domingo, 21 de fevereiro de 2010

Teatro e Bailado




Fiz um pequeno curso de Teatro na Universidade de Toulon em França, há já uns anos.


Também fiz aqui nesta Universidade de Coimbra, História do Teatro e de facto acho que seria mais uma paixão , se não tivessem sido as responsabilidades de uma vida de família em que tive que trabalhar para dar um curso ao meu marido. educar os meus 2 filhos, sendo a mae e o pai deles e ainda tomar conta de meus pais até ao último momento...


Trabalhar.Estudar.Cuidar dos filhos dos outros, colaborar em obras sociais. Uma delas com0 foi o coro dos Pequenos Cantores de Coimbra, onde servi durante mais de uma dezena de anos, dia e noite, sempre com este amor no coração e muito tartbalho para fazer...


Bom ,mas o Teatro poderia ter sido uma paixão muito séria na minha vida , se não fossem os cuidados em excesso, com que a vida me presenteou.


Agora , quando posso, vejo.Até gostava de fazer ainda hoje...


Este fim de semana, veio a Coimbra, Marina Mota com um Teatrinho de Revista.


Não faz muito o meu género. Acho que vi revista na minha vida , talvez 3 vezes.


Mas num domingo, triste em vazio e solidão, enche-se com algo diferente para quebrar...este coisa..e passar um bocado, fora da realidade.




A primeira coisa , foi observar que tipo de pessoas escolhem o Teatro de Revista.


Normalmente é o Povo sem grandes preocupações de ordem intelectual .


De qualquer modo, ridendo castigat mores...


E depois lá começou o espectáculo.


Uma série de quadros, alguma brejeirice , pequenos palavrões, um cómico de situação de attitudes da vida real invertidas, cómico conseguido por palavras estropiadas, bailados cheios de colorido e sensualidade, piadas políticas.


Os cenários mudavam de imediato. Notava-se grande coordenação e muita energia, num trabalho que tem que ser executado com muita exactidão bem coordenada.


Tres horas preenchidas de um modo diferente, pouco habitual na minha vida.


Nem sempre nem nunca, como se diz.




E agora para rematar em beleza, um espectáculo de uma beleza extrema, delicado e grandioso, no canal Mezzo!


Coro e Orquestra de Leipiz, num espectáculo in memoriam de Uwe Scholz, integrado no programa Euro Arts Music International.




O movimento, a luz e a cor branca para bailarinas. Eles em negro...


A cor, as vozes, a graciosidade , o requebro, a música, o esforço, a arte e no final a originalidade: destroçar em palco, indo desmontando tudo aos poucos ate ficatr apenas o coral e a orquestra executando, enquanto informalmente os bailairinos sentados em palco, escutam atentamente...


Maravilhoso!


Tudo isto enquanto uma voz angélica duma cantora japonesa, toca o céu com uma voz cristalina. Impar!


Fica a alma lavada pela mensagem de beleza que toca o mais fundo do nosso ser . O renova e fortalece!

1 comentário:

  1. A arte tem vários rostos,mas uma só alma.
    É maravilhoso ver beleza onde os outros nunca a imaginariam.
    É por isso que o artista nunca está so, enquanto criador.
    E deixo-vos um pequeno poema de Carlos Drumond de Andrade:
    Ontem encontrei uma rosa vermelha no bolso do meu sobretudo...

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