
sábado, 17 de outubro de 2009
Mistérios e segredos de Portugal



Mistérios e segredos de Portugal
Eu sabia que ela era linda…
Há muitos anos que a visitei.
Já tinha saudades dela.
Mas muitas vezes , temos que viver apenas de saudade.
E hoje , falar dela , é tê-la tão presente, que parece que passeamos de braço dado.
Foram tantos os dias os meses que nos separaram , que quase já não a reconhecia.
Quando nos cruzámos, fiquei surpreendida por a ver tão crescida!
Confesso, que apenas nos olhámos de longe, porque estava imensa.
Ainda demos uma voltinha, à vol de oiseau, pela parte nova.
Reparámos que aí , ela estava bem sintonizada com a mudança. Com as necessidades de uma comunidade que preza o comércio, a cultura e os serviços em geral.
Fartas, cheirosas, coloridas e largas bancas de fruta, dão o tom .Falam da abundância e da oferta variada.
Há uma nota de progresso e novidade, trazida pelos muitos emigrantes , regressados que amam a sua Terra, e lhe dão agora o seu melhor em tudo, conforme aprenderam com gentes diferentes, quiçá, mais evoluídas…
Houve quem adiantasse, que ela não pára de crescer.
Ao longe, vista do ponto mais alto, reduzia-se a pontos brancos , luminosos, escondidos na verdura, alternando com manchas homogéneas de grandes complexos ligados á indústria de calçado, chocolates, cerâmica, fogo de artifício, linho, malas, luvas, motorizadas, máquinas industriais, olaria, papel, perfumes , sabão, refrigerantes, tecelagem, têxteis e televisores. .
Abrigando toda esta vida fervilhante, todo o progresso em movimento, amplos, solidários, escuros , fiéis e imutáveis , em cadeia, estendiam-se os montes graníticos, pesados e longínquos , mas sempre atentos.
Pouco tempo tive para escutar o pulsar do ritmo, em todas as suas diferentes partes, repleto de beleza e de mistérios
Deu apenas para entrar no seu coração. Talvez na sua cabeça, por ser o ponto mais alto, capaz de nos dar a síntese e a nota presente e imutável, na sua alma antiga e primeira.
Ainda assim, este Outono, morno, quente mesmo, cheio de luz e de convites para ficar mais tempo, deixou em nós, uma certa nostalgia, pela falta de disponibilidade para escutar e descobrir mais segredos.
Baixinho, lá no alto, entrei no Santuário.
Em silêncio…
Olhámos longamente nos olhos do tempo e da interioridade.
A nossa despedida desfez-se num sorriso, com promessa de voltar.
Estava linda vestida de verde. Já com uns salpicos de vermelho no seu vestido comprido, cobrindo parte do seu ser.
Sentinelas, gastas e cobertas daquele moreno que só o tempo sabe pintar, continuam firmes a falar da fé e do passado seguro, de muitas gerações sem dúvidas, nem guerras.
O velho elevedor, coberto de ferrugem, desfazia-se em lágrimas que escorriam do seu ventre e deslizavam dia e noite pela rampa quase a pic, que tantas vezes subira e descera. Agora é apenas a lembrança que nos oferece.
Quieto. Mudo. Abandonado.
Os jardins não são exuberantes. De longe em longe, aparece uma rosa ou uma outra flor, indiferente a tudo, que desabrocha e dá uma nota de beleza singular.
No ar, não anda um cheiro a incenso…
Apenas um homem sentado, olhava o sacrário.
Noutros, dos muitos templos que outrora foram ponte de encontro e alimento de uma fé singela e verdadeira de um Povo simples, ruidoso, bom e fiel, apenas, uma ou outra pessoa em oração e muitos visitantes.
À entrada do grande santuário, guardado por dois Anjos, reparámos com pena, que alguém se sentiu incomodado por este testemunho dos tempos e teve que o destruir.
De qualquer modo, as duas grandes colunas ao cimo das escadas, na sua imponência, essas são tão altas que ninguém ainda ousou beliscá-las.
O espaço, o silêncio, a luminosidade, foram um presente maravilhoso para a nossa alma cansada, no ponto mais alto da nossa visita.
No fim, ficou-nos aquele sabor doce-amargo, de quem visita de relance, uma local convidativo a vivências, que confortam e são âncora, muito para além das palavras.
Enfim, foi um encontro de almas, na sua parte mais altaneira.
Sim !
Todas as cidades têm uma alma.
Esta senhora-cidade, rica, já de alguma idade, continua morena, elegante, mas acompanhando a grandeza da sua situação…
Embora nos fiquemos mais pelos afectos, referimos ainda que no seu ventre, se escondem muitas riquezas…Caulino. Volfrâmio. Quartzo. Feldspato. Estanho. Glucínio. Grafite. Arsénio , acrescentando ainda águas mineromedicinais.
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Mas tivemos que partir. Trouxemos escondido muito do que ela nos ofereceu e que cada um colheu, conforme a sua medida particular.
Para nós, foi um encontro profundo e atento ao seu coração.
Registámos com admiração pelos seus 124.8000 habitantes (1981…),o seu crescimento, espalhado pelas pelas faldas das montanhas circundantes, abertas e generosas…
Surpreendeu-me ver, como tinha crescido a arquidiocese e capital de distrito, desta província do Minho…
A sua antiguidade romana e sueva, a destacada Bracara, capital da província da Galécia, no tempo do imperador Caracala , ano 216, palco de sucessivas invasões e mudanças, lá está continuando rumo ao futuro, cada vez mais promissor.
Foi agradável sentir , como a modernidade, se aconchega à sombra da sua parte mais alta, que marca o espírito desta cidade do Norte de Portugal - BRAGA!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
..Vamos até ao outro lado da vida...
Será que o tempo existe mesmo, ou será uma ilusão?
O tempo existe para nós ou nós é que existimos para o tempo?
O tempo é curto para quem ama. Para quem é feliz.
O tempo é longo. Cáustico. Para quem sofre. Vive sem horizonte. Na solidão. Põe o seu centro nos outros.
O tempo é carrasco para quem está privado da liberdade.
Hoje, o tempo parece que voa para jovens e idosos.
Ainda ‘ontem’ nossos filhos nasceram, já estamos quase de partida!
Seus filhos já cresceram. Os pais estão calvos. Nós cansados. Gastos.
Os meninos querem que o tempo passe depressa. Os mais velhos gostariam de poder parar o tempo. Ainda sentem que têm tanto para fazer. O tempo urge!
E ...corremos…corremos…corremos e tão pouco se faz.
- Quanto ainda há para fazer?
- Será que ainda temos tempo?
Vergastam-nos com pressas, os segundos. Os minutos. As horas. Os dias. Os meses. Os anos que fogem vertiginosamente.
Ainda ontem chegámos. Não tarda, temos que ir andando…
E não fica cá ninguém!
Todos tivemos a nossa oportunidade para evoluir. Escolher a luz. A sombra . As trevas.
Quando a ‘licença’ terminar nesta fase, nada mais poderemos acrescentar.
O tempo é um navio para a eternidade. Se embarcamos nele, guardando no nosso coração, o segredo da descoberta agradecida, podemos ir longe. Se não , ficamos na praia. Inúteis. Sós. Estagnados. Descentrados. Doentes. Infelizes sempre culpando os outros, tantas vezes.
O tempo é semelhante às águas de um rio. Ninguém se pode banhar duas vezes na mesma água. Esse é o problema. A urgência que nos pressiona a todos.
Já encontrou a sua bússola de que lhes falei há dias?
Então há que aproveitar. Agradecer. Rentabilizar a oportunidade…enquanto há tempo.
A nossa ‘mãezinha’ até nos podia ter enviado pelo cano de esgoto, para o mundo do silêncio. Do nada…relativamente a este plano. Se não mandou, então há que aproveitar sem perda deste tal tempo que não volta nunca mais ! Não há desculpas. Isto é para todos nós!
Há muito tempo, descobri um texto de autor anónimo que vou partilhar, por me parecer oportuno.
‘Procura tempo para pensar. È a fonte do poder.
Procura tempo para ler. È a fonte da inteligência.
Procura tempo para orar. É a maior força sobre a Terra.
Procura tempo para amar e ser amado. É o privilégio que Deus concede a cada um.
Procura tempo para servir . É o caminho da bondade.
Procura tempo para rir. É a música do espírito.
Procura tempo para dar. Um dia é demasiado curto para ser egoísta.
Procura tempo para trabalhar. É o preço do sucesso.’
Há um tempo para dar...receber...amar… sofrer(?)…
Fica o recado com ocupação para todos os gostos. Todas as ocasiões.
Construir. Edificar. Enriquecer o lugar onde nos encontramos. Os momentos que vivemos sós, através do pensamento…Ou quando comunicamos com os outros.
Dizia-se que nesta passagem pelo planeta, era necessário ter um filho. Plantar uma árvore. Escrever um livro.
Ora aí está mais uma sugestão de um programa, para todos nós.
Às vezes, queremos tudo muito rápido, mas as coisas só chegam no momento certo, para nosso bem e dos outros. O Universo tem um tempo diferente do nosso. Sem ansiedades. Sem encrencas.
Há que confiar no tempo . Faça o seu melhor. Depois entregue . Viva!
O melhor virá sempre ao seu encontro. Mesmo que não seja o que pediu.
Se observarmos como nasce. Cresce. Fortalece. Floresce. Dá frutos, uma árvore, temos a resposta para as nossas pressas.
A partir da noção de tempo, crescem em nós algumas sensações.
Uma sensação de efemeridade : o tempo passa rápido e não pode ser recuperado! Algo irreparável. Há que vivê-lo intensamente. Aproveitá-lo. Agradecer-lhe.
Uma sensação inexorável de incapacidade de sair do tempo ou de o controlar: estás dentro dele. Não podes existir fora dele.
Daí então, a necessidade de aproveitarmos a força do tempo e nunca lutar contra ele.
A nossa vida é feita de tempo.
Enquanto ficamos à toa (...) a vida vai-se encurtando cada vez mais.
Não há nada pior que nos possa acontecer.
Tempo, ponte para a eternidade. Para o desconhecido…
O TEMPO é nosso amigo!
Obrigada, Tempo que ganhei ao gastar-te, a fim de partilhar estas PALAVRAS com os leitores!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Gestos simples
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Educação . A seduçao das Letras!
Quem fala das letras , fala dos números, fala do Conhecimento.
Criança, numa aldeia, há sessenta anos, não tinha creche, nem jardim - escola.
Eu ia para casa da minha madrinha, que esteve 14 anos acamada com reumatismo gotoso. Não havia os meios de hoje, na saúde...
Deitada junto a ela, vezes sem conta, nos meus sonhos de criança, interrogava-me. Perguntava:
- Madrinha, quando é que eu vou para a Escola?
Coitada, ela cansada de me ouvir, sofrida e isolada, sem paciência, não me lembro o que me respondia.
Lembro-me sim, a insistência que eu punha nesta pergunta. A ânsia que tinha de aprender. De ir para a Escola!
Não tinha livros para ler.
Brincava com feijões, sozinha, na varanda. Escolhia-os segundo a cor. Fazia casinhas com eles. Inventava amiguinhos. Conversávamos muito…
Um prima de Lisboa, nas férias, trazia o “Diabrete”, um jornal em banda desenhada, para crianças.
Caçávamos borboletas (que nunca apanhávamos…).
Ela era mais velha. Contava-me a história do Tim Tim, do Capitão Rosa e do Rom Rom.
Eram mágicos esses momentos.
Até virem as férias da Luisa, parecia-me uma eternidade.
Não havia rádio, nem televisão, nem net…
Houve mais tarde , uma galena que me deliciava.
Mas o que eu queria mesmo era aprender.
Ir para a Escola!
Tive a sorte de um Professor do Liceu Passos Manuel em Lisboa, ir passar férias perto da minha casa.
Apercebendo-se da minha sede de saber coisas novas, de aprender, um dia chamou-me.
Foi a “luz brilhante” que começou a iluminar - me, na Cartilha de João de Deus.
Esse livrinho pelo qual tenho muito amor, abriu-me para um mundo novo: as primeiras Letras pelas quais me apaixonei, até hoje!
Com umas noções e rapidamente, comecei a ler!
Lembro-me do fascínio, da sensação daquela aventura e descoberta : ler!
Elogiavam-me. Dava -me uma pequena moeda, todos os dias, porque sabia sempre a lição…
O Senhor Frazoa - era assim que se chamava o meu “professor”- além de alimentar o meu sonho de aprender, reforçou essa ânsia de Conhecimento., que ainda hoje não me abandonou!
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Quando entrei na Escola Primária – a mesma onde andava Jaime Soares (…), parece que tudo o que a professora me ensinava , estava apenas a reavivar, a rever, a recordar.
Parecia que já sabia aquilo.
Dos trabalhos de casa, nunca conseguia comer ou deitar-me, sem saber tudo , o que a senhora professora mandara fazer e estudar.
Não havia luz eléctrica.
Estudava com um candeeiro de petróleo . Meu Pai, ás vezes, apagava a luz. Sorrateira ia acender uma vela para estudar.
Felizmente nunca houve incêndio , mas…, Li os livros todos ( eram poucos, sentia eu no momento…) que havia num armário muito cheio de pó, à entrada da Escola.
Ninguém pedia para ler, mas eu queria ler. A professora emprestava-me.
A senhora professora tinha quatro classes.
Os rapazes tinham um professor.
As raparigas tinham uma professora. Tudo separado , com muito rigor. Respeito. Educação.
O professor, o médico e o padre eram endeusados .
Estavam tão longe do pessoal, da “arraia miúda”, do povo, como do céu à terra.
As professoras não gostavam que os pais as fossem aborrecer. Elas é que sabiam tudo…
Batiam com uma régua de madeira vermelha, um sarrafo, nas mãos até ficarem quase em sangue.
- Tens dez erros no ditado, levas dez reguadas!
-Não fizeste o trabalho de casa, levas cinco reguadas…
Também podias levar com a vara. Puxarem-te as orelhas. Não ires ao intervalo.
As crianças tinham muito medo da professora, que às vezes, na confusão de tanta gente e de tanto trabalho, também ralhava alto e batia, logo de seguida.
As melhores alunas, que faziam os trabalhos em primeiro lugar, iam ver a conta das outras meninas e ensiná-las. Quem sabia mais ensinava quem sabia menos, ordenava a professora.
Enquanto a 1.ª classe fazia a cópia, a 2.ª classe fazia o ditado por uma colega. A 3.ªclasse fazia uma conta no quadro. As meninas da 4.ª classe estavam à volta da secretária a dar a lição de História.
Havia sempre uma das mais velhas que já tinha completado os trabalhos, que ia tomar conta de quem falava.
Afianço-vos que éramos bem educados Quem falasse, ia “à senhora”, que mesmo sem dizer nada, lhe aplicava uma boa reguada na mão .
Algumas crianças iam para o lugar a chorar, mas caladinhas…
Ninguém passava de classe, sem estar preparado. Sabendo as matérias mínimas.
Tudo se pautava pelo trabalho, pela boa educação e pelo respeito.
E ai de quem saisse “fora dos eixos”.
Era uma vergonha!
sábado, 10 de outubro de 2009
Educação - aprender a aprender
Educação!
* Sim ou não ?
(1.º art.º)
“…no passado , talvez fosse possível deixar sem educação uma parcela importante da população, sem causar sério prejuízo à nação. Hoje não.
A Educação hoje, é a chave para uma participação integral na sociedade.”
Diane Ravitch
Talvez começasse pelo meu testemunho como aluna, na Escola de Ensino Primário, Secundário e por três vezes, como aluna em diferentes cursos, na Universidade de Coimbra e por passagens pelas Universidades Francesas de Pau, Dijon e Toulon.
Em seguida deixaria o meu testemunho sobre a minha experiência, como professora no Ciclo Preparatório, durante 10 anos.
Depois, como professora destacada pelo Ministério da Educação, num Projecto de Formação Contínua de Professores do Ensino Primário.
Em seguida falaria um pouco da minha experiência, como Assistente Convidada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Como mãe e como cidadã, que assiste no seu País e no mundo, por onde vou passando, a toda uma mudança vertiginosa, tentaria deixar uma reflexão ,quem sabe, possa sugerir atitudes, conclusões, levando a novos caminhos, capazes de melhorias, já que aprendemos todos uns com os outros.
Afinal nesta área, com alegrias, gosto e canseiras , gastei as minhas forças e energia . Gastei muito da minha vida!
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Tem o esforço e exercício da escrita, o objectivo de crescermos todos em conjunto?
Se assim não fosse, todos trabalharíamos em vão…
Reparo, como se aproveitam as experiências e testemunho dos professores menos jovens, que passam muito das suas práticas com êxito, aos docentes mais jovens, que as acolhem como algo bem vindo e oportuno, num momento em que todas as achegas podem ajudar a encontrar o caminho.
O momento é conturbado. Os professores desmotivados, mal pagos, desrespeitados e pressionados, não podem perder a esperança.
Têm que ter a firme convicção, com a responsabilidade que isso carrega em si, pela natureza das suas funções, que o melhor da sociedade, o mais precioso material, a matéria prima mais excelente de uma Nação ( pergunto-me se ainda existe o conceito Nação…), é - lhes entregue. Tem o professor que ser digno e capaz de perceber o alcance do seu valioso trabalho. Tem que aprender e ensinar ao mesmo tempo...
Preparados com honestidade e afinco, nas matérias a ministrar, nunca poderão perder de vista o seu papel de educadores.
Para além dos saberes, a consciência da cidadania tem que fazer parte da personalidade dos cidadãos, desde a família e do jardim escola.
A Educação é um acto conjunto, para despertar na criança, no jovem, a vontade, o interesse por aprender. Ter sede de saber!
Quando os pais desautorizam o professor, fazem um estrago tal ao seu filho, que nem imagina.
Mas o que é a cidadania?
A criança, o jovem tem que perceber desde muito cedo, que tem direitos e que a cada direito corresponde um dever!
Dever para com quem está ao seu lado, com os seus pais, os seus professores, consigo mesmo, com a sociedade, com a Vida.
Perceber que é um elemento da cadeia, capaz de mudar a realidade, responsável por uma sociedade mais justa, mais digna, mais consciente. A autonomia pessoal e a solidariedade são as marcas deixadas no indivíduo, pela escola com êxito.
Quando isso não se verifica, instala-se a desordem. A violência. A falta
de respeito absoluto. O caos!
Deixo uma ideia, ( não me lembro do autor ) que há muito norteia a minha vida, norteou o meu trabalho, como mãe e como educadora:
“A agressividade é a ternura disfarçada”.
Todos temos potencialidades para o que é construtivo.
Há que descobrir a ponta ´do iceberg , por onde tem que se pegar.
Os jovens são generosos.
Empreendedores e carregam em si, muita energia.
Há que descobrir os seus interesses.
Não os desiludir. Incutir-lhes valores pelo exemplo também.
Despertar
Educação?! Sim ou não?
(2.ºart.)
“As escolas não podem competir com a riqueza visual da televisão, com a internet ou com o cinema.
Mas os mass media , erráticos e impessoais, não podem competir com os Professores que conhecem, inspiram e guiam os mais jovens para uma maturidade responsável”
Diana Ravitch
A Educação de uma criança começa 20 anos antes, pela educação dos pais.
Quando falha isso, ainda resta a Escola , desde a mais tenra idade.
Mas se os professores também não estão bem preparados, nem conscientes do seu papel e por outro lado, o Estado não apoia, não incentiva , não promove , nem dá autoridade ao Professor , que se pode esperar da sociedade em geral?
Há que ter ideias claras. Arrumar a nossa própria casa. Avaliar o mundo que nos rodeia. Avaliarmo-nos a nós mesmos.
Meus amigos, quem semeia colhe.
Todos sem excepção somos responsáveis. Todos temos que fazer alguma coisa para mudar o mundo. Não é a passar a bola. Culpar o outro sempre: os pais , os professores, o estado…
È preciso actuar. Cada um no seu posto: na família , no trabalho, na escolha política, nas manifestações justas, quando as coisas não estão correctas. Todos somos responsáveis e podemos fazer muito!
O amor que educa é firme e gentil! Não é autoritário.
Mas também liberdade, não é libertinagem.
Há que ter em conta, que quem não tem vocação, não se sente capaz de ser professor, escolha outra profissão! Evitam-se muitos problemas.
É uma tarefa dura e aliciante. Apaixonante, garanto-vos.
E vá lá o Estado, seja quem for, se não privilegia e Educação , se não enaltece o Professor e o põe no lugar que merece, deixa antever os seus intentos, mostra a sua incompetência, falta de princípios básicos de toda a espécie .
Não é lúcido. Não começa pelo essencial. Os seus membros revelam a sua má formação mais básica . Falta de visão do que é governar.
A não ser que pretendam tudo, menos a postura democrática do seu governo.
Assim enganam e logram o Povo , porque sem sentido crítico, sem criatividade, sem Conhecimento, mesmo que as estatísticas mentirosas falem em altas percentagens de diplomados, o processo viciado ,mais não é que uma fraude.
Depois nas profissões que escolherem , certamente não serão bons profissionais .
Aqui começam todos os problemas.
A EDUCACÃO tem que ser a primeira preocupação de um governo sério. Daí advém depois a economia em alta, a saúde, a cidadania vivida em paz e em progresso!
A Educação é o segredo.
A mãe de todas as atitudes correctas.
De todos os discursos não viciados e sem silogismos.
A Educação é o fundamento de todo a Verdade!
Terminaríamos com a definição de Educação Integral , segundo a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura.
“Educação de alguém como um todo, de acordo com os quatro pilares, tendo em conta os quatro níveis:
. Afectivo-emocional.
. Cognitivo (aquisição de conhecimentos)
. Ético-moral
*Moral – regras e normas que caracterizam uma sociedade.
*Ética – ciência que regulamenta a moral;
estabelecimento de uma reflexão com o objectivo de distinguir o bem do mal, marcado pelo princípio da liberdade.
.Psicomotora
Todos estes elementos de modo a contribuir para o desenvolvimento da personalidade da Criança.”
Será que é esta Educação que temos entre nós também?
linmare@edicomail.net
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Como já afirmei publicamente, adoro fotografia!
A informação no PÚBLICO através da fotografia
Regulamento do Concurso de Fotografia da AHBV de Coimbra
1. Destinatários
1.1. Apenas serão admitidos a concurso cidadãos de nacionalidade portuguesa e estrangeiros residentes em Portugal.1.2. Este concurso está aberto a todos os amantes de fotografia, excepto a fotógrafos profissionais.
1.3. A fim de se poderem satisfazer as despesas devidas à montagem da exposição final, aquisição de prémios e outros encargos decorrentes , solicita-se a inscrição de 20 euros por participante..
2. Duração . Entrega . Morada
2.1.Neste concurso, as fotografias serão recepcionadas entre 1 de Julho e 30 de Novembro de 2009. As fotos podem ser entregues em mão ou via CTT, com data de carimbo até 30 de Novembro de 2009.
A divulgação dos resultados terá lugar até 30 de Dezembro de 2009.
De 15 a 30 de Dezembro de 2009, decorrerá em Coimbra, uma exposição dos trabalhos escolhidos e outros eventualmente de qualidade.
Os prémios serão distribuidos aquando da realização de um Recital , que decorrerá no mesmo local da exposiçao.
2.2- Os trabalhos deverão ser enviados para a seguinte morada:
Bombeiros Voluntários de Coimbra
Concurso de Fotografia
Av. Fernão de Magalhães, 179
3000- 078 Coimbra
3 .TEMA
O tema é livre.
4. Material para Concurso
.
4.1. Só serão aceites trabalhos em suporte papel, formato máximo 30 x 40, a cores ou preto e branco, até um máximo de 05 fotografias por concorrente. Não é permitido o envio de mais do que uma ficha de inscrição. Caso esta situação se verifique, só será considerada a 1ª inscrição.
4.3. No verso das fotografias, apenas deverá ser indicado o título da fotografia e o pseudónimo do autor..
4.4. A(s) fotografia(s) deve(m) ser acompanhada(s) pelos dados pessoais do participante:
*Nome tal como se apresenta no BI ,
*Morada completa, idade,
*Telefone . endereço electrónico ,
*Data em que foi tirada a fotografia e o local,
*Pseudónimo e o título da fotografia –
apresentados em envelope fechado, tendo este apenas escrito no rosto, o pseudónimo do autor da fotografia.
4.5. As fotografias devem ser de qualidade para impressão, para fins de divulgação do concurso, caso isso se venha a verificar.
4.6.As fotografias concorrentes devem ser originais e não podem ter sido motivo de apreciação em outros concursos.
4.7.Todos os participantes garantem à AUBV de Coimbra que não violarão , na criação dos trabalhos a concurso, qualquer direito de terceiros , nomeadamente através da utilização de textos, fotografias, diapositivos, ilustrações e desenhos de carácter artístico ou técnico e responsabilizam se perante a AUBV de Coimbra, pelos encargos, indemnizações ou coimas, multas ou quaisquer outros prejuízos, que a AUBV de Coimbra tenha que suportar na sequencia de violação de direitos de terceiros , bem como conceder licenças de carácter exclusivo ou não.
5. Júri
5.1. O Júri é composto por
* Um elemento da direcção dos AUBVC
* Um formador e fotógrafo credenciado
* Um jornalista fotógrafo
* Uma jurista e pintora
* Um professor universitário da área da fotografia
5.2. As decisões dos júris são soberanas e solidárias, não sendo admitido recurso.
5.3. O Júri reserva-se o direito de não atribuir qualquer uma das classificações prevista no regulamento, caso considere que as fotografias enviadas a concurso, não reunam as características de avaliação e classificação dos trabalhos definidas .
6. Divulgação dos resultados
Os resultados serão divulgados , na imprensa, e através de cartazes afixados na sede AUBV DE COIMBRA , nos 15 dias que se seguem ao fecho da data de recepção dos trabalhos .
Aos vencedores será comunicado, via CTT..
7. Prémios
7.1. Os prémios serão atribuídos segundo a maior originalidade e qualidade das fotografias recepcionadas, tendo em conta os seguintes parâmetros:.
*qualidade técnica
*criatividade
* consistência do conjunto
7.2 .
Serão atribuidos um primeiro prémio, um segundo prémio, um terceiro prémio, todos SURPRESA.
Também serão atribuidas Menções Honrosas.
8. Utilização de Imagens
Com a entrega dos materiais, cada concorrente deverá confirmar por escrito, a autoria das fotografias e declarar que permite a sua publicação e uso, em todo o tipo de publicidade (site, catálogo, exposições, promoção do concurso, etc ), não sendo as entidades promotoras da iniciativa, obrigadas a pagar qualquer remuneração ao seu autor.
Dado este concurso ter como objectivo a promoção da fotografia, e a ajuda a uma Instituição de Solidariedade Social de carácter humanitário , as fotos serão cedidas ou ainda voluntariamente doadas (expresso esse desejo por escrito, no momento da entrega pessoal ou via CTT), a fim de se contribuir monetariamente com a possível importância da venda do trabalho fotográfico. A AUBV de Coimbra compromete-se a referenciar o autor da fotografia sempre que esta seja utilizada.
9. Recepção dos Trabalhos
9.1. A AUBV de Coimbra não assume qualquer responsabilidade pelos trabalhos que não estejam em perfeitas condições ou que se venham a extraviar, por razões alheias a esta Associação Humanitária.
Reserva-se o direito de não admitir a concurso os trabalhos que não cumpram as condições descritas neste regulamento.
9.3. À chegada, todos os trabalhos serão registados e codificados.
9.8.4. Os trabalhos entregues para concurso não serão devolvidos.
10. Alterações ao Regulamento
Este regulamento pode ser revisto pelas entidades organizadoras do concurso em conjunto com o júri. Todas as candidaturas pressupõem a total aceitação das regras estabelecidas e confirmadas por escrito.
linmare@edicomail.net
Lucinda Ferreira , vice-presidente da AHBVC



