segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Realidade e sonho...
REALIDADE E SONHO
São mais felizes aqueles que se
equilibram nos desequilíbrios. Tropeçam, mas não caem, magoam-se mas não
choram, batem-lhes mas não lhes dói. Gostam do que é simples, desvalorizam o
negativo, facilitam o complicado, sorriem porque nada é razão para estar triste.
Basta estar-se vivo para se ser feliz.
(Maria Vítor Campos, in O Cancro é uma Nova
Oportunidade de Vida)
Chegou tímido e assustado o novo ano de 2013…
Num ou noutro ponto do globo, algo de difícil foi preciso acolher . Suportar. Vencer com
coragem.
Cheias. Secas. Inundações arrastando tudo. Semeando dor.
Aflição
A Terra está doente. Triste. Magoada.
A Casa do homem foi vandalizada.
Ela fica zangada? Saturada? Doente?
Arrasta tudo à sua
frente.
E agora? ´
É tempo de incendiar mais florestas? Reflorestar as encostas
escorregadias?
Abruptas. Que não mais conseguem segurar a água por falta do
arvoredo?
Semear mais ódio?
Incentivar o que o homem tem de pior para remediar o muito que há a construir?
Será o tempo de cada um de nós acarinhar o nosso Planeta
magoado? Maltrato?
A nossa “CASA” destroçada?
Para isso, só o alargar da consciência da responsabilidade
de cada de um de nós.
A certeza de que tudo
que há a transformar tem que começar com urgência em nós mesmos.
Aquele que mais acusa o outro é justamente aquele que mais
tem a corrigir em si .
As dificuldades dos mais jovens num
tempo de finais de guerra em que vivi e certamente muito dos meus leitores tão
bem sabem, pelo que muito sofremos em privações e dificuldades sem alternativa
tal como hoje, levou-nos (e leva-nos mais suma vez), a arrancar do nosso interior, forças que nem
sabíamos que tínhamos e… que agora já vão
diminuindo…
Dai saíram grandes homens e mulheres de têmpera!
Os nossos filhos nem lhes passa
pela cabeça, o quanto lutámos. Nem conseguem imaginar. Nem querem sequer
escutar!
Nós demos tudo o que pudemos e
não pudemos…
Alguns aproveitaram. São cidadãos
responsáveis. Construtores de um mundo
novo! Pais e mães dedicados.
Outros nem por isso…
Exigentes. Revoltados. Carentes
de tudo. Tentam arrancar os olhos aos progenitores. Fazem greves. Tratam mal os
idosos. Desrespeitam tudo e todos.
São frágeis. Exigentes. Não assumem a
realidade. Não se entregam à vida. Ao esforço. Falta-lhes generosidade, tão
habituados foram só a receber.
Por vezes, nota-se até que os
filhos que foram mais castigados, são hoje os mais gratos aos seus pais… Isto é
importante para meditarmos.
Os pais hoje quererão dar o que não tiveram
materialmente, mas faltar-lhes-á tempo para amar presencialmente?
Hoje muitos jovens refugiam-se no
álcool. Na droga. O roubo e sei lá que mais, em caso extremo.
Como semear a gratidão neste
terreno tão hostil?
Como fazer nascer nesta geração,
o gosto pela iniciativa?
O prazer pela ajuda ao outro? O respeito pelos
progenitores? A compaixão pelos mais carentes? A alegria pela construção em
cooperação, abandonando a competição
feroz da Era de Peixes, já passada.
A falta de Deus na vida desta juventude
sem ideal, é a causa deste descalabro sem respeito nem valores.
O sofrimento é a última chamada
de atenção para a mudança, já que o homem só evolui pelo amor e pelo
sofrimento!
A Beleza é ainda um caminho de evolução para quem tem um pingo
de sensibilidade.
Dostoievsky dizia que só a Beleza
pode salvar o mundo!
Hoje, por exemplo para repousar
um pouco a minha alma magoada, identifiquei, observei atentamente uma vintena
de variedades, dos 15.000 HIBISCUS que o
Criador nos oferece para regalo dos nossos olhos vermelhos pela poluição.
Para repouso do nosso coração
magoado.
Completando o seu amor sem
limite, o nosso Deus Maior de um amor sem limites, pôs à nossa frente, um
concerto simples que fez as nossas delícias:
dois coloridos passarinhos
teimaram durante imenso tempo, cantar a
mais linda a canção, música das esferas que apaga a dor e nos eleva até àquele mundo secreto que nos enche de paz e harmonia!
Obrigada, Grande Arquitecto que
deixaste a tua marca em nós, para nosso consolo pela Tua presença constante…
Só em Ti, conseguimos repousar!
linmare7@gmail.com
domingo, 23 de dezembro de 2012
Nua manha de domigo..num qualquer lugar do globo...
NUMA MANHÃ
DE DOMINGO, NUM QUALQUER PONTO DO GLOBO…
Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a
real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.Platão
O homem perdeu-se da sua parte essencial que deixou pelo caminho,
sabe-se se lá por onde…
Trocou o melhor de si mesmo, aquilo que nunca morre, por ilusões.
Banalidades. Coisa que os bichos corroem. Que o tempo desgasta e a terra come!
Como de costume passamos pelo jardim onde tudo é novo para
mim.
Que vejo eu?
Árvores de porte respeitável. Outras mais franzinas erguem-se
para um céu azul, onde algumas nuvens
correm sem descanso, formando figuras sempre novas. Diferentes. Curiosas,
diria.
O rol dos sons é vulgar numa manha de domingo em que o culto
ao Criador esquecido por tudo que nos oferece, é substituído pelo culto do corpo,
induzido por subtis ofertas, levadas pelo lucro.
Não me parece o mesmo conceito da busca da beleza que os
gregos tanto trabalhavam , mas uma certa alucinação, por falta de sentido. Um
vazio entediante. Corre-se sem se saber para que. Nem porquê. Será o valor da
vida que está em causa?
Quando os jovens no auge do vigor, não sabem para onde vão
por falta de ideal ,mal vão as coisas.
A nova marca de bebida talvez alucinante e nada saudável, atraindo
vulneráveis jovens, lança no ar decibéis
desengonçados, matando a harmonia da Natureza suave e doce em que a Musica da passarada tem como
fundo o balouço do vento na ramaria, e agora se perde na confusão concertada.
Ás vezes, um dos muitos cãezinhos de lacinho e percing que
passeia as donas no jardim, irrita-se e lança
a sua voz de protesto.
As donas mais liberais menos controladores deixam correr
alegre o seu bichinho. Outras, como na vida, de rédea curta nem ali se libertam,
nem libertam o pobre bichinho.
Uma mota ou um carro mais agressivo rasga o espaço sonoro da
já barulheira que paira no ar para excitar a ginástica apressada da rapaziada
que não pensa. Não sente. Não é…Apenas existe num corpo.
. Um pouco mais acima, jogam à bola, velhos e novos. Brancos
e menos brancos. Calçados. Descalços. A algazarra anda no ar.
Se o inventário dos sons abafa o som do riacho, nascido na montanha
que circunda lá no alto tocando o céu e que corre a medo entre hibiscos de cores
e formas variadas., também pouco interessa.
Nas pressas e na
confusão, poucas pessoas se apercebem da água humilde que corre e canta sem
parar para quem a quiser escutar…
Da cor, há que notar as flores que se escondem e rompem quer
nas árvores mais altas, quer nos arbustos , quer nos canteiros ali a nossos
pés.
Algumas são exóticas. Belíssimas .Formas e cores tão variadas
que só um Artista especialíssimo, o Grande Arquitecto, conseguiria inventar
para nos oferecer cheio de amor, alheio
à nossa indiferença. Aguarda sempre o despertar da nossa consciência, para
nosso bem.
Nos canteiros crescem flores vulgares, variegado colorido, que alegram os nosso olhos cansados do
cimento. Do alcatrão.
O escasso verde que circunda a casinha dos passaritos, “Bem
te vi” que farfalham escondidos lá pelo
meio das plantas , à procura de insectos , serve de tapete para estabelecer o
meu equilíbrio electromagnético, com os devidos cuidados com os descuidos das “mãezinhas
“ dos canis…
Ali mesmo ao meu lado, um barrigudito apanha banhos de sol ,
deitado sobre o banco do jardim.33º graus não são para desprezar…
Sentado no cepo, como “exercício” final de caminhada, lá vai
uma água coco para refrescar.
E pronto. Deixo uma pequena pista que facilita a descoberta
do jardim onde me encontro…
………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
Entro em casa.
Repouso o meu espírito na Serra do Curral, enquanto faço um
colar com as flores que apanhei sob as árvores
odorosas que ladeiam a entrada.
Só colho uma flor se for para fazer alguém feliz. De resto
prefiro que ela desabroche. Cresça. Se torne semente no seu tronco.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………
Não acredite
nada no que lhe disse.
Foi apenas uma viagem à volta do meu quarto…
Repare bem
que não é “AUTOUR DE MA CHAMBRE”…
23.12.12
sábado, 15 de dezembro de 2012
HA SERES NOVOS ENTRE NÓS!
Há seres novos entre nós
Uns são filhos
Outros netos
E mesmo já avós.
Isto é verdade.
Realidade!
MIGUEL MARIA,
O meu neto
Não come nem bebe
É extraterrestre
Ri. Brinca. Salta. Corre.
Tem saúde
Inteligente
E cresce…
É extraterrestre…
Humano como é que pode?
Não viveria
Miguel Maria
Diferente
Só se for de outra espécie.
Tem mesmo que ser
Extraterrestre!
Coimbra,15.12.12
Lucinda ferreira
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Crescem casas e falta vida!
CRESCEM
CASAS E FALTA VIDA
“Lembrem-se de que os seus pensamentos são a base de todos os seus
hologramas da criação. “Mestre Kuthumi
Aprenda com
os erros dos outros. Você não consegue viver tempo suficiente para cometer
todos por si mesmo.leanor Roosevelt
Para muitos
humanos, crescem casas, carros e muitos bens e falta vida!
Já os vi
partir tão cedo que fico a pensar…
Recordo por
exemplo o artista e querido colega Paulo Teles Grilo que cheio de entusiasmo e
alegria de viver, partiu como uma estrela que deixou de brilhar …
E como ele o
meu vizinho que de manha me valera amavelmente
num problema eléctrico e à noite sentira –se mal. Fora ao Hospital e de
manha a esposa recebera um telefonema :
-Infelizmente não temos boas noticias para lhe dar.
O seu marido teve uma paragem cardíaca e não conseguimos
reanimá-lo!
Seja pelo
que for, como for, eles e muitos nosso queridos. . Conhecidos. Vizinhos.
Colegas. Familiares.
Jovens . Idoso .Doente .Saudáveis. Crianças… Partem.
Têm que partir sem qualquer apelo, apesar do esforço da Ciência em os reter e
sanar a situação.
É-nos
concedido um espaço de tempo, não muito longo. Quando se descobriu o sentido da
vida e se viveu com alguma felicidade, pouco tempo pode valer uma eternidade. Quem
faz essa descoberta, não se perturba com a partida.
Quem tem
medo da morte, não consegue viver.
Muitos de nós pelas
razoes mais diversas, guarda fundo no seu inconsciente, medos tão antigos que
nem sabem bem de onde vêm…
Brian Weiss,
médico psiquiatra afirma que através da
sua prática clínica, concluiu que vêm de
outras reencarnações esses receios ligados a situações vividas que agora se apresentam
sem explicação aparente. São bloqueios que podem ser neutralizados.
Isso eu não sei…
Só afirmo que esses fardos incomodativos são reais em muitos de nós. Falta de fé? Apego
exagerado a tudo o que é material? Falta do sentido profundo da vida?
Dificuldade em apagar traumas antigos?
Tudo e nada.
O nosso subconsciente
capta tudo. Transforma as sementes dos pensamentos negativos em grandes árvores
que são sistema imunitário em deficit e doenças várias e instalam. A interpenetração
corpo mente é permanente. Nada se perde de bem ou de menos bem…
………………………………………………………………………………………
Medito . Vejo que tudo
o que nasce, morre.
Que assim como o
trauma do nascimento nos faz sofrer e até nos marca, também a partida final
deste plano, é por vezes um momento de verdade dolorosa. Outras até se adormece
para sempre .
Diz-se então: teve uma morte santa…!
Mas TODOS partimos sem
excepção.
Há pessoas que dizem:
- eu não penso nisso. É
doentio.
Não pensam porque são
jovens. Pensam que a morte é só para os outros. Valorizam tão pouco a vida que
até se matam aos poucos. Drogam-se. Alcoolizam-se. Faltam-lhes referências. Linhas de força ordenativas.
Houve uma época, em
que a adversidade aguçava o engenho. O sucesso.
Agora culpa-se logo o
outro. Nada se faz para arrancar força dentro de si mesmo. Que afinal todos
temos dentro de nós!
A evasão é o caminho
mais fácil. Tenebroso. De destruição absoluta.
É dentro de cada um que estão as mil receitas.
Se um jovem não descobre isso, quando
será que o vai poder descobrir?
É certo que quem está
apto a fazer um filho , tem que estar capaz para abrir caminhos de vitória.
Sucesso. Auto realização àqueles que fez nascer.
Por vezes matam o Bébé
e fica logo tudo resolvido.
Ou a luta pelos bens
materiais é tal, que não há tempo para o essencial. AMAR!
Se não descobriram o
sentido da vida, como podem passar esse testemunho a outrem?
Bom mas o meu
objectivo hoje é apenas partilhar uma reflexão, com quem tiver abertura, no
sentido de se fazer algo pela mudança.
Todos temos um espaço e uma pequena parcela de
intervenção. Pais . Professores. Avós. Tias. Religiosos. Patrões. Empregados.
Todo o pessoal de saúde. Da justiça.
TODOS sem excepção , enquanto vivermos,
temos uma oportunidade para tornar o mundo bem melhor.
Há dias recebi um email que
ridicularizava e falava mal de tudo e de todos e dizia, entre outras coisas:
- não sei se hei-de chorar se rir.
Respondi simplesmente:
-Olha nem uma coisa nem outra. Antes
fazer o teu melhor. Tentares perceber qual a razão que leva as pessoas a agirem
assim.
Lutar no que nos for possível para
mudar o que pudermos. Não é certo que uma grande barragem é composta por muitas
gotas de água?
Enquanto estivermos sempre com espada
afiada apontada para o outro e não entendermos que quando
apontamos para o outro, o nosso polegar se vira e aponta para nós , nunca mais saímos das grandes dores e dificuldades.
Não estou a falar assim por viver
alguma situação de privilegio ou ter vocação para vitima ou ser desta ou
daquela facção , mas sei que enquanto todos
e cada um não assumir e não nos unirmos para a grande construção pessoal
, interior, o abismo será cada vez mais perigoso. Irreversível, diria.
Deixo uma dica: o ódio. A raiva. A
vingança. O ressentimento. A destruição não semeia outra coisa que não seja o
caos!
Nada constrói na situação difícil que
se tornará cada vez pior!
(E se tu
olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro
de ti.Friedrich Nietzsche)
Saibamos que cada momento que passa pode
ser o nosso último, como o do meu vizinho…
E que quando partirmos para sempre,
não interessa nem o poder, nem os bens , nem as pessoas a quem nos apegamos sem
as saber amar sequer. Fica cá tudo.
Imagina o mais interessante: só
levamos connosco aquilo que demos . A Paz
que construímos…
Aquilo que amámos de verdade!
Fantástico, não é mesmo?
Lucinda ferreira
Coimbra, 9 Dez.2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Comentário da Sílvia Serens
Não se vai embora!
Está junto a ti, sempre.
E o teu futuro tem muito ainda
para mostrar/dar.
Beijinho,
Sílvia
nota: este é um comentário ao meu Poema REFUGIO q está um pouco atrás
Mt obrigada , Silvinha.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
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