Powered By Blogger

domingo, 6 de junho de 2010

Com...sequências...


São 3 artigos sobre os animais... por quem nutro um profunda compaixão...



COM… SEQUÊNCIAS… (1)


“Jamais creia que os animais sofrem menos do que os humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar-se a si mesmos.”
Dr.Louis Camuiti



Olho para os olhos puros e brilhantes dos animais e a minha alma enche-se de compaixão, bondade e gratidão.
Tal como Emile Zola , digo também:
o destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridícula.
Muito se aprende com estes “anjos” de quatro patas ( como dizia há dias, um lindo email, sobre animais que recebi, que falava da ajuda que eles nos dão, pela paz e harmonia que a sua companhia, sempre transmite ao dono.)
Quando era pequenita e vivia na aldeia, ao ouvir bem cedo pela manhã, um porquinho a chiar, eu chorava e tapava os ouvidos.
Não conseguia imaginar que estavam a espetá-lo com um grande facalhão, enquanto não sei quantos homens por desporto e numa alegria tão grande, seguravam as pernas do animal aflito e num sofrimento horrível!
Que festa cruel e sangrenta que afinal era tão desejada e tão esperada por amigos e familiares, fala de uma cultura por vezes bárbara.
È Fred A.Mc Grand que assim refere:
”Crueldade é algo que está presente em famílias humanas por incontáveis eras. É quase impossível alguém que é cruel com os animais, ser generoso com as crianças. Se se permite às crianças a crueldade com os animais de estimação ou outros que cruzem nos seus caminhos, eles aprenderão facilmente a ter prazer com a miséria dos seus semelhantes. Essas tendências levam facilmente ao crime.”
Aliás, estudos do FBI, provam que os “serial killers” tiveram quase todos experiências de crueldade com animais, antes de infligirem requintada crueldade aos humanos. Por isso se cultivamos e damos estes exemplos aos nosso filhos, às nossas crianças, que mundo podemos depois esperar?
E não venham para cá rir-se e achar muita piada , só porque isso sempre se fez.(…)
Há sempre um tempo para mudar e evoluir.
È que primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é urgente e necessário civilizar o Homem em relação à Natureza e aos Animais. Digo-o eu e dizia já Buda , mesmo antes de Cristo. Vejamos o progresso que já se fez…
Há dias, passei por Marrocos e vi atirar uma ovelha de um segundo andar de um camião de carga , atulhado de animais apertados, ao sol e cheios de fome e sede…
Claro que se fica doente só ao ver tanta barbaridade.
Humboldt dizia que a civilização de um Povo se vê pela forma como os animais são tratados.
E Mahatama Ghandi referia exactamente que nação pode ser julgada pelo modo como os animais são tratados.
E nós vemos entre nós, o que se passa e ficamos desolados . Dos lugares por onde passei até este momento em minha vida, apenas na Holanda e no Canadá, vi respeito pelos animais.
Na China, foi o sítio onde vi maior crueldade. Logo ali nos mercados, os animais vivos são mortos com todo o à vontade, frente ao cliente que olha com a maior naturalidade. O respeito pela vida…deixa muito a desejar, naquelas paragens.
E quando hoje se diz , tal como Paul e Linda Mc Cartney, que todos seríamos vegetarianos, se os matadouros tivessem paredes de vidro, porque nos sentiríamos bem melhor connosco mesmos e com os animais, sabendo que não estamos contribuindo para tão grande sofrimento”, há quem se ria e ache que este discurso não tem cabimento.
É que ainda temos um longo caminho a percorrer , aprendendo a respeitar os seres mais débeis.
Seja animal ou vegetal. Quando isso acontecer, nem teremos que nos preocupar com o respeito pelo nosso semelhante , porque ele está implícito naquela atitude. E isso não é só para os outros .É mesmo para si que me lê, para mim.
Para TODOS!
A começar já .Com urgência.
Leonard da Vinci também disse:
“Lá virá o dia em que maltratar ou matar , será considerado crime , tal como o assassinato de um homem.”
E se quer saber, felizmente no Canadá, está já muito próximo este dia!
E em Portugal ? (…)
linmare@edicomail.net
blog:http://lucinda-umaponteparaoinfinito.blogspot.com















COM…SEQUÊNCIAS (2)


“ A protecção dos animais faz parte da moral e da cultura de um Povo”
Victor Hugo

Felizmente que posturas espirituais, como por exemplo os seguidores de DALAI LAMA, sabem que matar animais por desporto, prazer, aventura e até por suas peles, é um fenómeno cruel e repugnante ao mesmo tempo. Nada justifica tal brutalidade.
Há até quem tire a pele aos animais ainda vivos, para maior rentabilidade. Estes em grande sofrimento, continuam com seus corações batendo (…) até à morte final.
Imagine qualquer um de nós, como seria connosco. Nesta situação, em nada diferimos dos animais, nem eles de nós!
Isto e a desgraça da crueldade nas arenas das touradas, que Mário Nunes tão bem apresentou no último número deste Jornal, em artigo intitulado: Os homens , os animais e as touradas.
Se virmos bem, essa tal tradição das touradas está associada a um marialvismo que já deu o que tinha a dar, caído em desuso, expresso por uma necessidade de afirmação, a que chamam coragem e valentia, domínio, vaidade ufana de enfrentar um animal em sofrimento.
Mas se o maior confronto humano, se desenrola dentro, no silêncio de cada um de nós e não nas aparências, não será antes fraqueza, a chamada “festa brava”, que nem sequer respeita os mais fracos, na condição de não se poderem defender dentro de um espaço de sofrimento, infligido por um ser que se crê inteligente ?
…………………………………………………………………………………………………
Enquanto o ser humano pode albergar no seu íntimo, a vingança, o ódio, a crueldade, um animal é puro demais e muito superior, a esse mau hábito que o ser humano tem de usar mal a sua liberdade.
Um animal esquece logo tudo de mal que lhe fazem.
Vemos, como um animal leva pauladas, atiram-lhe para cima água a ferver, fome, sede, brincam a ver quem atropela o o pobre coitado do animal, enfim todos vemos coisas muito feias que se fazem aos nossos “irmãos menores”, e de seguida ele tudo esquece. Ao ver o seu dono, corre para ele de novo e enche-o de carícias, cheio de alegria.
Abana o rabito, lambe-o ( se ele deixar…) , manifesta a sua grande alegria, esquecendo todas as maldades de que foi alvo.
Se ao menos o homem aprendesse esta lição de perdão e bondade, seria bom…
“A compaixão para com os animais é uma das mais notáveis virtudes do ser humano”, já dizia também Charles Darwin
Amiudadas vezes estou condenada, a ouvir com inquietação e impotência, alguém que ao chegar a casa, descarrega com pauladas no seu animal, a raiva, o stress que acumulou durante o dia. O desgraçado do cão, com fome, sede, excessivo calor ou frio, sozinho, corre feliz ao ver a dona, mas é ele que “paga as favas”do mau dia da criatura, que se vinga assim.
È ainda insultado com palavras feias, que tem de engolir com lágrimas, enquanto esperava com alegria a chegada dos donos para lhe fazerem uma festa e lhe darem comida e água…
É difícil ouvir esta luta desigual contra um pobre cão que nada percebe destas atitudes desequilibradas, mas que tudo tem que suportar pacientemente, sem se poder defender. Se reagisse , logo seria abatido…
Isto é uma amostra mínima do sofrimento dos animais.
Também há quem no calor da discussão, com o carro em movimento , atire o pobre animal pela janela…
Imagine-se a dor do bicho, assim cuspido e abandonado.
Agora que as férias se aproximam, muitos animais serão abandonados , sem qualquer pejo.
O sentido da responsabilidade manifesta-se nestes gestos…sem dúvida. Mas não espere coisa boa, quem assim trata e abandona seres indefesos , fracos e incapazes de fazerem greves, manifestações ou mesmo de se defenderem .
Mas como tudo fica escrito no livro da vida, não esperem pela demora…as pessoas que não têm compaixão por quem sofre.
“Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres dos planos inferiores, não conhecerá nem saúde, nem paz!
Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão também uns aos outros.
Aquele que semeia a morte, o sofrimento não pode colher a alegria e o amor” diz Pytagoras.
O grande bailarino e coreógrafo , Vaslav Nijiusky, conta que não come carne ,porque um dia, viu um carneiro e um porco sendo mortos.
“ Vi e senti a dor desses animais…Eles sentem a aproximação da morte . Não consegui suportar a cena. Chorei como uma criança. Corri para o topo da colina e mal consegui respirar…senti-me sufocado…senti a morte do carneiro.”
Do mesmo modo, que um dia sonhei que estava a comer o meu gato, quando comia coelho. Nunca mais consegui comer tal animal e esforço-me par aprender a alimentar-me sem carne.
E na verdade a minha saúde sente grandes melhoras, felizmente.
Aliás os animais criados em cativeiro, mortos com tanto sofrimento, cheios de antibióticos … são a maior fonte de doenças, porque ao comê-los são mais as toxinas do que os benefícios…
Já agora um parênteses para lhe dizer que ao comprar ovos , não vá pelo preço mais baixo, pois essas tristes galinhas vivem em cativeiro, em gaiolas ( ver rótulo obrigatório) e esse alimento não lhe dará saúde alguma.
E para terminar, não se esqueça que a agressividade e por vezes a falta de saúde, estão ligadas ao consumo de “carnuças” vermelhas, eivadas de gorduras e toxinas originadas por n...razões, entre elas o sofrimento dos animais.
…”Desconfie e muito cuidado, com alguém que maltrata um animal...”- diz – nos Bottach e eu também sinto isso.










COM…SEQUENCIAS (3)




“Cuidado com o homem que maltrata animais”
Bottach



Os Animais e as Plantas têm o mesmo direito que os seres humanos, de habitarem o Planeta Terra.
Merecem o nosso carinho e apreço.
Infelizmente, sendo o homem dotado de inteligência e sentimentos, não se percebe como desce tanto e é mais cruel que a gata dos quintais que sofre tudo , mas não abandona os seres indefesos da sua ninhada e com supremo carinho, lambe e alimenta os seus filhinhos com amor e extremo cuidado.
E como se isto não chegasse, soube há dias ( já telefonei a confirmar…)
que por trás do Santuário de Fátima, um lugar onde tanto se busca a Paz , o Amor , a Luz, onde o divino e o humano se cruzam para se elevar a prática do Bem , ora é justamente aí, que se vê um espectáculo de crueldade, abandono e falta de amor para com os animais.
Os responsáveis do Santuário permitem que uma gaiola que apanha animais abandonados, contenha os bichos que já foram maltratados, cheios de fome e abandono, (…), aí ficam de 6.ª feira (que pode ter sido de manhã) até 2.ª feira à tarde. Os animais ficam aí ao sol, sem comer, sem beber, engaiolados , à espera da morte …depois no canil.
Nossa Senhora não deve gostar nada deste espectáculo…
E se S. Francisco de Assis visse assim tratados os seus irmãos menores, também choraria … como nos acontece a nós.
Foi ele mesmo que disse:
“Todas as coisas da criação são filhas do Pai e irmãs do Homem.
Deus quer que ajudemos os animais, se necessitarem de ajuda.
Toda a criatura em desgraça tem o mesmo direito de ser protegida.”
Mas se se escondem coisas tão feias e terríveis, no coração de alguns humanos (…), como não se há-de também encarar com ligeireza e leviandade , o caso dos cães abandonados , em Fátima, que “só incomodam e molestam(…) “’?!
Esquecem-se fácil e levianamente, as palavras que até talvez se desconheçam de Thomas Edison quando diz:
”A não violência leva-nos aos mais altos conceitos de ética, o objectivo de toda a evolução.
Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens”
Já nem preciso dizer mais palavras...porque até me dói… falar para o vento…O mais surdo, é aquele que não quer ouvir.
Dá trabalho a mudança?
Pois dá , mas ela é para todos os seres humanos neste plano, sem excepção alguma!
E quanto mais responsabilidade, mais atenção necessitamos dar aos nossos actos. Ou estou errada?
Pois é. Mas no canil de Castelo Branco, segundo ouvi na comunicação social, os animais abandonados não são abatidos e são bem tratados.
Têm respeito por eles.
…mas como poderiam aquelas pessoas” tão empenhadas”, que apenas tentam livrar-se do “incómodo” e nada fazem para mudar a atitude e ajudar a resolver esta postura cruel de abater os animais abandonados, com fome, com sede, como poderiam elas compreender, que além de tudo , os responsáveis do canil ainda os levem até à praia, para que se libertem do stress , correndo junto ao mar?.........................................................................................................
Nestes gestos de falta de amor pelos animais, a nossa alma surpreende-se e fica muito triste.
Albert Schweitzer já pensava como nós , quando dizia:
“ Não permitas que ninguém negligencie o peso da sua responsabilidade. Enquanto tantos animais continuarem a ser maltratados, enquanto o lamento dos animais sedentos nos wagons de carga não sejam emudecidos, resolvidos, enquanto prevalecer tanta brutalidade em nossos matadouros (…)todos seremos culpados!
Tudo o que tem vida tem valor como ser vivo, como manifestação do mistério da vida.“
A nossa Fé no Criador tem tudo a ver com estas realidades.
Ficamos muito desapontados por se constatar, que quem deve dar exemplo de compaixão para com quem sofre, nada faz!
Permite estas situações. Nada faz pelos seres mais desprotegidos: os animais.
Isso custa muito ver...
Aos animais não são lixo! Não estão à mercê dos humores ou das conve- niências.
Gritamos para sejam defendidos! Respeitados!
“Nossa tarefa devia ser libertar-nos (…) aumentando o nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a Natureza e sua beleza.”- dizia Albert Einstein
È um facto que todos os seres vivo buscam a sua felicidade. Nós só temos que dirigir a nossa compaixão para com todos.
Merecem respeito e amor! Sofrem como os humanos, os animais .
Não me admiro nada, que figuras como Brigitte Bardot, uma mulher famosa, com todos os meios ao seu alcance, talvez desiludida com a traição e maldade dos humanos, dedique a ponta final da sua vida ,à defesa dos animais, tendo mesmo enfrentado tribunais e tudo o que é necessário, para que aos nossos irmãos menores tenham o respeito que sempre merecem e que ainda não lhes foi dado.
Ninguém duvide que há uma justiça imanente que tudo vê e regista.
As consequências chegam sempre.
Se assistimos em silêncio, se abandonamos ou maltratamos os animais com mil barbaridade de sofrimento, não esperemos colher rosas à nossa volta.
Todas as nossas acções têm uma repercussão, disso ninguém duvide.
Mesmo quando ninguém vê, há alguém que sonda o mais íntimo de nós mesmos: cada um de nós !
...e isso não pode deixar a consciência muito feliz. As consequências mais tarde ou mais cedo, chegarão. Ninguém duvide!
A não ser que nem se tenha consciência…
“A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de carácter e pode ser seguramente afirmado, que quem é cruel com os animais não pode ser bom homem” afirmou Arthur Schopenhauer e nós mesmos confirmamos.
Os animais não são lixo. Merecem amor. Respeito e gratidão.
Ainda me lembro de me surpreenderem em Den Hag e noutras cidades da Holanda , os patos livremente voando e grasnando sobre as nossas cabeças…
Ou em Oñati, velhos e crianças alimentando pombas e passaritos que pulavam na relva dos jardins…
Ou ainda no Canadá, o sarilho que seria atropelar um esquilo, por exemplo, e ter que responder perante a polícia…
Isso imediatamente me levava à comparação no meu País, do tratamento fidalgo (…) dado pombas, que eram envenenadas na água das fontes da minha cidade e do susto de alguém que desse de comer aos animais tinha, até ser dissuadido desses gestos atrevidos(…).
Pergunto se o preço da repressão não podia ser usado para protecção dos animais.
Isso exige nível e mudanças de fundo em quem tem o poder…
Será que alguma vez isso acontece entre nós?

linmare@edicomail.net
meu blog: http//lucinda-umaponteparaoinfinito.blogspot.com


sexta-feira, 4 de junho de 2010

O meu irmão cigano


Ontem aconteceu uma coisa interessante.

Ia na rua Figuieira da Foz e tive que parar no semáforo.

Na fila au lado , estava um carro Mercedes preto, cheio de jovens e de uma senhora com uma criança, sem cadeira , nem cinto...

Isso chamou-me a atençao e até olhei ( lembro-me que nos USA , Costa Leste, em Los Angeles,por exemplo , não se pode olhar para o lado , porque nos arriscamos a levar logo um tiro..! E também é preciso ter sorte para não levar um tirinho, que alguns engraçadinhos disparam das janelas, quando se circula nas estradas... e não estou a exagerar...)

Bom olhei e um jovem que ia ao volante, saudou.me com simpatia.

Retribui com um sorriso.

Entretanto , o jovem pôs uma linda música ...bem alto ... e olhei de novo e sorri. Ele perguntou:

-Gosta? .

-Sim . Gosto . -respondi.

-Então . vou-lhe dar , porque é música cigana que eu toco...

E o menino que ia sentado ao lado do condutor, deu-me um cd..isto tudo enquanto o semáforo não abria.

E lá se perdeu o tal mercedes preto no trânsito que não parava.

E eu fui ao meu destino.

Ao chegar, reparei num casal que le olhou de lado e nem sequer me saudou...

Reparei que era alguém que muito ajudei e que conhecia desde a nossa juventude.

Aliás até já prejudicara bastante uma pessoa da minha família (...)

E sem querer, ocorreu-me este pensamento:

..afinal quem é o meu irmão cigano....?

Pois é ... Quem é o meu irmão cigano?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A minha gata amarela




A MINHA GATA AMARELA

A minha gata



Tem um jeito especial



De me beijar…



Olha dentro



Dos meus olhos



Até sentir os meus,


Tal como os dela,




Também a brilhar!


A MINHA GATA
OLHA-ME DOCEMENTE.




A uma festa


Solta um romrom doce


Comprido…


Carente.


A minha gata insiste


Resiste.




Por mais


Que lhe feche a porta…


Vem de mansinho


Devagarinho…


Quer ficar comigo


Ao meu lado


Com carinho


Deitada…


A minha gata


É quase pessoa.


É tão meiga


Tão boa


Dedicada.


Não sei passar sem ela…


Quando estou longe


Sinto saudades…


É tão linda


Tão doce


Verdadeira,


Companheira.


Sei que pensa em mim.


Como eu penso nela.




É assim...




A minha gata amarela!







Coimbra, 2 de Junho 2010
Lucinda Ferreira









quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um poema de amor


…Cerejas…

Colheste a primeira cereja
Vermelha, brilhante
Docinha…
Dos meus cabelos
Dourados
Pende
Um beijo de cereja…
Estremece meu ser aberto.
Colho o perfume
Vermelho
Doce
Brilhante
deste brinco que me ofereces,
Cerejeira em flor !
Fruto
Noiva
Promessa
De um amor eternamente renovado…

Coimbra, 2 de Junho de 2010
Lucinda ferreira

domingo, 30 de maio de 2010

Viseu, uma cidade verde onde é bom viver

















































Este fim de semana pude sentir e observar, como deve ser bom viver em Viseu.










A ramaria , o verde, fontes, tudo muito arrumado e limpo, arruamentos largos e até uma sensação de segurança, num ritmo leve e saudável, fizeram-me saber quem era o presidente daquela autarquia.










Disseram me que era um autarca de longa data, Presidente Ruas, agora também o presidente nacional de municípios.










Pois está de parabéns assim como todos os seus autarcas.










Reparei também como o nível do povo me pareceu notável, pois o Palácio do Gelo estava sempre cheio e comércio rolando com gente com ar divertido e feliz, tudo comendo , rindo enquanto as crianças brincavam descuidadas e cheias de entusiasmo.










Onde há muita criança, é porque há esperança e generosidade...










Reparei também em iniciativas de actividades para jovens e jornadas de solidariedade em que se pedia para ajudar as pessoas mais necessitadas de uma tal freguesia que agora não me recordo do nome.










As casas em arruamentos largos, modernos e alinhados eram cobertas de lindas flores, tais como os jardins vários, bem cuidados e abundantes.










O Parque do Fontelo, largo, verde e amplo, acolhia crianças, velhos e famílias que jogavam com os filhos, outros patinavam , outros andando de combóio , outros comendo tremoços ou sentados na esplanada gozando a bela sombra , enquanto o sol brilhava e aquecia forte a quem o desejava.










O som do football que se desrenrolava à entrada do Parque do Fontelo, dava uma nota de vida e movimento.










Entretanto os Pavões sempre vaidosos e canoros em seus ais saudosos e doces, saltitavam de árvore em árvore, como nota colorida.










Entretanto , depois de as crianças se cansaremde pularem, de subirem e descerem os escorregas coloridos, de entrarem e sairem vezes sem contas das casinhas apinhadas de meninos de todas as idades, fomos dar um belo passeio de charrette. Isso para mim foi o culminar do prazer de sentir Viseu na imponência da sua Sé que fotografei e revi mais uma vez.










Isso além do cuidado que Ivan, o simpático jovem que nos conduzia , tratava com cuidado os clientes e...o seu belo CAVALO JACKY!










Já não se fala da comida abundante, saborosa e não tão cara como noutros locias do País...










O Hotel , uma maravilha no meio do cantar da passarda e semeado de verde e de belas flores em toda volta, servido por um pessoal gentil e muito solícito.










Enfim, o Hospital novo , ele também amplo, com local para estacionar (...) sem polícia a multar(...) quando estás tão aflito tantas vezes (...)e sem saber como fazer...










Viseu, parabéns!










Deixaste em mim, um desejo de morar dentro das tuas portas por seres sereno, amplo, verde, acolhedor e além de tudo, teres as tuas ruas perfumadas de tílias frondosas e de doce odores espalhados por todo a parte, enquanto polícias simpáticos nos dão informações e riem com os seus interlocutores que respeitam a lei!

domingo, 23 de maio de 2010

Viajar











Ontem tive que ir ao Porto.








A 1.ª aventura começa, quando se procura um lugar para deixar o carro , próximo da estação dos caminhos de ferro...




Depois, embora chegue sempre mais cedo para t irar bilhete e me organizar para não corrrer, ao chegar, tive a surpresa de saber atrasado o combóio rápido em mais de uma hora.




O calor apertava e não se pode dizer que estação B em Coimbra, seja uma maravilha para se estar.




O mesmo não diria da estação de caminhos de ferro em Antuérpia, Bélgica, que certamente conheceis e que é uma beleza...




Bom , mas pensando melhor, resolvi apanhar um combóio até Aveiro,.Depois aí, apanhar 1 combóio urbano e chegar mais cedo ao meu destino num dia de 30 graus de calor...




Pensava eu e algumas pessoas que ficaram em terra, que chegaríamos mais rápido.




Chegámos a Aveiro ao meio dia e 17 m para apanhar 1 combóio numa linha distante, q ue partiria às 12 he 19m!.. sem qualquer contemplação com o que se estava a passar em matéria de atrasos.




E partiu.

Nós é que ficámos a secar 1 hora, à espera do próximo transporte, porque aquele, tendo de tirar o bilhete na bilheteira atrás de uma estrangeira q fez mil perguntas, não esperou e...no cimo da escada já...vimos partir o nosso trem.




Bom, como estou sempre em serviço, e sei q nada acontece por acaso e que estou sempre no lugar certo, porque entrego a minha vida a Quem ma concede, resolvi escutar alguém que tinha muita necessidade de falar de si . E falou muito tempo. Até gostei de ouvir.




Era um sobrevivente, piloto aviador, do célebre desastre de aviação da Serra do Carvalho , em Vila Nova de Poiares.




Estava eu em Poiares, nesse altura e lembro-me de ter ouvido 1 grande estrondo e logo de seguida se saber q cairam 8 aviões na Serra.




Fui lá ver com a minha mãe .




Fiquei mt impressionada, porque numa amálgama de ferros cortados aos bocadinhos ( algumas pessoas traziam um pedaço, como recordação...macabra...), encontrei uma mão carbonizada e um dedo humanao.




Por estas e por outras, o sonho de seguir medicina, foi por água abaixo, tanto me impressinaram estas coisas.




Bom ,mas então o meu interlocotor, um dos pilotos sobreviventes (4) desta esquadrilha, contou-me tudo ...




Adorei ouvir e perceber, situações que os leigos nunca podemos imaginar.




Ainda antes deste relato, esta semana, sem saber como, recordava o acidente e me lembrava que o filho do general Craveiro Lopes também aí tinha perdido a vida.




Coincidências? Nao sei explicar.




Acontece-me muitas vezes, vir-me insistentemente à mente, pessoas que não vejo há muito. Mas é tão insistente que me pergunto as razões e...oro por essa pessoa.




Bom este senhor de idade respeitável, muito viajado e sábio, tinha participado na construção da barragem de Caborabaça, e muitas outras obras de releveo, assim como o seu pai de quem me mostrou fotos e de sua mãe.




Mas com que carinho falava dos seus...




Depois avô, acabou também por dizer como a víbora Mocamba pendurada nas árvores, picava sorrateiramente o pessoal dos cafezais e como lhes dava morte horrorosa.




Enfim muitos dos mistérios de África de que me falou com paixão e entusiasmo e que eu segui com todo o interesse...




E lá me despedi de um avô encantado e preocupado com a sorte e o futuro dos seus netos, o que aliás acontece a quase todos nós.




Mas os meus encontros não ficaram por aqui.




Antes , tinha-me cruzado com uma enfermeira, que eu recebera aquando da sua primeira inscrição no seu curso, na Escola Ângelo da Fonseca .




Já não nos víamos há mais de 30 anos! Foi giro. Claro que conversámos bastante. Fizemos o balanço das nossas vidas.




As as coisas melhoraram, quando ela soube que tinha trabalhado com um familiar meu , médico e de quem tinha a melhor recordação e por isso muito estimava.




Mas viagem prosseguia, entrando uns e saindo outros.




Até houve um homenm de meia idade, que entrara num apeadeiro, sem bilhete e que não sabia para onde queria ir...




O revisor esforçava-se para lhe dar sugestões ,mas ele não sabia.




Por fim , reparei que ao sair, até deixou uma peça de roupa , por sinal bastante boa.




Bem já a meio da tarde, depois de ter perdido o combóio, etc., etc..lá cheguei ao meu destino.




No regresso, o combóio foi mais rápido.




Entretanto, no Porto e depois em Aveiro, sentaram-se ao meu lado duas criaturas bem diferentes.




Uma ligada de profissão a animais , trazia carinhosamente , numa transportadora, uma gatinha de uma cliente, que esta recolhera no caixote do lixo.




O bichinho dormia em paninhos macios com a barriguinha consolada com leite apropriado para gatos, portanto protegida da morte se lhe dessem leite de vaca.




E lá fiquei felicissima por sentir que alguém se interessava por proteger um triste animal abandonado.




Também já recebi emails , mostrando a cena de bébés na China, que são abandonados no caixote do lixo...outras conversas...




Finalmente, sentou-se ao pé de mim, uma senhora de meia idade, com uma Bíblia - A Bíblia para as Mulheres...




Tive curiosidade e perguntei que Bíblia era aquela.




Muito solícita , mostrou-ma . Tirei todas as referências, mas foi-me dizendo que era tudo igual , embora tivesse em rodapé, explicações que ajudavam a Mulher a ser mais feliz e a perceber melhor a Palavra de Deus.




Entretanto, disse-me que ia para Lisboa para uma jornada de oração.




Ficariam toda a noite de vigília, orando a Deus em louvor e perdão! Maravilhoso.




Enfim conversámos mesmo. Não aquela conversa que fala do tempo e de banalidades ,mas em que não se diz nada.




Gostei de todos os meus encontros e na verdade, acho que viajar é sempre um mistério muito belo e enriquecedor.

domingo, 16 de maio de 2010

Quando falta o ar...







Às vezes, parece que nos sentimos asfixiados.



Ontem tive um encontro que mt me desgastou.



De noite, por ter sido fiel à minha essência, o meu subconsciente lá descansou um pouco, embora tenha recriado uma situação semelhante, que me constrangeu e incomodou.



Bom,mas ouvi atentamente e Missa dominical, como faço todos os domingos . Depois fui cantar para Deus na Missa, ao vivo.



Foi um momento belo e reconfortante de libertação e alegria!



Era a profissão de fé das crianças. Havia mt gente ( pena que não seja assim com os familiares, nos outros domingos...)



Reparei que havia casais que acompanhavam o seu menino/a,e havia mães sózinhas, a acompanhar as crianças...



Havia mt gente ,mas apenas comuniquei com duas: a senhora q dirige o Coral e uma coralista que tinha uma situaçao de saúde e q eu lembrara várias vezes durante a semana, embora só hoje soubesse o seu nome e ela o meu...



Bem lá decorreu tudo com normalidade.



Em casa, só, com os meus animais, q fazer?



Sentei -me um pouco junto deles, numa varanda ensolarada. Acariciei-os e agora de vez em quando, apetece-me e até falo alto...



Convidei algumas pessoas para sair, mas estava tudo ocupado.



Depois apressava-me para sair . O telefone não parava de tocar,,Lá escutei o q me diziam.



Depois pensei:



vou apanhar ar e sol.



Vou até ao Parque verde da cidade, onde tenho uma sensação de liberdade e de descarga emocional ,vendo a água correndo docemente.



E lá fui ...
Claro que não deixei de apreciar o mundo que me rodeava.



Alguns avós , de bengala, sentados, sonhando talvez com o passado e um mundo distante, observavam os netos saltanto e pulando nos baloiços e no escorrega.



Ao meu lado, chegou uma rapariga brasileira que puxou pela bandeira do seu País e sem cerimónia se sentou nela , como esteira.



Depois tirou o computador e durante muito tempo, foi falando para a máquina , filmando tudo ali à volta.Completamente alheia a todo o mundocircundante.



Falava alto e longe de tudo que a rodeava...



Entretanto , tb ali mesmo ao meu lado, começaram a chegar africanos, indianas e muitas , muitas crianças, pequenas , grandes , maiores... Estavam todos muito animados e tiravam fotos aos filhos.



Apareceu uma cobra de água no estrado e foi a festa!



Duas pequenitas,mas mt pequenitas , dengosas e com ares de meninas crescidas, espertalhonas e mt conversadoras, faziam perguntas à brasileira e iam contando as suas vidas...e de suas famílias...Ela desejosa quem elas a deixassem em paz.
Todas as pessoas falavam a lingua portuguesa, embora por vezes , até com alguma superioridade, falassem as suas linguas...



Havia crianças que davam comida aos patos que muito à vontade, até subiram para a relva, para aproveitar todas as migalhinhas..



Entretanto como fundo, na ponte pedonal, as pessoas passeavam sem descanso.Para lá e para cá.



No rio, o barco basófias passava para cima e para baixo, quase vazio...



O sol ia descendo lentamente...



Eu lera um pouquito...Apreciava a água que corria ... O grupo afro-indiano com um jovem branco de brinquinho, pelo meio , abraçando um jovem de cor, ia frazendo fotos abraçadinhos . Ela falava muito alto...



Enfim... a tarde morria lentamente . Uma brisa fresca subia do rio,o sol escondia-se devagarinho...



Eu bebera a minha água e comera a minha banana.



Pensei que ao domingo à tarde, o canal Mezzo apresenta um programa de bailado.



"Let's go!"-



E... lá estou eu agora a comunicar convosco, no meu blog...uma outra janela para o mundo!



E fica ainda como eco e como fundo, a mensagem para mim e para vós:



"Eu ficarei convosco por toda a eternidade"!



"Vou partir, mas voltarei..."......Esta a mensagem espiritual de Jesus Cristo, neste domingo de Ascenção...