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sábado, 21 de novembro de 2015

Sorri? Ri? Ou é casmurro/a?

Sorri? Ri? Ou é casmurro/a? 
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 Sorri? Ri? Ou é casmurro/a?

Creio no riso e nas lágrimas como antídotos contra o ódio e o terror.



Sorrir. Rir…Quando está tudo a correr bem, é normal.

Ter o hábito de sorrir no bem e no menos bem, faz a diferença.
É preciso para Homens. Mulheres. Velhos. Novos. Ricos. Pobres. Na alegria. Na tristeza. Em todas as profissões. Toda a gente sem excepção, que cultivar este hábito, vai perceber…

E sabe por que razão lhe digo isto?
·    Por que terá muitos e muitos benefícios no espírito. Na alma. Socialmente. O riso gera uma cadeia de efeitos benéficos no corpo. Na mente. Na sua boa disposição e presença alegre. Passa a ser um íman atraindo os outros.
Além disso:
1.  O riso reduz o nível de adrenalina e cortisol endógenos. Donde…
2.                      Controla a tensão arterial.
3.                      Melhora o sono.
4.                     Reduz a tensão física e psíquica.
5.                      Diminui a ansiedade.
6.                     Proporciona bem-estar. Emagrece.
7.         O riso também retarda o aparecimento de marcas de expressão. Adia o envelhecimento, ao tonificar a musculatura facial.
E já agora, pense que quando sorri movimenta 12 músculos da face. Se der uma gargalhada mexe 24 músculos. Se conversar e sorrir movimenta 84!

Já reparou num rosto em que alguém fez reconstrução estética facial? Parece uma máscara sem expressão…

Solte a sua alma. Sorria e ria. Ria muito.
Há quem diga: “Muito riso, pouco siso”.
Não tenha medo disso ou:
img net (  sorria quando olhar para este homem bem disposto.. Não parece um diplomata...mas tem um sorriso contagiante. Gostamnos dele! )
·    . Prefere que as pessoas estejam sempre desejosas de o/a ver pelas costas? Não têm coragem de lhe dizer que é insuportável. De presença pesada e desagradável, mas evitam-no/a...

Se a sua expressão é fechada. Casmurra. Triste… Mude de vida Já!!!

Se nunca sorri nem ri, saiba a importância do humor na sua vida! Seja mais sorridente e será  mais tranquila. Simpática.
1.  Sorrir tem efeitos no seu organismo. Reflexos em toda a sua vida.
2.   Veja como o seu corpo reage, quando recorda um momento feliz... Quando estiver mais tensa, relaxe. Esboce um sorriso. Perceberá a mudança de imediato Experimente. É um desafio que lhe lanço…
3.O cérebro humano é ávido de experiências divertidas. “Ri” com o imprevisível. A surpresa. O criativo…Vá lá, faça bem a si mesmo. O seu corpo agradece.

A alegria espicaça a intuição e por isso ficará mais criativa, Intuitiva. Alarga o seu campo de conhecimento.
A boa disposição activa o lado direito do seu cérebro que tem funções incríveis (um dia destes voltarei a este assunto que me seduz).
O exercício cerebral do júbilo é fascinante.

Imagine que os bem humorados até têm menos disfunção sexual!
Têm melhor memória. Têm mais sucesso social e profissionalmente.
O riso e o sorriso são melhor remédio GRÁTIS para os muitos males da actual sociedade moderna!

Deixo-lhe um comentário inteligente de um psiquiatra perante uma queixinhas “profissional” das lamentações…Aborrecidinha. Sempre virada para fora do seu interior, com um ego do tamanho do mundo. O médico apenas a olhou e disse-lhe, curando-a!
- “Deixe-se disso! Deixe-se disso”!
- A pessoa sentiu-se tão ridícula. Caiu em si. Teve vergonha. Mudou de vida.

SE NÂO TEM O HÁBITO DE RIR E SORRIR, “deixe-se disso”! Tenha vergonha!
Mude de vida pela sua rica saúde.
Pelo seu sucesso!

Deixe o seu umbigo em paz.
Nem Deus aprecia a tristeza. “Um santo triste, é um triste santo”…

Seja um semeador de felicidade onde quer que esteja!
Conhecemos um homem pelo seu riso; se na primeira vez que o encontramos ele ri de maneira agradável, o íntimo é excelente.Fiódor Dostoiévski

 Lucinda Ferreira


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Palavra fala da abundância do coração!

 A Palavra fala da abundância do coração!
Não fazemos o que queremos e, no entanto, somos responsáveis pelo que somos: eis a verdade….Jean Paul Sartre




A Natureza espreguiça-se.
 Prepara para um longo sono outonal e chuvoso, enquanto o Sol vai passar férias a outras paragens, enchendo de luz e calor outros longínquos irmãos.

Ainda assim o meu Sol interior está vivo!

Hoje é o dia da alegria. Estou viva. Posso respirar. Ver e sentir. Tenho Deus no meu coração. Sou grata por tudo e por todos.

Parti costelas há quase um mês. As dores são tão amigas que nunca me abandonam…

Estou feliz e agradeço ao Criador. Sei que a minha vida Lhe foi entregue. Por isso tudo o que me acontece traz em si um bem maior. E de facto assim é.

Cessaram as correrias. A minha conversa com Ele é mais íntima e contínua em tudo que faço e sinto.

Estou muito só fisicamente, mas tenho paz. Posso pensar.

 Não tenho podido sentar-me. Hoje pude fazê-lo.

Saúdo a todos que me lêem.

Aproveito ainda para felicitar a directora deste Jornal, a Dra Zilda Monteiro, sempre atarefada e aplicada a tudo que faz com entusiasmo e responsabilidade.
Tive o grato prazer de a conhecer um dia quando veio a minha casa, entrevistar-me. De resto era sempre pelo telefone que falávamos a correr.
Aquando do encontro no Café de Santa Cruz que muito gostei, percebi mais uma vez como era generosa e como a sua dedicação a levava a ir buscar os mais velhos para que o encontro fosse perfeito. Atenta a tudo que promova e enriqueça as suas tarefas, não se poupa a esforços.

O que aconteceu naquele encontro foi lindo. É pena que não ocorram outras iniciativas semelhantes. Reunirmos todos cujo elo “Despertar” nos diz alguma coisa é gratificante.
 Quem sabe isso poderia enriquecer o jornal e a quem a ele se entrega apenas pelo prazer de comunicar, se houvesse mais diálogo entre todos?
 É que estou de acordo com Alfred Montapert quando diz: “Somos totalmente responsáveis pela qualidade da nossa vida e pelo efeito exercido sobre os outros, construtivo ou destrutivo, quer pelo exemplo quer pela influência directa das nossas palavras”.
Não temos o direito, aberta a possibilidade de nos expressarmos, de semearmos desânimo. Negatividade, tenha ela o “formato” que tiver.
…………………………………
Hoje calmamente li o jornal. Um leque variado de assuntos para todos os gostos.

Cinco longos artigos da autoria da Drª Zilda Monteiro enriquecem o semanário, levando-nos a viajar pelas particularidades regionais. Pelas novidades. Acontecimentos e figuras marcantes da cidade.

Visitei ainda o Dr. Manuel Bontempo que prezo e admiro como pessoa e pela sua fidelidade. Atenção ao mundo, numa produção fértil e diversa.

Li com particular interesse as memórias carinhosas para com a sua terra e gentes, do jornalista Sansão Coelho.

A repetida nostalgia saudosa da professora. Pintora e amiga Alda Belo, condizente com a época outonal, desencadeou em mim este desejo de gritar que nada nem ninguém nos pode entristecer, quando o Sol Maior que nos ilumina é de dentro para fora!

Ninguém se pode sentir, ao mesmo tempo, responsável e desprezado., dizia  Antoine de Saint-Exupéry e isso é verdade, minha amiga.
Nós a apreciamos e lhe queremos todo o bem!

A figura do amigo Aníbal Duarte de Almeida que nos deixou em 17 p.p., não se apaga em nós! A sua marca particular em dedicação a esta cidade e as causas tão válidas como as que abraçou, só morrerão em nós quando partirmos. Ainda assim o seu perfume ficará no ar nas ruas e no coração dos que com ele privaram.

Quem não conhece pessoas que ao verem alguém necessitado, mas com bens, se não faz de imediato insubstituível, afastando quem lhe possa fazer sombra? 

Claro, não por amor ao outro, mas por interesse vergonhoso e oportunista no que aquele possui.

A prova é que alguém pode está a morrer de abandono, mas se não tiver nada mais vantajoso para deixar do que o serviço que se presta, nem que seja um simples copo de água, surgem mil desculpas de imediato de indisponibilidade de ajuda. Doenças pessoais. Afazeres urgentes. Dificuldades de toda a ordem e sei lá que mais. Nem sequer há tempo para ouvir a queixa…

Egoísmo. Ganância. Pura marca de soberba. Domínio. Posse, só isso empurra para a acção tais pessoas.

No fundo, digo como Fiodor Dostoievski 

Todos somos responsáveis de tudo, perante todos.
…………………………………
Ora Aníbal Duarte de Almeida defendeu a causa dos que não tinham NADA!

Para não deixar dúvidas a maldizentes, não foi só uma vez. Foi durante muitos anos.
 Lembro-me de fazer animação na Casa dos Pobres do Pátio da Inquisição, há muitos anos, e ele já por lá andava. Era muito cioso do que fazia e do seu papel…

Portanto à sua memória, toda a nossa gratidão. Apreço e respeito.

“ Vinde benditos de meu Pai, pois tive fome e deste-me de comer. Tive frio e deste-me de vestir…”

… E hoje podíamos ainda dizer:
Era velho. Abandonado. Doente. Sem Família. Sem abrigo…E tu amigo Aníbal, lutaste por cada um deles fosse teu irmão e de cada um de nós.

Obrigada a todos os “Anibeis” que semeiam a paz. O amor. A alegria. A solidariedade. A palavra confortante. A gratidão. Que se esforçam na adversidade e na alegria, por descobrir a beleza dos nenúfares que desabrocham no pântano, sem se fixarem no lixo, tentando lavar o que outros sujam. Que se fixam apenas nas coisas boas que a vida dá a todos e a cada um sem excepção e que só alguns aproveitam, ao pôr de parte a vitimização. A choradeira. A maledicência sem nada construírem de positivo. O hábito de serem o centro das atenções e do mundo.

Obrigada a todos os que semeiam a esperança em tempos difíceis, construindo alternativas solidárias, sem perder tempo na auto e hetero - destruição do meio ambiente em que se movimentam.
 Quem sabe se temos o direito de fazer isso, quando ainda temos tanto, perante tantos que tudo sofrem em silêncio? (Não têm, nem nunca tiveram (...) que comer. Casa. Saúde. Família. Nem amor de ninguém... E nunca se queixam).

Quem sou eu para julgar quem quer que seja?
A verdade é que sou livre de analisar o que me apresentam.
Temos todo o dever e a responsabilidade de não poluir o Planeta nem física. Nem mental. Nem espiritualmente, sobretudo temos que trabalhar o nosso aperfeiçoamento interior e a elevação da consciência, enquanto ainda temos capacidade para isso!

Não será que somos responsáveis por aquilo que fazemos, pelo que não fazemos, e por aquilo que impedimos outros de fazerem com o nosso pessimismo e má língua?
Lucinda Ferreira 

30.10.15 


sábado, 17 de outubro de 2015

Árvores que choram...

Textos e Pretextos  
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                 Árvores que choram

 Aqueles que gostam e cuidam de animais, árvores, plantas e flores, e também das pessoas, são mais HumanosJean Charles Rinelli




Sussurro manso e verde

Pinheiros da minha infância.

Erecto testemunho

Dias e noites sem história

Guerreiros. Dura tempestade

Sem defesa, prisioneiros


Cansados de lutar

Babam resina...

Feridas abertas sem piedade

Magoados. Exauridos.

Não param de chorar…
C.ª, 17.X.15

Lucinda Ferreira
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A Grande Viagem

Textos e pretextos
(Deusa da morte net)

                      Grande Viagem...

A Grande Viagem...



Acenas do outro lado da margem

Que se afasta cada vez mais

Sem te poder alcançar

Fumo ou miragem?

Estendo os braços

Não te posso tocar…

Remas sem parar

Gritas

Prestes a afundar!

Luto. Luto. Luto.

Corro. Bato a todas as portas

Peço socorro

Sem nada poder fazer!

Ninguém aparece.

Anoitece.

E não te pude salvar!

Comigo

A tua imagem

Corpo de seda

Fino arminho

Delicadeza. Carinho.

Deixar-te ser …

Noutra dimensão.

Guardar teu perfume

No meu coração

Mãos atadas

 Cada vez mais

Longe…

 A desaparecer

Soltar-te. Partir

Impotente ver

A tua sombra

Lentamente …A diluir…

Leve aragem

No horizonte

Desapareces…

Inicias só, a grande viagem!

Lucinda Ferreira
30.11.15

(imagem net)
C.ª17.Outubro 2015
Lucinda Ferreira

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A Palavra


 Textos e pretextos
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A Palavra
È preciso reivindicar o valor da palavra, poderosa ferramenta que pode mudar o nosso mundo, mesmo nesta época de satélites e computadores.(William Golding - escritor inglês)  




A Palavra,

Carícia sagrada

Cereja vermelha

Céu cinzento 

Espada!

Faísca. Centelha.

Voa. Ressoa. Sorri.

Chama. Água. Fogo. Eco.

Faca. Podoa. Punhal.

Olho de lince

Aguda. Brilhante.

Farol!

Envergonhada. Doente. Escondida…

Onde mora

A Paz? O Amor? A Concórdia?

Confusa. Triste. Sentida.

Chora

Tanta Palavra interdita. Magoada.

 Perdida…

C.ª18.19-15....                           Lucinda Ferreira
È preciso reivindicar o valor da palavra, poderosa ferramenta que pode mudar o nosso mundo, mesmo nesta época de satélites e computadores.
(William Golding - escritor inglês)