quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ara, a prometida - O encontro (continuaçao. dos 2 episódios anteriores)


Ara, a prometida – O encontro


AMOR TAMBÉM É ALMA QUE SE EXPANDE PELO CORPO NUM INSTANTE DE INFINITO. AMOR MORRE DE AMOR QUANDO TEM FORÇA DE TELETRANSPORTAR ALMAS ENTRELAÇADAS E FUNDIDAS PARA UMA DIMENSÃO A NÍVEL CELESTIAL.
AMOR COMPLETO OCORRE QUANDO ALMAS E CORPOS SABEM COISAS QUE SÓ O AMOR PODE INVENTAR
RENATO SEAVON)


Depois de sentirmos a energia de paz. Alegria. Pureza. Bondade que reina no espaço onde Lara nasceu e se movimenta, percebemos que a menina crescera…
As suas formas de mulher arredondaram-se.
A graciosidade. A beleza, a bondade natural são riquezas que nunca a abandonam.
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No segundo texto, Lau , o jovem másculo. Honrado. Cheio de sonhos de amor. Promessas…Viera do seu acampamento distante, à procura da sua metade. Da companheira com quem irá repartir todos os dias da sua vida. Aquela em quem germinará a vida semeada com respeito e carinho, em momentos inesquecíveis de ternura e cumplicidade gostosa. Na sociedade em que se integra, o casamento vai até à morte de um dos cônjuges. È para sempre!
Nunca há desgosto na relação.
 A tribo encontra se regularmente. Em família, cada um expõe os seus pontos de vista livremente, para os acertos necessários, na busca da alegria. Do amor. Da entrega mútua. Da harmonia de cada casal.
O maior prazer do homem ou da mulher, é aperceber- se intuitivamente que o outro se sente bem. Um íman imperfectível os une, desde o primeiro momento que se deram em amor e intimidade, um ao outro…
Ambos são monogâmicos. A honra. O bem do outro. A palavra dada… São coisas sagradas.
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Bom, mas espreitemos aquele tempo em que Ara se preparou para o grande encontro.
 O mesmo teve que acontecer.
 A espera também não pode ser tão longa assim.
 Os hábitos. A educação. A maneira de estar e de ser, vai se plasmando todos os dias, com simplicidade ao longo da existência desde que se nasce, por aqui. Então os toques finais tornam se menos difíceis. O aprendizado com os mais velhos facilita o progresso interior. A criação de hábitos saudáveis . Harmoniosos. Os relacionamentos são fonte de enriquecimento mútuo.
 A preparação leva os últimos retoques com os conselhos dos mais experientes.
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Grandes fogueiras. Tambores. Danças. A preparação e o finalizar de presentes de todos os elementos da tribo, marcam a ponta final do grande acontecimento. O encontro com Lau  e  a partida de Ara .
Antes, haverá os festejos de entrega a Lau da prometida.
Até a Natureza – Mãe parece enfeitar se de flores para comemorar o acontecimento e participar da alegria de todos: os que ficam e os que partem.
Eles sabem que Ara virá de vez em quando, visitar a grande família que muito lhe quer, mas ficarão privados da sua graciosidade e gentileza para com todos.
Sabem bem que o seu papel é partilhar a juventude e tudo o que sabe e é, com os que a aguardam.
Ela terá que seguir agora, a longa estrada da vida ao lado de Lau!
Alerta está também com seus preparativos amorosos, a tribo que irá acolher Ara.
Chegado o momento da partida, trocam-se as lembranças.
 A grande embaixada de Lau, contemplará os Pais de Ara e os amigos, com algumas cabeças de gado. Objetos manufaturados com cuidado. Panos e outras preciosidades.
Lau e a sua comitiva são recebidos com um lauto banquete de iguarias exóticas feitas a primor. Danças. Cantares. Todo o acampamento está engalado. Vestido de festa.
Ara olha no mais fundo dos olhos de Lau que brilham como dois diamantes.
Este pega na mão da Ara, num ritual delicado e gentil que faria as delícias de muitas princesas ditas civilizadas. Beija-as ternamente, com um fogo tal, que Ara sente um choque inexplicável que permanecerá guardado, no mais fundo do seu ser.
Pela clareira da floresta que se estende sem fim, Ara e Lau passeiam agora sós. Apenas um raiozinho de sol testemunha os beijos, as carícias inocentes trocadas em segredo. Os passaritos espreitam Riem-se. Cantam para eles.
As folhas das árvores roçam ao de leve os lábios dos  jovens que passeiam deslumbrados. Felizes. Cheios de encantamento mútuo.
Afinal são os primeiros contactos de alguém que apenas morou nos sonhos de ambos.
A manhã das descobertas esgota-se.
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 O Grande Espírito é evocado por todos, desde o início do encontro.
A gratidão ressalta de todos os gestos. Nos corações de cada um, ela está viva. Está sempre naturalmente presente.
A Ele são dirigidos cânticos de gratidão. Alegria. Pedido de proteção.
Todos os atos cheios de solenidade despretensiosa são precedidos de evocação e agradecimento ao Grande Espírito que todos reverenciam com a naturalidade habitual.
Os três dias preenchidos em alegre convívio entre os embaixadores e anfitriões esgotam- se.
Ara vai partir!
Sentada ao lado de Lau, num carrinho ancestral. Fofo. Enfeitado de folhas e flores. Uma espécie de andor que os amigos e familiares do noivo fazem questão de transportar, como sinal do acolhimento amoroso da nova tribo, vai esconder-se por entre a folhagem, num caminho que só os nativos sabem..
Os noivos vão agora partir.
O casal e a comitiva despedem-se. Afastam-se. Perdem se na floresta que se torna densa. Profunda. Verde. Muito verde.
O caminho é longo.
Entretanto no novo lar tribal e efetivo de Ara , acabam se os últimos preparativos para os grandes festejo que  terão lugar, logo à  chegada dos noivos!
Muitas danças. Banquetes partilhados por todos, sem diferenças. Todos são um. Um são todos. Reina a paz. O amor. A partilha. A alegria.
Há uma tenda especial dedicado aos noivos!
Repleta de perfumes. Coberta de flores brancas, o local do desfloramento, com seus rituais secretos é um verdadeiro esconderijo do amor. Ali reina o deslumbramento. A surpresa preparada pelas mulheres mais velhas.
As alegrias do encontro primeiro serão o selo da memória secreta de cada um dos jovens!
Nas restantes tendas, nessa noite, os casais renovam as suas promessas amorosas. Fazem jus ao amor partilhado.
Talvez dentro de nove meses, a tribo tenha sido enriquecida  por novos elementos…
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 Lau após o seu enlace, receberá  plenos poderes de grande chefe da tribo. Seu pai terá agora também todas as honras de ancião.
Será o Juiz Mor da tribo, a quem se deve todo o respeito. O sábio mais experiente, conselheiro nas doenças. Não nas desavenças que não existem.
Será contudo a autoridade máxima que passa os valores aos mais jovens.
A sabedoria do mais idoso será honrada. Acatada. Respeitada, como sempre o foi desde o início. E continuará…
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Nota:
Gostavam de saber mais ?
Prometo que voltarei.
 - “NÃO SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM...” CORPO E ALMA SE ALIMENTAM. CORPO SE ALIMENTA DE COMIDA E ALMA SE ALIMENTA DE AMOR. (RENATO SEAVON)
 Até lá , aquele abraço para todos os leitores
                                                                                    Linmare@e

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