quarta-feira, 22 de julho de 2009

Saborear a vida até ao seu coração, será uma questão de idade?


Ontem, uma das minhas amigas ofereceu-me um chá em sua casa.

Aquele chá parecia algo divino!

Era o famoso chá príncipe , é verdade ,mas naquele dia, o aroma, o sabor, a alegria de estarmos em paz, deu-me uma sensação de sabor e prazer que antes nunca tinha experimentado.


Mas o mais interessante, á noite, ao jantar com o meu Filho , uma simples tosta com um pedaço de melão bem doce e madurinho, teve também um sabor, o mesmo aroma que sempre tivera , mas que me tocou particularmente.


E pergunto-me se isto não tem a ver com a atenção que a vida nos traz com os anos...Penetramos com mais dados e com uma atitude de atenta gratidão, no coraçao da vida. Ou será que é o momento que dá graça a tudo que nos rodeia?


E depois recordo a cena do chá de Marcel Proust em que as sensações se encadeiam e rolam em catadupa.

De facto é que sinto que este bem estar resulta do mesmo fenómeno de estarmos vivos, que tudo é dom e que tudo à nossa roda é motivo de gratidão.