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domingo, 14 de agosto de 2016

Relance - Gente da minha vida (3)

Textos e pretextos
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Relance - Gente da minha vida




A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade; ela exclui todo pensamento de egoísmo e de orgulho.. Allan Kardec














Vivia na Moendinha - S Miguel – Vila nova de Poiares, uma personagem inesquecível. Era o Senhor Fernando da Mata!

Eu era criança e ao vê-lo, de barbas muito compridas. Descalço. Mal vestido, surpreendia-me sempre pela diferença. Não me recordo se pedia esmola, mas era alguém muito desprendido.

Falava pouco e em voz baixa. Pausadamente. Ainda tenho o timbre da sua voz nos meus ouvidos de criança. Lembro-me que ele tinha um olhar muito profundo. Conhecia a Bíblia e evocava passagens da mesma, muito contundentes, quando isso se adaptava a condições irregulares, tal como o fizera Jesus Cristo.

As pessoas de bem, respeitavam-no, embora alguns mais atrevidos, achassem que ele era doidinho. Uma daquelas figuras que existia nas aldeias, por quem se tinha algum carinho, como uma figura pública do lugar, mas de quem se ria, se fosse preciso, não se levando muito a sério, pois o que ele dizia …Incomodava!

Era uma espécie de profeta. Falava muito de Deus, a Quem temia. Descalço, como Jesus. Não sei se por sua convicção, se por dificuldades. De Verão ou Inverno, trazia sempre um chapéu preto de tecido, de abas largas, velho e gasto, do muito uso. Vestia sempre a mesma roupa, como um hábito, desbotado e puído.

Meu Pai, nessa altura, tinha um negócio, onde parava o Senhor Fernando da Mata…Era alguém que me recordo, ser muito respeitado, pelo meu Pai e empregados.

Falava muito de Deus. A sua postura era de alguém interiorizado. Pensativo. Temente a Deus. Criticava suavemente os desvarios e os exageros da época. Não poupava reparos dos erros dos políticos e a ele a PIDE não punia, porque era maluquinho (?…). 

Algumas pessoas gostavam de o ouvir, mas acabavam por ter medo do que ele dizia os poder atingir ou, não viesse algum bufo acusar, e até levar preso, quem assim o escutava com interesse e respeito.

Lembrei-me deste bondoso homem, nesta problemática triste. Miserável e horrível em que os pobres perdem tudo e até a vida, nos incêndios que devastam o meu País, depois de ter lido uma notícia pública (!!! ) que fala de arranjos. Negociatas de empresas, sob a capa de prestação de um serviço que vai esgotar o pouco que resta de  Portugal. Gasta-se  com estas desgraças urgentes o que temos e não temos, quando isso podia ser resolvido rápida e eficazmente pela FAP.

A Força Aérea Portuguesa foi posta de parte, num caso em que seria operante. Imediata. Barata e em que se evitava tanta perda. Sofrimento de todos nós!

Isto não o inventei. Até me dói falar neste assunto. Está aí on line. Nos jornais, com todas as letras bem explicado, com nomes e factos. Não podemos ignorar mais!

Acho que o mal avança, porque as pessoas não se mexem para fazer algo que mude todos estes arranjinhos , conforme se diz. Precisamos proteger o País dos filhos. Netos e vindouros.

Têm que ser postas no lugar, com as correcções necessárias, estas situações que vão trazer toda a espécie de desgraça, aos que não têm culpa de decisões manhosas. Interesseiras e outros nomes feios que não gosto de dizer, mas é urgente corrigir!

Miséria. Penúria. Doenças respiratórias e não só, nascem destas florestas queimadas, que não vão segurar futuras enxurradas. Tudo se desequilibra. Desmorona. Cria o caos, como bola de neve.

Querem saber, o que dizia o Senhor Fernando da Mata, em casos semelhantes, e que meu Pai recordava e eu ainda me lembro......
“ Sabe, Senhor Ferreira, os maus é que estão bem. Não temem a Deus, os desonrados, os bandidos, sem amor à Pátria, nem a ninguém, senão ao dinheiro e ao poder, não temem nada!
Fazem todas as maldades e coisas vergonhosas . Safam-se sempre! Matam e esfolam e estão sempre bem, porque o seu amigo que os comanda, é o Diabo! Deus nos defenda dessa raça maldita!”

E depois das profecias deste santo homem, que não fazia mal a ninguém, que mais se pode acrescentar?
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Dedico à memória do senhor Fernando da Mata, este pequeno texto:

Sou lúcidamente insano, malucamente calmo.
Sou lágrima, sou sorriso.
Pureza e pecado.
Sou silêncio contido, palavras abstractas.
Sou eterno no amor e efêmero na mágoa.
Sou tudo ou nada!
Daltri Barros

Lucinda Ferreira
14.8.16

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Os meus textos estão registados e protegidos.

 Nota:

Todos os meus textos são minha criação e encontram-se registados. Protegidos por lei.
Obrigada por respeitar o meu trabalho. 

Relance - Gente da minha vida...O beijo

Textos e Pretextos



Relance – Gente da minha vida…






                             img net



Relance – O beijo!




Ele era elegante. Simpático. Charmoso.
Era um dos participantes de um concurso de Golf, integrado num grupo Escocês, soube-se depois…

Anualmente, aqui se reuniam figuras marcantes, dos mais variados países.

Realizava-se num local distinto, o encontro final, rematado por um elegante baile.

Ela era uma mulher considerada interessante. Simples. Sensível. Culta e inteligente.
Quis o acaso, que naquele momento estivesse naquele ambiente. Fora a convite de alguém amigo, que habitualmente se enquadrava naquele mundo.

Entrou. Sentaram-se a uma mesa. Discretamente, estava contudo atenta ao que se passava.
Entraram muitas pessoas, ligadas ao concorrido evento com honras nacionais.

A certa altura, entrou alguém diferente. Especial. Trazendo em si, segredos de estrelas. Roteiros de caminhos não andados…

Mal se olharam, entre o homem elegante e a personagem sentada à mesa, houve qualquer coisa inexplicável que ficou no ar… Despoletou-se uma energia estranha. Nova. Agradável para ambos. Uma faísca que atraía aqueles dois seres, sem se perceber a razão.

A tal coisa: o coração tem razões que a razão desconhece.

Os olhares, cruzados naquele primeiro flash, iluminaram todo o salão. Encandearam-se. Ligados sem apelo, furavam todos os presentes, como um raio invisível, só ele conhecendo o seu destino último, mas nunca mais parou!

A orquestra lançou no ar os primeiros acordes. O cavalheiro, deixou os amigos. Atravessou a sala. Veio convidar a senhora para dançar.

Embora sendo um desconhecido, como podia ela declinar tal convite, se dentro do seu coração ardia a mesma chama que o fizera chegar até ela?

Ambos tremiam. Aperceberam-se disso os dois Não precisavam falar. Sentiam-se mutuamente. O corpo por vezes, trai o que não se quer deixar transparecer...

O festejo no seu grupo, a comemoração da vitória e do encontro, passava pela partilha de bebidas e aperitivos. O cavalheiro convidou a senhora a para sua mesa, a fim de participar da sua alegria e dos amigos. Comungar da sua vitória. Não falaram muito, pois não era necessário. Havia delicadeza. Uma magia estranha e particular naquele encontro inesperado. Sentiam um contentamento desconhecido em estar juntos.

Dançaram de novo. Um enlevo prazeroso, como se fora o remate de uma longa relação, feita de coisas simples e verdadeiras, estava presente.

Por fim, veio o anúncio do comandante do clube, lembrando que o avião de partida era muito cedo, naquela madrugada. Tinham que descansar um pouco da jornada, pois fora um dia pleno de surpresas. Urgia partir.

O cavalheiro gentil tinha de ir embora!
De repente, meio tímido, meio ousado, na emergência que se viera desenhando interiormente, naquele curto espaço de tempo, pregou um beijo de fogo (…), na boca da senhora!

Fugiu de imediato para o elevador, como quem se defende, para não ficar preso em terra…
O perigo iminente era enorme (…).

Mas…se no seu país, a sua família e os companheiros, o aguardavam no aeroporto, cheios de alegria pela sua chegada, para comemorarem o triunfo e ele não podia faltar, o que poderia fazer?

Ainda que partamos em pedaços… 
A vida é feita de chegadas e partidas…
Recordei neste momento, a despedida dos amantes, no final do filme. Um parte no comboio, outro fica em terra... Tem a sua família à espera...Obra de Boris Pasternac, O Doutor Jivago..Lembram-se?

Lucinda Ferreira 
5 de Agosto 16

Relance...Gente da minha vida!


Textos e pretextos


RELANCE…

 “ O sucesso não vem quando tentamos ser perfeitos. Ele acontece quando tentamos ser melhores”
 
     (Fotos da minha autoria

Relance é uma pincelada rápida, como o espaço exige.

Pessoas que cruzei na minha vida. Impressionaram-me. Umas, por que sim. Outras, por que não…

Recordo hoje, alguém cuja mãe, única responsável pelo seu menino para quem trabalhava honesta e incansável, (…), não entendia. Não conseguia sequer acompanhar as capacidades do filho.
Mas a professora do ensino primário, como aliás eram quase todas na época, estava atenta. Reparou, que estava perante alguém que poderia ir muito longe. Falou com a mãe, que coitada, nada adiantou. Que fazer sozinha, em tempos tão difíceis? Ganhar para que o essencial não lhe faltasse. A comidinha era o que conseguia, pois muitas crianças nem isso tinham.

Mas Aquele que dá a inteligência. Guia os nossos passos, tomou conta daquele ser que viria a ser um grande Professor!
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Começou por se evidenciar, no modo como apreendia de imediato, as noções ministradas.
 Então a professora de matemática, chamou o para o seu lado.

Ele era o seu ajudante de eleição. O seu assistente. Poupava-lhe muito trabalho. Os colegas mais lentos e com algumas dificuldades, beneficiavam com essa ajuda, naturalmente. A ele, o jovem mestre, dava-lhe segurança e gosto pelo trabalho, o que era uma grande riqueza, que alguns meninos bem nascidos, nunca conheceram o sabor do entusiasmo e da alegria de ser vencedor com o seu esforço.

E assim continuou sem nunca parar.

Era bom em tudo! Licenciou-se num curso de Letras, na Universidade de Coimbra.
Teve cargos e participações diversas, em funções variadas, cuja missão era partilhar o saber.

Hoje, já avô e cordato marido, teve um outro privilégio…

Iniciou-se na Pintura, como autodidacta. Descobriu, na sua simplicidade e discrição, que é capaz de fazer maravilhas. O retrato é a sua especialidade.

E como a arte fala da abundância do mundo interior do artista, deu vida a um trabalho ousado: o retrato de JESUS CRISTO!

Tenho a sorte de possuir uma cópia desse quadro. Toca-me de tal maneira, que todas as noites, antes de adormecer, o olho com o amor que me inspira o Retratado, intenso e profundo. E...Deixo sempre um pensamento de admiração e gratidão para o artista.

Obrigada ao casal que muito estimo…
Feliz aquele que atravessou a vida ajudando o seu semelhante, que não conheceu o medo e se manteve alheio à agressividade e ao ressentimento! É dessa madeira que são esculpidas as figuras ideais, que consolam a Humanidade nas situações de sofrimento que ela própria criou. Einstein , Albert
Lucinda Ferreira

5 de Agosto de 2016...(Fotos da minha autoria)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

"Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma"…

TEXTOS E PRETEXTOS






"Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma"…

Grande verdade esta afirmação, aplicável em todos os campos, a começar pela nossa vida nas suas diferentes facetas.
Contudo, estar muito adiantado no tempo, é perigoso!

Por estas e por outras (…), há 219 anos, alguém foi guilhotinado com 50 anos de idade, embora por toda a transformação que causou na ciência, tivesse sido chamado de o"pai da química moderna".

Exactamente Antoine Laurent Lavoisier, nascido em 26 de Agosto de 1743, em Paris, filho de um próspero advogado. Ao contrário do que se esperava, passou a vida, contrariando o pensamento vindo da Antiguidade e fundamentando as suas experiências, que infelizmente não convenceram o seu executor.
Cientistas de toda a Europa enviaram uma petição para que Lavoisier fosse poupado, mas o presidente do tribunal, Jean-Baptiste Coffinhal, recusou e proferiu uma frase que ficou marcada nos livros de história: "A França não precisa de cientistas."Em 8 de Maio de 1794, aos 50 anos, Lavoisier foi condenado por traição e perdeu a cabeça na guilhotina. Seu corpo foi jogado em uma vala comum.

Esta introdução serve para dizer que talvez a originalidade deste meu texto não seja tão evidente assim, mas pela pertinência do seu alcance, arrisco e aí vai.

Só pela reflexão, crescemos interiormente!

E como as férias normalmente são em no mês de Agosto (… para quem tem a sorte de trabalhar, pois há muito boa gente que não tem trabalho e está sempre de férias), fica para o irem lendo e relendo este texto, se assim entenderem por bem...

Foi algo que descobri e que partilho convosco.

Há muita boa gente que, embora adultos, ainda morre de medo por tudo e por nada. Quando eram crianças não foram poupadas aos maiores sustos e ameaças. “Olha que se não comes tudo, o velho do saco, leva-te!”, Os guardas e os polícias vão te levar, se não fazes isto ou aquilo”. “Quando passarem os ciganos, eles levam te com eles para muito longe”. “Se tornas a dizer isso, ponho-te pimenta na língua”. E punham mesmo ou então como lhes diziam “Levas um enxerto de porrada” que as crianças até se urinavam todas, como acontecia ao Tojó, na minha escola primária, quando o "sarrafo" vermelho trabalhava demais, por ali à volta. As crianças eram “amorosamente” rotulados de “burros”, “estúpidos” …”Nunca hás-de ser nada na vida”. E não eram mesmo. Ficavam marcados até ao caixão…

Daí, que ainda hoje, inconscientemente, haja reacções de medo perante certas circunstâncias da vida.

Veja com alguém deu a “volta ao texto” e saiu em beleza, transformando as areias em pérolas. Talvez valha a pena reflectir. Experimentar.

Será que algo do que vem a seguir, tem a ver consigo?

·       Eu tinha medo de ficar só…Até que aprendi que a única pessoa que estará comigo em todos os momentos da minha vida, sou eu mesma”.
Na realidade, nascemos sozinhos. Morremos sozinhos. Não há cunhas. Nem arranjos. Nem fantasias. Nem vigarice alguma a que os espertos possam recorrer. A igualdade é total na condição humana. Ninguém escapa. Ricos. Pobres. Lindos. Feios. Bons. Maus. Mulheres. Homens. Jovens. Idosos. Todos!
·       Temia mudançasAté que percebi que as mudanças pelas quais tem que passar uma bela borboleta, antes de poder voar”.
Foi aquela lagarta feia, como uma minhoca, que permitiu que surgisse o belo insecto de asas coloridas que voa no céu imenso, espalhando beleza e encanto. (“A borboleta é considerada o símbolo da transformação. Entre outros, simboliza felicidade, beleza, inconstância, efemeridade da natureza. (…) Os estágios desse insecto (lagarta, crisálida e borboleta) significam respectivamente vida, morte).
·       Temia a escuridãoAté que aprendi e entendi, a importância de uma pequena estrela.”
Por vezes sonhamos. Aspiramos, Esperamos toda a vida por algo grandioso que nunca chegou, nem vai chegar! Foi isso que impediu de ver pequenas grandes coisas, super valiosas que desprezámos. Portanto na escuridão da caminhada, o brilho de uma “pequena estrela” é precioso. Pode anular o medo do “escuro” da vida. É preciso descobrir. Estar atento à sua “estrela”…
·       Temia ser ferido nos meus sentimentosAté que aprendi que ninguém me feria sem minha permissão.”
Aí está. A baixa auto estima. A dependência emocional dos outros. O querer agradar para ser aceite, por insegurança. O estar fora do seu eixo, descentrado. O estar virado para fora, em vez de saber que é dentro de si, que estão todas as soluções. A falta de investimento no auto conhecimento e outras atitudes referidas em artigos meus anteriores, explicam receios infundados, a banir com urgência.
·       Temia ficar velhoAté que compreendi que posso ganhar sabedoria em cada dia.”
Apesar de estarmos numa época cruel para os “maiores” (em espanhol, designação para idosos), todos beneficiam, ainda que não o queiram reconhecer, dessa Sabedoria feita de experiência, Sofrimento, para além dos saberes. Sabedoria, diferente de conhecimentos, é privilégio de quem já viveu muitos sois. É só ler a frase em epígrafe, de Lavoisier...
·       Temia o ridículoAté que aprendi a rir de mim mesmo.
Com uma educação rígida. Conceitos mal formulados que inculcam medo. Culpa. Ansiedade. Preocupação. Excesso de perfeccionismo, tornam a vida um inferno para nós sobretudo, e para os outros. Cultivar o humor. A graça. A leveza. Fazer um pequeno esforço para não levar muito a sério todas as coisas, é preciso. Não falo em irresponsabilidade nem inconsciência, bem entendido.
·       Temia as perdas e a morteAté que percebi que as perdas não representam o fim, mas o início de um novo ciclo.”
Em crianças, os mais velhos, nas aldeias, recordam certamente como o episódio da morte era valorizado. Muito temido. Sabemos muito pouco de tudo o que é mais importante. O mistério assusta cada um de nós. Há muitas teorias sobre esta passagem, mas só quando a experienciarmos, poderemos saber como é. No entanto, como todos sem excepção, a qualquer momento, podemos ser chamados, a garantia maior é semear o bem e estar em paz com Deus. Consigo mesmo. Com os outros, se possível e aguardar tranquilos com serenidade. O contrário de que adianta?
·       "Temia ficar sóAté que aprendi a gostar de mim mesmo."
Pode-se estar só na multidão. Estar só, acompanhado é muito vulgar. E pode-se ser muito feliz, estando sozinho, se gostarmos da nossa companhia. Contava-se que havia alguém que olhava para o espelho e dizia:” E olha que tu também me saíste uma boa rês”.Assim não dá. Não é egoísmo nem narcisismo, mas procurar conhecer-se melhor. Ter consigo mesmo um caso de amor, em que o respeito e a criança interior são tidos em conta, é necessário. Quem não se ama, nunca pode amar outro.
·       Temia fracassarAté que perceber que o único fracasso é desistir”.
Quando não conseguimos alcançar os objectivos, percebemos mais tarde que isso não era o melhor. A lição, essa guarda-se. Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. O que não mata, fortalece! Pode-se ter um belo navio, mas não saber para onde ir, não leva a viagem alguma…
·       Temia o que as pessoas poderiam pensar de mim… Até que percebi que o que conta realmente, é o que eu penso de mim mesmo com consciência. Lucidez e humildade”.
As pessoas julgam com aquilo que são. Desconhecem o essencial que só o próprio conhece. Gostos não se discutem e ainda há as afinidades inexplicáveis. Cada cabeça cada sentença e isenção no julgamento é rara. Há muitos factores que influenciam esse acto, tingido de invejas. Preconceitos. Competição. É verdade que há pessoas que se crêem santas e as maiores; e outros que são carrascos para si próprios. Tudo isto são desvios a ter em conta.
·       Temia ser rejeitado…Até que descobri que devia ter fé em mim, pois sou o meu melhor companheiro”.
Aquele que nunca me abandona, sou eu mesmo. Se eu não me acusar a mim mesmo, que mais temerei. Tenho que ser fiel ao meu ideal? Isso sim!
·       Temia a dor...Até que percebi que o sofrimento só me ajuda a crescer e afasta de mim a arrogância”.
Custa? Sim sem dúvida. Mas quem é que não tem contrariedades? Dor? Seja ela de que natureza for? É por isso que a eutanásia não tem qualquer cabimento.
·       Temia a verdade… Até que descobri que a verdade é um espelho quebrado em mil pedacinhos. Ninguém é dono da verdade, pois não tem mais do que um caco dela.”


Olhe, houve Alguém muito especial, Esse sim, que disse: “Eu sou a verdade e a vida”E está tudo dito!
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Lucinda Ferreira
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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Saúde, sim ou não? Eis a questão.


TEXTOS E PRETEXTOS





Saúde, sim ou não? Eis a questão?




Apesar da vida humana não ter preço, agimos sempre como se certas coisas superassem o valor da vida humana. Antoine de Saint-Exupéry





Há mais de 2000 anos, que fomos avisados, que tudo o que for feito escondido, um dia virá à luz do dia e todos verão o que fora camuflado!

Felizmente os tempos são de mudança!

Muitas coisas tidas em segredo, hoje são do domínio público e é bom que assim seja.

Lobos com pele de cordeiro despem as vestes na rua.

As máscaras caem. Os autoritarismos saem caros por vezes…

Se é verdade que quem não tiver pecado que atire a primeira pedra, há campos em que cada falcatrua pode valer a vida de um inocente. Aqui, pelo menos, as pessoas  têm que estar alertadas…

Já várias vezes abordei ao de leve, este assunto. Quem lê os meus artigos com atenção, deve estar recordado. O livro que estou a terminar também aborda esta problemática…

Este tema mexe comigo, porque já sofri e sofro as consequências para o resto da minha vida, de equívocos ligados à minha saúde, que me obrigam a tomar medicação, até ao resto dos meus dias, naturalmente com efeitos secundários (...).

O texto que me chegou às mãos, aborda algo que é gravíssimo.

O título do texto chamou-me a atenção: “Prémio Nobel da Medicina faz uma denúncia alarmante! Todos devemos conhecer!

1.       Pela credibilidade de Richard J. Roberts, MÉDICO!!!! Distinguido pelo Prémio Nobel!!!!
2.      Pelo facto deste assunto dizer respeito a TODOS sem excepção!
3.      Por se tratar da coisa mais sagrada da nossa vida: a SAÚDE!!!
4.      O sumário do artigo diz”Richard J. Robert denuncia a forma como funcionam as grandes farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à Saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto à cronicidade.”

Depois deste sumário acho que não será preciso dizer mais nada! Apenas investigar por si mesmo. Procurar o desenvolvimento da notícia…

Se pesquisar no Google, com este título supra citado, descobre todo o desenvolvimento da noticia, com pontos fundamentais que arrepia o mais insensível…

Para quem não tem acesso ao Google e não lida ainda com estas novas tecnologias, transcrevo alguns pontos importantes…
“…empresas farmacêuticas, USA, gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamento a médicos que promovem os seus medicamentos (…)Richard J.Roberts diz que os medicamentos que curam não são rentáveis(????!!!!) e, portanto não são desenvolvidos(…) Em troca desenvolvem medicamentos codificadores que sejam consumidos de forma serializada”!!!!! (...)”alguns medicamentos que podiam curar uma doença, não sejam investigados” (…)…até que ponto é válido e ético que a industria da Saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista que chega a assemelhar-se ao da máfia”.( …)…o que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas”…

·        Aqui é que reside a grande questão que tem que ser ultrapassada! …

” falar sobre a nossa Saúde e as nossa vidas e s dos nosso filhos e as de milhões de seres humanos..”…”investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença…”mas não puderam avançar porque não era rentável e o negócio ia-se abaixo…

·        E o mais grave…
“pararam de investigar porque as industrias farmacêuticas não estão interessadas em curar as pessoas, mas em sacar-lhes o dinheiro e, por isso, a investigação de repente, é desviada para a investigação de medicamentos que não curam tonalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir melhoria que desaparece  quando se deixa de tomar a medicação”
·        E eu acrescentava: Por que razão, aqui na Europa, compramos um suplemento comprovadamente eficaz e nunca no –lo deixam chegar as nossas mãos? Podemos ficar curados, será isso?!...E inventam-se historias estranhas, dizendo que é para defesa do consumidor…

·        Será mesmo isto a verdade?

Já não sei nada…Mas sinto me muito triste, com todas estas realidades, já que “ O verdadeiro valor da vida, é dar valor a própria vida”HC.

Talvez Valdeci Alves Nogueira tenha razão, para desgraça de todos nós, quando diz: O homem pode se tornar o seu próprio abismo quando, por opção, renuncia aos valores humanos e morais: e, em consequência, de tudo o que ele se apodera, transforma em destruição. 




 C.ª 14.7.16
Lucinda Ferreira
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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Ser leproso ou mágico?




Ser leproso ou mágico?



Preciso despir-me do que aprendi. Desencaixotar minhas emoções verdadeiras. Desembrulhar-me e ser eu! Uma aprendizagem de desaprendizagem... Alberto Caeiro


Tudo o que existe tem como função única, reprogramar o Universo!
Como é que isso tem a ver comigo? Com a minha responsabilidade maior, ao estar vivo?
É o que vamos ver…
·        As emoções novas são algo exclusivo, que nos farão mudar radicalmente a nossa vida! Toda felicidade é construída por emoções secretas”M.M.
E como é que isso acontece?
·        É através de emoções novas que reprogramamos o nosso cérebro!
·        É o cérebro que reprograma as células…
·        Por sua vez, as células reprogramam os nossos órgãos.
·        Os órgãos reprogramam o nosso corpo.
·        E daqui se parte para reprogramarmos a nossa vida!
·        Por sua vez, influencia a vida de quem está perto de nós…
·        Daí, se estende à CIDADE. Aos locais que atravessamos.
·        E é assim que se reprograma o aspecto energético do Mundo!
Anthony Robbins também diz: Assuma o controle das suas emoções mais consistentes e comece consciente e deliberadamente a remodelar a sua experiência diária de vida”.

* Como leprosos ou mágicos, conforme a nossa evolução e escolha, carregamos em nós a escuridão ou a luz que depois espalhamos ao nosso redor, até ao infinito!

* Além disso, já reparou como se constrói a doença? A saúde? A cura? O milagre?

Vamos então ver como podemos mudar a nossa vida. Os outros. O Universo.

·        Fora do nosso interior, os incentivos energéticos são passageiros, por mais que se faça ou possua. Ter um belíssimo carro. Uma casa fantástica num lugar de eleição. Viagens de sonho ao fim do mundo. Sair-lhe o totoloto e ter muito dinheiro. Sei lá, tudo o que possuir ou fizer exterior ao ser interior que se é realmente, funciona como um balão de oxigénio. De sol de pouca dura que deixa sempre um sabor a pouco. Às vezes é tão pouco, que tendo tudo, a pessoa desiste de viver. E parece que o suicídio aumenta nos países mais ricos…
E por que razão?
·        Vive-se uma nova experiência emocional, é certo.
Mas…
·        O sistema energético ao percepcionar que vem aí, de fora,  a mudança
·        O ser começa a sentir-se inseguro. Ter medo. Ansiedade. Fica preocupado.
Rapidamente retoma. Exige a velha energia. E… volta tudo ao princípio. Ao registo antigo.
É o sistema de crenças que activa o sistema de defesa, no seu mais alto grau!

·        Compreende-se agora, como é que a frequência vibratória não se eleva, através de algo vindo de fora, ao temer-se a perda!

Vamos imaginar agora que tudo se passa  dentro s de nós. Lentamente o ser vai descobrindo, como dentro de si mesmo, tem tudo o que precisa para ser!

Vai conquistando novas realizações.
 Façanhas entusiasmantes. 
Vão-se desenvolvendo as potencialidades que emergem por existirem desde sempre em nós. 
Vai-se percebendo qual é o nosso papel na Obra da Criação.
Conhecer a nossa missão é a maior fonte de alegria que ninguém nos pode roubar! Que não se troca por ilusões, nem riqueza alguma pode pagar.
 Ao apostar no auto-conhecimento. Descobrir o júbilo nascido nas coisas simples. Grandes aventuras e descobertas vêm até nós, nas maravilhas contempladas no silêncio e no estudo.

·        Aí se alcança uma nova síntese. Uma nova forma de ver as coisas.
·        Depois acreditamos nessa recente forma de encarar a vida.
·        Incorpora-se essa outra força de ser e estar, no nosso sistema energético e no sistema de raciocínio. Processa-se o encadeamento, atrás já apontado.
·        Começa-se a vibrar nessa nova frequência.
·        Reprograma-se o Universo!

…E como tudo que vive .Tudo o que existe, tem como função única reprogramar o Universo, alcançamos a harmonia. A paz. A felicidade!

Estamos onde temos que estar, de acordo com a nossa essência. 
Cada um de nós é irrepetível. Sem clonagem possível, pois sabemos que o Criador nos ama com um amor eterno e perfeito. Isso amplia as nossas certezas. A nossa segurança!

Então não perca mais tempo. Lute para ser quem é!


…Um mágico que semeia a luz. A paz e amor, com as suas palavras. Gestos e pensamentos. 

·        Cultive as  tais emoções novas, tecidas e descobertas dentro de si, onde grandes tesouros o aguardam desde sempre, para desabrochar!

Coimbra, 16.6.16

Lucinda Ferreira