sábado, 4 de janeiro de 2014

Ausência

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Ausência



Da fímbria da lua

Escorreu uma lágrima

Azul...Triste.

Quando a porta se fechou

E tua partiste.

Réstia de sol

Pintou o rosto do jardim

Envergonhada aninhou-se num cantinho

Escondida dentro de mim.

O sol desfez-se nos lábios da noite.

Nasceu a chuva miudinha

Árvores que choram …Emudecidas

Vento fustigador

Sombra que foge assustada

Encerrada alegria. Porta fechada.

Tudo ficou por dizer. Por arrumar

Quando voltares

Será de novo madrugada

Vens carregado de sonhos. Vazios. Dores. Cansaço.

Cheia de recordações está tudo que deixaste


Dos lábios em flor


Para te cobrir de beijos

Renascer . Descansar.

Da longa viagem. Entre sangue e suor .

Jovem. Mãe ternura que não morre

Filho. Fruto e flor

Regaço vazio

Volta

A casa cheira a rosas e rosmaninho

Nunca se apaga o caminho do meio.

Do regresso. Homem menino

Quando se esconder alguém

A harmonia do primeiro dia

Acolhimento no seio.
 Mãe.

O céu rasgado ao meio

Espreitando pela fresta da vida

Ave de mil cores gorjeio que enternece. Nunca esquece …

É sempre madrugada.

Da fímbria da lua. Escorre uma lágrima tímida.

 A porta fechou-se e tu partiste.

Despedida.  

Até a noite ficou triste. 

4 Janeiro 14
Lucinda Ferreira


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