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domingo, 5 de janeiro de 2014

Ausência

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foto da net
Ausência



Da fímbria da lua

Escorreu uma lágrima

Azul...Triste.

Quando a porta se fechou

E tua partiste.

Réstia de sol

Pintou o rosto do jardim

Envergonhada aninhou-se num cantinho

Escondida dentro de mim.

O sol desfez-se nos lábios da noite.

Nasceu a chuva miudinha

Árvores que choram …Emudecidas

Vento fustigador

Sombra que foge assustada

Encerrada alegria. Porta fechada.

Tudo ficou por dizer. Por arrumar

Quando voltares

Será de novo madrugada

Vens carregado de sonhos. Vazios. Dores. Cansaço.

Cheia de recordações está tudo que deixaste


Dos lábios em flor


Para te cobrir de beijos

Renascer . Descansar.

Da longa viagem. Entre sangue e suor .

Jovem. Mãe ternura que não morre

Filho. Fruto e flor

Regaço vazio

Volta

A casa cheira a rosas e rosmaninho

Nunca se apaga o caminho do meio.

Do regresso. Homem menino

Quando se esconder alguém

A harmonia do primeiro dia

Acolhimento no seio.
 Mãe.

O céu rasgado ao meio

Espreitando pela fresta da vida

Ave de mil cores gorjeio que enternece. Nunca esquece …

É sempre madrugada.

Da fímbria da lua. Escorre uma lágrima tímida.

 A porta fechou-se e tu partiste.

Despedida.  

Até a noite ficou triste. 

4 Janeiro 14
Lucinda Ferreira


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Abraço, vem meu amor!

  • Abraço
 
Vem!
Não sei quem és
 Mas espero.
Espero
Que venhas um dia !
Vem!
A chuva
O frio
O vento
A tempestade
Tornam mais intensa
Tanta monotonia…
O teu lugar está aquecido
Vazio e doce
No meu Coração
Vem senão…Não vou resistir
Estende a tua mão
A minha está estendida
Para Ti
Para a vida!
Não demores.
Vem, meu amor!
Está preparada a ceia
Podes vir sujo e cansado
Sem uma flor…
No meu Coração, está tudo preparado.
Quero-te sem palavras
Fazes parte de mim
As flores murcharam no jardim
Os pássaros emudeceram… O sol escondeu -se
Vem!
Espero que venhas um dia
Reconstruir a alegria
Dos nossos segredos
Sem medos …
Já ouço a melodia dos teus passos
O silêncio.
A chegada selada.
De mansinho
Devagarinho…
Num eterno e profundo abraço.
31.12.13


Lucinda Ferreira
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Pensando em Ti

Pensando em Ti

Foto da net
 
A chuva
O vento
A tempestade
O campo
A montanha
O deserto
A cidade
As ruas
As casas
Os jardins
O monumento
Tu, sozinho
 Perdido no caminho
Eu, à tua procura
Sem saber que direcção seguir
Insegura …
No cruzamento
Cheia de carinho
Sempre contigo…
 No pensamento!

 C.ª, 31.12.13
Lucinda Ferreira

domingo, 15 de dezembro de 2013

Chegou o meu Bem -Amado

Chegou o meu Bem- amado


Chegou o Meu Bem-amado…
Vinha disfarçado.
Ninguém o reconheceu.
Era nobre. Fez se pobre.
Era Rei. Como escravo morreu.
Amou como amara jamais alguém
Especialista em amores.
No final,
Foi injuriado. Negado e atraiçoado. Morto e insultado
Abandonado.
Ficaram as mulheres, João e Maria, sua Mãe!
Reconhecido. Aceite pelos simples.
Os pastores. Os pescadores.
Filho de Rei, nasceu numa gruta.
Entre palhas sem rendas. Sem cobertores…
Não havia luz. Nem energia.
Havia bafo da vaca e do burrito.
Doce calor...Alegria. No coração da Mãe .
E do Pai José. Homem bom. Homem de fé.
Havia uma estrela também.
Ali, nasceu o Salvador!
Música das esferas enchia os Céus de vida
E a Estrelas erguida brilhava. Brilhava.
Anunciava. Alumiava os caminhos
De quem passava.
Mas o povo apressado nem reparava.
Anjos alegres cantavam glórias
Ao menino nascido.
Deitado. Rodeado por uma luz intensa que ninguém via
Dormia e Sonhava  
Uma feliz humanidade com paz e vitórias…
E mesmo que nem todos queiram,
Porque respeita a liberdade,
No final assim será.
Ele voltará
O trigo do joio escolherá. Os eleitos do Senhor!
Ele virá
No seu máximo esplendor
Trombetas e anjos sobre um trono, o trarão.
 Em 770 a.C. de outra Era,
 Isaías, o vidente, que nunca se enganou, dissera:
Podem estar certos, Ele voltará.
Ele vem!
E agora os escolhidos. Livres e não sujeitos ao sofrimento. À maldição
Guiados pelo brilho do Seus olhar, levados pela Sua mão,
Eternamente enamorados.
Hosana sem fim entoarão.
Ele vem!
O amor reinará e todos O bendirão
Como um dia fizeram os simples. Os Pastores, em Belém.

15 .12.13

sábado, 14 de dezembro de 2013

A minha Rua

                                       
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A minha rua
 


A minha rua está cheia de canções.
Há flores nas janelas.
Sorrisos escondidos esperando o meu amor que vai chegar.
Nas roseiras do caminho, o passarito espreita. Canta quando ele vai a passar...
Passos que são provocação e dor. Amor. Música estelar.
Há miosótis abrindo em cada segundo que morre…
O meu amor traz segredos milenares nos cabelos azuis. Novos céus!
Perfumes exóticos. Diferentes. Sempre mais longe. Sempre mais alto!
Voamos para além das nossas almas.
Inventamos viagens dentro de nós.
 Criámos estrelas. Dádiva. Harmonia.
Universos só nossos, onde ninguém pode entrar.
Conhecer.
Cintilantes Vias lácteas por onde passeamos enlaçados.
Vestimos a alegria dos girassóis.
Nascem flores nos meus cabelos dourados.
Acordamos!
Madrugadas de cor. Estradas sem fim. Asas de um novo dia.
Olhamo-nos. Uma nova realidade nasce virgem...
Filme de mil vidas. Transfigurados seres.
Água límpida corre de mansinho.
Escutamos o mar dentro de mim. O seu Coração bate apressado.
O meu amor aninha-se no meu colo.
Adormece ao meu lado.
Cobre de beijos a terra molhada.
A relva verde do meu corpo em flor abre-se como uma orquídea perfumada.
Um rio-mel corre das nossas bocas. Seiva abençoada. Floresta de sonhos cresce mais e mais.
Não estamos sós.
Leva consigo a ternura, eco dos meus passos dentro do peito.
O seu cheiro mistura-se no meu sangue.
Sela-o um amor-perfeito.
Itinerário livre.
Lírios nascem nos meus olhos húmidos de saudade.
Semente e fruto de uma nova era.
É sempre Primavera.
Alternâncias. Ser. Viver.
Serena Morada enfeitada de orvalho. Agitação e mar.
Passos de veludo …Doce caminhar.
Secretamente entra. A raiz mergulha cada vez mais fundo.
È sempre novo o nosso olhar!
Voláteis. Etéreos. Unos. Eternos!
Já não pertencemos a este espaço
Criámos o nosso mundo! 
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