terça-feira, 30 de outubro de 2012

Refúgio


 Refúgio

Interrogo-me sem cessar.
Fico sem saber o que sentir
O que pensar…
Sinto que sou pessoa
Agente
Que ama e sente.
Não sei se vou ter um chip
Que me amplie
Ou me limite
Ou outra coisa qualquer
Que me impeça de ser gente
Mulher!
Na mudança
Pairo no ar sem saber
Para onde ir
E o que fazer…
Recolho-me dentro de mim
Fujo lá para dentro
Para me esconder
Bem lá para o fundo
Longe do mundo
Que me agride
E assusta
 E nesta busca…
Vejo as nuvens correntes
Ora o vento feroz
Ora a brisa veloz.
O sol brilhante
E num instante
O tempo inconstante…
Bate a chuva na vidraça
Assustando quem passa
A correr
A Gritar
Sem parar
Sem ter para onde ir
Fugir
Ouço a terra a tremer
Na América, no Canadá
Os homens a ralharem
È isto que dá!
A Humanidade em confusão
Matando o seu irmão
O pobre sem abrigo
E eu confusa. Cansada.
Sem poder fazer nada…
Assustada
Magoada 
Já nem sei bem o que digo.
Por favor, bom Jesus alumia meu caminho
Faz- me sentir teu amparo. Carinho.
A minha candeia está acesa
Espero tua visita
Teu lugar está vazio
No meu Coração
Na minha mesa…
Amigo!
“Eis que estou à porta e bato
Se me abrires a porta. Entrarei
E... cearei contigo.”
Vem então
E fica comigo
Anoitece dentro de mim
Não quero este fim.
Minh’ alma chora
Vem sem demora
Nunca me deixes, querido!
Da minha vida
Nunca te vás embora.
30.Out.2012

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