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terça-feira, 6 de julho de 2010

A Dama dos Véus e ...da Foice


Chega um momento , aquando da partida de um quente querido e depois com o passar do tempo e ...da partdia de tantos q viveram ao nosso lado que amámos e partiram , que nos perguntamos: e eu como será?
Tanto medo da morte q precisamos vencer, q temos q enfrentar .Não podemos fugir mais...
Foi o que fiz em pequenos textos q vão saindo num jornal para onde escrevo há já muitos anos.

Aí fica também o testemunho no mar de éter que a net...


A Dama da Foice
( 1º artigo / 6)

“A vida e a morte são uma só coisa, como são uma só coisa o rio e o mar…Só quando beberdes do rio do silêncio, cantareis realmente…Que é deixar de respirar, senão libertar o sopro das incessantes marés e expandir-se, elevar-se e buscar DEUS sem barreiras?”
Khalil Gibran

A Dama da Foice é linda e sedutora. Misteriosa. Nunca se sabe quando nos visita. Mas chega sempre, disso ninguém pode duvidar.
Envolta em véus negros, é implacável. Barre todos.
Na Antiguidade sempre se soube que o direito à vida e a Morte, era algo do domínio dos deuses.
A Morte aprece personificada por Tanatos, insensível, impiedoso, filho da noite e irmão do sono.
Este símbolo da Morte aparece ainda no 13.º arcano maior do TAROT, sem nome , como se o número 13 de significado maléfico, designando a passagem a outro estado, simbolizasse a Morte.
Justamente esta Dama linda leva consigo à sua passagem, o pobre, o rico, o lindo, o feio, o novo, o velho, o orgulhoso e o santo...Todos sem excepção!
Lembro-me quando era pequenita, de ter visto num livro, a sua representação. A alegoria da Morte com uma foice encheu-me de medo. Virava sempre aquela página para não ver a imagem que me metia muito medo…
À minha volta, pensando que as crianças não percebiam nada, eu registava todas as coisas, entre elas, o temor, as superstições, as histórias várias acerca dos mortos e da Morte!
Funerais eram um espectáculo trágico que parava tudo. As pessoas choravam muito alto, gritavam muito. Algumas desmaiavam mesmo. Contava-se a vida do defunto que era sempre “muito boa pessoa”…e episódios que se passaram com ele e , em que os presentes intervinham .
Nos trabalhos do campo, na vizinhança durante uns tempos, não se falava noutra coisa. Depois acendiam-se as “alminhas” durante uns tempos por alma de fulano…
Todos os pormenores do horrível que foi tal morte e ainda histórias de almas de outro mundo, eram contadas com todo o pormenor, em descrições intermináveis que me assustavam muito, sobretudo de noite, quando estava na cama, tinha muito medo da morte…
Fui crescendo sempre com medo de morrer, com medo de perder os meus Pais, minha única família a que estava verdadeiramente ligada.
Quando vim para a cidade, apercebi-me que a morte aqui, era apenas um episódio sem grande importância, uma banalidade. Muitas vezes as pessoas até estavam desejosas que a pessoa se “fosse embora”, para herdarem os bens…ou para as deixarem em paz, quando era alguém opressor ou menos bom.
Bom mas a vida passa por nós e nós pela vida, e as coisas à nossa volta fazem-nos reflectir. A passagem do tempo, o sofrimento, o sucesso, as perdas, amadurecem-nos. Fazem-nos pensar e questionar a vida no que ela tem de mais verdadeiro e íntimo…
Chega o momento de enfrentar a realidade nua e crua.
Quando a minha Mãe partiu, um das pessoas que mais amei no mundo, o tema da Morte levou-me a pesquisar, procurar, tentar compreender e sentir sem descanso, tudo o que era possível, sobre aquele corte que me arrancara sem apelo, a minha querida…
E começou aqui a despertar a minha consciência para este assunto , antes tabu para mim e para muitos de nós.
Durante alguns artigos, referir-me-ei a esta temática que considero a mais importante de todas para todos nós.
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A DAMA DA FOICE

(art.º2/6)

“Os mortos são apenas invisíveis mas não são ausentes”. Leonardo Boff
“ A demasiada atenção que se dedica a observar os defeitos dos outros, faz com se morra sem ter tido tempo de conhecer os seus próprios.”Jean de la Bruyère

Para mim que acredito em Deus e na vida sem fim, aquela separação da morte é apenas temporária. E é, estou certa disso.
Às vezes, falo com a minha Mãe e quando estou mais cansada, tenho a sorte de sonhar com ela. Ela fala comigo e dá-me imensa paz e conselhos que acabo por seguir. Estão sempre certos!
Outros cortes dolorosos se seguiram na minha vida. A certa altura senti necessidade de pensar. Equacionar a minha própria morte.
Parece que os divórcios, os acidentes, a morte, são só para os outros, mas um dia , todas essas coisas batem também às nossas portas…
Elas podem chegar à vida de qualquer um e nós. Temos mesmo que as enfrentar.
“Não fica cá ninguém para semente”, diz-se e muito bem. Na verdade, assim é para todos e qualquer um de nós.
Penso que depois de se vencer o medo da Morte, muita coisa fica resolvida e, já não sobram muitos outros medos do que quer que seja.
Será conveniente que todos façamos este exercício, para que a Dama dos Véus Negros e da Foice, não nos apanhe distraídos, nos assuste, cause surpresa e sofrimento desnecessário.
Ela pode chegar como um ladrão, quando menos pensamos. Depois já não há mais nada a fazer. Há remédio para tudo, menos para a Morte, como todos bem sabemos.
Portanto, convém enfrentar esta questão como uma coisa natural e que não falha nunca! Sem resistência pelo desconhecido, será uma passagem mais suave.
Todas as pessoas que tiveram experiências de quase - morte, dizem que estão pairando por cima de tudo. Ouvem muito bem o que se passa.
Sofrem muito quando são cremadas, porque ainda não estão conscientes do seu novo estado. Querem comunicar, mas ninguém as ouve. Não conseguem e isso causa-lhes algum estado de ansiedade, porque o espírito nunca morre. Dizem também que atravessaram um túnel escuro e por vezes com ruídos desagradáveis, mas no final, a Luz, a presença de Amigos e familiares, tornam as coisas muito agradáveis…
Por vezes, sentem que pela oração e pelos sentimentos de amor dos humanos amigos e familiares, a alma é puxada para o corpo, quando afinal o que ela queria mais, era gozar daquela Paz e bem-estar, que experimentava do outro lado do túnel.
Através de estudo, pesquisas e reflexão que venho fazendo, é muito importante estar consciente desta passagem. Desta mudança de estado. A “irmã Morte” não é inimiga. É libertadora, condição do progresso e da vida.
O meu caro e saudoso amigo Dr. Fernando Valle que amava a vida, dizia-me sempre que não tinha medo da morte, que contudo era cheia de mistério. Achava ele, que se havia um Ser a quem dar contas, que por certo não iria condená-lo, pois sempre fizera pelos outros o seu melhor.
E na verdade assim é. Quem sempre viveu bem a vida, com a consciência em paz, não teme a morte.
Ela é reveladora e introdutória dos maiores segredos de uma existência superior num outro nível.
Quem sempre viveu com coerência, de acordo com a sua essência, nada tem a temer.
Para alguns Povos, civilizações e zonas do Planeta, a Morte é celebrada com grandes festas, como a libertação suprema. A iniciação para uma vida de extrema felicidade.
É saudada com Música, banquetes, reunião de amigos e familiares e muita alegria!
Finalmente sem espaço, sem tempo, de mente e memória argutas e aguçadas, com propriedade de atravessar obstáculos, de conhecer o pensamento dos outros, o espírito em plenitude e vivendo eternamente sem medos, sempre em constante busca do Conhecimento e da auto-realização, é livre, cheio de luz e muita paz. Então só pode ser feliz!
O nascimento pelo contrário é o aprisionamento da alma. O tempo da inconsciência.
O tempo da sublimação do sofrimento, a aprendizagem do amor, do perdão e da compaixão.
O limite. A dor. O sofrimento e a Morte são alguns dos obstáculos para vencer em liberdade, mas com a responsabilidade que traz em si a paz e a serenidade de espírito, ao viver de acordo com a essência e a missão que cada um de nós é chamado a desempenhar.
No mais íntimo de cada um, a consciência indica todos os caminhos. A alma sabe estas coisas todas, embora haja quem tente abafar toda esta realidade.
………………………………………………………………………………………………………………
Dado o espaço de que dispomos, vamos ter que partir aqui este artigo para lhe dar continuação no próximo jornal.
Fica apenas a proposta de cada um equacionar sem receios e com clareza e verdade, o seu próprio encontro com a Dama dos Véus e...da Foice.
linmare@edicomail.net

domingo, 27 de junho de 2010

VERDE




Apetece escrever pequenos textos e ir mais fundo ...


Ofereço aos meus amigos q me visitam no meu blog...




Verde



Tenho os meus olhos
Vestidos de verde
Daquele verde puro
Denso
Que veste a Terra
Faz a floresta
Cheirando a verdade
Livre… no ar
Por cima do mar
Natureza em festa
Novidade
Verde natural
Diverso. Disperso.
Deste meu Portugal
Faz de mim
Pássaro
Insecto
Flor
Coisa diversa
Campo ondulando
Réstea de sol espreita por entre o verde
Despenteia meus cabelos dourados
Lisos . Compridos.Desalinhados.
Ninfa verde
Paira no monte
Solitária
Pássaro sem ninho
Sem estrada
Caminho
Perdido no horizonte
No verde
Até ser noite
Madrugada
E passam dias … noites
Sou árvore
Sou natureza
Sou ninfa encantada.
Figueira da Foz, 17 de Junho 2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Vento




VENTO



Bate o vento na vidraça
È alguém que passa
Na noite fria
Gosto de o sentir passar
Até ser dia
No seu jeito de gostar
Faz me companhia
E neste romance
Ainda que não descanse
Sei que não estou só
Aré adormecer
Descansar…
Bate o vento na vidraça
È alguém que passa
Na noite fria
Gosto de o sentir passar
Até ser dia
No seu jeito de gostar
Faz-me companhia.

Figueira da Foz, 16 de Junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Saudades


Ora cá estou eu de novo ,para lhes falar das saudades e da falta q me fez o contacto convosco.
Escrevi alguns pequenos textos q vos ofereço de todo o coração .
Eles aí vão...



VOO


Faz me falta
O vento na vidraça
O olhar puro da minha gata
Abrindo as coroas de rei
Do meu jardim
Coisas simples eu sei
Mas eu sou assim
A vida correndo como um rio
Deus em mim
Calor ou frio
O momento passa
Bate a chuva na vidraça
Olho o passado dentro de mim
Fico como pedaço partido
Tento a reconstrução
Integração
De um ser inteiro
Assumido!
Passa triste recordação
Teimosa
Não quer partir
Insisto.Resisto.
Com ajuda de Deus
Sei que vou conseguir
Aqui , frente ao mar
Continuo a lutar
Porque sei: só Ele me pode
Libertar!


Figueira da Foz, 17 Junho 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

A minha amiga Ana...

QUERIDA LUCINDA

VEJO QUE HOJE DIA 8/6 ESTÁS INSPIRADA. GOSTEI AMIGA.ADOREI ESTE POEMA.
ACEITA UM ABRAÇO DESTA AMIGA
Ana Júlia Sança
Consulado-Geral de Portugal em Toronto
Consulate General of Portugal in Toronto

Tel: +1 416 217 0966
Fax: +1 416 217 0973

E-mail: mail@toronto.dgaccp.pt
Web: http://www.secomunidades.pt/web/toronto
Blog: http://cgptoronto.blogspot.com

Desafiador e enamorada...







Desafio

Que quer este pássaro desafiador?
Cantar alegria?
Liberdade?
Paz?
Imensidão?
Espaço?
Serenidade?
Amor?
Ronda a minha janela
O meu jardim
Sem cessar…
Que quer ele dizer-me?
Anunciar?
Não pára de cantar!
O pássaro desafiador…
O passarinho cantor.
Não consigo vê-lo
Foge de mansinho
À volta da minha casa…
Sem destino.
Mensagem perdida
No imenso vazio da vida.
Pássaro menino
Que cantas sem cessar?
Foges e voltas sempre
Fiel e renovado.
Encantado.
Pássaro da minha janela
Ninho no meu quintal
Proteger-te-ei
Ninguém te fará mal
Fugirei contigo
noite e dia
Passarinho cantor, desafriador
Que alegria!
Escondida
Na seara de trigo…
Balouçando no ramo verde do rio
Cantaremos noite e dia
Ao desafio
Até ser madrugada.
Enamorada…
De ti o meu melhor amigo
Passarinho cantor, desafiador!
Lucinda Ferreira
8 de Junho 2010

domingo, 6 de junho de 2010

Com...sequências...


São 3 artigos sobre os animais... por quem nutro um profunda compaixão...



COM… SEQUÊNCIAS… (1)


“Jamais creia que os animais sofrem menos do que os humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar-se a si mesmos.”
Dr.Louis Camuiti



Olho para os olhos puros e brilhantes dos animais e a minha alma enche-se de compaixão, bondade e gratidão.
Tal como Emile Zola , digo também:
o destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridícula.
Muito se aprende com estes “anjos” de quatro patas ( como dizia há dias, um lindo email, sobre animais que recebi, que falava da ajuda que eles nos dão, pela paz e harmonia que a sua companhia, sempre transmite ao dono.)
Quando era pequenita e vivia na aldeia, ao ouvir bem cedo pela manhã, um porquinho a chiar, eu chorava e tapava os ouvidos.
Não conseguia imaginar que estavam a espetá-lo com um grande facalhão, enquanto não sei quantos homens por desporto e numa alegria tão grande, seguravam as pernas do animal aflito e num sofrimento horrível!
Que festa cruel e sangrenta que afinal era tão desejada e tão esperada por amigos e familiares, fala de uma cultura por vezes bárbara.
È Fred A.Mc Grand que assim refere:
”Crueldade é algo que está presente em famílias humanas por incontáveis eras. É quase impossível alguém que é cruel com os animais, ser generoso com as crianças. Se se permite às crianças a crueldade com os animais de estimação ou outros que cruzem nos seus caminhos, eles aprenderão facilmente a ter prazer com a miséria dos seus semelhantes. Essas tendências levam facilmente ao crime.”
Aliás, estudos do FBI, provam que os “serial killers” tiveram quase todos experiências de crueldade com animais, antes de infligirem requintada crueldade aos humanos. Por isso se cultivamos e damos estes exemplos aos nosso filhos, às nossas crianças, que mundo podemos depois esperar?
E não venham para cá rir-se e achar muita piada , só porque isso sempre se fez.(…)
Há sempre um tempo para mudar e evoluir.
È que primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é urgente e necessário civilizar o Homem em relação à Natureza e aos Animais. Digo-o eu e dizia já Buda , mesmo antes de Cristo. Vejamos o progresso que já se fez…
Há dias, passei por Marrocos e vi atirar uma ovelha de um segundo andar de um camião de carga , atulhado de animais apertados, ao sol e cheios de fome e sede…
Claro que se fica doente só ao ver tanta barbaridade.
Humboldt dizia que a civilização de um Povo se vê pela forma como os animais são tratados.
E Mahatama Ghandi referia exactamente que nação pode ser julgada pelo modo como os animais são tratados.
E nós vemos entre nós, o que se passa e ficamos desolados . Dos lugares por onde passei até este momento em minha vida, apenas na Holanda e no Canadá, vi respeito pelos animais.
Na China, foi o sítio onde vi maior crueldade. Logo ali nos mercados, os animais vivos são mortos com todo o à vontade, frente ao cliente que olha com a maior naturalidade. O respeito pela vida…deixa muito a desejar, naquelas paragens.
E quando hoje se diz , tal como Paul e Linda Mc Cartney, que todos seríamos vegetarianos, se os matadouros tivessem paredes de vidro, porque nos sentiríamos bem melhor connosco mesmos e com os animais, sabendo que não estamos contribuindo para tão grande sofrimento”, há quem se ria e ache que este discurso não tem cabimento.
É que ainda temos um longo caminho a percorrer , aprendendo a respeitar os seres mais débeis.
Seja animal ou vegetal. Quando isso acontecer, nem teremos que nos preocupar com o respeito pelo nosso semelhante , porque ele está implícito naquela atitude. E isso não é só para os outros .É mesmo para si que me lê, para mim.
Para TODOS!
A começar já .Com urgência.
Leonard da Vinci também disse:
“Lá virá o dia em que maltratar ou matar , será considerado crime , tal como o assassinato de um homem.”
E se quer saber, felizmente no Canadá, está já muito próximo este dia!
E em Portugal ? (…)
linmare@edicomail.net
blog:http://lucinda-umaponteparaoinfinito.blogspot.com















COM…SEQUÊNCIAS (2)


“ A protecção dos animais faz parte da moral e da cultura de um Povo”
Victor Hugo

Felizmente que posturas espirituais, como por exemplo os seguidores de DALAI LAMA, sabem que matar animais por desporto, prazer, aventura e até por suas peles, é um fenómeno cruel e repugnante ao mesmo tempo. Nada justifica tal brutalidade.
Há até quem tire a pele aos animais ainda vivos, para maior rentabilidade. Estes em grande sofrimento, continuam com seus corações batendo (…) até à morte final.
Imagine qualquer um de nós, como seria connosco. Nesta situação, em nada diferimos dos animais, nem eles de nós!
Isto e a desgraça da crueldade nas arenas das touradas, que Mário Nunes tão bem apresentou no último número deste Jornal, em artigo intitulado: Os homens , os animais e as touradas.
Se virmos bem, essa tal tradição das touradas está associada a um marialvismo que já deu o que tinha a dar, caído em desuso, expresso por uma necessidade de afirmação, a que chamam coragem e valentia, domínio, vaidade ufana de enfrentar um animal em sofrimento.
Mas se o maior confronto humano, se desenrola dentro, no silêncio de cada um de nós e não nas aparências, não será antes fraqueza, a chamada “festa brava”, que nem sequer respeita os mais fracos, na condição de não se poderem defender dentro de um espaço de sofrimento, infligido por um ser que se crê inteligente ?
…………………………………………………………………………………………………
Enquanto o ser humano pode albergar no seu íntimo, a vingança, o ódio, a crueldade, um animal é puro demais e muito superior, a esse mau hábito que o ser humano tem de usar mal a sua liberdade.
Um animal esquece logo tudo de mal que lhe fazem.
Vemos, como um animal leva pauladas, atiram-lhe para cima água a ferver, fome, sede, brincam a ver quem atropela o o pobre coitado do animal, enfim todos vemos coisas muito feias que se fazem aos nossos “irmãos menores”, e de seguida ele tudo esquece. Ao ver o seu dono, corre para ele de novo e enche-o de carícias, cheio de alegria.
Abana o rabito, lambe-o ( se ele deixar…) , manifesta a sua grande alegria, esquecendo todas as maldades de que foi alvo.
Se ao menos o homem aprendesse esta lição de perdão e bondade, seria bom…
“A compaixão para com os animais é uma das mais notáveis virtudes do ser humano”, já dizia também Charles Darwin
Amiudadas vezes estou condenada, a ouvir com inquietação e impotência, alguém que ao chegar a casa, descarrega com pauladas no seu animal, a raiva, o stress que acumulou durante o dia. O desgraçado do cão, com fome, sede, excessivo calor ou frio, sozinho, corre feliz ao ver a dona, mas é ele que “paga as favas”do mau dia da criatura, que se vinga assim.
È ainda insultado com palavras feias, que tem de engolir com lágrimas, enquanto esperava com alegria a chegada dos donos para lhe fazerem uma festa e lhe darem comida e água…
É difícil ouvir esta luta desigual contra um pobre cão que nada percebe destas atitudes desequilibradas, mas que tudo tem que suportar pacientemente, sem se poder defender. Se reagisse , logo seria abatido…
Isto é uma amostra mínima do sofrimento dos animais.
Também há quem no calor da discussão, com o carro em movimento , atire o pobre animal pela janela…
Imagine-se a dor do bicho, assim cuspido e abandonado.
Agora que as férias se aproximam, muitos animais serão abandonados , sem qualquer pejo.
O sentido da responsabilidade manifesta-se nestes gestos…sem dúvida. Mas não espere coisa boa, quem assim trata e abandona seres indefesos , fracos e incapazes de fazerem greves, manifestações ou mesmo de se defenderem .
Mas como tudo fica escrito no livro da vida, não esperem pela demora…as pessoas que não têm compaixão por quem sofre.
“Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres dos planos inferiores, não conhecerá nem saúde, nem paz!
Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão também uns aos outros.
Aquele que semeia a morte, o sofrimento não pode colher a alegria e o amor” diz Pytagoras.
O grande bailarino e coreógrafo , Vaslav Nijiusky, conta que não come carne ,porque um dia, viu um carneiro e um porco sendo mortos.
“ Vi e senti a dor desses animais…Eles sentem a aproximação da morte . Não consegui suportar a cena. Chorei como uma criança. Corri para o topo da colina e mal consegui respirar…senti-me sufocado…senti a morte do carneiro.”
Do mesmo modo, que um dia sonhei que estava a comer o meu gato, quando comia coelho. Nunca mais consegui comer tal animal e esforço-me par aprender a alimentar-me sem carne.
E na verdade a minha saúde sente grandes melhoras, felizmente.
Aliás os animais criados em cativeiro, mortos com tanto sofrimento, cheios de antibióticos … são a maior fonte de doenças, porque ao comê-los são mais as toxinas do que os benefícios…
Já agora um parênteses para lhe dizer que ao comprar ovos , não vá pelo preço mais baixo, pois essas tristes galinhas vivem em cativeiro, em gaiolas ( ver rótulo obrigatório) e esse alimento não lhe dará saúde alguma.
E para terminar, não se esqueça que a agressividade e por vezes a falta de saúde, estão ligadas ao consumo de “carnuças” vermelhas, eivadas de gorduras e toxinas originadas por n...razões, entre elas o sofrimento dos animais.
…”Desconfie e muito cuidado, com alguém que maltrata um animal...”- diz – nos Bottach e eu também sinto isso.










COM…SEQUENCIAS (3)




“Cuidado com o homem que maltrata animais”
Bottach



Os Animais e as Plantas têm o mesmo direito que os seres humanos, de habitarem o Planeta Terra.
Merecem o nosso carinho e apreço.
Infelizmente, sendo o homem dotado de inteligência e sentimentos, não se percebe como desce tanto e é mais cruel que a gata dos quintais que sofre tudo , mas não abandona os seres indefesos da sua ninhada e com supremo carinho, lambe e alimenta os seus filhinhos com amor e extremo cuidado.
E como se isto não chegasse, soube há dias ( já telefonei a confirmar…)
que por trás do Santuário de Fátima, um lugar onde tanto se busca a Paz , o Amor , a Luz, onde o divino e o humano se cruzam para se elevar a prática do Bem , ora é justamente aí, que se vê um espectáculo de crueldade, abandono e falta de amor para com os animais.
Os responsáveis do Santuário permitem que uma gaiola que apanha animais abandonados, contenha os bichos que já foram maltratados, cheios de fome e abandono, (…), aí ficam de 6.ª feira (que pode ter sido de manhã) até 2.ª feira à tarde. Os animais ficam aí ao sol, sem comer, sem beber, engaiolados , à espera da morte …depois no canil.
Nossa Senhora não deve gostar nada deste espectáculo…
E se S. Francisco de Assis visse assim tratados os seus irmãos menores, também choraria … como nos acontece a nós.
Foi ele mesmo que disse:
“Todas as coisas da criação são filhas do Pai e irmãs do Homem.
Deus quer que ajudemos os animais, se necessitarem de ajuda.
Toda a criatura em desgraça tem o mesmo direito de ser protegida.”
Mas se se escondem coisas tão feias e terríveis, no coração de alguns humanos (…), como não se há-de também encarar com ligeireza e leviandade , o caso dos cães abandonados , em Fátima, que “só incomodam e molestam(…) “’?!
Esquecem-se fácil e levianamente, as palavras que até talvez se desconheçam de Thomas Edison quando diz:
”A não violência leva-nos aos mais altos conceitos de ética, o objectivo de toda a evolução.
Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens”
Já nem preciso dizer mais palavras...porque até me dói… falar para o vento…O mais surdo, é aquele que não quer ouvir.
Dá trabalho a mudança?
Pois dá , mas ela é para todos os seres humanos neste plano, sem excepção alguma!
E quanto mais responsabilidade, mais atenção necessitamos dar aos nossos actos. Ou estou errada?
Pois é. Mas no canil de Castelo Branco, segundo ouvi na comunicação social, os animais abandonados não são abatidos e são bem tratados.
Têm respeito por eles.
…mas como poderiam aquelas pessoas” tão empenhadas”, que apenas tentam livrar-se do “incómodo” e nada fazem para mudar a atitude e ajudar a resolver esta postura cruel de abater os animais abandonados, com fome, com sede, como poderiam elas compreender, que além de tudo , os responsáveis do canil ainda os levem até à praia, para que se libertem do stress , correndo junto ao mar?.........................................................................................................
Nestes gestos de falta de amor pelos animais, a nossa alma surpreende-se e fica muito triste.
Albert Schweitzer já pensava como nós , quando dizia:
“ Não permitas que ninguém negligencie o peso da sua responsabilidade. Enquanto tantos animais continuarem a ser maltratados, enquanto o lamento dos animais sedentos nos wagons de carga não sejam emudecidos, resolvidos, enquanto prevalecer tanta brutalidade em nossos matadouros (…)todos seremos culpados!
Tudo o que tem vida tem valor como ser vivo, como manifestação do mistério da vida.“
A nossa Fé no Criador tem tudo a ver com estas realidades.
Ficamos muito desapontados por se constatar, que quem deve dar exemplo de compaixão para com quem sofre, nada faz!
Permite estas situações. Nada faz pelos seres mais desprotegidos: os animais.
Isso custa muito ver...
Aos animais não são lixo! Não estão à mercê dos humores ou das conve- niências.
Gritamos para sejam defendidos! Respeitados!
“Nossa tarefa devia ser libertar-nos (…) aumentando o nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a Natureza e sua beleza.”- dizia Albert Einstein
È um facto que todos os seres vivo buscam a sua felicidade. Nós só temos que dirigir a nossa compaixão para com todos.
Merecem respeito e amor! Sofrem como os humanos, os animais .
Não me admiro nada, que figuras como Brigitte Bardot, uma mulher famosa, com todos os meios ao seu alcance, talvez desiludida com a traição e maldade dos humanos, dedique a ponta final da sua vida ,à defesa dos animais, tendo mesmo enfrentado tribunais e tudo o que é necessário, para que aos nossos irmãos menores tenham o respeito que sempre merecem e que ainda não lhes foi dado.
Ninguém duvide que há uma justiça imanente que tudo vê e regista.
As consequências chegam sempre.
Se assistimos em silêncio, se abandonamos ou maltratamos os animais com mil barbaridade de sofrimento, não esperemos colher rosas à nossa volta.
Todas as nossas acções têm uma repercussão, disso ninguém duvide.
Mesmo quando ninguém vê, há alguém que sonda o mais íntimo de nós mesmos: cada um de nós !
...e isso não pode deixar a consciência muito feliz. As consequências mais tarde ou mais cedo, chegarão. Ninguém duvide!
A não ser que nem se tenha consciência…
“A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de carácter e pode ser seguramente afirmado, que quem é cruel com os animais não pode ser bom homem” afirmou Arthur Schopenhauer e nós mesmos confirmamos.
Os animais não são lixo. Merecem amor. Respeito e gratidão.
Ainda me lembro de me surpreenderem em Den Hag e noutras cidades da Holanda , os patos livremente voando e grasnando sobre as nossas cabeças…
Ou em Oñati, velhos e crianças alimentando pombas e passaritos que pulavam na relva dos jardins…
Ou ainda no Canadá, o sarilho que seria atropelar um esquilo, por exemplo, e ter que responder perante a polícia…
Isso imediatamente me levava à comparação no meu País, do tratamento fidalgo (…) dado pombas, que eram envenenadas na água das fontes da minha cidade e do susto de alguém que desse de comer aos animais tinha, até ser dissuadido desses gestos atrevidos(…).
Pergunto se o preço da repressão não podia ser usado para protecção dos animais.
Isso exige nível e mudanças de fundo em quem tem o poder…
Será que alguma vez isso acontece entre nós?

linmare@edicomail.net
meu blog: http//lucinda-umaponteparaoinfinito.blogspot.com