quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Testemunhos.....Carta de um sacerdote católico ao New York Times

      



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NOta:

 Neste meu blog não costumo publicar algo que não seja meu, mas este texto tocou o meu coraçao pela seu alcance ,  veracidade  e  necessidade de sermos justos nos  nossos juízos...
!"Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra".





Assunto:  Carta de um sacerdote católico ao New York Times


Partilho este testemunho deste missionário em Angola
Eugenio, frei


Caro irmão e irmã jornalista:

Sou um simples sacerdote católico.
Estou feliz e orgulhoso da minha vocação.
Há vinte anos que vivo em Angola como missionário.
Vejo em muitos meios de informação, sobretudo no vosso jornal, a ampliação do tema dos sacerdotes pedófilos, com investigações de forma mórbida sobre a vida de alguns sacerdotes.
Falam de um de uma cidade nos Estados Unidos dos anos '70, de outro na Austrália dos anos '80, e seguida de outros casos recentes... 
Certamente isto deve ser condenado!
Veem-se alguns artigos de jornal equilibrados, mas também outros cheios de preconceitos e até de ódio.
O facto que pessoas, que deveriam ser manifestação do amor de Deus, sejam como um punhal na vida de inocentes, provoca em mim uma imensa dor. 
Não existem palavras para justificar tais ações. E não há dúvida que a Igreja não pode deixar de estar ao lado dos mais fracos e dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a proteção e a prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.
Todavia, cria curiosidade a desinformação e o desinteresse para milhares e milhares de sacerdotes que se gastam para milhões de crianças, para muitíssimos adolescentes e para os mais desvantajosos em todo o mundo! 
Considero que, ao vosso meio de informação não interesse saber que, eu em 2002, passando por zonas cheias de minas, tenha devido transferir muitas crianças desnutridas de Cangumbe para Lwena (em Angola), porque nem o governo se importava, nem as ONG's estavam autorizadas. E penso que também não vos importa que eu tenha tido de sepultar dezenas de criancinhas, mortas na tentativa de fugir das zonas de guerra ou procurando regressar, nem que salvamos a vida a milhares de pessoas no México graças ao único posto médico em 90.000 Km2, e graças também à distribuição de alimentos e sementes. 
Não vos interessa também saber que nos últimos dez anos demos a oportunidade de receber educação e instrução a mais de 110.000 crianças...
Não tem uma ressonância mediática o facto que, com outros sacerdotes, eu tive de fazer frente à crise humanitária de quase 15.000 pessoas guarnições da guerrilha, após a sua rendição, porque não chegavam alimentos nem do Governo, nem da ONU.
Nāo faz noticia que um sacerdote de 75 anos, Padre Roberto, todas as noites percorra a cidade de Luanda e cuide dos meninos da rua, os leve para uma casa de acolhimento na tentativa de os desintoxicar da gasolina e que às centenas sejam alfabetizadas. 
Não faz notícia que outros sacerdotes, como o Padre Stefano, se ocupem em acolher e dar proteção a crianças maltratadas e até violadas.
E nāo é de vosso interesse saber que Frade Maiato, não obstante os seus 80 anos, vá de casa em casa confortando pessoas doentes e sem esperança.
Não faz notícia que mais de 60.000, entre os 400.000 sacerdotes e religiosos, tenham deixado a própria pátria e a própria família para servir os seus irmãos num leprosário, nos hospitais, nos campos de refugiados, nos institutos para crianças acusadas de feitiçaria ou órfãs de pais mortos por SIDA, nas escolas para os mais pobres, nos centros de formação profissional, nos centros de assistência aos seropositivos... ou, sobretudo, nas paróquias e nas missões, encorajando as pessoas a viver e a amar.
Não faz notícia que o meu amigo, Padre Marco Aurelio, para salvar alguns jovens durante a guerra em Angola os tenha conduzido de Kalulo até Dondo e no caminho de regresso à sua missão foi cravado de balas; nāo interessa que frade Francesco e cinco  catequistas, para ir ajudar nas zonas rurais mais isoladas, tenham morrido na estrada num acidente; não importa a ninguém que dezenas de missionários em Angola sejam mortos por falta de assistência sanitária, por uma simples malária; que outros tenham morrido por causa de uma mina ao ir visitar a sua gente. No cemitério de  Kalulo encontramos os túmulos dos primeros sacerdotes que chegaram a esta região...nenhum deles chegou a completar os 40 anos!
Não faz notícia acompanhar a vida de um sacerdote “normal” na sua vida quotidiana, entre as suas alegrias e as suas dificuldades, enquanto gasta a própria vida, sem fazer ruído, a favor da comunidade pela qual está ao serviço.
Na verdade não procuramos fazer notícia, mas procuramos simplesmente levar a Boa Nova, aquela que sem ruído iniciou na noite de Páscoa.
Faz mais ruído uma árvore que cai do que uma floresta a crescer.
Não é minha intenção fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. 
O sacerdote não é nem um herói, nem um neurótico.
É um simples homem que, com a sua humanidade, procura seguir Jesus e servir os seus irmãos.
Nele existem misérias, pobreza e fragilidade como em cada ser humano; mas existem também beleza e bondade como em cada criatura...
Insistir de forma obsessiva e persecutória sobre um tema, perdendo a visão do inteiro, cria realmente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico e é disto que me sinto ofendido. 
Jornalista: procure a Verdade, o Bem e a Beleza. Tudo isto  o fará nobre na sua profissão.
Amigo... peço-lhe apenas isto...

Em Cristo,

Padre Martín Lasarte sdb 
“O meu passado, Senhor, confio-o à tua Misericórdia; o meu presente ao teu Amor; o meu futuro à tua Providência”.

Já não era sem tempo que chegasse uma mensagem como esta, mensagem que realmente vale a pena divulgar...
Esperemos que todos nós católicos possamos fazer como contrapeso, não apenas partilhando esta mensagem, mas com o exemplo da nossa vida.

 

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Voar como uma Andorinha...


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Voar como uma Andorinha




A beleza da vida se multiplica cada vez
Que a gente partilha com alguém que a gente ama...
Se você quiser multiplicar a vida...
Você precisa dividi-la. Padre Fábio de Melo




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Voar como uma Andorinha

A beleza da vida se multiplica cada vez
Que a gente partilha com alguém que a gente ama...
Se você quiser multiplicar a vida...
Você precisa dividi-la.
Padre Fábio de Melo

Voar como uma Andorinha

Semeando rosas ao passar

CADA  PALAVRA MINHA…

Carícias…Flores…Sonhos…

Pétalas…

Ensejo para dar!

Sol beijando a Terra

Todos os dias ao acordar…
…………………………………………
Voar qual Andorinha

Aninhada nas asas

Templo do Ser

Ficar assim …

Dentro de mim,

Deixando a vida acontecer…
(Nota: O natal dos sonhos é aquele que você idealiza no espírito, sente no coração e partilha na solidariedade! Gislaine Schineider- Jornalista)

Coimbra 27 de Agosto 2018
Lucinda Ferreira
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

ENCONTROS!


Textos e pretextos




Encontros



O encontro de duas personalidades assemelha-se ao contato de duas substâncias químicas: se alguma reação ocorre, ambos sofrem uma transformação.Carl Jung

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Podamos uma árvore, desde do início dos tempos, para que dê mais fruto! Até a Bíblia fala nesta urgência da poda…
Nós também temos que estabelecer a harmonia e o equilíbrio dentro de nós, através da poda, para darmos mais frutos no tempo e no espaço. Para connosco mesmos, conhecendo o nosso caminho e missão de vida, e também para com os outros, na contribuição para o evoluir do Planeta em que vivemos.

A primeira urgência é o autoconhecimento.

Depois, fazem-se as escolhas e assumem-se os compromissos. É isso que vai determinar o nosso futuro.

Neste peneirar do que somos e queremos de verdade, surgem também os relacionamentos.
( “Amor não é nada mais que a descoberta de nós mesmos nos outros, e o prazer deste reconhecimento.”ALEXANDER SMITH[

O interessante é que ninguém se cruza por acaso.
Algumas pessoas ficam em nossas vidas para sempre. Outras apenas por algum tempo, outras nem chegam entrar.
Certas pessoas vêm por bem, dar te a mão. Oferecer-te guarida. Partilhar contigo experiências. Dando e recebendo.
Noutras relações, a urgência do coração é determinante! Aqui, pode ser sério demais (…).
Outras, com pezinhos de lã, consciente ou inconscientemente, vêm sempre e só, para sacar algo, como aves de rapina!

Uns/umas “vem por engano”. Outros/as para usar e deitar fora, como um jornal. Ter mais uma experiência, na colecção.
Outros...Outras e mais outras e outros e tantos “aconteceu assim”, pensam.

Uns vêm para dar. Outros para receber.
De todos os encontros se tiram lições boas ou más. Se dá e se recebe qualquer coisa.
Mesmo na dureza do desencontro, se enriquece a experiência, não sem sofrimento, muitas vezes.
Mas o sofrimento dá para crescer. Serve de vacina. Sobe-se um degrau. Fica-se vacinado…

Não parávamos de falar de relacionamentos.

No entanto, temos o livre arbítrio para atar e desatar o que não presta em nossa vida que serve para um propósito maior!

Quando nos apercebemos que uma relação tóxica nos está a exaurir. A impedir a caminhada na luz, perdoamos. Encerrarmos. Voltamos a página. Vamos embora. Não queremos prolongar o que está errado. O que destrói, sem possibilidades de construção, para as partes.

Aqui, sozinho ou acompanhado, há que conhecer como funciona este corte claro, definitivo ou não, pois há procedimentos que têm que ser cumpridos, se não se quer atrair, na mesma frequência energética, uma nova relação semelhante, dado que não encerrámos definitivamente aquela conjuntura. Por esta razão, ela vai-se repetir, num padrão semelhante ao anterior.

Normalmente estamos ligados por cordões energéticos, em que circula a energia emocional, mental, espiritual e física, nos dois sentidos.

Daí, os pressentimentos. Alguém nos liga quando pensávamos naquela pessoa. Lemos o pensamento e os sentimentos dos outros, justamente, porque é muito sério, a ligação com alguém.

Há vampiros que destroem a vida do parceiro, neste abuso, ao dar-se entrada na vida de outrem.

Os protocolos psicológicos de cortes energéticos não são nada do outro mundo, mas requerem alguns requisitos…

A bem da saúde em geral e da felicidade de cada leitor, deixo alerta para reflectir, se o desejar, para a necessidade de se saber quem é. O que se quer da vida. O que se anda a fazer neste Plano. Saber que aquilo que não presta, se deve deitar fora, para não atrapalhar, nem complicar o crescimento de todos.

Se tiver uma caixa de fruta e um desses frutos apodrecer, tira-o. Deita-o fora, o mais rápido possível, se não que acontece? (…)
A conclusão portanto aqui, é cortar laços, com quem não nos faz bem, custe o que custar!

Há rupturas duras. Outras deixam apenas o vazio e o silêncio…

Os laços que nos prendem uns os outros não são apenas metáforas. São algo real e tão benéfico como perigoso, já que as energias interagem. Circulam em transferência directa, entre os dois conectados, até um dos parceiros ser completamente sugado!

Ora, se tudo que existe é energia ( recupere a teoria de Einstein e outros que explicam que tudo é energia), nem todas as relações são saudáveis.
Quando a relação corre mal, quanto mais tempo, energia, carga emocional investe, pior será para cortar.

Se tiver mágoas e influencias negativas ou continua ligado/a por feridas abertas emocionais, envolvido em baixas frequências, apenas arrasta criaturas idênticas.

Agora percebe que há quem diga :”mas que coisa, só me aparece o mesmo tipo de pessoas que me prejudicaram…”

Assim como, se tiver algum problema físico em áreas do seu corpo, na limpeza que terá de fazer, analisará minuciosamente e poderá curar, retirar a sombra, a dor, depois de efectuado o corte energético prejudicial!

…E muito mais…

Seja lúcido. Diligente e inteligente. Retire da sua vida quem não lhe faz bem.

Os relacionamentos são acidentes e não o propósito maior com que veio à Terra para evoluir!

“Toda a verdadeira vida é encontro.” 
MARTIN BUBER

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24 Agosto 2018
 LUCINDA FERREIRA

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Identidade

Textos e pretextos 
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Identidade
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 Ao renderes-te, ligas-te novamente com a energia da fonte do Ser e, se o que fizeres estiver infuso do Ser, tornar-se-á numa celebração rejubilante da energia da vida, que te levará mais profundamente para dentro do Agora.  Eckhart Tolle  









A vida é o milagre mais perfeito que alguma vez nos foi dado conhecer e pelo qual temos que agradecer infinitamente!

Um homem e uma mulher amam-se (ou não!!!!!). Um dia, num gesto prazeroso,  a maioria das vezes , fazem com que um óvulo se encontre com um espermatozóide mais ousado e...
O mais normal, se o encontro dessas duas células não for impedido de se multiplicar, dentro de nove meses, nasce um ser humano perfeito!

Um espírito imortal entra num corpo perecível.

Mais tarde, de repente, o espírito voa e esse corpo torna-se cadáver.

E a verdade é que ninguém pode prever quando isso acontece!

Podes ser velhinho. Jovem. Doente. Saudável. Rico. Pobre. De uma grande beleza ou feio. Muito culto ou ignorante.
Por isso mesmo, há que aproveitar cada segundo, que nunca volta mais!

Há algo transcendental que comanda a vida de todos nós!

 Outra certeza que nos penetra, é que todos partimos, seja quando for e ninguém sabe,  quando isso acontece, como já vimos.

A caminhada tem muitas etapas.

Há fases que se repetem. 
Por exemplo, somos crianças e somos dependentes, demorando a amadurecer por sermos os seres mais perfeitos e completos. Mais tarde, quando idosos, caímos por vezes em situação semelhante…

Sabemos que há uma única primavera em nossas vidas.

Sá de Miranda afirmava que a Natureza se renova todos os anos com uma nova Primavera, mas nós não!

E outras constatações vão surgindo evidentes e quase espontaneamente.

Percebemos que não são as conquistas que fazemos no auge da existência, que nos fazem caminhar e estar vivos, mas justamente aquilo que nos falta e queremos ainda realizar. Só essa possibilidade da novidade, nos faz avançar!

O que realiza o ser humano não é o que já adquirimos, mas o que ainda não temos. O que ainda podemos conseguir.

Se não nos desprendemos do que a vida nos deu, não nos abrimos à oportunidade de realizar coisas novas, até diferentes, tantas vezes.

Ainda há dias, conheci uma senhora com setenta anos, que agora decidiu aprender violino, o sonho de sempre, ao longo dos seus dias. E como está empolgada!

 Quando a nossa vida passou tão rapidamente, se não nos aventuramos a sermos, poderá surgir uma segunda crise de identidade, depois da metamorfose da adolescência, há muito tempo.

Sair de cena. Abandonar o grande sucesso, requer muita sabedoria.

Pode ter havido muitas distinções. Passadeiras vermelhas. Honrarias. Mordomias. Ter-se sido endeusado, mas se a pessoa não se despojar de si mesmo para ouvir a voz do divino no seu íntimo, perde-se com certeza, quando já não é assim tão importante, no seu conceito.

Já não é recebido com todas as atenções e distinções habituais. 

De repente, entra em depressão. Já não sabe quem é. Perde o sentido da vida. Continua “amarrado ao desejo de ter” que não abandona, para seu mal.

Como pessoa famosa transitara sempre em capa de revista,
Gostava dos títulos. Fama. Honrarias.

Preferia tudo isso, a ser tratado como gente. Como ser humano genuíno, com os valores e convicções que sempre poderiam ter norteado a sua postura, tornado irmão de todos os outros, que cruzou e que agora o tornariam maior do que fora antes.

(Felizmente tive o privilégio de conhecer assim alguém, que nos deixara com 104 anos, médico e fidalgo, que nos dera uma grande lição de simplicidade e de perfeita alegria de viver, até ao fim.)

Mas se os grandes objectivos de alguém, foram o poder e o mando, o orgulho, fizeram dele hoje, um ser infeliz, amargo e zangado,  quando isso lhe faltou.
 Hoje, já não transita mais em contexto de imagem. Perdeu-se de si mesmo…

Não é o senhor director, o senhor realizador, o actor, o grande artista famoso, o cantor, o presidente, o ilustre professor, o médico famoso, o empreiteiro mais rico, o galã mais cobiçado… 
Até morre mais cedo, porque a sua vida deixou de ter qualquer sentido para si mesmo.

Para evitar estes desaires, impõe-se então fazer a auto-reciclagem.

 Abrir portas para um renovado modo de viver espontaneamente, com novos interesses, sem protocolos, nem necessidade de tratamentos especiais.

 Ser simples e feliz, com essa sua liberdade de escolha e de ser quem é realmente.

Ser completo, que sabe que é espírito, mente, corpo, emoção e tiver fé, tem a vida facilitada.

 O grande encontro está cada vez mais próximo. Isso não o assusta. Pode até alegrá-lo!

Porque… “Só pode ouvir o que Deus está dizendo, aquele que se despojou de si mesmo.”

Ninguém pode ser escravo de sua identidade: quando surge uma possibilidade de mudança e é preciso mudar. Elliot Gould

E cá vamos, despidos de protocolos. Preconceitos. Livres e contentes, por finalmente sermos , sem ter que engolir “sapos vivos”, sem máscara nem armadura, porque podemos escolher o silêncio, a  Natureza e "eu com eu", quando isso nos dá mais Paz!
Lucinda Ferreira 
Coimbra, 29 de Junho de 2018 
Foto da minha autoria , uma das minhas novas paixoes. Lucinda Ferrreira

terça-feira, 26 de junho de 2018

Grupo de Fados e Musica Portuguesa

ATENÇÃO!
https://www.youtube.com/watch?v=fAxKbKYAxQ0

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  • Conheço um GRUPO DE FADOS E OUTRAS CANÇÕES (de muito nível artístico e humano) composto por 4 elementos, que actua em Portugal e ou no Estrangeiro, em Festas de Aniversário , RESTAURANTES e outros eventos!
https://www.youtube.com/watch?v=GwgFQK3qfBQ
  • Ja os vi e ouvi a actuar e são maravilhosos!
Se estiver interessado, pode comunicar comigo, que ponho-os em contacto, se assim desejarem.

Vale a pena !

Lucinda Ferreira
26.6.18

Coimbra . Portugal

https://www.youtube.com/watch?v=gqg7VbPA0yQ

sábado, 23 de junho de 2018

Sabe, quem é você?


Textos e pretextos






Sabe, quem é você?


Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada! sigmund Freud
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      Finalmente somos, quem julgamos ser.
Somos  quem somos realmente.
Somos o que os outros julgam que nós somos, mas há só um Ser que verdadeiramente nos conhece: Aquele que nos criou: Deus!

·      O que aqui afirmo é conhecido de todos!

·      Tal como o sábio Sócrates ( en griego antiguo, Σωκράτης, Sōkrátēs; Atenas, 470-ib., 399 a. C.)​​​​, professor, afirmou, assim como sua mãe, parteira, ajudava a nascer as crianças para que não morressem nem elas nem as mães, ele também fazia brotar o conhecimento que todos carregam dentro de si.

·      Sigo aqui então, a Maiêutica praticada por Sócrates, sintetizada apenas em algumas perguntas, para que saiba, se já resolveu todos os seus traumas que contraiu em tenra idade, ( quem sabe desde   a vida uterina (…) )

·       Ou… se ainda carrega essa dor que atrapalha o seu viver e o impede de ser tão feliz, quanto poderia ser.

·      Na realidade, são poucas as pessoas que não guardam em sua alma, resquícios de passagens agressivas da sua infância.
Elas são muitas vezes, causa do sofrimento actual.
Desentendimento nas relações. Insatisfação. Frustração. Conflitos. E o pior de tudo, motivo de algo inexplicável, muito doloroso para si e para aqueles com quem convive.

·      Liberte-se disso rapidamente, pois isso é possível.

·      A partir de hoje tenha esta consciência e trabalhe para limpar. Aceitar. Resolver estas confusões que lhe pesam, como uma marreca desnecessária e que tanto o atrapalham.

·      1 – Já reparou se as suas emoções são um estorvo?

Se tenta racionalizar tudo. Resolver friamente pelo raciocínio lógico, todas as situações com que se depara, recusando tristeza. Indignação. Luto. Desconsiderações, procurando não se emocionar seja com o que for.
As emoções se separaram da sua entidade.
 Isto liga-se a castigos ou repreensões, sempre que em criança,  manifestava suas emoções, chorando, fazendo birra, o que “incomodava” os seus pais ou educadores, sendo assim reprimido, não por mal, mas por ignorância das mãezinhas ou dos papás, por vezes até ditos cultos, mas sem educação emocional e eles também traumatizados.

Hoje, o seu comportamento actual não se desvinculou dessas correcções traumáticas e castradoras.
 Tornou-se introvertido. Racional. Frio, reprime qualquer emoção que aflora nos relacionamentos consigo mesmo ( produzindo doença) e com os outros e causa embaraço na seu modo de viver, feliz e livremente..

2 - Você repete muitas vezes:
Eu nunca tive infância”
Isto significa que os episódios da sua meninice foram tão dolorosos. Angustiantes, que prefere apagar. Não recordar essa fase que tenta esquecer a todo o custo , mas que emerge de tempos a tempos, sem perceber nesses momentos, de onde vem a sua dor .

3 – Sente sempre que lhe falta algo?
Foram os traumas vários que desconectaram partes importantes de si mesmo, para poder sobreviver!
No entanto, falta-lhe algo importante…Daí essa sensação de estar incompleto, como consequência.

4 – Tem dificuldade em pensar sobre si próprio? Isso é-lhe desconfortável, por se sentir mal?
Este sentimento muito intenso liga-se a factos passados com os progenitores ou irmãos, figuras muito próximas, com quem se identificou em certos períodos da sua infância.

5 – Será que atrai muitas vezes, as pessoas erradas em sua vida?

Normalmente acaba por acontecer isto nos relacionamentos românticos. Laborais e até sociais,em que  cruza pessoas que lhe causam danos e sofrimento. Tudo nascido, quando era criança.

E outras perguntas poderiam ser feitas.
Entretanto, queria só deixar claro, que a partir do momento, que tem esta consciência, com ajuda profissional séria ou trabalhando estes aspectos por si, à luz do perdão. Da aceitação. Da escolha do que quer, hoje, na sua vida em que pode escolher,  tudo pode ser colocado nos seus lugares.
O passado já passou. Não tem poder sobre si , quando é isso que escolhe..
Já ouviu certamente :
“Águas passadas não movem moinhos?”

Não é de um dia para o outro que se arruma a alma, nem é assim tão fácil, mas é possível.

Está à sua espera a mudança, que o

pode libertar! Vamos a isso?

Não me lembro de nenhuma necessidade da infância tão grande quanto a necessidade da proteção de um pai. (Em "O Mal Estar na Civilização")Sigmund Freud

Lucinda Ferreira
Coimbra, 23 de Junho de 2018