sábado, 6 de julho de 2013

Da minha janela



Da minha janela

"A responsabilidade de todos é o único caminho para a sobrevivência humana."
O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros.

Há duas maneiras de escrever:
De dentro para fora. De fora para dentro.
Quando faço silêncio e me questiono, surge a reflexão que se partilha.
Quando me faço juiz e emito opiniões. Condenações. Críticas amargam sem nada de construtivo. Sem alternativas. Semeio a confusão. Espalho a mesma angústia que me corrói. Mato a Esperança. O esforço. Debito palavras sem qualquer sentido da construção. Fico alucinado com o mundo que me rodeia…
 Ainda não fiz o tal exame de consciência.  
Será que aquilo que digo torna o mundo melhor?
 Vai ajudar alguém?
Resolvo algum problema com as palavras que lanço para o espaço?
Cada um escreve aquilo que é . A sua visão fala do autor. Buffon disse: “ o estilo é o homem.”
A boca fala da abundância do coração.
Lembro me da frase que escrevi na minha  mesa de trabalho , quando ainda estava no Colégio:
se não tens bem para dizer de alguém, cala- te!
A perfeição não existe na Terra. O conflito entre o mundo imperfeito e a nossa atitude é que nos faz crescer.
Fazer o melhor que sabemos de um modo responsável, é o que nos é exigido em consciência.
No final de cada ato, pergunto-me: que interesse tem isto para o mundo?
Fica sempre a noção de quem somos, quando alguém nos lê. È penetrar na nossa nudez, ao expormo-nos.
E depois o mais interessante é que o texto só é nosso enquanto brota do nosso espírito. Depois é como um pássaro que soltamos. Perde-se no tempo. No espaço.
È de quem o lê.  A Estética da recepção bem no –lo diz: lemos com aquilo que somos.
Recria-se o nosso texto.
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Nem sabia bem o que ia sair. Esta foi a emergência do momento.
Apelo à responsabilidade de quem escreve.
A palavra tem o poder de recriar a realidade. Lançada no espaço, nunca mais retorna.
O tempo e o momento exigem que não percamos oportunidades para crescer.
Promover o crescimento de quem nos rodeia.
Somos todos Um apenas.
E …”uma alma que se eleva, eleva o mundo”
Penso muitas vezes: é muito leviano estar sempre a acusar os outros, sem nos pormos em questão em primeiríssimo lugar .
Cada um dá contas de si mesmo . Não do outro !
Cada um é responsável por todos. Cada um é o único responsável.
Se todos fizermos assim, de certeza que tudo muda. Não podemos mudar o mundo . Podemos sim , mudar a nós próprios.
 E cá vamos de mãos todos de mão dada, na fraterna caminhada.
Seja senhor de sua boca, para não ser escravo das suas palavras.

 Ditado Popular

7.7.13 … linmare7@gmail.com



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