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sábado, 18 de janeiro de 2014

Romã

 Romã




A romã

É minha irmã

Nunca está sozinha

Unidos os seus grãos

Como os dedos das minhas mãos

Dentro de si arrumadinha.

Vermelha. Saborosa. Sangue.

Leve como a rosa.

Flor de rainha.

Generosa

A sua beleza

É minha

Simples no jardim

Fica mais linda a Primavera

Flor amarela

 A romã

Antes, já abrira em mim.

É minha irmã…

Sem porquê

Gostem ou não gostem

Dê para onde dê…

Gosto dela assim.

18.jan.14
Lucinda Ferreira


Coimbra, 18.Jan.14

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Dúvida

Dúvida
foto da net



Eu sou a janela

Inventas o mundo.

Debruçado no seu parapeito

Brincas com os dias

Que passam sorrateiros

Sem dares por ela.

Cortinas de luz

Tecidas de madrigais

Alindam as frinchas por onde se escapa o sol

Em tardes serenas. Mornas. Castanhas.

Outonais.

Saúdas a vida

Que desliza sem parar

Quimeras em flor

Que ainda não vivemos

Janela virada para o mar

Que mora dentro de mim

Sopra a brisa

Enfeitada de canções

Os cabelos das ondas

Rendadas

São um manto

Branco

Sob os nossos pés

Eu sou a janela

E afinal

Tu, quem és?

C, 17 Jan 2014
Lucinda Ferreira
foto da net


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Na Casa da Montanha ( nova versão)

Na casa da Montanha




É linda a casa transparente,

A casa da minha vida  

Verde tapete até ao mar

Primavera florida

Suspensa na montanha

O rubro Verão acorda

Bate nela o sol nascente

No Outono é castanha

Inverno branco a brilhar

O Coração é rei

Sabe tudo

 O que eu não sei

 Adivinha

Quem nela pode entrar.

Anjos de luz guardam a porta

Noite e dia

Ouve-se ao longe a mais bela melodia

Canção azul...Retalhos de luar

Beijando meu corpo em flor

Quando me vens abraçar.

Foges em bico de pés… a correr

Para a madrugada não ouvir. Não te ver

Rouxinol escondido. Chega o sol.

Inventa histórias de amor

Estrelas curiosas Rompem o céu anilado.

Dormem os anjos  

Tranquilos na via láctea de braço dado

Enquanto o meu amor bate à janela dos meus olhos

E o vento em forma de brisa espreita desconfiado

Nesta sinfonia distraído

O rei adormece

Esvanece a magia. Rasga -se a aurora

Dançam nas árvores as folhas

E finalmente…Amanhece.
  
14 Janeiro 2014

Lucinda Ferreira

Na Casa da Montanha

     Na casa da Montanha




É linda a casa transparente,

A casa da minha vida  

Verde tapete até ao mar

Primavera florida

Suspensa na montanha

Bate nela o sol nascente

No Outono é castanha.

Inverno branco a brilhar

O Coração é rei 

Sabe tudo

 O que eu não sei

 Adivinha

Quem nela pode entrar.

Anjos de luz guardam a porta 

Noite e dia 

Ouve-se ao longe a mais bela melodia 

Canção azul feita de pedaços de luar

Beijando meu corpo em flor 

Quando me vens abraçar.

Foges em bico de pés… a correr 

Para a madrugada não ouvir. Não te ver

Rouxinol escondido. Chega o sol. 

Inventa histórias de amor 

Estrelas curiosas. Cintilantes espreitam no 
céu anilado.

Dormem os anjos  

Tranquilos na via láctea de braço dado

Enquanto o meu amor bate à janela dos meus olhos

E o vento em forma de brisa espreita
desconfiado

Nesta sinfonia distraído 

O rei adormece 

Rompe-se a magia. Chega a aurora. Acordo.

Dançam nas árvores as folhas

E finalmente…Amanhece.

  
13 Janeiro 2013
Lucinda Ferreira

sábado, 11 de janeiro de 2014

MISTÉRIO (corrigido ..ampliado)

Mistério


                                        “ O mistério do amor é maior do que o mistério da morte” Oscar Wilde



foto da net


Do pó das estrelas

Diluídos no espaço

Amniótico líquido do amor

Pairamos estáticos

No essencial

Imutáveis.

Constante mobilidade

Luta. Movimento

Contra o tempo

Avança implacável

Indelével.

Permanente contradição

Entre a loucura do teu sim

E a consciência do meu não.

Núcleo inalterável

Impressionante

Certeza de um amor antigo

Sem porquê. Espontâneo. Primeiro.

 Amante. Amigo.

Verdadeiro.

Luz emergente. Urgente

Sem conhecer a razão

Porquê este e o outro não?

Sem mudança. Igual. Inteiro.

Coração fiel.

Enigma. Paradoxo.

Que desconheço. Não domino

Inocência de tudo que nasce imaculado. Puro .

Sonho e mistério

Desajeitado gesto de criança-. Menino.

Humanoide.

Elo forte como a morte

Ninguém consegue desatar

Misterioso. Sagrado destino.

Este de ser amado e de amar.

10.Janeiro 14
Lucinda Ferreira


nota:
foto da net



Mistério

Mistério
foto da net



Do pó das estrelas

Diluídos no espaço

Amniótico líquido do amor

Pairamos estáticos

No essencial

Imutáveis.

Constante mobilidade

Luta. Movimento

Contra o tempo

Avança implacável

Indelével.

Permanente contradição

Entre a loucura do teu sim

E a consciência do meu não.

Núcleo inalterável

Impressionante

Certeza de um amor antigo

Sem porquê. Espontâneo. Primeiro.

 Amante. Amigo.

Luz emergente. Urgente

Sem conhecer a razão

Porquê este e o outro não?

Sem mudança. Igual. Inteiro.

Coração fiel. Verdadeiro.

Contradição.

Que desconheço. Não domino

Inocência de tudo que nasce imaculado. Puro

 Sonho e mistério

Desajeitado gesto de criança-. De menino

Elo forte como a morte

Ninguém consegue desatar

Humanoide. Misterioso destino.

Este de ser amado e de amar.

10.Janeiro 14
Lucinda Ferreira
foto da net