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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um dia no Banco dos Hospitais da Universidade de Coimbra



Durante a noite senti -me mal.

Solicitei ajuda ao Automóvel Club de Portugal com uma linha de Saude proposta na data de inscrição.

Fui muito bem atendida pela assistente , pelo senhor telefonista, por uma médica que estava de serviço em Lisboa.
Pedi a presença do médico da Unimed, em Coimbra, que tem a seu cargo as urgências do ACP.
Aqui é que as coisas...falharam.
O meu pedido de ajuda foi feito às 2h e 30 da manhã. Hesitei um pouco para chamar o médico , porque me custava estar a incomodar durante a noite, embora tivesse saiba que é um serviço que pago.

Mas a simpática médica de Lisboa, disse-me :
"Talvez seja melhor que o médico vá aí , porque fica mais tranquila."


Ora, o meu filho veio do Porto cerca das três horas da madrugada e por volta das 5h e 30 ainda não tinha vindo o dito médico à minha casa.
URGENCIA?!!!!
Nem pensar.
Era um problema do coração que felizmente se revelou menos grave do que parecia.
E estando eu com o meu filho, de manhã ele levou-me ao Banco dos HUC.
Aqui, fui bem atendida.
Estive lá 5h e 30 minutos.
Fiz eletrocardiograma e análises. Foi um jovem médico que me atendeu - Dr Pedro Andrade - que me viu com todo o cuidado e a quem fiquei muito grata.

Entretanto , pude apreciar muita coisa...
Primeiro, penso e nota-se que há muitas pessoas que aparentemente não estavam tão necessitadas de um serviço de urgência, estavam ali a entupir os serviços.
Havia uma triagem, o que também é importante.
Reparei ainda que o pessoal que recebe os doentes, está sujeito a uma grande pressão e esforço. Tem que estar sempre atento, correcto e pressionado pelas pessoas que entram constantemente.
Na realidade, havia alguns técnicos que eram bem mais gentis do que outros...
Tenho um amiga médica que me disse que na urgência, poderia haver um acompanhante. Quando perguntei ao senhor enfermeiro da triagem , ele disse me que não estava ainda em vigor.
Mas eu acho muito importante ter um acompanhante no meio da tanta solidao e confusao . Ate se fica mais doente e assustado naquele local quando de está sozinho.
De qualquer maneira, quero agradecer publicamente ao medico que me viu nos HUC.


Nota:

Agora fui ao Google e passo a transcrever a notícia do dia 27 julho p.p. apresentada pelo Jornal de Notícias que reza assim:


"
Direito a acompanhante nas Urgências
2009-07-14
Todos os doentes que dêem entrada numa urgência do Serviço Nacional de Saúde passam a ter direito a um acompanhante, que deve ter "informação adequada e em tempo razoável" sobre o paciente.
Publicada hoje, terça-feira, em Diário da República, a Lei n.º 33/2009 da Assembleia da República (AR), "reconhece e garante a todo o cidadão admitido num serviço de urgência do Serviço Nacional de Saúde o direito de acompanhamento por uma pessoa por si indicada".
No momento de admissão num serviço de urgência, o doente deve ser informado deste direito. Quando a situação clínica não permitir ao doente fazer a declaração da sua vontade, os serviços de urgência devem promover esse direito.
A lei interdita, no entanto, a assistência do acompanhante a intervenções cirúrgicas e outros exames ou tratamentos que possam ser prejudicados pela sua presença, excepto se for dada autorização expressa pelo clínico responsável.
De acordo com a legislação, o acompanhante tem direito a "informação adequada e em tempo razoável sobre o doente", nas diferentes fases do atendimento, excepto quando há "indicação expressa em contrário do doente" e "matéria reservada por segredo clínico".
Cabe ao acompanhante comportar-se com "urbanidade" e respeitar e acatar as instruções e indicações dos profissionais de serviço.
No caso de violar estes deveres, o acompanhante pode ser impedido de permanecer junto do doente e ser obrigado a sair do serviço de urgência, podendo ser indicada outra pessoa em sua substituição.
No prazo de um ano, as instituições do SNS que disponham de serviço de urgência devem proceder às alterações necessárias nas instalações, organização e funcionamento dos respectivos serviços de urgência para permitir que os doentes possam usufruir deste direito sem causar qualquer prejuízo ao normal funcionamento daqueles serviços.
"O direito de acompanhamento nos serviços de urgência deve estar consagrado no regulamento da respectiva instituição de saúde, o qual deve definir com clareza e rigor as respectivas normas e condições de aplicação", sublinha a legislação.Nota: consegui transcrição...


"Publicada hoje, terça-feira, em Diário da República, a Lei n.º 33/2009 da Assembleia da República (AR), "reconhece e garante a todo o cidadão admitido num serviço de urgência do Serviço Nacional de Saúde o direito de acompanhamento por uma pessoa por si indicada"
Foto:
autor desconhecido

domingo, 23 de agosto de 2009

De facto só o amor e amizade aquecem o coração


Ontem tive a alegria de receber e estar 2 dias, com um casal amigo que já não via há muito.




É verdade que nós sabemos muitas coisas na cabeça, mas só quando esse conhecimento desce até ao coração, é que entendemos a dimensão das palavras e da vida!


É preciso experimentar esse certeza sem mácula, que somos importante para o outro, para sentir uma sensação especialíssima na alma e no coração, que nada mais nos pode dar.


Anne Franck dizia que somos profundamnete solitários, quando não temos a certeza de sermos parrticularmente importantes para alguém.


Ela tinha toda a razão, aquela menina tão sofrida e tão isolada.


E depois a amizade pode existir até entre uma pessoa e um animal . Aí, a coisa ainda é mais pura!


A amizade não pede nada em troca. Não é possessiva. Nunca morre.

sábado, 22 de agosto de 2009

Viagem ao coração da zona centro


Hoje fiz uma viagem à zona centro interior.

Aquelas montanhas agrestes , montes e vales, montes com arvoredo, outros rapaditos, mas todos encadeados até perder de vista, dão uma impressão que se paira sobre os montes!


Quando regressei , havia um grande incêndio, na serra, que enchia o céu de um fumo negro.

A minha alma chorou e pensei nas plantas , nos animais sacrificados, no susto das pessoas que moram por aqueles montes ao redor daquele local assustador.

Quando era pequenita, morava numa pequena aldeia e então o fogo na montanha , assustava-me muito e tinha medo de dormir...

Perguntava sem cessar:

- Mãe, o fogo chega aqui!

Ela tranquilizava-me carinhosamente, mas eu não conseguia dormir.

Agora penso nos outros que estão por perto destes locais sinistros e assustadores...

Ontem vi na televisão , outro incêndio em Sintra, e via a aflição das pessoas com o fogo junto das suas casas...

Meu Deus, mas a Terra sofre tanto!

Como não há mais amor e mais cuidado com estes fogos?

Será que antigamente havia assim tantos fogos?

Se não havia , qual a razão por que agora há assim estas desgraças?


Havia outra coisa, na aldeia que me fazia sofrer muito.

Era o chiar dos porcos , quando lhe espetavam aquela faca horrrível , de que fugi sempre e não quis ver,mas sabia bem o que faziam ao animal, claro. Horrível !

Ainda hoje , as famílais juntam-se para a festa da matança do porco.
Eu fugiria e nunca estaria numa coisa tão dolorosa. Qual festa!

Que bárbaros somos...



Nota:

Quero pedir a Nenita, que me diga quem é.

Deixou-me um comentário da Néné , nascida em 29 de Julho de 1965.


A 1.ªcoisa, sem querer , apaguei a msg linda que adorei e agradeço e me tinha deixado no blog.

Peço muito que me escreva de novo e me diga quem é pf , pq não sei quem

é.
Meu endereço linmare@edicomail.net

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mais um momento de comunhão que partilho com meus amigos!


É ELE



É Ele que me beija

na brisa do amanhecer.

É Ele que faz o sol brilhar,

que pinta o céu ao anoitecer...


É Ele que acende as estrelas

e as faz luzir.

Que faz as crianças cantar e saltar.

É Ele dentro de mim a sorrir.


Ele enche de cor outonal

- amarelo, castanho, bordeaux -

as vinhas de Portugal.


É Ele afinal, que dentro de mim

floresce no meu jardim

e faz tudo aquilo que eu sou!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Hoje ocorreu me um pensamento que quero partilhar


Quando vou no meu carro, ou faço oração pelas automobilistas que cruzo no caminho, ou fico muito atenta à vida à minha volta, ou aproveito para fazer uma reflexão. Também ligo o rádio ,mas raramente.

Gosto muito de deixar passar as pessoas, sem prioridade, que estão numa fila ao lado para os deixarem entrar, porque raramente me deixam passar quando espero essa oportunidade.

Acho que as pessoas ficam tão felizes que até sorriem por vezes.

Uma vez conheci um amigo, um admirador na estrada.

Tivemos um encontro posterior e até foi interessante conhecer o senhor a quem pude passar uma mensagenzinha...

Mas enfim , hoje ia na estrada e pensava:

- Não há mesmo razão para se desprezar um idoso. Quem for inteligente, tem mesmo um atitude diferente.

Um idoso transporta consigo , muitas vezes, uma 'biblioteca', em saber vivido e experimentado , que livro algum pode ensinar.

Um idoso tem menos energia física ,mas pode ter uma força espiritual notável , dada pela sua vivência e opções feitas pelo amor, que jovem algum ainda teve tempo de ser provado e ter vivenciado.

De resto a convivência dos netos com os Avós , dão-lhe aos mias pequeninos noções preciosoas, uma certeza das suas raizes.

Dão -lhe uma dignidade, uma segurança e uma força que alguém outrém não tem possibilidade de passar à criança ou ao jovem.

É a falta de identidade que muitas vezes leva aos desacatos e até ao crime, por falta de vergonha e de valores pessoais passados pelos ancestrais.

Portanto aqueles que respeitam e prezam os mais velhos, os maiores ( como dizem os espanhóis), só têm a ganhar. Eles e os seus filhos, que amanhã os respeitarão muito mais facilmente.

Quando eu trabalhava no Ministério da Edução, onde estive destacada durante 10 anos, lembro-me de termos falado no desejo de implementação no nosso País de um projecto bem interessante.

As famílias , por vezes até carenciadas ou no desemprego, ( e agora isso não falta...), inscreviam-se e recebiam em suas casas, idosos que vivendo sozinhos , davam toda ou parte da sua reforma e sendo tratados com carinho e integrados na familia, sob vigilância da segurança social que por vezes até pagava também no caso mais pobres, tornavam a sociedade mais humana, sem horror à velhice por que se fugia deste modo, no final da sua vida tantas vezes de trabalho e sacrifício, fugia-se assim dessa praga horrível, que são os estaleiros para velhos, que por vezes até são incendiados.

Lembram- se na Rússia e noutros locais quantas vezes isso já aconteceu? Eu não sei a razão ,mas sei que a sociedade sente que velho dá trabalho e já não interessa. ..

É como dizia a pequenita cigana da Avó, que gritava e que não se queria dar à faca...por ser idosa e ser costume eliminarem os velhos...

Bom ,então as próprias famílias , podiam organizar-se e integrar os seus idosos no seu seio e certamente os seus rendimentos também aumentariam.

Tem que haver contudo o sentido de família, bondade e generosidade,mas garanto-vos que é compensador.
Eu sou filha única e meus Pais sempre tiveram um lugar na minha casa, na minha vida!

Nem a terra me comia, se metia meus Pais numa prisão - sabe -se lá como seriam tratados, - depois de uma vida de trabalho e quando precisavam mais de amor e atenção!

Meus filhos assistiram , participaram e beneficiaram desta presença tão valorosa.

Resta agora saber , se nas suas uniões, deram com alguém que tenha tido as mesmas experiências...não sei. Mas tenho muita , muita pena....

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Gostava mudar a minha foto do blog e não sei...


Gostava colocar esta foto no meu perfil ,mas não sei como fazer...
Há por ai alguém que me possa dar uma sugestão?


Mt obrigada


Lindamar


Nota: Esta era a foto que queria no meu blog.

Este é o sítio onde mais gosto de estar na minha cidade...de Coimbra em Portugal

Será que o silêncio em demasia asfixia a alma?

GRITO!


Quando se passa uma vida inteira a pensar no conforto, no bem dos outros, a cuidar velhos e novos da família, e depois se fica num canto, como um estorvo, sem ninguém por perto, porque já não prestamos para nada e só podemos precisar de um pouco de atenção...


E pergunta-se - que ainda tem a possibilidade de pensar...- que mal se fez à vida , para a vida nos fazer tão mal...


Como um balão de oxigénio, recorre-se a filosofias de desapego, de karmas, de sei lá o quê mais .
O desespero , a impotência, a depressão, o vazio...são o que resta.


..e até temos medo de incomodar os outros com a nossa dor.
O silêncio é tudo o que resta...