sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Eu?! Voto ou des-voto?


Eu?! Voto ou des-voto
(2.ºartg.º)



“As boas leis precisam de bons costumes. A lei sozinha não conserva a boa comunidade democrática e liberal. Precisa de ajuda daquele sentimento interior que é o senso do dever”
Norberto Bobbio
Já estamos todos muito empanturrados com debates, discursos, promessas, conversas a sério e a brincar, sobre eleições.
Não sou eu que vou abusar da paciência dos fiéis leitores, com mais palavreado.
Deixo apenas ideias avulsas, para nos darem o empurrão final, de modo a irmos mesmo votar Todos, o melhor que formos capazes.
Senão depois não nos podemos queixar, se a política corre menos bem…
Pode acontecer, mas nós cumprimos o tal dever cívico que se nos impõe.
Se não votar ou votar em branco … já sabe que VOTAR EM BRANCO, é dar força a quem está de momento no governo e nada mais do que isso.
Qual o seu contributo para que as situações mudem na sua terra, para si e para seus filhos, netos…vindouros?
Às vezes, a escolha fica menos fácil, mas vá lá, tente saber algo mais sobre os partidos e os seus projectos, as pessoas que o representam e vamos lá votar domingo, dia 27 de Setembro p.f.!
Ainda sobre esta temática.
O que é afinal o dever moral?
E a obrigação política e jurídica?
É Samuel Pufendorf que assim diz:
“O dever moral é interior. Um sentimento de obrigação interior em relação a nós mesmos, à nossa consciência.
A obrigação jurídica, política é exterior. Depende de uma autoridade externa.”
Acrescentaria ainda: Os deveres para com DEUS, para connosco mesmos ,distinguem-nos dos animais, que coitados não têm possibilidade de qualquer decisão ou escolha…
Já o não provocar prejuízo a outrém e reparar o dano causado, se inclui no dever jurídico.
Cícero, na Antiguidade , in Officciis, deu toda a atenção aos deveres.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada em Assembleia Constituinte Francesa, em 26 de Agosto de 1789, fala dos fundamentos - natureza e limites da obrigação política.
Há obrigações políticas, obrigações jurídicas e obrigações morais.
A obrigação política não é dever moral, mas é de qualquer modo um dever.
Como se disse em epígrafe:
” …As boas leis precisam de bons costumes”
E nós hoje?
Não caiamos naquela, de alguém nos perguntar ou …responder:
-Então você não tem vergonha das suas acções?
E ouvir-se a resposta, em ar de desafio e até com alguma arrogância atrevida, ouvir-se:
- Claro que não tenho vergonha . E você que tem com isso?”
Lagarto! Lagarto! Que isso não aconteça por estes lados.
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Caímos sempre na necessidade de uma educação estruturada, ministrada por professores competentes, com o sentido de educadores, felizes por serem entendidos e compensados pelo seu alto papel na fundamentação de uma sociedade democrática, consciente, crítica, responsável e participativa. Que estas eleições nos ajudem nesta acção.
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E pronto para quê mais palavras?
Antigamente Sofia Loren “dizia” , se não estou enganada:
“Pão. Amor e Fantasia”
Nós hoje queremos:
Pão. Trabalho. Saúde. Educação e Políticos Competentes e Honestos!
Político têm as suas responsabilidades e PRIVILÉGIOS de toda a espécie.
Ninguém é obrigado a candidatar-se, mas todos querem ser eleitos. Não se poupam a esforços. Uma verdadeira maratona!
Eles lá sabem o motivo….
Até são capazes de dizer, sem qualquer pudor ou vergonha, que são os melhores de todos os tempos…
Também NUNCA LHES FALTA o TRABALHO…


"Socrates só não está desempregado ,porque não é licenciado."


Para brincar , sem ofensa , só para sorrir, fica este registo irreverente dos jovens de Coimbra , num dos seus carros da Queima das Fitas p.p.!


…mas lembre-se:
TEM MESMO QUE IR VOTAR, no domingo , dia 27 de Setembro !
linmare@edicomail.net

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