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quinta-feira, 22 de março de 2018

ALQUIMIA



Textos e pretextos




ALQUIMIA




As qualidades do espírito produzem invejosos; as do coração, amigos.Félicité Genlis
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 A inveja é um “bicho” viscoso. Agressivo. Nojento.

Mas quem é que já não foi acometido de um ataque ou muitos ataques de inveja?
Mas o que será a inveja?

A inveja é uma forma de admiração, pela negativa.

Quem não é capaz de admirar, inveja o outro, quando acha que ele fez algo que gostaria de ter sido a própria pessoa a fazer.

Na realidade, é bem mais fácil as pessoas lastimarem a desgraça do outro quando ele tem a fraqueza de se lastimar, do que alegrar-se com o sucesso do outro.

E por que razão? Lá está. Pela dita invejazita…

 Diz o Povo: nunca o invejoso medrou, nem quem ao pé dele morou.
A inveja é um sentimento muito feio e mau? Mas…
O número dos que nos invejam confirma as nossas capacidades. Oscar Wilde
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Quem nunca pecou que atire a primeira pedra. Vamos todos a caminho de evoluir, até ao fim.
 E é sempre tempo e aberta a todos, a mudança.
È só reflectir. Parar. E querer modificar-se.

Se já sentiu várias vezes inveja de uma mesma pessoa por um determinado motivo, páre.
Pergunte-se: por que será que vem este sentimento, tantas vezes?

-Vem este sentimento, porque gostaria dessa mesma coisa, situação para si. Na realidade, se isso insiste e persiste, é porque potencialmente tem todas as condições para conquistar isso também.

  Mas a pessoa não sabe por onde começar…

Pára e começa a analisar. Observar as estratégias usadas por essa pessoa.
Depois, arregaça as mangas. Põe mãos à obra. Deixe desabrochar as suas potencialidades que antes estavam escondidas no mais profundo de si mesmo.

A certa altura, num diálogo interno muito sincero, apercebe-se que isso sempre fora um antigo sonho seu, que a vida abafara.

 Aquela pessoa invejada, só veio espevitar essa velha ambição.

Põe mãos á obra e eis que sai vendedor! Que alegria, Deus meu.

Agora, em vez daquele sentimento horrível de invejar o outro, com uma atitude de recalcamento, tristeza,  passa a sentir gratidão, porque alguém lhe sugeriu algo que sabia resolver, mas que estava soterrado. Encalhado.

Graças a e essa pessoa que invejou, que afinal veio ajudá-lo a saltar uma essa barreira que parecia intransponível.

Hoje, está feliz porque conseguiu realizar aquela aspiração de sempre! 
Graças a alguém venceu essa incapacidade. O que agora o fez sentir-se mais realizado e contente , deve-o à sugestão de alguém que lhe fez muito bem , afinal.

E com um novo sentimento de agradecimento, sente-se mais confortável consigo mesmo.

 Sente-se mais realizado.

Tem a sensação de que mudou um sentimento feio, em algo belíssimo: a gratidão. Admiração. Agradecimento ao que um dia tanto invejou. 

Fez-se luz para si. Até tem pena de ter tido essa postura antes.
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Para a frente é que é o caminho. Todos os dias a vida muda.

Hoje, já não somos quem éramos ontem. 
Todos os dias, há que melhorar!

Os invejosos só invejam quem eles no fundo queriam ser. Paula Liron
Mas plenitude é  que… Só pelo amor, o homem se realiza plenamente. Platão

Coimbra, 22 Março de 2918  
Lucinda Ferreira

sábado, 17 de março de 2018

Banho de Silêncio


Textos e pretextos
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Banho de 

Silêncio



Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela.Albert Einstein





Durante um mês não saí de casa.
E que bem me soube!
Senti Deus do meu lado. Estive comigo e com o meu querido Silêncio. Vi muito poucas pessoas, ao vivo…

Confesso que tive momentos de uma alegria intensa. Desconhecida antes. Soube-me bem, estar em silêncio. Sinto que analisava as mínimas coisas com mais lucidez e clareza.

Vivenciei, que o silêncio nos torna criativos. Seguros. Lúcidos. “Um silêncio... Este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês.”MQ.

Descobri ainda que o silêncio tem um papel semelhante ao do sono. O cérebro, em silêncio, estrutura e reorganiza a informação.
O cérebro nunca pára de trabalhar, mesmo quando dormimos. Nestes momentos, tem processos de resolução de situações, depois transmitidas ao consciente, que muito nos ajuda.

É indispensável a função regeneradora do nosso cérebro, que só tem lugar no silêncio.

A Universidade de Cornell realizou estudos sobre o efeito do barulho dos aeroportos, em crianças que daí vivem próximas. Constatava-se que estas apresentam elevados níveis de stress. A pressão arterial eleva-se. Altos níveis de cortisol, são por isso responsáveis. Isto em contraste com outras crianças  que viviam longe desses ruídos permanentes e agressivos, que não apresentavam aqueles sintomas.

Estudos da Universidade de Pavia, por seu lado, verificaram que apenas dois minutos de silêncio absoluto, diário, tinham um efeito muito mais enriquecedor, do que escutar música relaxante.

Após um curto espaço de descanso, verificava-se que a pressão sanguínea diminuía e os indivíduos se apresentavam mais tranquilos. Despertos, com benefícios de ordem intelectual. Emocional e por isso também, com melhor qualidade de vida.

Há um procedimento com um alcance imenso, reconhecido ainda por poucos indivíduos, que consiste em induzirmos uma doce quietude, através da respiração em silêncio. Entrando em contacto com o nosso interior, através da meditação, quantas maravilhas acontecem no nosso corpo. Quem experimenta, sabe. É acessível a todos e traz benefícios sem conta, para a saúde.

Precisamos apenas começar por silenciar a mente, não apenas livrarmo-nos do ruído externo, mas parar os pensamentos. Preocupações. Distracções ou qualquer outra tarefa, virada para o exterior. Ruídos subliminares que têm que ser complementarmente postos de parte, para serenarmos. Meditarmos.
Os benefícios da meditação são incalculáveis.
Induzido assim o nosso cérebro, ele agradece.

Até certa altura, dizia-se que os neurónios não podiam regenerar-se. Hoje, embora estudos incipientes, em certos meios, afirma-se que não será bem assim.
 Sabe-se que o silêncio é um elemento essencial para que isto possa acontecer.

Portanto, depois de ter gasto algum tempo,  nesta leitura, não perca mais tempo.
Busque a Natureza.
 Fuja dos ruídos dos carros. Das motas. Da poluição agressiva e ruidosa.
Dos Centros Comerciais altamente "poluentes" pelas ilusões que cria..

Reserve uns minutos por dia, para si mesmo.

Refugie-se dentro de si, cultivando o silêncio. Concentre-se.
Faça as pazes consigo mesmo. Saiba quem é.

Cultive níveis de saúde e equilíbrio que  antes estavam distantes, mas que afinal estão a um passo de uma nova atitude, ao conhecer a importância do SILENCIO!  

Como a abelha trabalha na escuridão, o pensamento trabalha no silêncio e a virtude no segredo.Mark Twain

Coimbra, 17 de Março de 2018
Lucinda Ferreira

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

ANIVERSARIO DO jornal O despertar - 101 anos!


Textos e Pretextos

Despertar

101 anos!!!

Cada idade tem a sua beleza e essa beleza deve sempre ser uma liberdade.
1.1 m



O Jornal Despertar é uma força da Natureza!
Porquê este quase exagero?

·     Porque há 101 anos que ele comunica. Alimenta as mentes. Se sente feliz por partilhar o que é.
O que pensa ser o seu melhor…
·     Porque o primeiro gesto de amor que o fez nascer, levou no seu germe, um segredo para se decifrar de mansinho, ao longo dos tempos…
Ele nunca morrerá!
·     A sua continuidade é uma qualidade essencial deste semanário sem interrupções. Daí o seu prestígio pela sua fidelidade.
Uma espécie de chama que se passa de coração a coração.
Ele é muito mais do papel e letras!
Ele veicula amizade… Carinho… Interesse de um pelos outros…Ele pretende levar afectos…Verdade…Infirmação útil. Acima de tudo, tem nos seus dirigentes, escolhidos a dedo, a tal faísca incendiária do amor e dedicação desinteressada e atenta, que acolhe os que estão no seu espírito e que por sua vez, passam também a chama aos vindouros.

Eu sirvo este Jornal, por amor, há mais de 40 anos! E estou feliz só por isso. Por que sim…
Escrevo o que sinto livremente.
Expresso o que acho que pode ajudar quem me lê, se assim o desejar. Quem tiver ouvidos, que ouça. Quem tiver olhos, que leia.
Escrevo, como quem semeia amores-perfeitos no quintal.
Atiro as sementes ao vento, para que elas possam voar, para onde forem necessárias…
E se florescer apenas uma, já valeu a pena.
Onde alguém se quiser juntar ao desejo de crescer e todos os dias, mudar algo que nos faça felizes de verdade, e consequentemente contribuir para mudar para melhor este Planeta em que vivemos, já foi um milagre. Pois uma alma que se eleva, eleva o mundo!
Só isso.
·     Hoje, quero ainda espalhar pétalas de rosas vermelhas, que são gratidão para quem acarinha os meus escritos.
·      Aproveito já aqui, nesta época especial, para agradecer uma a uma, a todas as pessoas que me saúdam. Falam do que colheram do meu coração. Do que ele lhes disse baixinho e em segredo…
·     Agradeço a quem me dá oportunidade de me expressar.
·     Agradeço a todos q se dão com esmero. Desvelo para que este meio de comunicação vá cada vez, sempre mais longe e mais alto!
·     Agradeço a todos, que tornam possível materialmente este jornal, anunciando confiantes os seus trabalhos. Produtos.
·     Agradeço a Lino Vinhal. Zilda Monteiro. A todos sem excepção de quem não sei os nomes. Nem os rostos. Mesmo aqueles que limpam o chão das instalações deste jornal.
·     Um grande. Grande obrigada, aos Leitores que nos acolhem.
·     Antes e sempre, gratidão ao Deus Maior que vive me cada átomo do meu ser, maravilhoso, em mim. Ele me dá esta alegria e inspiração. Desejo, para partilhar com todos, o que sinto e transborda, a fim de ser capaz de os tornar todos mais completos. Coerentes e felizes.
ADEUS!
Gratidão!
Gratidão. Sempre! Mesmo quando eu partir e já não fizer partes dos humanos que cruzais em vossas vidas, no dia-a-dia.
Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência, da sua fé. George Sand

Lucinda Ferreira
Coimbra, 28 de Fevereiro 2018 

IMS DA NET

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

NORAS e SOGRAS: os seus segredos


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NORAS e SOGRAS: os seus segredos



“Existirá algo mais agradável do que ter alguém com quem falar de tudo como se estivéssemos falando connosco mesmos?” Marco Túlio Cicero
O

   



·      Nas guerras de alecrim e manjerona, tecidas de ciúmes disfarçados e até maldosos por vezes, há lugar para crueldades escusadas, entre noras e sogras.

·      Duas mulheres amam o mesmo homem. Isso nem sempre é pacífico, para mal de todos. Sobretudo o pobre do Filho e Marido, dividido, nem sabe como gerir aquele surdo ou declarado mal-estar, quando não é pior que isso, em guerra declarada.

·      Assim, lembrei me de uma história…
·       
·      Num destes casos bicudos, a Nora, sem respeito pelos mais velhos e gratidão pela mulher que lhe deu o seu companheiro, irritada com todos, depois de ter experimentado os métodos mais incríveis usados, dando a beber ao marido algumas mezinhas. Secreções íntimas, sem resultado, recorreu à bruxa, para a tirar do embaraço. Resolver a situação de uma vez por todas. e foi procurar uma bruxa...

·      Nora: - Não aguento mais, aquela velha maldita, que põe doida. Nunca mais morre! Estou farta. Já virei os meus filhos contra ela para a danar. Quando foi a minha casa, embora tenha sido ela que a ajudou a comprar, desta vez espantei-a para sempre.
·      Fiz barulho até as tantas, para que não pudesse descansar. Usei todas as estratégias para a assustar. Quero tratar mal o seu filho ate me apetecer. Não quero que ela descubra o que me apetece fazer… Quem manda sou eu . Não é ela. Mas o que eu quero mesmo, é matá-la! Pago o que for preciso!

·      Bruxa: - Não seja por isso. Vamos dar cabo da velha. – Respondeu prontamente, esfregando as mãos, pelo que ia receber, acalmando a Nora inflamada. Mazinha e frustradona.

·      Receitou o tradicional chá fatídico, para dar uma gotinha disfarçadamente, todos os dias, sem dar nas vistas. No entanto, havia duas condições para dar certo.

·      Bruxa:- Para não ser denunciada, nem levantar suspeitas, convém ser de uma extrema gentileza, pois de contrário, vão desconfiar que terá sido você, que vão matou a senhora sua Sogra…

·      Cobrou chorudos honorários pelo conselho, pois era uma bruxa conceituada. De renome.

·      A Nora lá foi toda contente, com a certeza que aquela maldita velha, sua Sogra, desta vez ia desta para melhor. Não haveria mais partilha. Quem mandava no marido, era ela. Sem ninguém que impedisse ou se apercebesse das suas frustrações, para mandar. Controlar e fazer o que muito bem lhe apetecesse, pois o marido era mansinho. Dele se ocupava ela, sem problema desde que a espertalhona Sogra a deixasse à solta.
·      ……………………………………………………………………………..
·      Sempre mansinha. De boas falas e maneiras. Educada e gentil, nunca se esquecia da gota de chá assassina, na comida da Sogra.

·      O tempo foi passando. A senhora sua Sogra, ao sentir se tão bem tratada, não cabia em si de feliz. Distinguia a Nora de todas as maneiras, cobrindo-a de atenções. Carinho. Prendas. Falando dela maravilhas para toda a gente. Esta Nora era uma verdadeira filha que ela muito amava.

·       O bom ambiente começou a reinar entre todos. A paz e o amor tornaram os netos mais educados e amorosos. Vivia-se uma nova era, naquela família. O marido passou a adorar a esposa, por ver o respeito e carinho, que dedicava à sua Mãe.

·      A Nora aflita e feliz, pelo ambiente maravilhoso criado pela Sogra, em grande parte, correu para a bruxa.

·      Nora :- Por favor, acuda me!
·      Será que posso acabar com o feitiço? O efeito do chá que venho dando à minha Sogra!?
·      Ela tornou-se para mim, uma Mãe dulcíssima. A Mãe que eu nunca tive. Não posso perdê-la. Sem ela não conseguiríamos agora viver.

·      Bruxa: - Vamos ver o que se pode fazer, minha Senhora.- Acrescentou pausadamente, a fim de fazer reflectir a Nora.

·      - Nora: - Por favor, dou-lhe tudo o que for preciso, para a salvar!

·      Bruxa:- Bom, na verdade, esse chá era inofensivo, mas teria que ser assim durante um tempo, para perceber, que não temos poder para mudar os outros, mas sim para mudarmos a nós mesmos!

·      E o segredo. O milagre é que ao mudarmos, os outros e o mundo, também mudam.

·      A Nora compensou a dobrar tudo, o que tinha pago inicialmente. Chorou de alegria e gratidão por poupar a mãe do seu Marido. Voltou para casa aliviada e contente.

·      A partir daí, foi a festa da vida para todas da Família. Ela passou a ajudar outros, sem dificuldade, com a força da convicção de quem vivendo tão feliz, necessitava contagiar os outros.

·      A alegria só é grande quando partilhada.
………………………………………………………………………
·      Esta BRUXINHA deu receita para todos e não se paga mais nada.
·      Experimentar não custa. Comece já hoje.

·      Lembre-se que a sua Sogra é a Mãe do seu Marido. È a Avó dos seus Filhos. O sangue dela está misturador com o seu, mesmo que você a trate mal, por ignorância. Amanhã, espere que lhe façam o mesmo a si… Cuidado!


Respeito, amizade, carinho, vontade de estar perto, saudades,pensar em ter um futuro junto aquela pessoa, e muitas outras coisas indescritiveis do coração.ISSO É O AMOR. anefre
·       
·       Coimbra, 27 de Fevereiro de 2018

·      Lucinda Ferreira



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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Desperte o Sagrado que há em si!


Desperte o Sagrado que há em si!

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A plenitude. A alegria de viver. A paz em seu coração é o fruto da autenticidade. Da entrega verdadeira ao seu plano de vida consciente e inteiro.

São atitudes que não se comparam com penachos fugazes. Importância passageira. Dinheiro em demasia, carregando arrogância. Orgulho e superioridade escusada. Uma vida de aparências que valoriza o ter e não o ser.


Filósofos. Físicos. Professores. Médicos. Mentes iluminadas, distintas em todo o mundo, apresentam a inteligência espiritual ligada ao ser e afirmam:
“a inteligência espiritual colectiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar o nosso quociente espiritual”.

Além disso, felizmente, homens da ciência, figuras notáveis na NASA,
Grandes conhecedores de informática e áreas notáveis de influência no mundo, como Gregg Braden e muitos outros, consideram que chegou o momento de demonstrar e concluir, sem dúvidas, que a Ciência passeia de braço dado, com a espiritualidade, numa ligação estreita, ao longo dos tempos, mas que agora emerge, corrigindo posturas arrogantes e indesejáveis.

Cientistas de várias partes do mundo, concluíram que todos temos um PONTO DE DEUS, no cérebro!
 (Quem quiser certificar-se busque nas revistas Newsweek e Fortune sobre este assunto…)

Esta área situa-se nos lobos temporais e faz-nos buscar um significado e valores para as nossas vidas, dizem.

Liga-se por isso, à experiência espiritual.

Sabemos que tudo que influencia inteligência, se liga ao cérebro, na sua rede neural.

Há um tipo de organização neural que tem a ver com o pensamento lógico. Racional.
A sua expressão mais ou menos desenvolvida determina o QI, mais alto ou mais pobrezinho, motivo de distinção entre os ditos mais e os menos inteligentes.

Percebeu-se que os indivíduos de inteligência intelectual notável, podiam não ser os mais bem sucedidos…Faltava-lhes emoção. A inteligência do coração.
“O pensamento associativo, afectado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo”, determinando o QE, apresentava excelentes resultados de sucesso.

Actualmente, o QS, a inteligência espiritual vem trazer uma nova luz. Uma visão que dá sentido à existência humana. Que amplia as suas capacidades. Que lhe dá uma força e um alcance fora dos limites habituais. O pensamento criativo revogador. Formulador de regras, que transformam a vida.

A inteligência espiritual não tem nada a ver com religião, mas integridade pessoal. Traz consigo a escolha de direccionar os nossos actos e acção, para um modelo de autenticidade responsável, contendo em si um fim maior, valorizando e dando sentido à existência humana, neste Planeta.

De momento, são tantos os desafios, como as oportunidades, para mudar com êxito, a vida pessoal. A vida da comunidade e do mundo.

Quem não desperta para esta mudança torna-se “gordo e estúpido”, danificam o mundo de todas as maneiras e por omissão, segundo dizem os estudiosos desta nova expressão da inteligência humana.

Ter alto quociente espiritual (QS) implica uma vida cheia de sentido, mais rica, assim como adequado senso de finalidade e direcção pessoal. 
O altruísmo e um ideal compassivo, assim como a alegria que lhes corresponde, brotam da existência de um QS perfeito.
Ele alarga horizontes. 
A criatividade aumenta.
Impulsiona quem a possui, levando a uma abordagem dos problemas que agora são resolvidos, segundo critérios de valores e orientação particulares.
As crenças e os valores éticos nascem deste nobre quociente espiritual que se liga à necessidade humana de ter um propósito para viver, sem cair num niilismo deprimente. Sem outra saída, que não seja um materialismo vazio. Feroz, sempre insatisfeito.

Os pioneiros e estudiosos destas matérias identificam dez qualidades comuns de pessoas, espiritualmente inteligentes:

·      “Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo.
·      São conduzidas por valores humanos. São idealistas e crêem na vida.
·      Têm capacidade de encarar desafios e utilizar a adversidade a seu favor.
·      São holísticas - têm a visão do todo integrado e percepção da unidade.
·      Celebram a adversidade como fonte de beleza e aprendizado”.
·      Têm independência de pensamento e comportamento
·      Perguntam sempre “por quê”e “para quê”. São agentes de transformações.
·      Têm capacidade de colocar as coisas e os temas num contexto mais amplo.
·      Têm espontaneidade de gestos e atitudes e são equilibrados emocionalmente.
·      São sensíveis, fraternos e compassivos.”

·      Espero ainda escrever sobre os princípios da inteligência espiritual. Entretanto, deixo-vos com este pensamento de Augusto Cury

   Coimbra, 1 de Fevereiro 2018 - Lucinda Ferreira
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A Ponte dos Amores

Textos e pretextos
A Ponte dos Amores
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A terra é insultada e oferece suas flores como resposta.”Rabindranath Tagore




Após ter terminado as minhas funções de Assistente Convidada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ia muitas vezes para o Canadá, onde me divertia imenso, entre outras coisas, fazendo Rádio e Televisão, por vezes.

Para além disso, quando a minha homónima, Lucinda Ferreira, em casa de quem morava, podia, íamos até à beira do Lago, com a família ou sós.

Junto dos Lagos, é o lazer. A distracção. O passeio agradável, para além da leitura relaxada. Toda a gente deitada na esteira, na relva, ouvindo música. Namora-se. Conversa-se.

Junto ao Lago, é um local cheio de água naturalmente, limpando emoções negativas. Enfeitado de flores variadas. Encontro nos bares animados, com música e agradável convívio.

Quando regressava, aquele espaço vinha dentro do meu coração. Faltava-me. Sentia-me asfixiada.

Tudo ali era harmonia. Sol e bem-estar. Aqui em Coimbra, na minha cidade, havia alguns jardins. Parques, mas só, não seria fiável ir até lá. Poderiam acontecer surpresas.

Descia a cortina da saudade. Da tristeza. Até novo encontro, sonhava com lagos. Extensos Parques abertos. Cobertos de florinhas rasteiras. Selvagens, enfeitando longas extensões. Sem árvores. Apenas um banco ao cimo do monte, onde se podia estar perfeitamente à vontade, fazendo o que apetecesse. Olhares sem fim eram fantasia. Silêncio. Conversa com alguém amigo. Podia-se voar sem limites.

Quando chegava a Coimbra, ansiava por voltar para “aquele Alentejo” canadiano. Acolhedor. Puro.

Brampton ainda lá está à minha espera, nas
Primaveras, cheias de pétalas de macieiras bravas, deixando cair sobre quem passa, delicadas odorosas flores, como se fôssemos eternas noivas, desfilando sob a música da passarada, que abunda por ali, sem perigo de morte. (Os animais, no Canadá, são respeitados e protegidos!)

Quando o Parque Verde da minha cidade se tornou realidade, agradeci em silêncio e publicamente, essa sétima maravilha de Coimbra, à beirinha do Mondego.

Hoje, quando me sinto encurralada, dentro de mim, vou até lá. Contemplo, não “as claras águas do Mondego”, mas profunda. Escura. Pachorrenta corrente, que parece nem se mexer…
Num destes domingos, na tarde quente, o Parque estava povoado pela gente daqui e arredores, já farta de frio e alguma chuva.

Ambicionado sol cálido, convite ao passeio, num recanto lindo da cidade, atraía ricos. Pobres. Idosos. Crianças. Casais jovens. Casais maduros. Namorados, lá num recanto mais escondido, manifestando a sua ternura em abraços e beijos. Estrangeiros. Visitantes. Desportistas. Negociantes. Pessoas friorentas. Outras acaloradas. Banhistas. Gente lendo, na relva. Outros conversando e às vezes até, gente praticando Ioga.

Como não há bancos, pois há muito tempo que a enxurrada os levou e nunca foram repostos, os muros à volta do bendito Parque, estavam todos ocupados!

Um friso humano, gostoso de ver, enquanto os cães animados se cheiravam ao cruzar novos amigos. Outros aproveitavam para estender os músculos e fazer umas corridinhas.

Entretanto, fui dar a minha voltinha, dando um allo às escuras águas do Rio, na Ponte pedonal.
Aí, saudei a grande deusa Natureza, que tanto amo. Depois, fui espreitando o mundo que me acolhia.

Na Ponte, quase à pinha, era giro descobrir, flashes de grande ternura. Encantamento. Enlevo. Doçura. Coisas que só a alma observa, de uma sedução sublime, que a Palavra não alcança.
·     “Selves” apaixonadas, de dois em um, trocando carícias, sem qualquer inibição perante os passantes, ainda que voyeurs alguns deles, eram comuns naquele sítio convidativo.
  • Donas encantadas, com o cãozinho Lulu enfeitado, passeando ligeiro, pela trela, ou mesmo ao colo, aconchegado no calor íntimo de um peito jovem, havia outros quadros de uma ternura comovente.
  • Um casal muito jovem, a mãe, uma menininha que podia ainda andar a saltar à corda, segurava contra o peito (não no frio carrinho, distante o filho do calor da mãe…), o seu bebé. O pai, um jovem não muito mais velho, que a sua esposa, companheira ou lá o que fosse, olhando os dois enlevados para aquela criança que dormia serena e confiante. Não pude deixar de lhes sorrir, juntando me à sua cumplicidade enternecedora e carinhosa, toda feita de surpresa. Admiração e encantamento.
  • Mais à frente, cruzava com um par enamorado. Alheio ao mundo dos passantes.

Deixá-los sonhar, enquanto podem.

  • Passava agora, um grupo de estudantes de leste, conversando animadamente.

  • Um fotógrafo curioso, retinha com sua máquina de lentes de grande alcance, a magia deste recanto ímpar. 

  • Lá pelo meio, andava no ar uma “cantata”, com sotaque brasileiro, dos muitos cidadãos que passavam descontraídos. Animados, como sempre. 

  • Uma senhora já com alguma idade. Produzida. Com sapatos de salto fino e bem altos, era quase levada ao colo por um rapaz bem mais novo, todo feliz com a sua conquista. Sabe-se lá com que intenções ou não… 

  • Os patos e as gaivotas gozavam a liberdade de existirem, esperando umas migalhitas dos humanos.

Os bares, à beira rio, que as cheias silenciaram, foram substituídos por um carro ambulante, fornecendo bebidas, comida, sem ter mãos a medir, aproveitando a não concorrência.

E eu, na Ponte dos Amores, parada, olhava o imenso do céu muito azul, como um manto protector, enfeitado com farrapinhos de tule brancos…

Lá no alto, a velha torre da Universidade, vigilante e atenta, guardando a cidade brilhante, do perigo da ignorância, que é uma das coisas mais tristes que existe.

O sol escondia-se lentamente. Povoado de sombras o verde que já desponta, recolhia-se na noite. Silhuetas da Natureza desenhavam-se no espelho Mondego!

Eu despedia me com gratidão, daqueles momentos calmos, que vivi e não voltam mais…

“Se soubesse que o mundo se acabaria amanhã, eu ainda hoje plantaria uma árvore.”
Martín Luther
“Um pássaro voando é um pássaro livre. Não serve para nada. Impossível manipulá-lo, usá-lo, controlá-lo. E esse é, precisamente, o seu segredo: a inutilidade. Ele está além das maquinações do homem.”Rubem Alves, escritor - no livro Um mundo num grão de areia
















Coimbra, 29 de Janeiro de 2018