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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Nova Forma de Engate ...Striptease

Nova forma de engate
Striptease





Mercadoria.

Mecânica do tempo

Ilusão. Busca insana

Rodas. Rodinhas. Engrenagens e Roldana.

Dia. Minuto. Segundo.

Mundo.

Mulher. Prazer

Grande máquina na cama.

Bestial.

Coisa sem valor

Desaforo…

Usa. Deita fora

Pinhal

Amarrotado jornal

Onde o cão mijou

Trocado “amor” por dinheiro

Necessidade (?!)

Marinheiro embarcadiço

Quer lá saber disso.

Cidade.

Cruza a esquina onde ela fuma.

A menina…

Esperando dar mais uma

Euros. Fome. Vício.

Expurgatório poema

Palavras nuas, as dela…

Vestidas de doçura. Setas de Cupido

Insinuação disfarçada

Inocente (?) Pura...Persistente.

Caça seleccionada.

Texto inventado. Nunca antes lido

Imagens vestidas

De macia seda. Fotos. Pinturas. Aguarela.

Dela, apenas sugestão.

Grande escritora. Imaginação a trabalhar

Barata sedução

Não na rua…

Na net

Esgoto de retrete

Engate organizado

Experiente. Trabalhado.

Espreita o incauto

Curiosidade

Ela…

Falsa ingenuidade. Grandes verdades.

…Espiritualidade…´

Verdadeiro encanto. Cai bem.

Espertalhona. Filha da mãe!

Despautério. Mistério.

Põe as cartas

Faz pontaria. Promessas de ardor e energia!

Aranha na mosca

Até enredar mais um

Todos os dias mais um fio

Retirada na escrita

Linda. Bonita

Ele pica e fica

Mulher fatal

Promessas. Juras.

De salero e muito mais

Foi-se um. Vem outro

Sempre em movimento

Máquina do tempo

Sem parar

Como a lesma

Atenta. Colhendo os sinais. Descuidos.  

Avançar sempre . Devagarinho. Devagar…

Novo namorar

Um modo novo de se exibir. Mostrar. Nada atrevida

Lentamente.

Como quem não quer nada

Disfarçada

Fazendo pela vida…

Mostrando apenas a ponta do pé.

Assim mesmo é que é.

Net. Engatar.

Algum há- de cair

Algum há- de caçar.

Cego já dentro da teia

Não consegue fugir.

E...a máquina do tempo cruel.

Indiferente a toda a gente. Sempre a girar.

Vai amargar como fel

E ele a sonhar: Agora sim. Sou amado e vou amar…

E o resto? Já nem me apetece mais contar.
5. Janeiro14
Lucinda Ferreira





domingo, 5 de janeiro de 2014

Ausência

.
foto da net
Ausência



Da fímbria da lua

Escorreu uma lágrima

Azul...Triste.

Quando a porta se fechou

E tua partiste.

Réstia de sol

Pintou o rosto do jardim

Envergonhada aninhou-se num cantinho

Escondida dentro de mim.

O sol desfez-se nos lábios da noite.

Nasceu a chuva miudinha

Árvores que choram …Emudecidas

Vento fustigador

Sombra que foge assustada

Encerrada alegria. Porta fechada.

Tudo ficou por dizer. Por arrumar

Quando voltares

Será de novo madrugada

Vens carregado de sonhos. Vazios. Dores. Cansaço.

Cheia de recordações está tudo que deixaste


Dos lábios em flor


Para te cobrir de beijos

Renascer . Descansar.

Da longa viagem. Entre sangue e suor .

Jovem. Mãe ternura que não morre

Filho. Fruto e flor

Regaço vazio

Volta

A casa cheira a rosas e rosmaninho

Nunca se apaga o caminho do meio.

Do regresso. Homem menino

Quando se esconder alguém

A harmonia do primeiro dia

Acolhimento no seio.
 Mãe.

O céu rasgado ao meio

Espreitando pela fresta da vida

Ave de mil cores gorjeio que enternece. Nunca esquece …

É sempre madrugada.

Da fímbria da lua. Escorre uma lágrima tímida.

 A porta fechou-se e tu partiste.

Despedida.  

Até a noite ficou triste. 

4 Janeiro 14
Lucinda Ferreira


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Abraço, vem meu amor!

  • Abraço
 
Vem!
Não sei quem és
 Mas espero.
Espero
Que venhas um dia !
Vem!
A chuva
O frio
O vento
A tempestade
Tornam mais intensa
Tanta monotonia…
O teu lugar está aquecido
Vazio e doce
No meu Coração
Vem senão…Não vou resistir
Estende a tua mão
A minha está estendida
Para Ti
Para a vida!
Não demores.
Vem, meu amor!
Está preparada a ceia
Podes vir sujo e cansado
Sem uma flor…
No meu Coração, está tudo preparado.
Quero-te sem palavras
Fazes parte de mim
As flores murcharam no jardim
Os pássaros emudeceram… O sol escondeu -se
Vem!
Espero que venhas um dia
Reconstruir a alegria
Dos nossos segredos
Sem medos …
Já ouço a melodia dos teus passos
O silêncio.
A chegada selada.
De mansinho
Devagarinho…
Num eterno e profundo abraço.
31.12.13


Lucinda Ferreira
foto da net

Pensando em Ti

Pensando em Ti

Foto da net
 
A chuva
O vento
A tempestade
O campo
A montanha
O deserto
A cidade
As ruas
As casas
Os jardins
O monumento
Tu, sozinho
 Perdido no caminho
Eu, à tua procura
Sem saber que direcção seguir
Insegura …
No cruzamento
Cheia de carinho
Sempre contigo…
 No pensamento!

 C.ª, 31.12.13
Lucinda Ferreira

domingo, 15 de dezembro de 2013

Chegou o meu Bem -Amado

Chegou o meu Bem- amado


Chegou o Meu Bem-amado…
Vinha disfarçado.
Ninguém o reconheceu.
Era nobre. Fez se pobre.
Era Rei. Como escravo morreu.
Amou como amara jamais alguém
Especialista em amores.
No final,
Foi injuriado. Negado e atraiçoado. Morto e insultado
Abandonado.
Ficaram as mulheres, João e Maria, sua Mãe!
Reconhecido. Aceite pelos simples.
Os pastores. Os pescadores.
Filho de Rei, nasceu numa gruta.
Entre palhas sem rendas. Sem cobertores…
Não havia luz. Nem energia.
Havia bafo da vaca e do burrito.
Doce calor...Alegria. No coração da Mãe .
E do Pai José. Homem bom. Homem de fé.
Havia uma estrela também.
Ali, nasceu o Salvador!
Música das esferas enchia os Céus de vida
E a Estrelas erguida brilhava. Brilhava.
Anunciava. Alumiava os caminhos
De quem passava.
Mas o povo apressado nem reparava.
Anjos alegres cantavam glórias
Ao menino nascido.
Deitado. Rodeado por uma luz intensa que ninguém via
Dormia e Sonhava  
Uma feliz humanidade com paz e vitórias…
E mesmo que nem todos queiram,
Porque respeita a liberdade,
No final assim será.
Ele voltará
O trigo do joio escolherá. Os eleitos do Senhor!
Ele virá
No seu máximo esplendor
Trombetas e anjos sobre um trono, o trarão.
 Em 770 a.C. de outra Era,
 Isaías, o vidente, que nunca se enganou, dissera:
Podem estar certos, Ele voltará.
Ele vem!
E agora os escolhidos. Livres e não sujeitos ao sofrimento. À maldição
Guiados pelo brilho do Seus olhar, levados pela Sua mão,
Eternamente enamorados.
Hosana sem fim entoarão.
Ele vem!
O amor reinará e todos O bendirão
Como um dia fizeram os simples. Os Pastores, em Belém.

15 .12.13