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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

"Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma"…

TEXTOS E PRETEXTOS






"Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma"…

Grande verdade esta afirmação, aplicável em todos os campos, a começar pela nossa vida nas suas diferentes facetas.
Contudo, estar muito adiantado no tempo, é perigoso!

Por estas e por outras (…), há 219 anos, alguém foi guilhotinado com 50 anos de idade, embora por toda a transformação que causou na ciência, tivesse sido chamado de o"pai da química moderna".

Exactamente Antoine Laurent Lavoisier, nascido em 26 de Agosto de 1743, em Paris, filho de um próspero advogado. Ao contrário do que se esperava, passou a vida, contrariando o pensamento vindo da Antiguidade e fundamentando as suas experiências, que infelizmente não convenceram o seu executor.
Cientistas de toda a Europa enviaram uma petição para que Lavoisier fosse poupado, mas o presidente do tribunal, Jean-Baptiste Coffinhal, recusou e proferiu uma frase que ficou marcada nos livros de história: "A França não precisa de cientistas."Em 8 de Maio de 1794, aos 50 anos, Lavoisier foi condenado por traição e perdeu a cabeça na guilhotina. Seu corpo foi jogado em uma vala comum.

Esta introdução serve para dizer que talvez a originalidade deste meu texto não seja tão evidente assim, mas pela pertinência do seu alcance, arrisco e aí vai.

Só pela reflexão, crescemos interiormente!

E como as férias normalmente são em no mês de Agosto (… para quem tem a sorte de trabalhar, pois há muito boa gente que não tem trabalho e está sempre de férias), fica para o irem lendo e relendo este texto, se assim entenderem por bem...

Foi algo que descobri e que partilho convosco.

Há muita boa gente que, embora adultos, ainda morre de medo por tudo e por nada. Quando eram crianças não foram poupadas aos maiores sustos e ameaças. “Olha que se não comes tudo, o velho do saco, leva-te!”, Os guardas e os polícias vão te levar, se não fazes isto ou aquilo”. “Quando passarem os ciganos, eles levam te com eles para muito longe”. “Se tornas a dizer isso, ponho-te pimenta na língua”. E punham mesmo ou então como lhes diziam “Levas um enxerto de porrada” que as crianças até se urinavam todas, como acontecia ao Tojó, na minha escola primária, quando o "sarrafo" vermelho trabalhava demais, por ali à volta. As crianças eram “amorosamente” rotulados de “burros”, “estúpidos” …”Nunca hás-de ser nada na vida”. E não eram mesmo. Ficavam marcados até ao caixão…

Daí, que ainda hoje, inconscientemente, haja reacções de medo perante certas circunstâncias da vida.

Veja com alguém deu a “volta ao texto” e saiu em beleza, transformando as areias em pérolas. Talvez valha a pena reflectir. Experimentar.

Será que algo do que vem a seguir, tem a ver consigo?

·       Eu tinha medo de ficar só…Até que aprendi que a única pessoa que estará comigo em todos os momentos da minha vida, sou eu mesma”.
Na realidade, nascemos sozinhos. Morremos sozinhos. Não há cunhas. Nem arranjos. Nem fantasias. Nem vigarice alguma a que os espertos possam recorrer. A igualdade é total na condição humana. Ninguém escapa. Ricos. Pobres. Lindos. Feios. Bons. Maus. Mulheres. Homens. Jovens. Idosos. Todos!
·       Temia mudançasAté que percebi que as mudanças pelas quais tem que passar uma bela borboleta, antes de poder voar”.
Foi aquela lagarta feia, como uma minhoca, que permitiu que surgisse o belo insecto de asas coloridas que voa no céu imenso, espalhando beleza e encanto. (“A borboleta é considerada o símbolo da transformação. Entre outros, simboliza felicidade, beleza, inconstância, efemeridade da natureza. (…) Os estágios desse insecto (lagarta, crisálida e borboleta) significam respectivamente vida, morte).
·       Temia a escuridãoAté que aprendi e entendi, a importância de uma pequena estrela.”
Por vezes sonhamos. Aspiramos, Esperamos toda a vida por algo grandioso que nunca chegou, nem vai chegar! Foi isso que impediu de ver pequenas grandes coisas, super valiosas que desprezámos. Portanto na escuridão da caminhada, o brilho de uma “pequena estrela” é precioso. Pode anular o medo do “escuro” da vida. É preciso descobrir. Estar atento à sua “estrela”…
·       Temia ser ferido nos meus sentimentosAté que aprendi que ninguém me feria sem minha permissão.”
Aí está. A baixa auto estima. A dependência emocional dos outros. O querer agradar para ser aceite, por insegurança. O estar fora do seu eixo, descentrado. O estar virado para fora, em vez de saber que é dentro de si, que estão todas as soluções. A falta de investimento no auto conhecimento e outras atitudes referidas em artigos meus anteriores, explicam receios infundados, a banir com urgência.
·       Temia ficar velhoAté que compreendi que posso ganhar sabedoria em cada dia.”
Apesar de estarmos numa época cruel para os “maiores” (em espanhol, designação para idosos), todos beneficiam, ainda que não o queiram reconhecer, dessa Sabedoria feita de experiência, Sofrimento, para além dos saberes. Sabedoria, diferente de conhecimentos, é privilégio de quem já viveu muitos sois. É só ler a frase em epígrafe, de Lavoisier...
·       Temia o ridículoAté que aprendi a rir de mim mesmo.
Com uma educação rígida. Conceitos mal formulados que inculcam medo. Culpa. Ansiedade. Preocupação. Excesso de perfeccionismo, tornam a vida um inferno para nós sobretudo, e para os outros. Cultivar o humor. A graça. A leveza. Fazer um pequeno esforço para não levar muito a sério todas as coisas, é preciso. Não falo em irresponsabilidade nem inconsciência, bem entendido.
·       Temia as perdas e a morteAté que percebi que as perdas não representam o fim, mas o início de um novo ciclo.”
Em crianças, os mais velhos, nas aldeias, recordam certamente como o episódio da morte era valorizado. Muito temido. Sabemos muito pouco de tudo o que é mais importante. O mistério assusta cada um de nós. Há muitas teorias sobre esta passagem, mas só quando a experienciarmos, poderemos saber como é. No entanto, como todos sem excepção, a qualquer momento, podemos ser chamados, a garantia maior é semear o bem e estar em paz com Deus. Consigo mesmo. Com os outros, se possível e aguardar tranquilos com serenidade. O contrário de que adianta?
·       "Temia ficar sóAté que aprendi a gostar de mim mesmo."
Pode-se estar só na multidão. Estar só, acompanhado é muito vulgar. E pode-se ser muito feliz, estando sozinho, se gostarmos da nossa companhia. Contava-se que havia alguém que olhava para o espelho e dizia:” E olha que tu também me saíste uma boa rês”.Assim não dá. Não é egoísmo nem narcisismo, mas procurar conhecer-se melhor. Ter consigo mesmo um caso de amor, em que o respeito e a criança interior são tidos em conta, é necessário. Quem não se ama, nunca pode amar outro.
·       Temia fracassarAté que perceber que o único fracasso é desistir”.
Quando não conseguimos alcançar os objectivos, percebemos mais tarde que isso não era o melhor. A lição, essa guarda-se. Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. O que não mata, fortalece! Pode-se ter um belo navio, mas não saber para onde ir, não leva a viagem alguma…
·       Temia o que as pessoas poderiam pensar de mim… Até que percebi que o que conta realmente, é o que eu penso de mim mesmo com consciência. Lucidez e humildade”.
As pessoas julgam com aquilo que são. Desconhecem o essencial que só o próprio conhece. Gostos não se discutem e ainda há as afinidades inexplicáveis. Cada cabeça cada sentença e isenção no julgamento é rara. Há muitos factores que influenciam esse acto, tingido de invejas. Preconceitos. Competição. É verdade que há pessoas que se crêem santas e as maiores; e outros que são carrascos para si próprios. Tudo isto são desvios a ter em conta.
·       Temia ser rejeitado…Até que descobri que devia ter fé em mim, pois sou o meu melhor companheiro”.
Aquele que nunca me abandona, sou eu mesmo. Se eu não me acusar a mim mesmo, que mais temerei. Tenho que ser fiel ao meu ideal? Isso sim!
·       Temia a dor...Até que percebi que o sofrimento só me ajuda a crescer e afasta de mim a arrogância”.
Custa? Sim sem dúvida. Mas quem é que não tem contrariedades? Dor? Seja ela de que natureza for? É por isso que a eutanásia não tem qualquer cabimento.
·       Temia a verdade… Até que descobri que a verdade é um espelho quebrado em mil pedacinhos. Ninguém é dono da verdade, pois não tem mais do que um caco dela.”


Olhe, houve Alguém muito especial, Esse sim, que disse: “Eu sou a verdade e a vida”E está tudo dito!
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Lucinda Ferreira
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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Saúde, sim ou não? Eis a questão.


TEXTOS E PRETEXTOS





Saúde, sim ou não? Eis a questão?




Apesar da vida humana não ter preço, agimos sempre como se certas coisas superassem o valor da vida humana. Antoine de Saint-Exupéry





Há mais de 2000 anos, que fomos avisados, que tudo o que for feito escondido, um dia virá à luz do dia e todos verão o que fora camuflado!

Felizmente os tempos são de mudança!

Muitas coisas tidas em segredo, hoje são do domínio público e é bom que assim seja.

Lobos com pele de cordeiro despem as vestes na rua.

As máscaras caem. Os autoritarismos saem caros por vezes…

Se é verdade que quem não tiver pecado que atire a primeira pedra, há campos em que cada falcatrua pode valer a vida de um inocente. Aqui, pelo menos, as pessoas  têm que estar alertadas…

Já várias vezes abordei ao de leve, este assunto. Quem lê os meus artigos com atenção, deve estar recordado. O livro que estou a terminar também aborda esta problemática…

Este tema mexe comigo, porque já sofri e sofro as consequências para o resto da minha vida, de equívocos ligados à minha saúde, que me obrigam a tomar medicação, até ao resto dos meus dias, naturalmente com efeitos secundários (...).

O texto que me chegou às mãos, aborda algo que é gravíssimo.

O título do texto chamou-me a atenção: “Prémio Nobel da Medicina faz uma denúncia alarmante! Todos devemos conhecer!

1.       Pela credibilidade de Richard J. Roberts, MÉDICO!!!! Distinguido pelo Prémio Nobel!!!!
2.      Pelo facto deste assunto dizer respeito a TODOS sem excepção!
3.      Por se tratar da coisa mais sagrada da nossa vida: a SAÚDE!!!
4.      O sumário do artigo diz”Richard J. Robert denuncia a forma como funcionam as grandes farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à Saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto à cronicidade.”

Depois deste sumário acho que não será preciso dizer mais nada! Apenas investigar por si mesmo. Procurar o desenvolvimento da notícia…

Se pesquisar no Google, com este título supra citado, descobre todo o desenvolvimento da noticia, com pontos fundamentais que arrepia o mais insensível…

Para quem não tem acesso ao Google e não lida ainda com estas novas tecnologias, transcrevo alguns pontos importantes…
“…empresas farmacêuticas, USA, gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamento a médicos que promovem os seus medicamentos (…)Richard J.Roberts diz que os medicamentos que curam não são rentáveis(????!!!!) e, portanto não são desenvolvidos(…) Em troca desenvolvem medicamentos codificadores que sejam consumidos de forma serializada”!!!!! (...)”alguns medicamentos que podiam curar uma doença, não sejam investigados” (…)…até que ponto é válido e ético que a industria da Saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista que chega a assemelhar-se ao da máfia”.( …)…o que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas”…

·        Aqui é que reside a grande questão que tem que ser ultrapassada! …

” falar sobre a nossa Saúde e as nossa vidas e s dos nosso filhos e as de milhões de seres humanos..”…”investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença…”mas não puderam avançar porque não era rentável e o negócio ia-se abaixo…

·        E o mais grave…
“pararam de investigar porque as industrias farmacêuticas não estão interessadas em curar as pessoas, mas em sacar-lhes o dinheiro e, por isso, a investigação de repente, é desviada para a investigação de medicamentos que não curam tonalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir melhoria que desaparece  quando se deixa de tomar a medicação”
·        E eu acrescentava: Por que razão, aqui na Europa, compramos um suplemento comprovadamente eficaz e nunca no –lo deixam chegar as nossas mãos? Podemos ficar curados, será isso?!...E inventam-se historias estranhas, dizendo que é para defesa do consumidor…

·        Será mesmo isto a verdade?

Já não sei nada…Mas sinto me muito triste, com todas estas realidades, já que “ O verdadeiro valor da vida, é dar valor a própria vida”HC.

Talvez Valdeci Alves Nogueira tenha razão, para desgraça de todos nós, quando diz: O homem pode se tornar o seu próprio abismo quando, por opção, renuncia aos valores humanos e morais: e, em consequência, de tudo o que ele se apodera, transforma em destruição. 




 C.ª 14.7.16
Lucinda Ferreira
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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Ser leproso ou mágico?




Ser leproso ou mágico?



Preciso despir-me do que aprendi. Desencaixotar minhas emoções verdadeiras. Desembrulhar-me e ser eu! Uma aprendizagem de desaprendizagem... Alberto Caeiro


Tudo o que existe tem como função única, reprogramar o Universo!
Como é que isso tem a ver comigo? Com a minha responsabilidade maior, ao estar vivo?
É o que vamos ver…
·        As emoções novas são algo exclusivo, que nos farão mudar radicalmente a nossa vida! Toda felicidade é construída por emoções secretas”M.M.
E como é que isso acontece?
·        É através de emoções novas que reprogramamos o nosso cérebro!
·        É o cérebro que reprograma as células…
·        Por sua vez, as células reprogramam os nossos órgãos.
·        Os órgãos reprogramam o nosso corpo.
·        E daqui se parte para reprogramarmos a nossa vida!
·        Por sua vez, influencia a vida de quem está perto de nós…
·        Daí, se estende à CIDADE. Aos locais que atravessamos.
·        E é assim que se reprograma o aspecto energético do Mundo!
Anthony Robbins também diz: Assuma o controle das suas emoções mais consistentes e comece consciente e deliberadamente a remodelar a sua experiência diária de vida”.

* Como leprosos ou mágicos, conforme a nossa evolução e escolha, carregamos em nós a escuridão ou a luz que depois espalhamos ao nosso redor, até ao infinito!

* Além disso, já reparou como se constrói a doença? A saúde? A cura? O milagre?

Vamos então ver como podemos mudar a nossa vida. Os outros. O Universo.

·        Fora do nosso interior, os incentivos energéticos são passageiros, por mais que se faça ou possua. Ter um belíssimo carro. Uma casa fantástica num lugar de eleição. Viagens de sonho ao fim do mundo. Sair-lhe o totoloto e ter muito dinheiro. Sei lá, tudo o que possuir ou fizer exterior ao ser interior que se é realmente, funciona como um balão de oxigénio. De sol de pouca dura que deixa sempre um sabor a pouco. Às vezes é tão pouco, que tendo tudo, a pessoa desiste de viver. E parece que o suicídio aumenta nos países mais ricos…
E por que razão?
·        Vive-se uma nova experiência emocional, é certo.
Mas…
·        O sistema energético ao percepcionar que vem aí, de fora,  a mudança
·        O ser começa a sentir-se inseguro. Ter medo. Ansiedade. Fica preocupado.
Rapidamente retoma. Exige a velha energia. E… volta tudo ao princípio. Ao registo antigo.
É o sistema de crenças que activa o sistema de defesa, no seu mais alto grau!

·        Compreende-se agora, como é que a frequência vibratória não se eleva, através de algo vindo de fora, ao temer-se a perda!

Vamos imaginar agora que tudo se passa  dentro s de nós. Lentamente o ser vai descobrindo, como dentro de si mesmo, tem tudo o que precisa para ser!

Vai conquistando novas realizações.
 Façanhas entusiasmantes. 
Vão-se desenvolvendo as potencialidades que emergem por existirem desde sempre em nós. 
Vai-se percebendo qual é o nosso papel na Obra da Criação.
Conhecer a nossa missão é a maior fonte de alegria que ninguém nos pode roubar! Que não se troca por ilusões, nem riqueza alguma pode pagar.
 Ao apostar no auto-conhecimento. Descobrir o júbilo nascido nas coisas simples. Grandes aventuras e descobertas vêm até nós, nas maravilhas contempladas no silêncio e no estudo.

·        Aí se alcança uma nova síntese. Uma nova forma de ver as coisas.
·        Depois acreditamos nessa recente forma de encarar a vida.
·        Incorpora-se essa outra força de ser e estar, no nosso sistema energético e no sistema de raciocínio. Processa-se o encadeamento, atrás já apontado.
·        Começa-se a vibrar nessa nova frequência.
·        Reprograma-se o Universo!

…E como tudo que vive .Tudo o que existe, tem como função única reprogramar o Universo, alcançamos a harmonia. A paz. A felicidade!

Estamos onde temos que estar, de acordo com a nossa essência. 
Cada um de nós é irrepetível. Sem clonagem possível, pois sabemos que o Criador nos ama com um amor eterno e perfeito. Isso amplia as nossas certezas. A nossa segurança!

Então não perca mais tempo. Lute para ser quem é!


…Um mágico que semeia a luz. A paz e amor, com as suas palavras. Gestos e pensamentos. 

·        Cultive as  tais emoções novas, tecidas e descobertas dentro de si, onde grandes tesouros o aguardam desde sempre, para desabrochar!

Coimbra, 16.6.16

Lucinda Ferreira

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Quem quer ser feliz?

   Quem quer ser feliz?


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Quem quer ser feliz?




Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade. Georges Bernanos



·        Das minhas leituras. Pesquisas e da minha experiência de caminhada, surgiu esta reflexão.
·        Como estamos num tempo de mudança, aquele que tiver mais , seja o que for , deve partilhar com o outro, porque somos um todo.

·        Quando passo o meu testemunho, fico livre da responsabilidade de partilha. Passo a bola ao leitor. Depois de ter lido o texto,  o leitor não será o mesma pessoa, nem que não se aperceba disso. Fará com a informação o que quiser…
·        Pode simplesmente não ligar. Pode ler mais do que uma vez ou pode levar a sério e fazer algo por si próprio. Pela sua felicidade!

 ´   É como diz a Palavra de Deus: a Palavra pode cair entre espinhos. Entre pedras ou cair em bom terreno e dar muitos frutos! Isso é da responsabilidade de quem se apodera da mensagem.

O que tenho para lhe dizer, é que há atitudes e crenças, que temos que mandar embora, se queremos ser felizes. Evoluir!

 Pode até querer mudar. Acreditar nessa possibilidade, mas se continuar com os mesmos padrões de comportamento. Crenças, não tem condições para avançar!

"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade".

Vale a pena lutra para ser feliz!
A mesmice já conhece. Algo novo poderá trazer grandes surpresas, para seu bem! "!Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho". Thich Nhat Hanh

·        O modo como nos interpretamos a nós mesmos e à realidade circundante, vai determinar a vida que estamos a viver agora, e o nosso futuro imediato.
Por exemplo, se tem uma baixa auto-estima. Se pensa que não se tem qualquer valor, os pensamentos nascerão nesta linha, até mesmo inconscientemente. Isto irá condicionar o ser e o estar. “Um dos princípios mais poderosos na dinâmica da realidade é o princípio quântico do observador”.
·        Conclui-se então, que não basta querer mudar, nem acreditar que é possível construir outra realidade, se não abandonar algumas crenças e atitudes, com urgência.

E quais serão algumas delas?
1-      Tem que deixar de buscar aprovação constante dos outros para se sentir confortável.
Esta limitação impede-o de ser quem você é, com as suas potencialidades desabrochando. Tente conhecer-se melhor. Vire-se para dentro de si mesmo. Supere essa necessidade doentia de agradar. José Ortega y Gasset “costumava dizer: “Yo soy yo y mi circunstancia, y si no la salvo a ella no me salvo yo.” (Eu sou eu e as minhas circunstâncias …). Mais nada! O fluxo livre da espontaneidade não tem espaço para se manifestar e isso é a sua maior riqueza! È a sua individualidade, com os seus dons e qualidades. A essência de cada um nunca se repete noutra criatura.
Ao libertar-se dos outros, descobrirá o poder de ser você, o que é verdadeiramente salvador!

2  -Sentir-se sempre a vítima de serviço, é castrador e terrível!
Os outros são sempre os culpados da sua infelicidade. A sua espada está sempre apontada para os outros. Acha-se um pobre infeliz. Um coitado, sujeito às investidas. Não se conhece. Não se conhece para o bem. Nem para o mal a corrigir. Sente que é muito bonzinho. Não merece o que lhe fazem… Nada assume. Olha para os outros, em vez de se preocupar com a sua evolução. É uma pobre vítima que assim se julga.
Esta é uma das crenças mais limitantes! Demitir-se do seu próprio poder. A vítima nunca assume nada. Acredita que não tem poder. Será, porque isso dá trabalho? Exige atenção? Esforço para viver e ter personalidade? Assumir quem é com responsabilidade?
O mundo só existe para si, porque o leitor está presente. Cada um de nós é o observador do Universo.
Só quando assumimos a responsabilidade pela realidade (colhemos o que semeamos),  temos o poder de a mudar! Já sabe o que tem a fazer…

3  -      É necessário abandonar a crença arreigada de que a vida é uma luta!
É algo cultural e familiar, que nos foi transmitido a muitos, e que é necessário mudar.
É erróneo ter que lutar sempre. Será que a vida é um campo de batalha, cheia de competição? Inveja? Preocupação constante? Ansiedades?
Se não muda e se torna colaborador. Atento. Organizado. Equilibrado, o que lhe acontece vai acabar por justificar a sua interpretação do mundo. Entra num círculo e nunca sai do mesmo. É essa a sua aspiração?

4- Deixar de querer ser o que os outros esperam que seja
Era o que mais faltava, ser um autómato. Um fantoche que é apenas afinal o que os outros querem que seja. Vive como uma marioneta. Enfraquece. Perde-se a sua própria luz. É esse o seu objectivo?
É normal entrar em depressão, porque deixa de ser quem é, sem saber para onde deve e tem que ir. Para onde a vida , com seus dons particulares, o espera, nunca lá chegará!
Ninguém existe para suprir as expectativas dos outros.
Existimos para fazer da vida uma permanente descoberta apaixonante e cheia de emoção! Nascemos para revelarmos o nosso potencial particular, ao mundo! Será que isso não o encherá de alegria?

5- Deixe a dependência emocional, se quer mudar a agulha da sua vida. Ser feliz
A “muleta”só pode ser usada excepcionalmente, num período curtíssimo, em caso de extrema necessidade.
Depender é estar à mercê emocional de outra pessoa. “Ai o meu médico diz…Ele é que sabe…Ai é? E não quer saber nada do que passa no seu ser? Gosta dessa dependência? E não é do só do médico que depende. É da maioria dos outros que espera o aval emocional. Já reparou que vive sob a ameaça, o medo permanente de perder esse ganho emocional? Gosta de ser prisioneiro? Se nascemos livres, como é que somos nós, a arranjar grilhões para nos aprisionar?
A vida para acontecer em todo o seu esplendor, precisa de liberdade criativa! De que é que está à espera?

6 - Para finalizar, não tem que se levar a vida tão a sério…
Não é dizer que seja irresponsável, mas levar a vida com mais leveza. Todos os dias que acorda, agradecer o milagre de estar vivo. Encher-se de alegria e contar tudo o que a vida sempre lhe oferece. Nem que seja o facto de poder respirar. Se não tem tudo o que ama, ame tudo o que tem! A vida breve é uma ponte entre depois mundos. De uma beleza e fragilidade incríveis! Há que desfrutar da existência, enquanto podemos, apreciando as coisas simples. De repente, já não estamos neste plano. O apego exagerado só estraga a possibilidade de ser feliz…
Nascemos sem nada e partiremos sem nada. Isto não é só para os outros. Páre para pensar bem: isto é par mim e para si!

E pronto. Se gostou, ainda bem. Faça alguma coisa por si e seja feliz!

Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho. Thich Nhat Hanh
Lucinda Ferreira
Coimbra, 10 de Junho de 2016

 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Adivinhe quem sou eu…

Adivinhe quem sou eu…



Textos e pretextos
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Não será preferível corrigir, recuperar, e educar um ser humano que cortar-lhe a cabeça?Fiódor Dostoiévski




Vivemos com ele ao longo da nossa vida. Não o conhecemos, nas suas aspirações mais íntimas. Não lhe prestarmos a atenção que ele merece e exige, embora nada peça…
Não conversamos com ele. Não o mimamos. Não o poupamos. Não o escutamos quando silenciosamente ele chora. Espera que despertemos!

Ainda mais...Por vezes, violentamo-lo. Obrigamo-lo a fazer coisas que ele não pode. Abusamos dele. Há quem se vanglorie e até goste de se gabar, como sinal de valentia, sobre as vezes, que permitiu deferir-lhe os maiores golpes!
Obriga-o a fazer esforços super violentos. Superiores ao que ele pode. Sem disciplina nem atenção, não repara que ele não foi programado para isso. Somos prepotentes. Quando ele não responde, ficamos aborrecidos. Insistimos. Damos-lhe até uma droga. Um café para não dormir(…)!Não paramos as lamentações e ainda lhe fazemos mais mal. Convencidos que estamos a travar a sua impotência, contratamos alguém para o retalhar…

Vivemos com ele tantos anos e não o conhecemos!

Muitas vezes partimos para outro plano e nunca parámos para o escutar. Dar -lhe atenção. Cuidá-lo como ele precisa, respeitando-o no seu todo.

Ele é amoroso. Colaborante. Inteligente. Cada parcela mínima que o compõe tem memória. Tem inteligência. Ele espia. Conhece os nossos sentimentos íntimos. Intenções. Pensamentos. Gestos e acções. Regista tudo! Isso exerce sobre ele, tal influência que o torna saudável ou doente, conforme a qualidade dos golpes diferidos que podemos e devemos guiar. Escolher, na sua mais alta vibração, em cada segundo da existência. Quando temos consciência do seu mecanismo e o respeitamos, ele se regenera e nos dá muitas e muitas alegrias até ao fim…

Ele precisa de tudo que vem da terra, sem ser processado. Gosta do que provém de animais que têm penas e escamas. O resto dispensa e sente-se mal com isso. Tolera um pouco, mas se insistirmos, revolta-se e grita. A dor é a sua voz. O seu aviso precioso! Diz-nos que estamos no caminho errado. Fora do nosso eixo. Descentrados.

Ele é frugal. Comedido. Faz parte de um todo harmónico. È o templo do Espírito! Os exageros são mal aceites. Tal como, servirem-se dele, como de um escravo, só para fazer figura. Alimentar a vaidade e outras atitudes ainda mais escondidas (…). Ele exige consideração. Ser guiado com respeito e conhecimento do que é, na sua essência. Só assim oferecerá o seu máximo rendimento.
Contenta-se com pouco, embora preze a variedade. Não precisa de muito para ser feliz!

De manhã, gosta de uns copos de água e ficar uns trinta minutos sem mais nada. Depois, nunca lhe dê leite, senão de cabra e excepcionalmente. Insista nos legumes e frutas. Peixe, não do lago, criado com farinhas inquinadas ou menos saudáveis. Prefira o peixinho do mar, com escamas. Aquele peixe que anda no meio das águas. No fundo do mar, já sabe que existem metais pesados…A carne, bem a carne só de aves, mas se puder passar sem ela, tem muitas outras proteínas de natureza vegetal. È só pesquisar. As carnes vermelhas, nem pensar! Muito menos enchidos e outros alimentos processados.

Sofre imenso quando se metem na cocacola e nos refrigerantes, sobretudo quando nem se pode defender, enquanto criança! È uma violência o que se vê. Avós, a altas horas da noite, no “fast food”, porque é lindo e os meninos gostam dos fritos. Das gorduras (depois ficam doentes. muito obesos …).Para cúmulo, no final dão-lhes gelados. Doces., depois de terem ingerido as “gorduraças”…Uma miséria.

E admiram-se que a população esteja cada vez mais doente. Não se respira ar puro. Em vez de um passeio na natureza, vai tudo para o Shopping, inebriados pela loucura das compras…
Sem regras, nem controle, sobrecarregam se de gorduras. Álcool. Doces. Sal. Medicamentos cheios de efeitos secundários.. E pensam que com isso ,está tudo muito bem. Muito feliz.

Mas o que nos quer ele dizer?

- Nunca conversam comigo. Nunca me perguntam se havia alternativas. Se me tivessem respeitado com equilíbrio, nunca chegaria a extremos de que nem ouso falar. Sabeis muito bem no fundo de vós mesmos, o que me dói. Esquecem-se que funcionamos como um todo. Tanto nas pessoas que somos, como no conjunto em que nos integramos, o Planeta!
Cada vez que somos desequilibrados. Ambiciosos. Rancorosos. Gostamos de estar doentes, para chamar a atenção. Não buscamos o conhecimento para evoluirmos. Não nos implicarmos no nosso crescimento interior, também com consequências exteriores. universais, prejudicamos o Universo todo!

Gostam de dar nas vistas. Ser belicosos. Poderosos. Ricos e não percebem que há coisas que nunca perecem. Que somatizam tudo em mim e que seriam muito mais felizes se entrassem nos eixos.
Parece que será uma questão de inteligência ser equilibrado? Será?

Ponham os olhos nos animais …Não comem mais do que o necessário. Não se auto agridem com gula. Descansam o necessário, todos os dias. São pacíficos. Equilibrados. Mesmo que os tratem mal, ( veja o seu cão), logo de seguida, vêm ter com o dono e cobrem-no de carícias . Não são rancorosos. Nem vingativos. E muito mais…

- Pois é. O seu CORPO gosta que seja alinhado. Equilibrado. Comedido. Seguro sem vai-dades exageradas. Quando você adoece, significa que está desalinhado. Fora do seu eixo. Portanto seja saudável!
Trate bem o seu corpo, sendo responsável. Guiando o barco que é a sua vida, que será o que você fizer dela.

Não culpe nunca Deus do que acontece. Ele no seu infinito amor, fez-nos livres. A sua vida é o que você fizer dela. Colherá sempre o que semear, nunca se esqueça. Não se desculpe nunca com os outros. É o único responsável pela sua vida, haja o que houver à sua volta. Nasceu só e morrerá só. Não levará nada consigo, senão aquilo que der…Já viu a contradição?

Pense nisso. Cuide dos seus pensamentos. Sentimentos. Emoções. Corpo, respeitando-o, se não quer mesmo adoecer..

E depois ainda diz…”Ai o meu médico disse isto e aquilo…e até pode dizer: “ Só vai ter uma semana de vida… E você sente-se muito infeliz. Acredita nessa crueldade…

Veja lá, faça dos seus dias o melhor, se é isso mesmo que deseja…

Cuide-se…Se não conversar todos os dias com o seu corpo, ninguém mais o poderá fazer.
Acrescento eu agora: depois de lhe ter dito tudo isto, a sua responsabilidade aumenta…
Se temos a possibilidade de tornar mais feliz e mais sereno um ser humano, devemos fazê-lo sempre. Hermann Hesse



 Coimbra, 2 e Junho 2016 ......Lucinda Ferreira