UM de Janeiro, o Dia do Elogio
Esta atitude tão simples poderá alterar todo o seu ano. Toda a sua vida.
Sabe bem que não podemos mudar os outros. Apenas podemos modificar a nós mesmos!
Força. Seja feliz em 2018. Sempre.
Você merece e nasceu para ser feliz!
Lucinda Ferreira 
Coimbra, 26.12..17 
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Gratidão! Gratidão! Gratidão!

Gratidão! Gratidão! Gratidão!
coimbra (foto net)


Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida Sêneca



  
Quando eu andava no colégio, escrevia uma frase por semana e colava na carteira, para subliminarmente ir assimilando esse conceito.
Assim, lembro -me sempre de uma dessas frases, que dizia: “A Gratidão é uma das flores mais belas, nascidas num coração bem formado”…

E se na vida das correrias que sempre levei, ligada a muitos projectos, pus em prática, agora no Outono ( ou Inverno …) da minha vida, estou a arrumar a casa.

A gratidão é hoje para mim, uma das coisas mais importantes!

Tenho um caderninho lindo, onde escrevo todos os dias à noite, as situações pelas quais agradeço, com todo o meu ser. E são muitas. Muitas coisas que me tocam.

A maioria das pessoas queixa-se de tudo. De todos. Tudo é aborrecido. Todos incomodam e fazem sombra.
Esquecemos facilmente do que nos foi oferecido. Esquecemo-nos de agradecer quantos benefícios! Dádivas. Mimos. Coisas boas que nos foram dedicadas ao longo da vida.

Recordo, quando fui Bibliotecária na Alliance Française, uma francesa ter dito algo, com que concordo plenamente. “Os Portugueses  apressam-se a apontar tudo o que está “errado”. Raramente agradecem. Elogiam alguém ou o que está bem.

Assim, quando alguém me faz algo, mínimo que seja, esforçando para executar bem esses actos, apresso me a agradecer. Elogiar. Fico realmente grata, desejando retribuir , se o outro necessitar e eu puder corresponder.

Hoje, foi assim com a terapeuta Diana, na hidroginástica. Quando lhe agradecia pela aula, ela fez um sorriso tão lindo que nos iluminou a todos. Não poderei esquecer. Nem sempre era assim. Hoje, caprichara. Todos nos sentimos gratos. Felizes. Apressei me a agradecer e a elogiar, como era meu dever e satisfação. Um estímulo pode mudar muita coisa…

Mas hoje tenho mais duas situações para agradecer, publicamente, por uma questão de justiça, já que tanta gente só se satisfaz em criticar. Dizer o que está mal, como já vimos. E se entram cores políticas diversas, ainda fica mais duro…

Na noite de ventania e chuva, além da água que quase me entrava pela porta dentro, as árvores muito se torceram…
Era urgente resolver algumas questões para prevenir, em futuras intempéries.

Na aflição, fica-se muito desprotegido, por razões diversas…
A quem recorrer e como resolver as situações que se apresentam, no momento?
Por vezes, é um beco sem saída. Nem há quem ajude, mesmo a pagar.
Confesso, que no Outono ou Inverno da vida, as dificuldades que se nos apresentam custam bem mais a resolver…

Aqui, entra uma gratidão imensa por quem nos presta socorro!

Foi na aflição, que a Companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra, da Câmara Municipal de Coimbra, sob o do Comando competente e dedicado do Engenheiro Paulo M. Palrilha, me socorreu!
(Recordo o espírito de serviço, disponibilidade e boa vontade do Senhor Eng Palrilha, aquando da minha passagem pelos Bombeiros Voluntários, onde servi como vice presidente, durante 15 anos. Aí presenciei a sua ajuda preciosa e desinteressada aos BVCO. Gestos inesquecíveis!))

Quero então deixar publicamente expressa a minha GRATIDÂO, pelo socorro pronto, daquela Companhia.
Estou, por tudo, muito grata ao Senhor Comandante, ao Senhor Chefe Rui Amado e aos dois simpáticos Bombeiros, João e seu colega (?) que me ajudaram, pois embaraçada, sozinha nada poderia fazer.

Igualmente, a União de Freguesias de Coimbra, na pessoa do seu atento e dedicado Presidente João Francisco Campos, restante Direcção e seu colaborador, Senhor Carlos, pessoal administrativo, merecem toda a minha gratidão e apreço.

Pode ser um grande ou pequeno grande gesto, mas na aflição, ter uma palavra, uma ajuda, para mim são gestos inolvidáveis, pelos quais fico muito grata!
Os grandes homens da Polis não são os que usam os seus postos, para usufruírem vantagens, eles e seus amigos e familiares, mas para servirem os que confiando neles, se revêem nos seus eleitos!

O conceito de “homens bons”, homens de prestígio. Dinheiro e poder, escolhidos aquando da colonização do Brasil, diferem hoje dos políticos eleitos pelo Povo. No entanto, revemo-nos neles, quando são homens bons e bons homens.

É deste modo que a nossa Terra tem um lugar especial em nossas vidas.
Quando cada um der o seu melhor nas suas atitudes, cargos ou convívio na rua, entre desconhecidos (civilidade na condução, no agradecimento a quem nos serve (a Sra D. Manuela, que há dez anos me ajuda, é sempre motivo da minha gratidão), fazendo o que puder pelos que estão em dificuldade e quem recebe, agradecer. Valorizar. Reconhecer esse esforço.

Que a gratidão cresça entre nós, em vez da crítica e da má vontade.
E assim a nossa cidade, apesar de alguns das suas fraquezas, também tem gente muito boa, que serve em silêncio, com dedicação. Também a eles estamos sempre gratos.
E são muitos a quem temos que agradecer, pois o dinheiro não paga a simpatia. A dedicação. O esforço dos que nos prestam serviços regularmente.

Há um costume interessante que poderíamos todos adoptar.

Quando nos sentamos à mesa, lembrar e agradecer, quem trabalhou para termos aquele alimento à nossa frente.

Desde quem trabalha a terra, transporta, transforma e nos traz a comida à mesa.
Há ainda pelo meio, alguém que se esforçou para que tivéssemos roupa. Medicamentos. Comida. O cabelo cortado. O transportador que fez chegar de longe, frutos exóticos e produtos importados. Quem nos presta serviços diversos, quando necessitamos de cuidados. Tanta coisa, meu Deus.

A todos temos que agradecer, pois o dinheiro não paga tudo.

Afinal, temos que começar por agradecer a vida. A saúde. Termos olhos para ver. Ouvidos para ouvir. Poder falar…

Tudo à nossa volta, nos convida a ser mais gratos. Isso atrai cada vez mais e mais abundância, daquilo que nos faz viver. Daquilo que nos faz felizes!

Obrigada, também ao leitor que hoje me lê, pois agradecer é a melhor opção para um coração feliz.




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E se achar que gostou, passe a outra pessoas de quem goste.
Grata.
Lucinda Ferreira

Coimbra, 5.11.17

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Ode a uma Árvore Especial

ODE  A  UMA  ARVORE   ESPECIAL

Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz.
Tom Jobim


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Não sei se ela era uma Irmã

Uma Filha querida

Mas sei que era uma Amiga

Quando acordava

Olhava para ela

Muito gostava de a ver

Fazia me companhia

Alimentava a ilusão

De neste sítio viver

Como quem não vive num deserto

Numa prisão…

Quando roçava na parede

Gemia
(...Não sei se adivinhava a sorte que esperava)

Em frente da minha janela

Bailava graciosa

Lembrando o mar

E eu adormecia

Embalada por ela

Às vezes, vestia- se de flores

Outras, muito verde

(Elegante. Pudica. Nunca ficava nua.

Talvez por viver na rua…

Ou por amor às aves

Que a escolhiam florida. Colorida. E nela pousavam

Repousavam. Cantavam

E… artistas. Felizes me saudavam…)
.................................................
Ou acastanhada, aparecia pintada

Em seguida, que surpresa

Sugeria um banquete

Lauta mesa

Plena de frutos verdadeiros.

Pendiam os primeiros

Mais a cima, quantos pendurados

Verdes. Acastanhados. Dourados…

Por ali acima, até aos cimeiros…

Mas…

Um dia, a desgraça bateu à porta.

Comecei a cismar.

A ficar triste…

Para não me inquietar

Tinha que a cortar!

Gritou dentro de mim o coração:

“Não podes cometer essa traição”!

Tantos anos a crescer

Para assim agora

Sem dó nem piedade

A bela ser morta.

Cortada?!

Morrer?!

Frente à tua porta?!

Mas tinha que ser…

“Razão de estado, em nome da paz”

Como (em Coimbra,)  Pedro e Inês

Inveja mordaz

Ou maldade feroz

Tanta pressão assim quis. Assim fez.

Só Deus sabe...

Por terra, a pobre jaz.

Olho para ela no chão

Chora em silêncio o meu coração.

O tronco rolando

Depois será Cortado. Queimado

Olho o vazio

Ali do meu lado

E sinto a dor de a ter cortado…

Aquela sorte

Não merecia a minha amiga,

Uma tal morte

Até a raiz expurgada

Para não teimar e viver

Pois se crescer

Destino maldito a espera

O mesmo padecer

E eu impotente

Não a poderei defender, a minha querida

Alimentá-la. Regá-la. Depois… Vê-la morrer

Matá-la?!

Nunca mais pode acontecer!

Maldito seja o prazer de destruir.

De não ter

Nem deixar possuir.

Não pudeste viver

Não te deixaram ser

Não aguentaria, tornar a ver te cair.Sofrer

Minha amiga, minha Árvore querida!
(Amo-te sempre , mesmo que já não te possa  ver)
Lucinda Ferreira
27.11.17