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sexta-feira, 4 de junho de 2010

O meu irmão cigano


Ontem aconteceu uma coisa interessante.

Ia na rua Figuieira da Foz e tive que parar no semáforo.

Na fila au lado , estava um carro Mercedes preto, cheio de jovens e de uma senhora com uma criança, sem cadeira , nem cinto...

Isso chamou-me a atençao e até olhei ( lembro-me que nos USA , Costa Leste, em Los Angeles,por exemplo , não se pode olhar para o lado , porque nos arriscamos a levar logo um tiro..! E também é preciso ter sorte para não levar um tirinho, que alguns engraçadinhos disparam das janelas, quando se circula nas estradas... e não estou a exagerar...)

Bom olhei e um jovem que ia ao volante, saudou.me com simpatia.

Retribui com um sorriso.

Entretanto , o jovem pôs uma linda música ...bem alto ... e olhei de novo e sorri. Ele perguntou:

-Gosta? .

-Sim . Gosto . -respondi.

-Então . vou-lhe dar , porque é música cigana que eu toco...

E o menino que ia sentado ao lado do condutor, deu-me um cd..isto tudo enquanto o semáforo não abria.

E lá se perdeu o tal mercedes preto no trânsito que não parava.

E eu fui ao meu destino.

Ao chegar, reparei num casal que le olhou de lado e nem sequer me saudou...

Reparei que era alguém que muito ajudei e que conhecia desde a nossa juventude.

Aliás até já prejudicara bastante uma pessoa da minha família (...)

E sem querer, ocorreu-me este pensamento:

..afinal quem é o meu irmão cigano....?

Pois é ... Quem é o meu irmão cigano?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A minha gata amarela




A MINHA GATA AMARELA

A minha gata



Tem um jeito especial



De me beijar…



Olha dentro



Dos meus olhos



Até sentir os meus,


Tal como os dela,




Também a brilhar!


A MINHA GATA
OLHA-ME DOCEMENTE.




A uma festa


Solta um romrom doce


Comprido…


Carente.


A minha gata insiste


Resiste.




Por mais


Que lhe feche a porta…


Vem de mansinho


Devagarinho…


Quer ficar comigo


Ao meu lado


Com carinho


Deitada…


A minha gata


É quase pessoa.


É tão meiga


Tão boa


Dedicada.


Não sei passar sem ela…


Quando estou longe


Sinto saudades…


É tão linda


Tão doce


Verdadeira,


Companheira.


Sei que pensa em mim.


Como eu penso nela.




É assim...




A minha gata amarela!







Coimbra, 2 de Junho 2010
Lucinda Ferreira









quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um poema de amor


…Cerejas…

Colheste a primeira cereja
Vermelha, brilhante
Docinha…
Dos meus cabelos
Dourados
Pende
Um beijo de cereja…
Estremece meu ser aberto.
Colho o perfume
Vermelho
Doce
Brilhante
deste brinco que me ofereces,
Cerejeira em flor !
Fruto
Noiva
Promessa
De um amor eternamente renovado…

Coimbra, 2 de Junho de 2010
Lucinda ferreira

domingo, 30 de maio de 2010

Viseu, uma cidade verde onde é bom viver

















































Este fim de semana pude sentir e observar, como deve ser bom viver em Viseu.










A ramaria , o verde, fontes, tudo muito arrumado e limpo, arruamentos largos e até uma sensação de segurança, num ritmo leve e saudável, fizeram-me saber quem era o presidente daquela autarquia.










Disseram me que era um autarca de longa data, Presidente Ruas, agora também o presidente nacional de municípios.










Pois está de parabéns assim como todos os seus autarcas.










Reparei também como o nível do povo me pareceu notável, pois o Palácio do Gelo estava sempre cheio e comércio rolando com gente com ar divertido e feliz, tudo comendo , rindo enquanto as crianças brincavam descuidadas e cheias de entusiasmo.










Onde há muita criança, é porque há esperança e generosidade...










Reparei também em iniciativas de actividades para jovens e jornadas de solidariedade em que se pedia para ajudar as pessoas mais necessitadas de uma tal freguesia que agora não me recordo do nome.










As casas em arruamentos largos, modernos e alinhados eram cobertas de lindas flores, tais como os jardins vários, bem cuidados e abundantes.










O Parque do Fontelo, largo, verde e amplo, acolhia crianças, velhos e famílias que jogavam com os filhos, outros patinavam , outros andando de combóio , outros comendo tremoços ou sentados na esplanada gozando a bela sombra , enquanto o sol brilhava e aquecia forte a quem o desejava.










O som do football que se desrenrolava à entrada do Parque do Fontelo, dava uma nota de vida e movimento.










Entretanto os Pavões sempre vaidosos e canoros em seus ais saudosos e doces, saltitavam de árvore em árvore, como nota colorida.










Entretanto , depois de as crianças se cansaremde pularem, de subirem e descerem os escorregas coloridos, de entrarem e sairem vezes sem contas das casinhas apinhadas de meninos de todas as idades, fomos dar um belo passeio de charrette. Isso para mim foi o culminar do prazer de sentir Viseu na imponência da sua Sé que fotografei e revi mais uma vez.










Isso além do cuidado que Ivan, o simpático jovem que nos conduzia , tratava com cuidado os clientes e...o seu belo CAVALO JACKY!










Já não se fala da comida abundante, saborosa e não tão cara como noutros locias do País...










O Hotel , uma maravilha no meio do cantar da passarda e semeado de verde e de belas flores em toda volta, servido por um pessoal gentil e muito solícito.










Enfim, o Hospital novo , ele também amplo, com local para estacionar (...) sem polícia a multar(...) quando estás tão aflito tantas vezes (...)e sem saber como fazer...










Viseu, parabéns!










Deixaste em mim, um desejo de morar dentro das tuas portas por seres sereno, amplo, verde, acolhedor e além de tudo, teres as tuas ruas perfumadas de tílias frondosas e de doce odores espalhados por todo a parte, enquanto polícias simpáticos nos dão informações e riem com os seus interlocutores que respeitam a lei!

domingo, 23 de maio de 2010

Viajar











Ontem tive que ir ao Porto.








A 1.ª aventura começa, quando se procura um lugar para deixar o carro , próximo da estação dos caminhos de ferro...




Depois, embora chegue sempre mais cedo para t irar bilhete e me organizar para não corrrer, ao chegar, tive a surpresa de saber atrasado o combóio rápido em mais de uma hora.




O calor apertava e não se pode dizer que estação B em Coimbra, seja uma maravilha para se estar.




O mesmo não diria da estação de caminhos de ferro em Antuérpia, Bélgica, que certamente conheceis e que é uma beleza...




Bom , mas pensando melhor, resolvi apanhar um combóio até Aveiro,.Depois aí, apanhar 1 combóio urbano e chegar mais cedo ao meu destino num dia de 30 graus de calor...




Pensava eu e algumas pessoas que ficaram em terra, que chegaríamos mais rápido.




Chegámos a Aveiro ao meio dia e 17 m para apanhar 1 combóio numa linha distante, q ue partiria às 12 he 19m!.. sem qualquer contemplação com o que se estava a passar em matéria de atrasos.




E partiu.

Nós é que ficámos a secar 1 hora, à espera do próximo transporte, porque aquele, tendo de tirar o bilhete na bilheteira atrás de uma estrangeira q fez mil perguntas, não esperou e...no cimo da escada já...vimos partir o nosso trem.




Bom, como estou sempre em serviço, e sei q nada acontece por acaso e que estou sempre no lugar certo, porque entrego a minha vida a Quem ma concede, resolvi escutar alguém que tinha muita necessidade de falar de si . E falou muito tempo. Até gostei de ouvir.




Era um sobrevivente, piloto aviador, do célebre desastre de aviação da Serra do Carvalho , em Vila Nova de Poiares.




Estava eu em Poiares, nesse altura e lembro-me de ter ouvido 1 grande estrondo e logo de seguida se saber q cairam 8 aviões na Serra.




Fui lá ver com a minha mãe .




Fiquei mt impressionada, porque numa amálgama de ferros cortados aos bocadinhos ( algumas pessoas traziam um pedaço, como recordação...macabra...), encontrei uma mão carbonizada e um dedo humanao.




Por estas e por outras, o sonho de seguir medicina, foi por água abaixo, tanto me impressinaram estas coisas.




Bom ,mas então o meu interlocotor, um dos pilotos sobreviventes (4) desta esquadrilha, contou-me tudo ...




Adorei ouvir e perceber, situações que os leigos nunca podemos imaginar.




Ainda antes deste relato, esta semana, sem saber como, recordava o acidente e me lembrava que o filho do general Craveiro Lopes também aí tinha perdido a vida.




Coincidências? Nao sei explicar.




Acontece-me muitas vezes, vir-me insistentemente à mente, pessoas que não vejo há muito. Mas é tão insistente que me pergunto as razões e...oro por essa pessoa.




Bom este senhor de idade respeitável, muito viajado e sábio, tinha participado na construção da barragem de Caborabaça, e muitas outras obras de releveo, assim como o seu pai de quem me mostrou fotos e de sua mãe.




Mas com que carinho falava dos seus...




Depois avô, acabou também por dizer como a víbora Mocamba pendurada nas árvores, picava sorrateiramente o pessoal dos cafezais e como lhes dava morte horrorosa.




Enfim muitos dos mistérios de África de que me falou com paixão e entusiasmo e que eu segui com todo o interesse...




E lá me despedi de um avô encantado e preocupado com a sorte e o futuro dos seus netos, o que aliás acontece a quase todos nós.




Mas os meus encontros não ficaram por aqui.




Antes , tinha-me cruzado com uma enfermeira, que eu recebera aquando da sua primeira inscrição no seu curso, na Escola Ângelo da Fonseca .




Já não nos víamos há mais de 30 anos! Foi giro. Claro que conversámos bastante. Fizemos o balanço das nossas vidas.




As as coisas melhoraram, quando ela soube que tinha trabalhado com um familiar meu , médico e de quem tinha a melhor recordação e por isso muito estimava.




Mas viagem prosseguia, entrando uns e saindo outros.




Até houve um homenm de meia idade, que entrara num apeadeiro, sem bilhete e que não sabia para onde queria ir...




O revisor esforçava-se para lhe dar sugestões ,mas ele não sabia.




Por fim , reparei que ao sair, até deixou uma peça de roupa , por sinal bastante boa.




Bem já a meio da tarde, depois de ter perdido o combóio, etc., etc..lá cheguei ao meu destino.




No regresso, o combóio foi mais rápido.




Entretanto, no Porto e depois em Aveiro, sentaram-se ao meu lado duas criaturas bem diferentes.




Uma ligada de profissão a animais , trazia carinhosamente , numa transportadora, uma gatinha de uma cliente, que esta recolhera no caixote do lixo.




O bichinho dormia em paninhos macios com a barriguinha consolada com leite apropriado para gatos, portanto protegida da morte se lhe dessem leite de vaca.




E lá fiquei felicissima por sentir que alguém se interessava por proteger um triste animal abandonado.




Também já recebi emails , mostrando a cena de bébés na China, que são abandonados no caixote do lixo...outras conversas...




Finalmente, sentou-se ao pé de mim, uma senhora de meia idade, com uma Bíblia - A Bíblia para as Mulheres...




Tive curiosidade e perguntei que Bíblia era aquela.




Muito solícita , mostrou-ma . Tirei todas as referências, mas foi-me dizendo que era tudo igual , embora tivesse em rodapé, explicações que ajudavam a Mulher a ser mais feliz e a perceber melhor a Palavra de Deus.




Entretanto, disse-me que ia para Lisboa para uma jornada de oração.




Ficariam toda a noite de vigília, orando a Deus em louvor e perdão! Maravilhoso.




Enfim conversámos mesmo. Não aquela conversa que fala do tempo e de banalidades ,mas em que não se diz nada.




Gostei de todos os meus encontros e na verdade, acho que viajar é sempre um mistério muito belo e enriquecedor.

domingo, 16 de maio de 2010

Quando falta o ar...







Às vezes, parece que nos sentimos asfixiados.



Ontem tive um encontro que mt me desgastou.



De noite, por ter sido fiel à minha essência, o meu subconsciente lá descansou um pouco, embora tenha recriado uma situação semelhante, que me constrangeu e incomodou.



Bom,mas ouvi atentamente e Missa dominical, como faço todos os domingos . Depois fui cantar para Deus na Missa, ao vivo.



Foi um momento belo e reconfortante de libertação e alegria!



Era a profissão de fé das crianças. Havia mt gente ( pena que não seja assim com os familiares, nos outros domingos...)



Reparei que havia casais que acompanhavam o seu menino/a,e havia mães sózinhas, a acompanhar as crianças...



Havia mt gente ,mas apenas comuniquei com duas: a senhora q dirige o Coral e uma coralista que tinha uma situaçao de saúde e q eu lembrara várias vezes durante a semana, embora só hoje soubesse o seu nome e ela o meu...



Bem lá decorreu tudo com normalidade.



Em casa, só, com os meus animais, q fazer?



Sentei -me um pouco junto deles, numa varanda ensolarada. Acariciei-os e agora de vez em quando, apetece-me e até falo alto...



Convidei algumas pessoas para sair, mas estava tudo ocupado.



Depois apressava-me para sair . O telefone não parava de tocar,,Lá escutei o q me diziam.



Depois pensei:



vou apanhar ar e sol.



Vou até ao Parque verde da cidade, onde tenho uma sensação de liberdade e de descarga emocional ,vendo a água correndo docemente.



E lá fui ...
Claro que não deixei de apreciar o mundo que me rodeava.



Alguns avós , de bengala, sentados, sonhando talvez com o passado e um mundo distante, observavam os netos saltanto e pulando nos baloiços e no escorrega.



Ao meu lado, chegou uma rapariga brasileira que puxou pela bandeira do seu País e sem cerimónia se sentou nela , como esteira.



Depois tirou o computador e durante muito tempo, foi falando para a máquina , filmando tudo ali à volta.Completamente alheia a todo o mundocircundante.



Falava alto e longe de tudo que a rodeava...



Entretanto , tb ali mesmo ao meu lado, começaram a chegar africanos, indianas e muitas , muitas crianças, pequenas , grandes , maiores... Estavam todos muito animados e tiravam fotos aos filhos.



Apareceu uma cobra de água no estrado e foi a festa!



Duas pequenitas,mas mt pequenitas , dengosas e com ares de meninas crescidas, espertalhonas e mt conversadoras, faziam perguntas à brasileira e iam contando as suas vidas...e de suas famílias...Ela desejosa quem elas a deixassem em paz.
Todas as pessoas falavam a lingua portuguesa, embora por vezes , até com alguma superioridade, falassem as suas linguas...



Havia crianças que davam comida aos patos que muito à vontade, até subiram para a relva, para aproveitar todas as migalhinhas..



Entretanto como fundo, na ponte pedonal, as pessoas passeavam sem descanso.Para lá e para cá.



No rio, o barco basófias passava para cima e para baixo, quase vazio...



O sol ia descendo lentamente...



Eu lera um pouquito...Apreciava a água que corria ... O grupo afro-indiano com um jovem branco de brinquinho, pelo meio , abraçando um jovem de cor, ia frazendo fotos abraçadinhos . Ela falava muito alto...



Enfim... a tarde morria lentamente . Uma brisa fresca subia do rio,o sol escondia-se devagarinho...



Eu bebera a minha água e comera a minha banana.



Pensei que ao domingo à tarde, o canal Mezzo apresenta um programa de bailado.



"Let's go!"-



E... lá estou eu agora a comunicar convosco, no meu blog...uma outra janela para o mundo!



E fica ainda como eco e como fundo, a mensagem para mim e para vós:



"Eu ficarei convosco por toda a eternidade"!



"Vou partir, mas voltarei..."......Esta a mensagem espiritual de Jesus Cristo, neste domingo de Ascenção...

sábado, 15 de maio de 2010

Unidade


Para que todos sejam um!!!!!!!!!!!!!
Ainda está no meu coração este perfume da Unidade que anda no ar, graças ao poder agregador do sucessor de Sao Pedro, pla sua humildade, serenidade e perocupação de unir todos à roda da mesa do mesmo Pai e Senhor , Nosso Deus!
Isto é a tal Terra Prometida onde corre leite emel. Diferentes, mas convivendo em amor e com respeito.
Reforçam as minhas palavras , um email que acabo de receber que transcreve uma carta dirigida a Dom Manuel Clemente, bispo do Porto, felicitando-o pela visita do Papa e pedindo que apresente a Sua Santidade as saudações da Comunidade Islâmica ...

Que belo e consolador para os nosso corações. Graças a Deus por este gesto.