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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Comentario de Estela Barbosa





*“*Acho maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um jeito tão mágico e bonito. Todo encontro que verdadeiramente nos toca é uma espécie de milagre num mundo de bilhões de seres humanos. Algumas pessoas a gente nem imaginava que existiam. Mas, meu Deus, que agrado bom é para a alma descobrir que vivem. Que estão por aqui conosco. Pessoas que fazem muita diferença na nossa jornada, com as quais trocamos figurinhas raras para o nosso álbum.*”* *Ana Jácomo

Nota:
este foi um comentário ao meu Poema Tormenta-Tormento

sábado, 10 de novembro de 2012


RECONSTRUÇÃO

 

Passei a vida a construir

Tudo o que agora vejo ruir

O tempo foge mansinho …

Devagarinho.

Roça sem avisar

Não torna a passar

Insisto .Persisto

Na reconstrução

Do que já nem existe

Esperança

Um dia a vida sorrirá diferente

Para mim e toda a gente

Talvez nos dê a mão

Por uma outra razão

Desconhecida

                      Mistérios da vida                     

Reconstrução na fé

De tudo

O que já não é

Somos outra pessoa

E se fugiu a força de viver

Por entre os dedos

Somos outro ser

Escoou-se a vida aqui

Passou.

Anoitecer.

Segredos já não são medos

Apenas pó que o vento levou…

 

                                                          Coimbra, 10.11.12

 
 
 
 
LOUCO AMOR

 

Nascem flores nos teus olhos

Que ninguém vê

Creio no teu olhar

No teu amor

Em que ninguém mais crê

Sei no fundo de mim mesma

De um saber profundo

Que amas sem porquê

Não só a mim

Mas a todo o mundo!

Vejo-te nos campos verdejantes

Extensos. Distantes

Entre pedras e areia

Tua beleza enche o meu coração.

Antes , vida triste. Feia.

Estendes me a mão macia

Segurança. Doce aliança

Na noite Vazia

Solidão.

Vejo flores os teus olhos

Que mais ninguém vê

Acredito no teu olhar

Transformador

No teu amor

Sem condição. Sem porquê…

                                                                  Coimbra 10.11.12

 

 

 

 

CHEGASTE


 Poema…….CHEGASTE

 

 

Chegaste com a chuva

Alegre. Descuidado.

Música no meu telhado

Esperava-te há muito tempo

Antes só promessas

Granizo em movimento.

Aquele vento seco

Nada me diz

Abro os braços

Voo no espaço nu

Etérea. Pura. Feliz!

A chuva é minha irmã.

Fria.

Acorda-me de mansinho

Bate na caleira vazia

Sinto-me viva

Agradeço mais esta manhã.

Música nas estelas molhadas

Gotas coloridas

Batem nas minhas janelas ainda fechadas

A gata malhada sonha serena

Sóis diferentes

Longínquas madrugadas

E que pena…

Chegaste finalmente

Trazes contigo

Flores de trigo orvalhadas

Amigo

Alegre. Descuidado.

Música nova. Sem nome

Soa no meu telhado.
Coimbra, 10.11.12

Comentario ao POEMA DESENCONTRO

Elsa Pimenta
28 Out (há 13 dias)
para mim
o Desencontro é muito mais profundo

que as palavras que o compõem!

sente-se tanto de ti!

Só almas gemeas o poderão entender.

E, se o entenderem, doi, doi ,doi!

os sentimentos nele inclusos são os de sempre....

mas agora paira uma nostalgia velada, um sorriso doce

de quem tudo deu!

Gostei mesmo muito!"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

MULHER

 MULHER

Mulher
Mulher  pela manhã
Sorriso lavado
Rio d’agua corrente
Nascente
Mulher Mãe
Poço…Ternura
O melhor que o mundo tem
Fonte pura
Lábios carícia.Doçura
A alma chora
Lágrima na mesma hora
É luz e Cor.
Ventre.Semente d’algo
Muito maior
Que teu ser encerra
Só por seres Mulher
Perfumas a Terra
Intenso brilho.Diamante
És flor e fruto
Cofre da vida.
Amiga.Amor.Amante.
LX, 7.11.12

terça-feira, 6 de novembro de 2012

TORMENTA - TORMENTO

                                                            Tormenta- Tormento  


 A noite vai alta.
 Vou á varanda
Todos repousam.
 O mar revolto
Solto
Rola sem parar
 E eu nesta inquietaçao
Sem nome
Que não me deixa dormir
 Não me deixa descansar.
 O mar indiferente revolto
 Solto Rola sem parar
 Na noite escura
 Dura
Iuminada por dentro…
 O firmamento
 Com um pontinho brilhante
Distante.
E até ser dia
 Nessa agonia
Não durmo um instante.
 E o que fazer?
O mar escutar
Revolto Solto
 Não para de chorar
 O mar violento
Fustigado pelo vento duro
No escuro, a ralhar
Perpétuo movimento
Tormento como o meu
Não durmo
 Não descanso
Enquanto lá longe
Algures entre o espaço e o tempo
 O meu amor ausente…
 O meu amor partiu.
Morreu!

 Lx,6.11.12