terça-feira, 27 de setembro de 2016

Etapas – Aceitação do dual

Textos e pretextos


Etapas – Aceitação do dual






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O sofrimento não é desejável, mas temos que o aceitar!
A vida é por etapas.
Temos que processar emoções. Vivenciar tudo o que se nos apresenta. Não há como se eximir a esta realidade.

Por vezes a vida corre muito bem. Ficamos muito felizes.
Quando a vida corre mal, tentamos ajeitar .Fugir do sofrimento.
Isso só complica a situação, pois não há rosas sem espinhos.

Nem sempre bem, nem sempre mal. As pessoas que já compreenderam a dualidade da existência, estão sempre felizes e agradecem o bem e o menos bem, pois sabem o valor dos momentos difíceis, pelos quais sem excepção temos que passar.

 Não vale a pena fugir. Se rejeitamos a dor, ela teimosamente se renova e as coisas pioram.
A revolta e a fuga para compor o que custa suportar, de nada valem. Claro, se estamos doentes, porque fugimos do nosso eixo e nos auto-agredimos, temos que repor as coisas no lugar. Tentar curar-se. Reparar o que pudermos, para “entrar nos eixos “. Ter consciência do que temos que aprender, com essa agressão à nossa parte mais densa, o corpo!

Nem tudo são apenas rosas. Estamos neste plano, evoluindo, para experimentar o dual, isto é, o agradável e o seu reverso. Quando as condições são airosas, encantados. Quando a desgraça ou a dor batem à porta, temos de aceitar. A nossa atitude ampliará ou diminuirá o peso da contrariedade.
Passada essa etapa, a vida continua. Quando a desventura não mata, fortalece!

São degraus na vida que não podemos rejeitar.
Enchermo-nos de coragem e avançar, impõe – se- nos a todos.
Portanto, o plano desta existência é sorver tudo com atenção e aceitação, pois mais tarde ou mais cedo vamos ser provados, como todos os humanos!

Se é bom, maravilha. Se o outro lado da questão exige de nós seja o que for, temos que avançar sem fuga.
 Depois, passar à etapa seguinte.

 Quem não conhece, “ Depois da tempestade vem a bonança? “ Não há mal que sempre dure, nem bem que sempre perdure”?

Não contrariando o que o Deus nos diz no fundo da nossa alma, a filosofia oriental, no livro das mutações, o milenar oráculo I CHING , datado 3000ª.C, diz que há sempre uma saída para qualquer situação. 
Há assim, que procurar o melhor caminho, sabendo que  quando tudo está bem , se caminha já para o menos bem…
Como uma roda que se movimenta enquanto estamos vivos, os acontecimentos se sucedem. Tudo se renova. Avança. A nossa escola mergulhada na densidade, permite que cresçamos, através das nossas atitudes. Escolhas certas, com as consequências que elas implicam.

Então, viver o dual, é o programa que nos espera a todos!

               “O primeiro passo para a mudança é a aceitação. Uma vez que você aceite a si mesmo, você abre a porta para a mudança. Isso é tudo o que você tem que fazer. Mudança não é algo que você faz, é algo que você permite.” Will Garcia

Agradecer. Agradecer. Agradecer, e com coragem avançar!
Não viemos à Terra apenas para comer. Beber. Ter uma casa. Um bom carro. Uma situação interessante. Termos prestígio. Lutarmos, para sermos os maiores, neste paraíso. Longe disso…

Pequenos segredos, que quem os alcança é vencedor deste e de outros mundos que nos aguardam, são uma conquista maravilhosa!


Não somos apenas corpo, mas temos um espírito e uma alma eternos! Nunca se esqueça disto.

Lucinda Ferreira 
Coimbra, 27.9.16


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