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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Como já afirmei publicamente, adoro fotografia!

Os motivos que mais gosto de fotografar são: flores, mar e por de sol, paisagem e ...sobretudo sentimentos, tal como quando pinto.

Mas hoje, ainda não disse, mas há aproximadamente 10 anos, que estou ligada aos Bombeiros...
Agora nestes dois últimos mandatos , sou vice- presidente para a Cultura.
Tenho estado ligada a diferentes eventos, mas de momento, enquanto organizo o 4.º curso de fotografia , justamente nos Bombeiros, decorre também um concurso de fotografia de Julho a Novembro.Tema livre...
Vou juntar aqui, o Regulamento e convido a todos vós, a concorrerem a por motivos que saberão, ao ler o Regulamento.
Aqui bate-se vida por vida!
Não há meios materiais muitas vezes ,para cobrir as despesas de socorro.
Precisamos de sócios...mesmo que apenas com 1 euro mensalmente...é muito importante essa CONTRIBUIÇÃO.
Senão um dia a casa arde, há um acidente, e não há quem socorra por amor...


SEgue-se o Regulamento do concurso...

A informação no PÚBLICO através da fotografia
Regulamento do Concurso de Fotografia da AHBV de Coimbra

1. Destinatários
1.1. Apenas serão admitidos a concurso cidadãos de nacionalidade portuguesa e estrangeiros residentes em Portugal.1.2. Este concurso está aberto a todos os amantes de fotografia, excepto a fotógrafos profissionais.
1.3. A fim de se poderem satisfazer as despesas devidas à montagem da exposição final, aquisição de prémios e outros encargos decorrentes , solicita-se a inscrição de 20 euros por participante..
2. Duração . Entrega . Morada
2.1.Neste concurso, as fotografias serão recepcionadas entre 1 de Julho e 30 de Novembro de 2009. As fotos podem ser entregues em mão ou via CTT, com data de carimbo até 30 de Novembro de 2009.
A divulgação dos resultados terá lugar até 30 de Dezembro de 2009.
De 15 a 30 de Dezembro de 2009, decorrerá em Coimbra, uma exposição dos trabalhos escolhidos e outros eventualmente de qualidade.
Os prémios serão distribuidos aquando da realização de um Recital , que decorrerá no mesmo local da exposiçao.
2.2- Os trabalhos deverão ser enviados para a seguinte morada:

Bombeiros Voluntários de Coimbra
Concurso de Fotografia
Av. Fernão de Magalhães, 179
3000- 078 Coimbra

3 .TEMA
O tema é livre.
4. Material para Concurso
.
4.1. Só serão aceites trabalhos em suporte papel, formato máximo 30 x 40, a cores ou preto e branco, até um máximo de 05 fotografias por concorrente. Não é permitido o envio de mais do que uma ficha de inscrição. Caso esta situação se verifique, só será considerada a 1ª inscrição.
4.3. No verso das fotografias, apenas deverá ser indicado o título da fotografia e o pseudónimo do autor..
4.4. A(s) fotografia(s) deve(m) ser acompanhada(s) pelos dados pessoais do participante:
*Nome tal como se apresenta no BI ,
*Morada completa, idade,
*Telefone . endereço electrónico ,
*Data em que foi tirada a fotografia e o local,
*Pseudónimo e o título da fotografia –
apresentados em envelope fechado, tendo este apenas escrito no rosto, o pseudónimo do autor da fotografia.
4.5. As fotografias devem ser de qualidade para impressão, para fins de divulgação do concurso, caso isso se venha a verificar.
4.6.As fotografias concorrentes devem ser originais e não podem ter sido motivo de apreciação em outros concursos.
4.7.Todos os participantes garantem à AUBV de Coimbra que não violarão , na criação dos trabalhos a concurso, qualquer direito de terceiros , nomeadamente através da utilização de textos, fotografias, diapositivos, ilustrações e desenhos de carácter artístico ou técnico e responsabilizam se perante a AUBV de Coimbra, pelos encargos, indemnizações ou coimas, multas ou quaisquer outros prejuízos, que a AUBV de Coimbra tenha que suportar na sequencia de violação de direitos de terceiros , bem como conceder licenças de carácter exclusivo ou não.
5. Júri
5.1. O Júri é composto por
* Um elemento da direcção dos AUBVC
* Um formador e fotógrafo credenciado
* Um jornalista fotógrafo
* Uma jurista e pintora
* Um professor universitário da área da fotografia
5.2. As decisões dos júris são soberanas e solidárias, não sendo admitido recurso.
5.3. O Júri reserva-se o direito de não atribuir qualquer uma das classificações prevista no regulamento, caso considere que as fotografias enviadas a concurso, não reunam as características de avaliação e classificação dos trabalhos definidas .
6. Divulgação dos resultados
Os resultados serão divulgados , na imprensa, e através de cartazes afixados na sede AUBV DE COIMBRA , nos 15 dias que se seguem ao fecho da data de recepção dos trabalhos .
Aos vencedores será comunicado, via CTT..
7. Prémios
7.1. Os prémios serão atribuídos segundo a maior originalidade e qualidade das fotografias recepcionadas, tendo em conta os seguintes parâmetros:.
*qualidade técnica
*criatividade
* consistência do conjunto
7.2 .
Serão atribuidos um primeiro prémio, um segundo prémio, um terceiro prémio, todos SURPRESA.
Também serão atribuidas Menções Honrosas.
8. Utilização de Imagens
Com a entrega dos materiais, cada concorrente deverá confirmar por escrito, a autoria das fotografias e declarar que permite a sua publicação e uso, em todo o tipo de publicidade (site, catálogo, exposições, promoção do concurso, etc ), não sendo as entidades promotoras da iniciativa, obrigadas a pagar qualquer remuneração ao seu autor.
Dado este concurso ter como objectivo a promoção da fotografia, e a ajuda a uma Instituição de Solidariedade Social de carácter humanitário , as fotos serão cedidas ou ainda voluntariamente doadas (expresso esse desejo por escrito, no momento da entrega pessoal ou via CTT), a fim de se contribuir monetariamente com a possível importância da venda do trabalho fotográfico. A AUBV de Coimbra compromete-se a referenciar o autor da fotografia sempre que esta seja utilizada.
9. Recepção dos Trabalhos
9.1. A AUBV de Coimbra não assume qualquer responsabilidade pelos trabalhos que não estejam em perfeitas condições ou que se venham a extraviar, por razões alheias a esta Associação Humanitária.
Reserva-se o direito de não admitir a concurso os trabalhos que não cumpram as condições descritas neste regulamento.
9.3. À chegada, todos os trabalhos serão registados e codificados.
9.8.4. Os trabalhos entregues para concurso não serão devolvidos.
10. Alterações ao Regulamento
Este regulamento pode ser revisto pelas entidades organizadoras do concurso em conjunto com o júri. Todas as candidaturas pressupõem a total aceitação das regras estabelecidas e confirmadas por escrito.

linmare@edicomail.net
Lucinda Ferreira , vice-presidente da AHBVC





segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Amor, em Sol maior!


Muito antes de meus Filhos nascerem , eu já os amava tanto , tanto, que nem eu imaginava!


Hoje, estive com meus dois netos.

Um deles, tem agora a idade de meu filho, quando numas férias que ele passava com os meus Pais, o menino de 4 anos e pouco, partiu um bracinho!

Meus vizinhos, telefonaram cuidadosos, e para não me afligirem, disserram que o Pedrito tinha-se magoado num bracito. Que era melhor vir buscá-lo...

Fomos a correr para junto deles.

No caminho, com o bracito partido, caiam -me as lágrimas e uma dor tão grande na alma , que nem posso recordar.

Lembro-me que demos sinal na necessidade de avançar no trânsito, mas a indiferença era imensa.

Depois dessa altura, fiquei muito mais sensível, quando alguém quer passar.
Também gosto muito, quando conduzo e há uma grande fila de alguém que não tem prioridade, deixo sempre passar, parando,..

As pessoas ficam tão felizes ... por tão pouco.


Mas o que eu queria referir ainda, era a preocupação, a delicadeza e o cuidado de meu querido Filho, cheio de dores , que para me consolar, ia dizendo:

-Mãmã , não chores. Já não me dói nada..

Sabendo nós a dor daquela criança, ficávamos muito comovidos...


Cheguei ao hospital e depois do Pedro ter sido assistido no Banco do HUC , disseram-me que só daí a 15 dias , haveria vaga para ser operado.

Isto depois de terem engessado o bracito...

Como eu trabalhava nos Huc, deixaram-me dormir sentada numa cadeira , na enfermaria .

As coisas que se passaram naquela noite, naquele antigo Hopspital , não vos vou contar (...).


Meu coração sabia que eu tinha que fazer algo muito rapido pelo meu querido Filho!

Fui ter com o Senhor Professor Canha, que viu o Pedro e me disse:

- Este Menino tem que ser operado de urgência . Não se preocupe com o dinheiro.


Naquele dia, ás 19h , na Clínica de Santa Filomena, o grande e muito estimado Professor Canha, salvava o braço direito do meu querido Filho.


Quando na Clínica, tinha muita dor e as pessoas vizinhas o visitavam, ele dizia:

-Peçam a Jesus que me tire esta dor.

Não estão a pedir , senão eu não tinha esta dor...


E todos chorávamos ...porque a delicadeza daquela Criança, (delicadeza que ainda hoje se mantém!) nos tocava demais.

Mas de facto, este grande Amor em Sol Maior, é eterno.

Desde que soube que aquele menino começou a existir dentro de mim, ficará pelos séculos dos séculos a aumentar cada vez mais, porque nunca morrerá mais este fogo!

Tudo pelos animais!




Sábado, fiz parte da equipa da querida Anabela e Myriam, ambas responsáveis pela AGIR PELOS OS ANIMAIS, em Coimbra!

Devo dizer que considero positivo o que vivi e observei pelos animais.
Muitas pessoas se dirigiram a nós, par dar comida para os infelizes dos animias abandonados.
Concluimos que a nossa equipa era toda formada só por meninas e senhoras.




Onde estão so homens capazes de assumir pelos mais fracos e desprotegidos, onde se incluem os animais também?


Como reagem os políticos que tanto ambicionam o poder?




(É mais fácil , entrarem nas igrejas (...) a darem uma rosinha, para ver se ganham um voto... Que vergonha...Aconteceu comigo. pessoas que nunca se manifestam pelos mais fracos, por DEUS... usarem a casa de Deus para isto)



Reparei ainda , que todas as jovens que se disponibilizaram a dar a sua tarde de sábado, por uma causa pelos animias, eram todas muito jovens e todas frequentavam o ensino superior.


Duas , a querida Zé , mestrada em Direito, e a Daniela era Designer , tinham já as suas vidas definidas,mas porque amavam os animais, estavam ali para trabalhar!




Portanto, parece que os mais novos ja perceberam que os animais fazem parte do Universo e que tal como o Homem e as Plantas, tÊm o mesmo direito de habitar o Planeta e serem respeitados .




O que de todo nos falta saber, é qual é o candidato à camara de coimbra, que é pela defesa de um canil em Coimbra, que não se limite a apanhar animais para os eliminar, mas que se preocupe em manter pequenas colónias de animais castrados pelos jardins, para manter o equilíbrio ecológico .




A castração e a vigilância até ajuda. Isso será a missão do canil ,que todos sustentamos com os nossos impostos e não apenas elimar animais que ainda por cima tiveram a sorte de serem abandonados e sofrerem...porem-lhes água a ferver para cima, pauladas, fome,,,etc.


Afinal o papel que tem a AGIR PELOS ANIMAIS, é a que queremos para o NOSSO CANIL em coimbra, para que não se tenha só a preocupação de matar, como tem sido até este momento!
Na minha rua , incomodaram-me francamente e a outras pessoas , só porque uma cidadã que não gosta de animais, se lembrou de mandar chamar a gaiola da canil.


Mataram..mataram..mataram e ainda insultou quem assim não sentia.


As gaiolas, no início, apanhavam os animais à sexta feira à tarde, e ficavam assim até segunda às tantas, ao sol, em Agosto, sem água ,nem comida e no final , a morte!
Uma gatinha que estava para ter seus filhos e alguém foi para a salvar da morte, quando chegaram, disseram que tinha os dentes todos partidos e estava rebentada...


Custa ouvir isto, de autoridades da minha cidade, que não escolhemos,para isto!


Triste, porque o canil favorece tais atitudes.


Para não incomodar uma cidadão, acabou por incomodar muitos outros que se doeram e sofreram com a morte de tantos animais que não faziam mal a ninguém: Viviam simplesmente!

Muito obrigada a Suzana Bento, bailarina, Cantora e sobretudo um ser humano maravilhoso!




Obrigada, Suzaninha pelas tuas palavras!
Ainda há a acrescentar alguém mais da Música: o meu Filho, Pedro Guia, que sendo economista de profissão, toca e dinamiza a parte musical ,nos actos litúrgicos de uma Igreja , tem um CONJUNTO MUSICAL, dirige um coral.
A Música faz parte da sua vida com uma força micraculosa !
Ainda conserva os seus amigos do Coro, como o Hugo Mota Tavares e outros, como algo humano, muito importante na sua vida.

AS tuas palavras
são para quem tanto amou esta tarefa que me nasceu no meu coração, a sequência desse mesmo amor, dando flor e fruto tão lindos e tão valiosos!




Para todos esses meninos maravilhosos, que tanto me ajudaram também a crescer e a ser, com alegria, a minha gratidão e saudade.




Que fique para sempre e nunca morra o CORO DOS PEQUENOS grandes CANTORES DE COIMBRA!
Uma palavra de apreço para os actuais responsáveis e coralistas.
Que as vossas carreiras sejam tão brilhantes, como o grande Sol , quando se eleva no horizonte, no seu máximo explendor!


Era para ver-vos todos felizes, que também corria e nem dormia sempre a pensar em novos projectos...e hoje é com grande alegria que sei que amais a Música de verdade, como eu a amo também.


Beijos docinhos.


Estás na Áustria ou em Florença?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Coisas de Criança...




A minha Filha, fazia-me muitas perguntas , quando era pequenita.


Um dia, disse-me, com ar triste:


-Mãmã , por que é que só há noticiários de coisas más e não há um noticiário, na televisão , de coisas boas?




Nem sabia bem que responder-lhe, porque também eu me perguntava , por que razão só o sensacional, o horrível, tem audiências certinhas e fiéis.


Andamos todos às avessas?!...




- Querida - respondi - também há coisas muito boas e lindas, mas as pessoas dessas não falam , mas elas existem, às vezes, em muito maior número do que as más...


Às vezes , ela ia à minha aula, (eu dava aulas a meninos muito mais velhos do que ela era...).
Então, dizia ela, para alguém que depois me disse:


- Eu vou à aula da mãmã, mas tenho sempre uma pontinha de respeito.




..............................................................................................................................


Ora muito bem , era mesmo aqui que eu queria chegar.


Hoje não há mesmo respeito por ninguém ou...está-se a perder essa noção de respeito.


O conteúdo e os comportamentos contidos nesta palavra, desaparecem.Desapareceram na maioria das pessoas...

A nora não respeita a sogra que é mais velha, que é a mãe do seu marido , porque a ele , ela também não respeita...Também já não respeitou o pai...


Os subordinados , "com o direito de opinião que lhes assiste", se for preciso , também não respeitam os seus e superiores (!!!!!!!!!!!!!!)
Os patrões também não são gratos , nem respeitam os seus subordinados, por vezes...


O empregado , por que havia de respeitar o patrão? (!!!!)
Não se respeitam os animais e muito menos a Natureza...as Plantas...a Floresta.


Como eu disse algures , quando escrevia sobre este assunto.


Hoje, pergunta-se. quando alguém ultrapassa de longe as barreiras da decência, da sem "vergonhice", da falta de respeito, da educação mais básica...


- Você não tem vergonha?


A pessoa olha-nos como se falássemos chinês. Goza.
Acha que viemos de outro Planeta e com ar de desafio atrevido e arrogância, responde:


-Claro que não tenho vergonha. Por que é que eu havia de ter vergonha?!


(...)


Vem isto á carga, porque hoje passei uma vista de olhos , pelos relatos de um jornalista.....Santos que publicara um livro com a figura do Primeiro Ministro , na capa .
Estava à venda , no Continente do Forum. Reparei que a editora era Bertrand Editora). Falava sobre muitas coisa interessantes e também sobre a falta de Educação que reina, reinará e há-de reinar , enquanto escolhermos dirigentes apenas por serem bem falantes e terem uma boa aparência !




O senhor jornalista dizia que qualquer dia , vamos ser governados por um cantor pimba qualquer , só porque ele tem um grande número de pessoas que simpatizam com a sua figura, mesmo que não saiba nada do que anda a fazer.




Ao menos que escolhessem o madeirense (...hi...hi...hi...hi...hi...) nada de maus pensamentos...)


Escolhessem o futebolista , bonitão, Ronaldo!


Era uma maravilha vê-lo e ouvi-lo sempre no écran da televisão...




Enfim , sobre a Educação , o tal jornalista Santos afirma que tudo foi destruido e que os resultados estão já à vista e cada vez vai ser pior.


..e eu acredito . Não havendo educadores à altura e motivados, também não haverá educação


Nem Educação, nem o tal RESPEITO!...


Não é mesmo, companheiros com vergonha?


Depois inverte-se tudo.


Confunde-se tudo .


Não convém compreender onde está a raiz do problema.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Musica


OS FILHOS DA MÚSICA (2 artigos)

O Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra – como nasceu e cresceu…

«A música tem o poder de formar a personalidade e podem-se distinguir os diferentes géneros de música fundados em diferentes modos pelos seus efeitos sobre o carácter. Tal género determina a melancolia, aqueloutro a moleza; este encoraja o abandono, este outro o autodomínio, e outro ainda desperta o entusiasmo.»
Aristóteles

Desde sempre que Música foi muito importante para mim.
Meus Filhos começaram cedíssimo ligados à Música. Soube desde sempre o papel reestruturante e formativo da Música no ser humano. Também uma grande atracção que me prendeu à arte dos sons.
Consagrada a minha vida profissional à Criança, aos Jovens, à Pedagogia, no que se refere ao ensino da Língua Francesa, por exemplo, usava a Música para solidificar estruturas da língua.
Dava muito resultado.
Os alunos aprendiam mais facilmente, com alegria e todos ficávamos felizes e descontraídos enquanto avançávamos nos nossos objectivos.
De resto, há sempre uma causa profunda para tudo que fazemos.
A vocação que nem sempre podemos realizar, mas que está viva no nosso mais íntimo, a noção da importância das coisas dentro de nós, orienta as nossas vidas, quase inconscientemente.
…………………………………………………………………….

A minha filha pertencia a um clube onde aprendia culinária, costura, teatro e outras actividades. Um dia, chegou a casa muito triste, porque uma menina lhe disse algo que muito a magoara. Isso, porque ela era diferente da outra, em determinado aspecto.

Aquilo bateu forte no meu coração. Naquele momento irrompeu de mim uma força e uma certeza de que iria fazer algo, fundar qualquer coisa, organizar um espaço que tivesse a ver com Crianças e Jovens… Onde todos fossem acolhidos com a atenção
carinho e aceitação das diferenças. Os filhos dos ricos, dos menos ricos, das pessoas importantes, das pessoas ‘menos importantes’ (todos somos muito importantes!), dos filhos das pessoas de direita, de esquerda, do meio... enfim sem qualquer descriminação fosse ela de que espécie fosse.
Aquela intenção estava viva dentro de mim, à espera de oportunidade para tomar forma.
……………………………………………………………………..

Na altura, eu fazia rádio, na Antena Um, com alguém, ele também muito sensível à problemática da Criança e dos Jovens e por isso trabalhava, todos os anos cheio de entusiasmo, na organização da Gala dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz.
Estando eu também associada a essa tarefa, pergunta-me ele:
-Seria possível arranjar um grupinho de meninos que cantassem em fundo, nesta Gala?
Foi o rastilho!
Meti mãos à obra de imediato. Comecei a telefonar às minhas colegas que tinham filhos da idade dos meus…10 anitos…ou à volta disso.
Naturalmente que as coisas não caiam do céu. Era preciso esforço, iniciativa, persistência…
Não havia nada, senão aquele desejo nascido há muito tempo no meu coração e a necessidade do momento!
Bati a muitas portas que nunca se abriram...
Outras se escancararam.
Para reunir o grupo, para ter um piano, um local de ensaio, os fatos feitos todos iguais dentro daquele espaço de tempo exíguo, um maestro, transportes e todas as condições para fazer avançar tudo em pouco tempo, com a qualidade que desejávamos para ser transmitido para todo o país, não era muito fácil.
Mas como sempre acreditei que querer é poder e crer também, tudo ia avançando.
Estávamos em Junho de 1982.
O início material deste Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra, começou por uma tarde inteira no Turismo que me permitiu fazer os contactos necessários. Lembro-me de um ilustre senhor, que ali estava e me observava e me que me dizia sorrindo: sim, senhora, ‘distinta em desenrascanço e desembaraço’.
Alguém nos emprestou um Órgão, os bombeiros levaram o Órgão à Figueira da Foz, a Igreja Baptista permitiu os ensaios na sua igreja, descobri uma costureira em Ceira, um senhor de uma casa de tecidos, na Rua do Corvo perante o meu entusiasmo, empenhou-se cheio de boa vontade, e comprometeu-se a mandar vir com urgência, as peças de pano necessárias .
Com os maestros, fora menos fácil, mas eu tinha estado a gravar um programa de televisão no Porto, e conhecera lá um maestro que me tocou com uma peça da sua autoria, UM ALELUIA de que muito gosto.
Lembrava-me dele e lá tentei descobrir o seu telefone. Na altura, ele orientava estágios e quando lhe falei estava em Águeda.
Enfim, pôs algumas reticências, porque havia pouco tempo, mas acabou por aceitar.

E lá começámos nós com esta tarefa sem que outra coisa nos movesse, que não fosse a paixão pela Música, pelos miúdos e enfim, sairmo-nos bem desta incumbência que seria vista por todo o país e teria mesmo repercussões internacionais, visto que havia crianças na Gala, vindas também do estrangeiro. ……………………………………………………………………..
Ficaremos por aqui, prometendo continuar na próxima semana com esta temática.
Depois a mesma se alargará a um livro, onde constarão pormenores que interessarão a quem esteve ligado a este CORO DOS PEQUENOS CANTORES DE COIMBRA que contou e contará certamente ainda hoje momentos altos, na sua existência. Dos meus treze anos ao serviço deste Coro que fundei com muito amor, posso assegurar-lhes que assim foi.
Que o digam aqueles que nele se atravessaram toda a sua adolescência dos seis anos até aos dezoito anos, vinte anos.





Lucinda Ferreira

II Parte
*Os Filhos da Música
. Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra

«A música tem o poder de formar a personalidade e podem-se distinguir os diferentes géneros de música fundados em diferentes modos pelos seus efeitos sobre o carácter. Tal género determina a melancolia, aqueloutro a moleza; este encoraja o abandono, este outro o autodomínio, e outro ainda desperta o entusiasmo.»
Aristóteles

(Este artigo dá continuação ao artigo publicado neste jornal , a semana passada.)

Com o grande êxito do Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra, na Gala da Figueira da Foz, iniciou-se uma grande jornada na vida de um Coro que nascia e na minha vida, durante treze anos!
Depois dessa actuação, as luzes acenderam-se todas dentro do meu espírito e graças também ao amor á arte do Maestro do Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra, as coisas não ficaram por ali.
Tornaram-se vida e muitas crianças e jovens puderam beneficiar em suas vidas e para sempre, dos efeitos da Música em suas vidas e de toda a sua geração, estou convencida disso!
……………………………………………………………………..
Pensei para mim: se legalizo este Coro, ele pode ser eterno e nunca mais morrer.
Também podia ter ficado com o controle do mesmo na minha mão (…), visto que do trabalho e empenhamento, nunca tive medo.
Daquilo que era a minha ingenuidade e crença no ser humano, convidei algumas pessoas que pensei que sendo minhas amigas, podiam ir comigo até longe, nesta caminhada…
……………………………………………………………………..

As Crianças sempre foram maravilhosas!
Invejas e traições, críticas, tudo foi preciso ultrapassar para fazer avançar a obra.
Foi para mim, uma boa escola de crescimento humano, através das decepções, ingratidões que foi necessário vencer.
Podia estar quieta no meu canto e não me ter exposto, mas não estou arrependida. Também tive oportunidade para conhecer gente muito linda na sua lealdade, colaboração e dedicação a uma causa que abracei e na qual os amigos fiéis embarcaram também.

Então de facto, urgia legalizar o Coro, redigir estatutos, completar todas as formalidades. Pus mãos à obra, buscando e convidando pessoas destas áreas. Tudo se realizou conforme eu sonhara.

Foi uma minha colega do Colégio, a quem pedi, que desenhou o lindo emblema deste Coro dos Pequenos Cantores.
Suponho que foi ela também que sugeriu os modelos das blusas brancas com uma fitinha azul turquesa, igual às saias em veludo da mesma cor. Calçavam todos uns sapatinhos de verniz pretos. As meninas tinham ainda meias brancas. Os rapazes tinham, calças azuis escuras, camisa branca e uma lacinho azul escuro, igual às calças.
A cor azul-turqueza emblemática deste Coro, não fora escolhida ao acaso, mas sim fora escolhida por ser a cor da comunicação mais profunda. O branco dava uma nota de claridade que casava com a grande harmonia desenvolvida no conjunto.
Os rapazes em azul escuro e branco, completavam todo o conjunto.
Da Música ocupava-se o Maestro a quem nós, os Pais, passámos a dar uma pequena contribuição monetária que ia aumentando sempre que podíamos…
……………………………………………………………………..
Enfim e todo o resto de quem viveu este Coro como um filho muito amado, vos contarei num livro que sairá dentro de pouco tempo e que oportunamente anunciarei.
Foram treze anos de amor a tempo inteiro, pois por onde ia e tudo o que fazia, tinha como preocupação maior, elevar o Coro dos Pequenos Cantores ao seu expoente máximo.
E assim foi. Dei-lhe vida. Dei-lhe a minha saúde. O meu tempo. O meu maior amor. Todos os minutos da minha vida que poderiam ter sido de descanso ou de investimento diferente com proventos para minha família e para mim própria, foram para o Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra, por uma opção de amor.
Amor à Música, às Crianças e àquele ideal maior que prossegue ainda hoje em mim, ao qual sou fiel, partilhando Beleza , Paz e Trabalho.
Partilhar o que sou e o que sei, quer pela palavra escrita, quer pela palavra oral, quer pelo meu esforço no voluntariado.

Antes de sair do Coro dos Pequenos Cantores, quando a vida profissional o exigiu pelas responsabilidades assumidas (Universidade), ainda consegui elevá-lo à categoria de Instituição de Utilidade Pública, com os benefícios que dai poderiam advir, no futuro!
Um dia destes, tendo respondido a uma entrevista, disse e repito:
hoje, o que mais desejo para esta Obra, é que ela nunca morra! Temos no panorama musical nomes que se iniciaram no Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra.
Inês Santos e Susana Braga são duas figuras importantes que agora me ocorreram, devendo certamente haver muitos outros.

E como disse uma vez o meu Filho, ainda muito jovem :

‘o que a minha Mãe fez, está feito. Ninguém o poderá apagar NUNCA!’

Ofereço ao Planeta Terra esta, uma entre outras, das minhas contribuições para semear beleza, amor, entendimento na Humanidade, na minha passagem por este lugar onde a vida me trouxe.
Parabéns a todos os criaram e continuam a criar, pela sua arte e empenhamento diverso, momentos raros de tanta elevação e comunicação estética e espiritual, neste lindo Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra!
Que estes ideais nunca morram dentro do coração dos humanos.

Hoje é o dia da Música


,...esta linguagem universial que une todas as pessoas que tem alma para sentir e viver a Arte dos sons!

Fundei um coro de criança

as - O CORO DOS PEQUENOS CANTORES DE COIMBRA E DURANTE 13 ANOS, AMEI AQUELAS CRIANÇAS, AQUELE TRABALHO, COMO SE AMA DE VERDADE COM ALMA E COM TODOS OS SENTIDOS.

FORAM MARAVILHOSOS OS MOMENTOS QUE SE VIVERAM.

A ALEGRIA , A BELEZA E O BEM QUE ESPALHÁMOS POR ESTE MUNDO FORA ONDE PASSÁMOS.- NEM O TEMPO VAI APAGAR.

NO NOSSO PORTUGAL E NO ESTRANGEIRO, CRIÁMOS LAÇOS QUE AINDA HOJE ESTÃO VIVOS

A MUSICA É MANEIRA DOS DEUSES SE COMUNICAREM COM OS HUMANOS

ALIÁS QUEM AMA A DEUS, SABE QUE A MUSICA TAMBÉM D'ELE NOS APROXIMA

MELODIA, HARMONIA E RITMO FAZEM DOS NOSSOS DIAS, OCASIÕES DIFERENTES QUANDO ESTAMOS FELIZES, TRISTES , SOZINHOS OU VIVENDO UM GRANDE AMOR!