terça-feira, 27 de maio de 2014

FLUINDO

Fluindo
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Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.


Ondulante cobra escura

Horizonte longínquo

A perder de vista…

Montes e montes encavalitados

Na distância anoitecida

Vento sibilante

Rasa os cabelos de água

Espalhados

Entre pingos de chuva

Anunciando as trevas

Nuas. Pesadas.

Ai meu colar de rosas

Desfeito pela aragem da montanha

 Escondido luar

Perfume do anoitecer

Confins da Terra, misturado no ar

Estrelas do meu sentir

Orvalhadas

Diluidas no tempo que passa

Flores desfolhadas

 Ó quem me dera

Na madrugada adivinhada

Ser de novo primavera…
C.ª 27.5.14
Lucinda Ferreira
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2 comentários:

  1. Carla Silva
    22:13 (Há 9 minutos)

    para mim
    Parabens, continue!
    bjnho

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  2. Marisa Shinkawa e Quinita Pimentel gostam disto.

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