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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

..A violência tem muitos rostos...



Sementes de Violência
(II PARTE)

A causa de todos os problemas conjugais está no desconhecimento da mente”
Joseph Murphy



Diz-se que a causa das separações não está no facto ocorrido, mas na maneira como o facto foi interpretado.
Cada caso é um caso. As dificuldades são muitas e diversas. É verdade que a maturidade falta muitas vezes na caminhada e nas decisões finais.
Que mais tarde, as pessoas reconsideram, mas a sintonia ou nunca existiu ou nunca mais se consegue.
Quando no entanto, só um quer progredir e o outro fica no cadeirão, questionando e agredindo as mudanças e as novas atitudes do parceiro/a, às quais sempre se opõe, porque não tem flexibilidade, nem se esforça por evoluir, continuando apenas agarrado ao poder e ao lado material da vida, que fazer?
Não admite que o outro mude, apelidando-o de louco, porque se tornou diferente, como se pode dar a reconciliação?
……………………………………………………………………………………………………………………………………
E por isso, meus amigos, as sementes de violência ainda estão aí. Cada vez mais vivas.
Hoje, há maridos, famílias, que não ligaram nada a quem passou a vida toda trabalhando, sofrendo, amando na ajuda e na presença abandonada e silenciosa de tantos anos, mas hoje na “sua extrema bondade” e também com medo de perder os bens materiais, quando vêem que as “Marias” estão cansadas de serem criadas, de serem ignoradas, quando se apercebem que o seu tempo de hipocrisia chegou ao fim e que não há volta a dar, estudam as tais estratégias e pensam, como bloquear a liberdade de alguém se poder tornar responsável. Pessoa. Libertar-se do cativeiro onde não há pinga de amor. Respeito. Não há nada!
Afecto e alimento são necessidades fundamentais para se viver. Quando alguém evolui e tem consciência desta realidade, como podemos negar-lhe isso?
Se ela for dada como desequilibrada. Incapaz de se defender de novos amigos e formas de pensar com as quais não concordam, têm que a “proteger “.
Não foi na saúde e na doença que se comprometeram a estarem juntos?
( Juntos sem amor, se nem sequer se falam?
Não será a posse a prisão mais cínica e camuflada que temos?
Tentar dominar o companheiro ou a companheira, é o sinal mais evidente de insegurança e ou complexo de inferioridade.)
Então por que é que ela não há-de acabar podre nessa casa tão linda, embora ela morra de solidão sem ninguém lhe dar atenção, nem diálogo, nem carinho, nem companhia, sem respeito por aquilo que o outro pensa, sofre, ama, trabalha?
Vamos chamar-lhe doida. È mais fácil do que perceber com atenção e coerência, a razão da necessidade de evasão, de novas escolhas.
Provar que não está bem, é mais fácil. Negar tudo o que não é igual ao pensamos.
Esquecemos que a unidade faz o bom entendimento. Alegria. Respeito. Adaptação. Tolerância. É a unidade que busca a valorização das qualidades que facilitam a convivência. O respeito ( do latim RESPICERE que significa tornar a olhar…).
Se nada disso existe onde está casamento?
Ela até está a adoptar modelos de pensamento diferentes dos “nossos”, que nos recusamos a analisar…
Classificá-la de doida é mais fácil.
E assim, incapaz de se defender sozinha, nós, os bonzinhos, os equilibrados, a “famíla”, preservamos os bens, dominamos o outro numa violência extrema e ainda passamos por protectores e salvadores de primeiras águas.
Que tal estas violências ao nosso lado, sem que disso nos apercebamos?
Ou ela só dói quando a sentimos na pele?
Não podemos ignorar que haja quem pense e sinta que o casamento é muito mais do que um contracto social, material e aparente.
Há pessoas “antiquadas”ou modernas (!!!), coerentes, que têm necessidade de amor e diálogo carinhoso no casamento . Não se contentam com as palavras vazias, mentirosas, apenas escritas num papel:
apoio na saúde e na doença, numa gaiola de ouro solitária. Agressiva. Silenciosa.
O contrário da violência é a paz. A paz tem a sua raiz no amor e na verdade!
A sua construção é a responsabilidade de todos e cada um de nós.
Por que será que alguém, perde tanto “amor “, “protecção”, preferindo o vazio e a incerteza e até a solidão , por vezes?
Algo está mal contado.
linmare@edicomail.net

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sementes de violência




Sementes de violência


O campo da não violência é o coração do homem.” Vinoba
“A não violência é a mais firme qualidade da alma que se desenvolve com a prática.” Gandhi
.

Lembro-me de um conto de Gabriel García Marquez que li já há muito tempo, e que considerei de uma violência extrema.
( Se aqui, a violência nasce de um equívoco…isso nem sempre acontece noutros casos de maldade organizada.)
Era o caso de um casal de artistas que participariam num espectáculo, nessa noite. Ela era cantora.
O marido iniciou a viagem mais cedo. A esposa iria juntar-se a ele, indo ela no seu carro próprio.
Era inverno. Na estrada, o seu carro avariou ficando ela só, pedindo ajuda a quem passava.
Entretanto, apenas um pequeno autocarro acabou por parar, para dar a socorrer. A senhora ficou muito contente, porque pensava assim poder aproximar-se mais rapidamente do local onde se iria apresentar naquela noite. Estando mais próxima e com possibilidade para telefonar (ainda não haveria telemóvel…) a seu marido, ele ou alguém, a um táxi talvez, que a pudesse ajudar a cumprir o seu compromisso.
Sentada à frente, junto de uma senhora e o condutor, reparou que as pessoas quase todas dormitavam, na parte de trás.
Entretanto, chegados ao destino, grandes portões se abriram para deixar entrar os passageiros. O condutor e a sua ajudante mal chegaram, terminadas as suas funções, desapareceram na grande cerca que se estendia dentro de altos muros.
À medida que as pessoas saiam do autocarro, eram rotuladas com um número, tal como a cantora a quem deram boleia. Esta apressou-se a explicar a sua presença ali, mas ninguém a escutou. Antes, a calaram sorrindo, porque agora até tinham alguém com a mania que era “cantora”, naquela antiga instituição psiquiátrica.
A noite ia avançando. Coisas terríveis iam acontecendo…
Quanto mais a senhora pedia para telefonar e explicava a situação, mais o seu caso era considerado grave chegando ao ponto, de ser amarrada na cama, pela sua teimosia, compulsão e insistência no assunto.
Entretanto o seu marido maldizia a sua sorte:
- Que cabra eu escolhi! A esta hora está com outro e eu aqui segurando a situação sozinho, neste espectáculo…
O tempo foi passando.
Isolada, sujeita a tratamento psiquiátrico violento, imaginamos em que estado terá ficado.
Já não me recordo bem, mas parece que no final, já completamente depauperada, o casal encontra-se (…).
Para além desta história que nunca mais esqueci, lembro-me também, quando entrei na Faculdade, que se contava a situação de um professor que se encantara com uma aluna.
Para se livrar da sua esposa da qual não tinha qualquer razão para a repudiar, além do divórcio ser coisa rara entre nós, naquele altura, e portanto não ter maneira de se livrar da sua mulher, o professor descartou-se da senhora, internando-a num hospital psiquiátrico, dando-a como louca. E a pobre senhora lá se finou sozinha e talvez louca… lá morreu.
Também conheci muito de perto, um casal em que o marido queria condenar e destruir a esposa, que ele nunca amara.
Traçou um plano de guerra fria.
Queria desesperá-la tanto, que ela, desgastada, acabasse por abandonar a casa, para a culpar por abandono do lar.
Violentava-a até ao desespero, na esperança mafiosa de ela poder cometer alguma auto-agressão, que o promovesse a bondoso salvador da vítima que um dia tanto se sacrificara para fazer dele um homem!
Para isso, repetia-lhe, na cama, quando ela tentava dormir, até à loucura do mais são…:
-Tu és louca. Nenhum psiquiatra te cura e vais perder os filhos.
( Na realidade , os filhos era tudo de mais precioso que ele muito bem sabia e que até tinha sugerido que ela abortasse…)
Portanto a violência da agressão era extrema.
Quando ela sofrida pela situação de grande desgaste, o querido marido tinha o cuidado de colocar venenos vários, na casa de banho. Junto, colocava também uma lista com indicações de anti-venenos…e números de telefones …
Que bonzinho que este marido era, não é mesmo?
Mas meus amigos, as sementes de violência ainda estão aí , cada vez mais vivas.
Hoje, há maridos, famílias, que na “sua extrema bondade” e também com medo de perder os bens materiais, quando vêem que as “Marias” estão cansadas de serem criadas, de serem ignoradas, quando se apercebem que o seu tempo de hipocrisia chegou ao fim e que não há volta a dar, estudam as tais estratégias e pensam, como bloquear a liberdade de alguém se poder tornar responsável. Pessoa.
Afecto e alimento são necessidades fundamentais para se viver. Quando alguém evolui e tem consciência desta realidade, como podemos negar-lhe isso?
- Se ela for dada como desequilibrada. Incapaz de se defender de novos amigos e formas de pensar com as quais não concordam, têm que a “proteger “.
Não foi na saúde e na doença que se comprometeram a estarem juntos?
Então por que é que ela não há-de morrer podre nessa casa tão linda, embora ela morra de solidão sem ninguém lhe dar atenção, nem diálogo, nem carinho, nem companhia, sem respeito por aquilo que o outro pensa, sofre, ama?
Vamos chamar-lhe doida. È mais fácil do que perceber com atenção e coerência, a razão da necessidade de evasão, de novas escolhas. Provar que não está bem, é mais fácil. Negar tudo o que não igual ao pensamos.
Ela até está a adaptar modelos de pensamento diferentes dos nossos, que nos recusamos a analisar…Então classificá-la de doida é mais fácil.
E assim, incapaz de se defender sozinha, nós, os bonzinhos, os equilibrados preservamos os bens, dominamos o outro numa violência extrema e ainda passamos por protectores e salvadores de primeiras águas.
Que tal estas violências ao nosso lado, sem que disso nos apercebamos?
Ou ela só dói quando a sentimos na pele?
Não podemos ignorar que haja quem pense e sinta que o casamento é muito mais do que um contracto social, material e aparente.
Há pessoas “antiquadas”ou modernas (!!!), coerentes, que têm necessidade de amor e diálogo carinhoso no casamento e não se contentam com as palavras vazias, mentirosas, apenas escritas num papel:
apoio na saúde e na doença, numa gaiola de ouro solitária. Agressiva. Violenta…
O contrário da violência é a paz . A paz tem a sua raiz no amor e na verdade!
A sua construção é a responsabilidade de todos e cada um de nós.

Nota: Esta é apenas a 1.ª parte de uma reflexão sobre a violência




domingo, 7 de fevereiro de 2010

Uma carta de amor para 2010


UMA CARTA DE AMOR PARA 2010

Se é certo o que diz o poeta Fernando Pessoa, que todas as cartas de amor são ridículas, a verdade é que a boca fala da abundância do coração e por isso tenho que partilhar contigo, segredos que só a ti dizem respeito, ano 2010!
Sabes, querido, a vida tem-me fustigado demais , mas nem por isso apagou no mais fundo de mim mesma, esta chama de amor que me persegue.
As desilusões têm-se acumulado e a solidão sem esperança tem-me consumido a alma.
É por isso , querido 2010, que a tua chegada, um tempo novo, cheio de promessas e surpresas várias, foram uma bênção na minha vida.
Trouxeste tudo o que eu precisava: a alegria de viver feita disponibilidade para acolheres gostosamente tudo o que guardo escondido no meu peito e ainda para me ofereceres o que a vida me deve em carinho, ternura e dedicação.
Sabes, querido, pobres são aqueles que não têm quem receba o que eles têm para oferecer.
Talvez, tu sejas a porta que se abre para dias melhores, de mão dada contigo.
Quero amar-te com todo o meu coração, como um canto do cisne pleno e verdadeiro.
Como duas crianças amigas que brincam no parque ou fazem uma patuscada em segredo. Vivem aventuras simples. Contam histórias inventadas e todos os dias são diferentes e cheias de sonhos inverosímeis , mas reais dentro delas.
O nosso amor desabrocha dentro de mim, como uma nova era.Um recomeço.
Por ti e para ti, expresso o que trago abafado, pela confiança e coragem que me inspiras.
Abro-te o peito, nesta confissão de uma vivência adiada, sem tempo, como uma semente promissora. Abençoada.
Sei que me amas e o que se lança para o universo com convicção fere o infinito.
Não é o amor a força despolotadora que faz vibrar e brotar o que temos e somos de melhor?
Pudera eu na minha pequenez, retribuir-te tudo o que me ofereces.
Semear flores com meus escritos. Espalhá-los ao vento e encher o universo de canções!
Obrigada, amor, ano 2010, pela esperança que trazes.
Este grito, resumo de tanto afectos adiados são todos para ti, amor, amado , amigo, amante!
Em cada dia, o registo de novas descobertas, serão rosários de pérolas luminosas, coroando os teus trezentos e sessenta e cinco dias, diferentes e renovados.
Entre nós, será um pacto amoroso que encherá de pétalas perfumadas, o rio secreto e silencioso, escondido no mais fundo dos nossos seres.
A tua efemeridade será aguilhão para vivermos mais intensamente cada minuto, cada segundo, certa que ninguém se banha duas vezes na mesma água e que a eternidade começa aqui e agora.
A gratidão entranhada em cada célula do meu ser, bendirá cada dia ,
cada semana, cada mês que me concedes.
Todos os dias agradecerei ao Deus Criador, que me permite o encontro com o tempo.
Quantos gostariam de ter o privilégio de te conhecerem, 2010, mas tiveram que partir, antes da tua chegada.
Bateste sorrateiramente á minha porta, numa noite fria.
O meu coração aguardava-te. Pressentiu-te deslizando de mansinho e ali jurou amar-te até ao final dos teus dias, como o primeiro e o último tempo da sua vida…
Será intenso e doce o nosso relacionamento. Beleza. Suave relação, como só nós poderíamos escolher e acarinhar, depois de tantas decepções. Desgostos. Guerras e traições.
E por isso, a nossa paixão inicial, esbatida e arrumada, se converterá num sentimento fiel, total, fazendo do nosso casamento, ainda que breve, um tempo inesquecível.
Se velhinho partires e eu ainda ficar, uma saudade magoada , grata, reinventará suave melodia , para ti, ano de 2010.
Em meus braços te acolho hoje, vestido de progresso e vitórias. Vigoroso. Firme. Promissor…
Acolho o teu abraço e as tuas carícias, como alimento dos meus dias que hoje só a ti pertencem.
Sou toda tua .
Faz em mim tua morada, amigo, amor, amante!
Ampliemos o milagre da nossa união.
Semeia flores nas minhas varandas abandonadas.
Verás despontar em tuas mãos, todos os poentes . Todas as auroras de sempre… prometidas.
A plenitude estenderá suas asas sobre as nossas fragilidades, qual rei Midas transformando em vitórias, as nossas maiores aflições.
Sobre o mundo aspergiremos a nossa felicidade que a todos tocará.
A Terra em festa cantará hossanas e os irmãos do universo inteiro, abraçar-se-ão com amizade, explodindo por toda a parte, a paz e o amor!
Este é o segredo: todo o amor gerado, tarde ou cedo florescerá, fazendo novo todas as coisas velhas.
AMO-TE, 2010!
JOANINHA

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Rezar cura




Queridos amigos:




HA MUITOS ESTUDOS QUE PROVAM ISTO MESMO.




As selecçoes READER'S digest tem um estudo com estatisticas e exemplos de pessoas.




Experimente e veja que é verdade.




Estar em contacto com uma energia altissima, muda tudo à nossa volta.




Experimente.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Os milagres acontecem







Grandes ou pequenos milagres acontecem todos os dias nas nossas vidas. Devemos estar muitos atentos e deixar Deus actuar em nós
Saber ainda que nada vem até nós ou acontece nas nossas vidas , por acaso.
O acaso o é qd Deus não quer assinar...



Então aí vai a minha reflexão de hoje...





Os milagres acontecem






“As correntes estão na alma, onde os nossos olhos apressados não chegam, porque a dor mais profunda requer calma para ser encontrada”.
P Fábio de Melo






O primeiro milagre, antes de qualquer outro, é ter nascido.
Logo de seguida, estar vivo e repararmos que nascemos absolutamente sem nada e partimos sem nada, e que pelo meio, temos tantas coisas…é outro milagre!
Temos família, amigos, casas, carros, viagens, honras, apreciamos a beleza, os sabores, o prazer, a alegria, a saúde...tanta coisa e não nos apercebemos que nada merecemos. Que nada é nosso. Tudo nos é oferecido pela vida!
De onde depreendemos que a nossa atitude mais inteligente e correcta, é agradecer.
Cultivar a gratidão, além de tudo, cria saúde e bem estar connosco mesmos.
Depois se repararmos que o mundo é de uma precisão milimétrica, descobrimos que tudo o que acontece tem um propósito na nossa vida.
Se entramos nesta corrente e estando atentos, a paz estabelece-se dentro de nós, porque nos apercebemos que tudo contribui para o nosso crescimento. Mesmo as dificuldades, os acidentes têm uma leitura. Há que estar bem atento.
Tirar lições e avançar com a certeza que cada um tem o seu caminho e só ele o pode fazer.
Na solidão, pex , um estado de espírito, reparamos que nem precisamos dos outros para nos amarmos a nós mesmos.
Então, os outros que se cruzam nas nossas vidas, também lá não estão por acaso. Uns são para nos auxiliar na caminhada. Outros são professores cáusticos para nos ajudar a vencer nas provações que nos criam e nos tornarmos mais humildes, mais fortes. No confronto com a dificuldade, está a lição que nos proporcionam.
Assim entendida a vida, deixa-se de andar ao acaso, ao sabor da corrente dos outros, desorientados, pondo culpas a este e àquele, pelos nossos desaires ou albergando em nós sentimentos de revolta, de inveja, de raiva que só nos prejudicam.
Mas além de tudo isto, também acontecem milagres tão evidentes que nos tocam o mais delicado das nossas almas.
Ontem, tinha que ir aos Hospitais da Universidade bem cedo. Os estacionamentos em Coimbra e no HUC particularmente, estão um caos. São uma dor de cabeça.
(É preciso ter muita saúde para ter condições para ir ao médico…Para além das “bichas” que como dizia um doente numa fila:
- Estamos num país de “bichas” (…) que estão por todo o lado…
E depois as considerações surgiram sobre as leis das “bichas” etc...Dava para rir, se não fosse quase para chorar, o que se passa ao nosso redor, também no nosso país.)
Também não estou famosa para grandes caminhadas. Então, pensei: levo o carro e deixo próximo da paragem do carro 29.
Antes de sair e como faço habitualmente, ajoelhei no meu quarto. Agradeci pela noite que Deus me dera e ainda, porque sabia que Ele me iria guiar no que tinha que fazer naquela manhã.
E lá fui. A primeira coisa, arranjei um lugar, para o carro que até era fácil de manobrar.
Primeiro milagre (…)
Depois, fui para a paragem do autocarro. Eis senão quando, um antigo aluno meu, do ITAP, pára e se oferece para me levar.
Não querendo incomodar, contudo aceitei.
Levou-me mesmo até à porta dos HUC.
Como se isto não bastasse, teve oportunidade de me contar do que acontecera com a sua mãe.
- Desenvolveu-se um cancro entre as amígdalas e o ouvido. Estava tudo marcado para operação. Entretanto, o médico chamou-me. Fiquei aflito e pedi-lhe que dissesse tudo.
Estupefacto, o médico explicava-me que toda a situação desaparecera e que ela estava bem!
Nem queríamos acreditar. Minha mãe e eu rompemos abraçados um ao outro…a chorar.
Minha mãe, dizia-me:
- Meu filho, só pode ser milagre. Roguei muito a Deus e a Nossa Senhora e Eles ouviram a minha pobre oração.
…………………………………………………………………………………………
Confesso que ao ouvir tal relato, também pude bendizer e agradecer a Deus que sempre ouve a nossa oração.
Por vezes, Ele não pode actuar porque desconfiamos do seu amor e desvelo para connosco.
Mas vale a pena orar. Agradecer e pedir.
Todos os dias, coisas extraordinárias vêm à nossa vida.
Há que estar atentos .
De facto os milagres acontecem todos os dias, na existência de todos e de cada um de nós.
Só há que agradecer!




linmare@edicomail.net

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sementes de Violência


Vai uma pequena reflexão sobre a temática da violência no casal.
Pode deixar o seu comentário.

Sementes de violência
( Parte I e Parte II)

“O campo da não violência é o coração do homem.” Vinoba
“A não violência é a mais firme qualidade da alma que se desenvolve com a prática.” Gandhi.




Lembro-me de um conto de Gabriel García Marquez que li já há muito tempo, e que considerei de uma violência extrema.
( Se aqui, a violência nasce de um equívoco…isso nem sempre acontece noutros casos de maldade organizada.)
Era o caso de um casal de artistas que participariam num espectáculo, nessa noite. Ela era cantora.
O marido iniciou a viagem mais cedo. A esposa iria juntar-se a ele, indo no seu carro próprio.
Era inverno. Na estrada, o carro avariou ficando ela só, pedindo ajuda a quem passava.
Apenas um pequeno autocarro acabou por a socorrer. A senhora ficou muito contente, porque pensava assim poder aproximar-se mais rapidamente do local onde iria actuar, naquela noite. Estando mais próxima e com possibilidade para telefonar (ainda não haveria telemóvel…) a seu marido ou a alguém, a um táxi talvez, que a pudesse ajudar.
Sentada à frente, junto de uma senhora e do condutor, reparou que as pessoas quase todas dormitavam, na parte de trás.
O percurso do autocarro terminava. Grandes portões se abriram para deixar entrar os passageiros. O condutor e a sua ajudante mal chegaram, terminadas as suas funções, desapareceram na grande cerca que se estendia dentro de altos muros.
À medida que as pessoas saiam do autocarro, eram rotuladas com um número, tal como a cantora a quem deram boleia. Esta apressou-se a explicar a sua presença ali, mas ninguém a escutou. Antes, a calaram sorrindo, porque agora até tinham alguém com a mania que era “cantora”, naquela antiga instituição psiquiátrica.
A noite ia avançando. Coisas terríveis iam acontecendo…
Quanto mais a senhora pedia para telefonar e explicava a situação, mais o seu caso era considerado grave chegando ao ponto, de ser amarrada na cama, pela sua teimosia, compulsão e insistência no assunto.
Entretanto o seu marido maldizia a sua sorte:
- Que cabra eu escolhi! A esta hora está com outro e eu aqui segurando a situação sozinho, neste espectáculo…
O tempo foi passando.
Isolada, sujeita a tratamento psiquiátrico violento, imaginamos em que estado terá ficado.
Já não me recordo bem, mas parece que no final, já completamente depauperada, o casal encontra-se (…).
Para além desta história que nunca mais esqueci, lembro-me também, quando entrei na Faculdade, que se contava a situação de um professor que se encantara com uma aluna.
Para se livrar da sua esposa da qual não tinha qualquer razão para a repudiar, além do divórcio ser coisa rara entre nós, naquele altura, e portanto não ter maneira de se livrar da mulher, o professor descartou-se da senhora, internando-a num hospital psiquiátrico, dando-a como louca. E a pobre senhora lá se finou sozinha.
Também conheci muito de perto, um casal em que o marido queria condenar e destruir a esposa, que ele nunca amara.
Traçou um plano de guerra fria.
Queria desesperá-la tanto, que ela, desgastada, deixasse a casa, para a culpar por abandono do lar.
Violentava-a até ao desespero, na esperança mafiosa de ela poder cometer alguma auto-agressão, que o promovesse a bondoso salvador da vítima, que um dia tanto se sacrificara para fazer dele um homem!
(Os “machos” nunca perdoam às mulheres que os ajudam!)
Para isso, repetia-lhe, na cama, quando ela tentava dormir, até à loucura do mais são…:
-Tu és louca. Nenhum psiquiatra te cura e vais perder os filhos.
( Os filhos, que ele sugeriu que abortasse, era o bem mais precioso para aquela mãe e… ele bem o sabia.)
A violência da agressão era extrema.
Sofrida pela situação de grande desgaste, o “querido” marido tinha o cuidado de colocar venenos vários, na casa de banho. Junto, colocava também uma lista com indicações de anti-venenos…e números de telefones.
Que bonzinho que este marido era! Na rua e à frente de outrém, o santo. E ela “coitadinha”, a doentinha.
E muito mais.
……………………………………………………………………………………………………………………………………..
Na próxima semana, teremos a conclusão deste tema que é muito vasto.
Há muito sofrimento que nem sonhamos em todas as classes sociais, em todas as idades, em todos os tempos.
Normalmente a vítima é a mulher que tem medo, vergonha de se queixar.
Os testemunhos das mulheres assassinadas, agressão última, infelizmente falam sem mais palavras.
linmare@edicomail.net

sábado, 16 de janeiro de 2010

PALAVRAS


A palavra tem uma força tal que temos que ter cuidado como a usamos.


A palavra pode construir. Edificar .Ajudar. Fazer desabrochar o outro.


Também pode destruir para sempre.


A palavra proferida é como uma flecha que não pode voltar para trás.


Então vamos pensar melhor o que queremos fazer com as nossas palavras.


Quando? Como? Onde? A quem as nossas palavras...?


Recordo:

"Dar pérolas a porcos..." mesmo com as nossas palavras.


E agora lembro uma passagem que me vem muitas vezes...


" A quem iremos nós , Senhor, se só Vós tendes PALAVRAS de vida eterna?"