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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ontem as palavras de Lucirita fizeram eco na minha alma


Nas muitas conversas interessantes que tive coma doce e lúcida Cirita. Ela falou-me que quando fizera trabalho de campo, no Nordeste brasileiro que passara mesmo fome, e vira muita gente com fome...

Sobretudo as pessoas do interior, não têm mesmo o que comer. Apenas uns frutos e raizes quando têm sorte, entram nos seus corpos, como alimento...

Quando lhe falei do email que descrevo em seguida, ela dizia com tristeza.." mas esses ainda têm um prato. Há um estádio de pobreza tal, que a certa altura , o ser humano já não tem qualquer dignidade . NMem sabe o que é isso."

Pelos vistos, agora o governo do Brasil estabeleceu uma renda de 50reais, 20 euros na nossa moeda, para mitigar a fome a este povo, o que me faz pensar muitas coisas...


Depos recordei, o que li já há muito, sobre as secas e amiséria do povo brasileiro , que vive em palissadas, lança seus excrementos no rio alimentando assim os caranguejos que depois entram de novo nos seus corpos...


Além de tudo , para completar , acabo de receber um email , que mostra um senhor, lá para o Vietename. Este senhor trabalha fazendo limpeza num restaurante. Então quando vai despejar o lixo, esconde um saquito plástico , onde despeja os restos. Quando o seu trabalhao acaba , bem à noitinha, vai para casa na sua bicicleta.

Quando a hora de chegada do pai se aproxima, a mãe, com o filhito mais novinho ao colo, põe uns pratitos na mesa. Os miúdos estão eufóricos qundo vêem o pai chegar. Todos se sentam à mesa. O Pai ora a Deus e pede a Deus que abençoe a refeição e AGRADECE!

A mãe começa a tirar do saquito de plástico, um ossinho de frango que ainda tem um pouco de carne agarrada. ..e assi sucessivamente até devorarem com alegria e gosto, todos aqueles restos.

Uma vez, ouvi alguém dizer que todos os restos que se põem fora em Londres, davam para matar a fome a muitos africanos...

De tudo isto, chorei ,quando numa reportagem sobre África que tanto amo sem saber o motivo (...), vi miséria semelhante. Um Povo tão humilde e bom, merece mais amor de todos nós!

Pergunto-me por que razão se nasce para sofrer tanta fonme e outros nascem para ter tanto em abundância ,que nem sabem o que fazer com tanto...

De facto a Europa, é mesmo um lugar privilegiado , temos que o dizer.

Pena que as pessoas , os governantes não sejam lúcidos e honesttos de tal forma que se pudesse dar uma maior ajuda a estes povos que têm menos do que nós.

Não sei se era dar coisas. Ponho me a pensar que dar um peixe, este logo desaparece, mas se se ensinar a pescar, talvez seja melhor. Há-de a haver solução para ajudar as pessoas a viver com dignidade, creio eu. A questão é querer-se de verdade isso , antes de se defenderem os interesses próprios e todos unidos, ou estarei enganada?

Lembro me que quando era miúda, queria mesmo era ir para África, ajudar as pessoas com muito amor. Ainda hoje sinto esse mesmo amor no meu coração . por quem carece de ajuda.

Há tempos , dei por mim, a apresentar uma comunicaão na Universidade de Santiago de Compostela , integrada numas jornadas internacionais, para as quais fui convidada . Faleie então sobre AFRICA UM AMOR ANTIGO!

Qual a razão? Não me perguntem, mas amo muito, do fundo da minha alma todos os que vejo sofrer. Ajudo no que posso à minha volta, já que não posso voar tão longe senão pela oração e pelo pensamento...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Hoje a alegria entrou em minha casa , vestida de Lucirita


A comunicação em si, já tem um encanto muito especial.

Mas quando ela é enfeitada de sintonia, as coisas são ainda mais gostosas.

Hoje a Lucirita veio a minha casa. Partilhámos novidades e sobretudo a nossa apreciação sobre a vida. Os sonhos e a esperança de alcançar muitas das coisas que ainda desejamos em nossas vidas, foram o prato forte.

Dentro em breve , ela partirá para férias, mas ambas sabemos que quando alguém se encontra por dentro, jamais se perde.

Tenho no meio coração, aquela jovem leve e graciosa que um dia cruzei em Hong Kong e nunca nos esquecemos uma da outra. Ela é Buduista .Adoro escutar os seus pontos de vista. É muito ocupada e isso é uma pena para os nossos contactos.

Trago comigo já há anos, de Tetouan, a simpática morena Saida.

De França, a minha amiga Evelyne que descobri nas Caraíbas. Ela adora animais , flores, pintura e já me veio visitar.

Dos USA , as minhas amigas açoreanas ....e a Alzira , o Anjo Bom...

Do Brasil , a Carolina e a Sílvia...

Enfim algumas pessoas lindas que cruzei, nunca mais as vou esquecer.


Se for uma coisa passageira e ocasional, o que fez de alguns minutos, uma diferença à monotonia , ainda assim , foi um momento agradável.

Em homenagem à minha amiga, deixo a nossa foto ,visto que tenho a sua licença para o fazer.

Estar aberta à amizade é uma atitude que nos enriquece quando menos esperamos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sobre o significadio da vida


Hoje a minha reflexão matinal veio na sequência de algo que me ocorria várias vezes ao espírito. Aquela vozinha que diz tudo o que precisamos saber para chegarmos à nossa essência.

Então estava me a falhar qualquer coisa.

O que é que estou a fazer da minha vida que ainda tenho para viver? Desta licença que se pode extinguir de um momemto para o outro...

Então pensei: só avaliamos o que é viver , quando chegamos ao limite de poder deixar de viver.

Há 2 semanas, o meu coração, fosse pelo que fosse, (talvez pelo calor também como aprendi em MEDICINA Tradicional Chinesa em que se diz, que quem sofre do coração, pode partir mais facilmente ao meio dia dos sis mais quentes,), vacilou e ...assutou.me um pouco.

Então isso fez-me rever como é bom estar vivo e agradecer por esrte facto.

Mas mais do que isso , depois havia que dar significado à vida que se vive.

E pensei de novo:

Há várias coisas.Precisamos de liberdade, fraternidade e esperança. Mas às vezes estes conceitos parecem tão abstractos para se porem em marcha...não é mesmo?

Só á medida que a consciência se alarga e se afina, é que vamos entendendo as coisas que sabíamos de cor, mas não percebíamos bem.

É nisso também que tento investir no di a dia. Mas voltando ao significado da vida , para além daqueles conceitos em marcha, o outro segredo é percebermos que o interior de cada um de nós, é o lugar mais sagrado, mais estranho ,mais viciante e mágico!

É dentro do peito de cada um de nós, que reside toda a SABEDORIA!

Para isso há que abrir o coração.

Ontem recebi a visita da minha amiga Paula que me dizia no meio de uma simplicidade extrema: 'Sinto.me inundada de luz! Que grande privilégio,mas também que entrega tão verdadeira. Que lindo!

Iso é mesmo um opç

ao. Algo que se deseja muito e se consegue. O que recebemos depende da nossa abertura somente.

Neste caminho poderá haver dúvidas, hesitações, descidas,mas a luz chega com certeza, se insistimos. Se descobrimos o rumo ele será irreversível!

Depis pendei ainda: o que é que me distingue dos animais?

O medo da morte não é, porque eles também fogem do seu predador ,mas sim o facto do homem poder dar significado à sua vida . Só isto o diferencia do animal.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O computador é um treino permanente da paciência e da imposição da máquina



Infelizmente hoje, foi desde as 8h da manhã até as 13h e 30 e ainda não consegui resolver o problema do computador.

Ainda bem que ele me deixa trabalhar no word.

Escrevi este texto que vos ofereço sempre com o mesmo carinho.


A SEDUÇÃO DO PAPALAGUI ....(3.ºartigo)

As coisas em quantidade empobrecem o Papalagui. Mostra que é muito pobre aquele que precisa de coisas em quantidade, porque assim prova que lhe faltam as coisas do Grande Espírito. O Papalagui é pobre porque é obsecado pelas coisas , sem as quais já não consegue viver.” Tuiavii

Damos continuação aos dois artigos já apresentados, conforme o prometido, que referem as palavras de Tuiávii, um nativo do arquipélago da Samoa.
Este ao ter contacto estreito com a vida que leva o branco europeu, a quem ele chama de Papalagui, avisa os seus irmãos para se acautelarem contra os perigos e malefícios da civilização vivida na Europa, no que ela tem de falso, maléfico e sedutor.
Um pintor alemão, Erich Scheurmann que vive um ano naquela comunidade, acha interessante divulgar as opiniões de alguém que com uma grande pureza, analisa sem criticar, gestos e atitudes, que talvez nós , europeus, deveríamos rever e até corrigir.
Li este livro que aconselho vivamente.
Tento partilhar e trazer à luz, alguns destes conceitos que nos ajudarão a equilibrar algumas atitudes , corrigindo práticas , o que talvez seja mesmo melhor para todos nós.
Aqui ficam então algumas considerações de Tuiavii, o chefe da tribo de Tiavéa, a aldeia dos confins da Samoa, nos mares do sul, onde alguém pensa no Branco Europeu e no modo de se proteger e defender dele…
Num dos seus discursos , Tuiávii refere que o Papalagui deseja convencer este seu povo, dito pobre , miserável, necessitando por isso de muita ajuda e compaixão, porque este não possui ‘coisas’.
Tuiávii passa a a explicar aos seus irmãos, o que é uma ‘coisa’.
“Há duas espécies de coisas . Há as coisas que o Grande Espírito faz , sem ninguém, que não custam esforço nem trabalho algum, como o coco, a concha, a banana.
Há coisas que são os homens que fazem, que custam muito trabalho e esforço: o anel, o prato , o apanha-moscas.
Ora o Papalagui acha que nos faltam as coisas que ele faz com as mãos, as coisas dos homens, porque nas coisas do Grande Espírito ele não pensa .”
Em seguida, Tuávii enumera com uma beleza incrível, todas as maravilhas que o Grande Espírito lhes oferece, todos os dias. E remata sabiamente assim:
“Jamais poderemos criar como Ele cria, por que o nosso espírito é por demais pequeno e fraco em comparação com o poder do Grande Espírito.
(…) Pode o Papalagui fazer uma palmeira? (...) o Papalagui(…) com as mãos febris, o rosto cor de cinza, as costas curvas (…) acredita e julga-se tão forte como o Grande Espírito.(...) Destrói onde quer que vá , as coisa do Grande Espírito e com a sua própria força pretende dar vida, novamente, aquilo que matou, convencendo-se assim que é o Grande Espírito porque faz muitas COISAS.”
E sobre as cidades, não resisto a mais uma transcrição por ser tão explícita e incisiva.
..”Nas cidades, a terra está deserta tal qual uma mão vazia, e por isto o Papalagui fica louco, imagina ser o Grande Espírito, a fim de esquecer o que não tem.
Porque está muito pobre, porque a sua terra está muito triste, o Papalagui pega nas coisas, ajunta-as feito doido que ajunta folhas murchas e com ela enfeita a sua cabana.
É por isso que nos inveja e deseja que fiquemos tão pobres quanto ele.”
E continua:
“Na Europa, há homens que levam à própria fronte, o cano de fogo para se matarem, porque acham melhor morrer do que viverem sem as coisas. (…) embriaga de todas a formas o seu espírito e convence-se que não pode viver sem as coisas. (...) Quanto mais se é europeu de verdade, de mais coisas se precisa. (...) É por isso que o rosto de muitos Brancos se mostra cansado e triste. É por isto que pouquíssimos dentre eles têm tempo para ver as coisas do Grande Espírito, para brincar na praça da aldeia, inventar e cantar canções alegres, dançar à claridade do sol e dar aos corpos a alegria para a qual todos fomos feitos.”
E Tuiávii insiste ainda:
”Os Papalaguis cometem crimes a sangue-frio para se apossarem das coisas. Guerreiam entre si, mas não é pela honra, nem para medir a sua força verdadeira, mas apenas para ter mais coisas.(…)”
E previne mais uma vez:
“Os homens Brancos gostariam de trazer para nós os seus tesouros, as suas coisas, para que nós também fôssemos ricos. Estas coisas não são mais do que flechas envenenadas.
(…) querem pôr nossas mãos a trabalhar (…) em primeiro lugar coisas, para o Papalagui (…) e nós também curvados , cinzentos e cansados(…)Irmãos precisamos velar e ter juízo, pois as palavras do Papalagui são doces como a banana, mas cheias de dardos escondidos, capazes de nos privar de toda a luz e toda a alegria…
Portanto a grande inverdade que o Branco diz: As coisas do Grande Espírito não valem (...) mas as suas coisas são tantas e nunca puseram brilho no olhar nem lhe fortaleceram o juízo. (...) Espírito mau e carregado de veneno anima o Papalagui.”
Depois de tudo o que foi dito, que mais se pode acrescentar?
Talvez se possa concluir que a ganância, o mundo da aparências, a competição excessiva em vez da solidariedade no grupo, a vaidade e a sede de poder, serão alguns dos motivos das grandes guerras…
Há que moderar no silêncio de cada um de nós, estas fraquezas?
Cada um tirará as suas conclusões.
Quem semeia colhe. A lei do retorno é implacável.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O computador é bom ,mas também é uma fonte de stress


Tenho um amiga que só vai ao computador de vez em quando , porque ele lhe rouba muito tempo, a desorganiza e a cansa.

Estou absolutamente de acordo. Como todas as coisas, tem particulartidades boas e...outras, que valha-nos Deus.

Rouba muita energia e cansa demais. ..mas para quem está mais só , acaba por ser um mal necessário.

Hoje o meu computador avariou . E como resolver o problema?

É o que estou a tentar,mas está bem difícil

Enfim a tecnologia em marcha e os desaires dos tempos em que vivemos.

Muito obrigada por ler o meu desabafo.

domingo, 26 de julho de 2009

Hoje fiz uma viagem no tempo...




Em 13 de Abril de 1283, D Mor Dias obteve licença para mandar construir , na margem esquerda do rio Mondego ,em Coimbra, um mosteiro dedicado a Santa Clara e Santa Isabel da Hungria.


Polémicas várias acabaram por o encerrar em 1311.


Dona Isabel de Aragão empenhou-se na sua reconstrução e em 1314, o mosteiro retomava as funções para que fora eregido: acolher senhoras da nobreza solteiras que para aí eram enviadas, ou viúvas que professavam para o resto das suas vidas.Também eram admitidas pessoas mais pobres que depois tinham a função de servir, no mosteiro.


No entanto , nota-se no espólioque que resta, baixelas e objectos de adorno, de damas distintas, cujos nomes nobres , constam no referido mosteiro agora reconstruido.


É certo que todas as casas têm uma alma e um história.


Este Mosteiro também a tem e muito rica e acidentada.


As águas do rio nas suas investidas, levavam tudo à frente e a humidade extrema neste local, causava doenças de ossos e outras enfermidades respiratórias que a s religiosas tentavam vencer com métodos naturais que agora estão de novo em moda...


Ainda me recordo, há para aí 30 anos, de visitar o Mosteiro quase todo soterrado . Só a parte de cima se visitava. O fundo eram sedimentos e água.


Foi um trabalho interessante e bem sistematizado, aquele que nos devolveu hoje, parte do mosteiro que ainda reserva muitos segredos para descobrir no futuro.


Percorrendo aquele espaço e lendo as regras das religiosas, houve coisas que me impressionaram.


Os cilícios e os sacrifícios a que livremente se submetiam as religiosas para agradar a Deus, impressionaram-me .


Ora eu sinto e penso que o nosso Deus, é um Deus de amor que não necessita de ser aplacado com esses gestos, porque tudo já foi consumado pelo sacrifício de Jesus Cristo na Cruz,mas naquele tempo, talvez as coisas fossem vistas de outro modo . E eram mesmo.


Ainda hoje, aquelas promessas em Fátima em que as pessoas se arrastam, me impressionam . Há tantas formas de nos 'sacrificarmos 'para nossa edificação e crescimento , no dia a dia. SE tomarmos em conta, ajudar alguém necessitado, falar bem quando nos apetece o contrário...Tanta coisa que cada um de nós muito bem sabe , que não está certo e por vezes não temos força para mudar. Aí está o 'sacrifício'.


E dá mesmo muito que fazer!

sábado, 25 de julho de 2009

Tudo que necessitamos existe à nossa volta...


Sinto e penso que vivemos no fio da navalha.

Temos que estar muito atentos e cuidar do nosso crescimento constantemente, todos, para não nos desequilibrarmos.

Tudo o que necessitamos está em potência ao nosso redor.

Joao Bosco dizia que somos como uma bilha que recebe da vida , a medida da nossa bilha!

Tudo depende da nossa abertura.

Depois também sabemos que há um poder em todos nós que nos ajuda a atingir os nossos objectivos sejam eles quais forem, desde que se mentalize o que se pretende, sem desânimo nem desonfiança.

É isso que faz o êxito dos grandes vencedores. Cedo eles descobrem este segredo tão simples e nunca desistem dele.


Claro que é por isso que precisamos vigiar os nossos pensamentos , porque se estás sempre a pensar em determinada coisa, ela pode acontecer...mesmo quando não é muito boa para ti mesma...

è bom ter o nosso mundo mais íntimo povoado de amor , beleza e força.


Podemos ir abrindo a nossa consciência, libertarmo-nos e aumentar a acuidade à vida ou não sairmos do plano da pesado de densidade envolta em coisas , materiais e barulho. Isto são ruidos que nos impedem de caminhar na direcção da Luz!

Há dias , estava para ir a determinado local à procura de um caminho para me ajudar a chegar mais depressa à luz.

Antes, orei e perguntei para mim mesma:

Será que devo ir? Que isto me interessa? Que é importante e bom para mim?

E a minha voz amiga, pronta e solícita segredou-me baixinho:

- Para que buscas fora o que tens dentro?

Parei. Fiquei a pensar melhor no local onde ia e acabei por não ir.

Verifiquei mais tarde, que fora a escolha mais acertada.

Então quando nos habituamos a dar ouvidos a esta vozinha amorosa que existe em cada um de nós, acabamos por raramente nos enganarmos , porque ninguém melhor do que 'ELA' sabe o que nos convém em cada momento.