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sábado, 22 de março de 2014

VIDAS - CRISÁLIDA

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VIDAS ( CRISÁLIDA)


Sonhei demais

Distraída

Perdi tempo precioso

Vida

 Agora em revisão.

Quem sou eu?

Verdade ou ilusão?

Sentada à beira da vida

Insatisfeita

Ao vê-la passar nua. Descalça

Confusa. Triste. Perdida

Acordei!

Não mais fantasia

Abuso dos outros por minha fraqueza

Quero verdade em meus dias

Paz. Harmonia.

Infinita beleza

Quem assim não sente, pode partir

Quem fica

Ressuscita comigo sem nada fingir

Sentir. Sentir. Sentir.

Em plenitude

Pureza da juventude

Honras. Poder. Vaidade

Já nada me diz

Veredas do meu interior...

Jamais descoberto.

Vem ao meu encontro renovado

Criatividade. Novos mundos. Amor

Iluminada…

Fazem de mim nova criatura

Gente!

Liberta. Compassiva. Alada

Alegre. Grata. Segura.

Diferente.

Coimbra, 22.3.14

Lucinda ferreira

NOTA:
Este texto vale mais como testemunho-reflexão, do que sob o ponto de vista do género Poesía.
.Tal como a águia que tem que mudar de unhas e de bico,om algum sofrimento, ao fim de 40 anos, para sobreviver  ou ainda como a crisálida que se transforma numa linda borboleta, assim os humanos ttêm que em certo momentos das suas vidas, repensar todo o percurso e fazer as mudanças necesarias para abertura das suas consciências., no caminho de transformaçao interior.

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Don Juan

  Don Juan  



Finges que amas!

Incapacidade de amar?

Ou simplesmente te dão gozo as palavras

Para com elas brincar?

Coimbra,22.3.14

Lucinda ferreira

terça-feira, 18 de março de 2014

DANÇA

   DANÇA



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Naquele tango

Arrebatado. Sensual

O corpo deixou de ser meu

Voava.

Envolto. Apertado

Passos entrelaçados nos teus

 Num jeito impetuoso. Natural

Malhas de fogo. Ardor.

Requebro de braços

Malabarismo de compassos

Extremo fulgor!

Laços de um momento especial

Em que tudo acontece

Se conjuga

Vibrante movimento de um voo

Inigualável de falcão!

A noite é um espaço fechado

Acrobático.

 Harmonioso exercício de sensibilidade

 Gestos diluídos. Torcidos

Cadência inebriante. Fusão!

E se a vida é saudade

Dádiva. Alegria. Amor

Ela é ainda imaginação

De um tempo não vivido

Sonhado. Construído. Sobre as cinzas

Tango. Dança.

Antiga e ancestral  paixão!

c.ª18. 3.14.....Lucinda Ferreira
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segunda-feira, 17 de março de 2014

Cilada

CILADA

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Olhos verdes de água… Cascata em flor

Transparentes. Fundos

Promessas

Deslumbramento!

Espelho de mil cores

Fascínio…Mundos…

Num momento

Me afoguei

Partiste.

Eu fiquei…

Presente. Passado. Devir.

Único instante...Toda a minha vida.

Sem mais poder sair.
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c.ª17.3.14..... lucinda ferreira

domingo, 16 de março de 2014

Voando



VOANDO


Soltei a voz

Qual andorinha

Ou águia, nem sei…

Tocou o céu!

Um véu de nuvens se desfez

Uma e outra vez

A voar… A voar

E a cantar me tornei

Já nem sei bem quem

Um outro ser iluminado

Outro lado da vida.

O real acontece

A certeza e o vigor

O amor resplandece em nós

A voz é uma flor a abrir

A subir

E a cantar

Andorinha...Águia

Redonda e leve

A voar…A voar…

Já nem sei.

Um suspiro apenas

Tão breve!

Coimbra, 16.3.14
Lucinda ferreira





sábado, 15 de março de 2014

Eco amigo



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Olá, Lucinda.

Gostei muito de ler o texto. 

Há ali poesia e uma belíssma e desejada carga erótica 

que me agrada muito. 

Parabéns.

Um beijo

Linhares de Castro


Marisa Shinkawa

 lindo poema, Lucinda ...parabens

há 44 minutos · Gosto


Aquarela

Asas de pluma…Voo sobre o mar
Obscena transmigração do ser
O por do sol é um braseiro
O olhar perdido

Marinheiro
Vivo em qualquer lugar
Ubiquidade
Ser de luz erguido entre as giestas em flor
Gotas finas. Orvalhada
Raios de luz. Aguarela
Tingem a Saudade e o Amor
Beijos que não dei
A razão? Não sei.
Talvez...Tudo ou nada.
Desencontrado…
Destino ou fado de quem se perdeu
Passado.
Foi embora.

Esperança ainda…
O presente é agora
Dilui-se apenas
Se…a vida finda!

Lucinda Ferreira
 Graça Dimas e 3 outras pessoas gostam de este poema



também gostei muito deste teu poema!