
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Os milagres acontecem


Saber ainda que nada vem até nós ou acontece nas nossas vidas , por acaso.
O acaso o é qd Deus não quer assinar...
Então aí vai a minha reflexão de hoje...
Os milagres acontecem
“As correntes estão na alma, onde os nossos olhos apressados não chegam, porque a dor mais profunda requer calma para ser encontrada”.
P Fábio de Melo
O primeiro milagre, antes de qualquer outro, é ter nascido.
Logo de seguida, estar vivo e repararmos que nascemos absolutamente sem nada e partimos sem nada, e que pelo meio, temos tantas coisas…é outro milagre!
Temos família, amigos, casas, carros, viagens, honras, apreciamos a beleza, os sabores, o prazer, a alegria, a saúde...tanta coisa e não nos apercebemos que nada merecemos. Que nada é nosso. Tudo nos é oferecido pela vida!
De onde depreendemos que a nossa atitude mais inteligente e correcta, é agradecer.
Cultivar a gratidão, além de tudo, cria saúde e bem estar connosco mesmos.
Depois se repararmos que o mundo é de uma precisão milimétrica, descobrimos que tudo o que acontece tem um propósito na nossa vida.
Se entramos nesta corrente e estando atentos, a paz estabelece-se dentro de nós, porque nos apercebemos que tudo contribui para o nosso crescimento. Mesmo as dificuldades, os acidentes têm uma leitura. Há que estar bem atento.
Tirar lições e avançar com a certeza que cada um tem o seu caminho e só ele o pode fazer.
Na solidão, pex , um estado de espírito, reparamos que nem precisamos dos outros para nos amarmos a nós mesmos.
Então, os outros que se cruzam nas nossas vidas, também lá não estão por acaso. Uns são para nos auxiliar na caminhada. Outros são professores cáusticos para nos ajudar a vencer nas provações que nos criam e nos tornarmos mais humildes, mais fortes. No confronto com a dificuldade, está a lição que nos proporcionam.
Assim entendida a vida, deixa-se de andar ao acaso, ao sabor da corrente dos outros, desorientados, pondo culpas a este e àquele, pelos nossos desaires ou albergando em nós sentimentos de revolta, de inveja, de raiva que só nos prejudicam.
Mas além de tudo isto, também acontecem milagres tão evidentes que nos tocam o mais delicado das nossas almas.
Ontem, tinha que ir aos Hospitais da Universidade bem cedo. Os estacionamentos em Coimbra e no HUC particularmente, estão um caos. São uma dor de cabeça.
(É preciso ter muita saúde para ter condições para ir ao médico…Para além das “bichas” que como dizia um doente numa fila:
- Estamos num país de “bichas” (…) que estão por todo o lado…
E depois as considerações surgiram sobre as leis das “bichas” etc...Dava para rir, se não fosse quase para chorar, o que se passa ao nosso redor, também no nosso país.)
Também não estou famosa para grandes caminhadas. Então, pensei: levo o carro e deixo próximo da paragem do carro 29.
Antes de sair e como faço habitualmente, ajoelhei no meu quarto. Agradeci pela noite que Deus me dera e ainda, porque sabia que Ele me iria guiar no que tinha que fazer naquela manhã.
E lá fui. A primeira coisa, arranjei um lugar, para o carro que até era fácil de manobrar.
Primeiro milagre (…)
Depois, fui para a paragem do autocarro. Eis senão quando, um antigo aluno meu, do ITAP, pára e se oferece para me levar.
Não querendo incomodar, contudo aceitei.
Levou-me mesmo até à porta dos HUC.
Como se isto não bastasse, teve oportunidade de me contar do que acontecera com a sua mãe.
- Desenvolveu-se um cancro entre as amígdalas e o ouvido. Estava tudo marcado para operação. Entretanto, o médico chamou-me. Fiquei aflito e pedi-lhe que dissesse tudo.
Estupefacto, o médico explicava-me que toda a situação desaparecera e que ela estava bem!
Nem queríamos acreditar. Minha mãe e eu rompemos abraçados um ao outro…a chorar.
Minha mãe, dizia-me:
- Meu filho, só pode ser milagre. Roguei muito a Deus e a Nossa Senhora e Eles ouviram a minha pobre oração.
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Confesso que ao ouvir tal relato, também pude bendizer e agradecer a Deus que sempre ouve a nossa oração.
Por vezes, Ele não pode actuar porque desconfiamos do seu amor e desvelo para connosco.
Mas vale a pena orar. Agradecer e pedir.
Todos os dias, coisas extraordinárias vêm à nossa vida.
Há que estar atentos .
De facto os milagres acontecem todos os dias, na existência de todos e de cada um de nós.
Só há que agradecer!
linmare@edicomail.net
domingo, 17 de janeiro de 2010
Sementes de Violência

Pode deixar o seu comentário.
Sementes de violência
( Parte I e Parte II)
“O campo da não violência é o coração do homem.” Vinoba
“A não violência é a mais firme qualidade da alma que se desenvolve com a prática.” Gandhi.
Lembro-me de um conto de Gabriel García Marquez que li já há muito tempo, e que considerei de uma violência extrema.
( Se aqui, a violência nasce de um equívoco…isso nem sempre acontece noutros casos de maldade organizada.)
Era o caso de um casal de artistas que participariam num espectáculo, nessa noite. Ela era cantora.
O marido iniciou a viagem mais cedo. A esposa iria juntar-se a ele, indo no seu carro próprio.
Era inverno. Na estrada, o carro avariou ficando ela só, pedindo ajuda a quem passava.
Apenas um pequeno autocarro acabou por a socorrer. A senhora ficou muito contente, porque pensava assim poder aproximar-se mais rapidamente do local onde iria actuar, naquela noite. Estando mais próxima e com possibilidade para telefonar (ainda não haveria telemóvel…) a seu marido ou a alguém, a um táxi talvez, que a pudesse ajudar.
Sentada à frente, junto de uma senhora e do condutor, reparou que as pessoas quase todas dormitavam, na parte de trás.
O percurso do autocarro terminava. Grandes portões se abriram para deixar entrar os passageiros. O condutor e a sua ajudante mal chegaram, terminadas as suas funções, desapareceram na grande cerca que se estendia dentro de altos muros.
À medida que as pessoas saiam do autocarro, eram rotuladas com um número, tal como a cantora a quem deram boleia. Esta apressou-se a explicar a sua presença ali, mas ninguém a escutou. Antes, a calaram sorrindo, porque agora até tinham alguém com a mania que era “cantora”, naquela antiga instituição psiquiátrica.
A noite ia avançando. Coisas terríveis iam acontecendo…
Quanto mais a senhora pedia para telefonar e explicava a situação, mais o seu caso era considerado grave chegando ao ponto, de ser amarrada na cama, pela sua teimosia, compulsão e insistência no assunto.
Entretanto o seu marido maldizia a sua sorte:
- Que cabra eu escolhi! A esta hora está com outro e eu aqui segurando a situação sozinho, neste espectáculo…
O tempo foi passando.
Isolada, sujeita a tratamento psiquiátrico violento, imaginamos em que estado terá ficado.
Já não me recordo bem, mas parece que no final, já completamente depauperada, o casal encontra-se (…).
Para além desta história que nunca mais esqueci, lembro-me também, quando entrei na Faculdade, que se contava a situação de um professor que se encantara com uma aluna.
Para se livrar da sua esposa da qual não tinha qualquer razão para a repudiar, além do divórcio ser coisa rara entre nós, naquele altura, e portanto não ter maneira de se livrar da mulher, o professor descartou-se da senhora, internando-a num hospital psiquiátrico, dando-a como louca. E a pobre senhora lá se finou sozinha.
Também conheci muito de perto, um casal em que o marido queria condenar e destruir a esposa, que ele nunca amara.
Traçou um plano de guerra fria.
Queria desesperá-la tanto, que ela, desgastada, deixasse a casa, para a culpar por abandono do lar.
Violentava-a até ao desespero, na esperança mafiosa de ela poder cometer alguma auto-agressão, que o promovesse a bondoso salvador da vítima, que um dia tanto se sacrificara para fazer dele um homem!
(Os “machos” nunca perdoam às mulheres que os ajudam!)
Para isso, repetia-lhe, na cama, quando ela tentava dormir, até à loucura do mais são…:
-Tu és louca. Nenhum psiquiatra te cura e vais perder os filhos.
( Os filhos, que ele sugeriu que abortasse, era o bem mais precioso para aquela mãe e… ele bem o sabia.)
A violência da agressão era extrema.
Sofrida pela situação de grande desgaste, o “querido” marido tinha o cuidado de colocar venenos vários, na casa de banho. Junto, colocava também uma lista com indicações de anti-venenos…e números de telefones.
Que bonzinho que este marido era! Na rua e à frente de outrém, o santo. E ela “coitadinha”, a doentinha.
E muito mais.
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Na próxima semana, teremos a conclusão deste tema que é muito vasto.
Há muito sofrimento que nem sonhamos em todas as classes sociais, em todas as idades, em todos os tempos.
Normalmente a vítima é a mulher que tem medo, vergonha de se queixar.
Os testemunhos das mulheres assassinadas, agressão última, infelizmente falam sem mais palavras.
linmare@edicomail.net
sábado, 16 de janeiro de 2010
PALAVRAS

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
O Trigo e o joio

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
A propósito do sofrimento...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Gracias a la vida

“O entusiasmo é o pai da excelência”
Bruce Alan Johnson
O ano de 2010, abriu portas e trouxe mudanças na vida de Miguel Maria e do seu grupo de amigos mais próxImos.
Miguel tinha fascínio pela aventura.
Apaixonado pela vida, aprendeu cedo a fazer de cada tarefa , um desafio.
Tinha estrelas no olhar . Um coração condoído, espírito curioso e semeava alegria por onde passava.
Miguel tinha uma paixão: a Música!
Era um dos traços de união que o unia aos amigos. Acabaram até por fundar o Grupo Musical GRACIAS A LA VIDA, depois de terem actuado, com um êxito surpreendente, em Espanha!
Um dia, Miguel chegou junto do grupo e sugeriu.
- Ei rapazes, quem quer passar um fim de ano diferente?Começávamos já a treinar…
- Já sei. Vamos à lua.- dizia rindo , o Daniel.
- Não .Vamos actuar no estrangeiro…-acrescentou João Pedro.
-Não. Muito frios.Vamos aprender mergulho . Na passagem de ano de 2009 para 2010, estaremos no fundo do mar.
- Ainda se fosse num submarino seguro, também ia, mas assim, acho que não vou. – disse David.
- És medricas ? Deixa lá. Faremos fotografias . Depois vais ficar com pena de não venceres essa dificuldade que te deixaria mais forte.- dizia gentilemnete Miguel Maria.
Chegada a noite de passagem de ano, o grupo juntou-se a uma grande equipa de mais de 100 pessoas.
E lá foram para o mar quente das Caraíbas, junto á ilha de Tobago.
Deslumbrados com os cardumes organizados de cores diferentes: peixes azuis, azuis. Outros amarelos, outros vermelhos, além de jardins de árvoresde algas nos montes e vales do fundo do mar…tudo deslizava perante os seus olhos e a câmara que tentava fixar estes momentos mágicos.
Mas o melhor ainda estava para acontecer.
Miguel, na sua habitual curiosidade, viu algo no fundo do mar, que lhe chamou a atenção. Embora coberto pelos resíduos acumulados, à passagem do grupo, levantou-se um pouco do que cobria aquele objecto.
Então Miguel ajudado pela impulsão, conseguiu arrastar a pequena caixa.
Os amigos cruzando-se lá no fundo daquele mar, ajudaram e trouxeram o achado para fora.
- A mim, o que me encantou mais, foi o silêncio, que afinal também faz parte da Música , nas pausas…- dizia Daniel, já fora do mergulho, enquanto sorria. Ainda nem tinha visto o achado.
Só quando ficaram sós, abriram o lindo cofre. Ao ser raspado, via-se melhor a sua beleza original.
- Que será que está lá dentro? E a quem teria pertencido este objecto delicado? Como terá vindo aqui parar tal coisa?- pensavam todos em silêncio.
Era muito difícil abrir tal caixa misteriosa...mas conseguiram!.
Ao analisarem os papéis, o grupo sem palavras, ia abrindo os olhos.
Quando leram a assinatura final, mal podiam acreditar.
O texto…a assinatura deixou-o imaginando já, o que aquilo podia mudar na vida de todos eles! Até mesmo como grupo musical.
- Meus amigos, isto é um testamento…de alguém muito famoso, ligado à Música.
- Estás a brincar, Miguel!
- E o que diz o testamento?- diz lá depressa…
- Leiam!
“ A minha fortuna, depositada na conta …., sediada na Suiça…banco tal…será entregue, idividualmente ou ao grupo, vencedor do Festival de Música a realizar no Verão, em Atenas, (…)
-Não tendo sid atribuido tal prémio, tudo está em aberto, amigos.
- Só há que trabalhar duro.
E vamos ganhar!Não deixaremos escapar esta oportunidade.- afirmava com firmeza e a determinação habitual, escrita no mais fundo de si mesmo, Miguel Maria.
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A aventura continuou.
“Gracias à la vida” venceu!
Fantástico grupo espalhando Beleza e Alegria pelo mundo!
Lucinda Ferreira
linmare@edicomail.net
blog: http://lucinda-umaponteparaoinfinito.blogspot.com
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
AKI VAI O Desenho do Andre que ilustra o conto A maça de ouro
UMA HOMENAGEM A MEU QUERIDO MIGUEL MARIA , NASCIDO 28.12.09

UM FILHO, NOS VAI NASCER
“A alma é curada na companhia das crianças”
Fyodor Dostoievski
Desde que soube que aquela pequena manchinha crescia no ventre da minha nora, que o meu coração começou a bater em uníssono com aquele ser amado que se formava e crescia em cada dia.
Muitas vezes, penso nesse Anjo que breve, se Deus o permitir, saltará para o meio de nós.
Falo com ele.
Peço a Deus por ele.
Tenho saudades dele.
Desejo muito vê-lo…
Há culturas em que o nascimento de alguém não é o essencial.
Importante é a libertação do corpo.
O momento em que a alma se liberta dos grilhões do que é material, perecível, para se envolver num projecto de serviço e de gozo, na presença do Criador.
De qualquer modo, a chegada de uma Criança enche as nossas vidas de alegrias, promessas e esperança.
Sempre que nasce uma Criança, é sinal que Deus Pai se serve destes pais, para permitir a vivência de alguém que na sua essência, terá algo de muito especial a fazer neste plano.
De facto, viver não é fácil.
Sujeito à doença, à violência, à injustiça, às traições e à morte, viver é uma grande aventura para o ser humano.
Um mistério e um segredo a decifrar em cada minuto da existência.
Somos o que herdamos dos nossos antepassados.
Somos o meio em que crescemos, como uma segunda natureza.
Somos o que fazemos com a nossa liberdade .
No final, podemos alcançar a sabedoria pela ligação à luz, ao infinito, a Deus, ou sermos simplesmente materialistas, terráqueos, ligados à ilusão, ao poder, à sedução do que há de mais enganador e passageiro.
De qualquer modo, quando o ser humano chega à suprema conclusão de que é um ser espiritual a fazer uma experiência na matéria, e se apercebe que o seu corpo é templo onde habita o transcendente, as coisas são fonte de alegria e crescimento em cada segundo da vida.
Os mínimos acontecimentos têm múltiplas dimensões.
Sabemos que a educação de uma Criança, começa de vinte anos pela educação de sua mãe e de seu pai.
Sabemos , que não é o que dizemos aos nossos filhos, que eles aprendem, mas sim o que eles observam, quando pensamos que eles estão distraídos e de nada se apercebem.
Preocupamo-nos pelo ambiente que acolhe os nossos meninos nos dias de hoje, mas também sabemos que no maior charco, crescem os nenúfares mais puros e perfumados.
Acreditamos no Grande Espírito que existiu e existirá por todo o sempre, e confiamos - Lhe a carne da carne, o sangue do nosso sangue, sabendo que podem cair mil à nossa direita, mil à nossa esquerda, mas aqueles que confiam em Deus, nunca serão confundidos.
E por isso Lhe entregamos o nosso Menino, que esperamos no Dia Dos Santos Inocentes, 28 de Dezembro…
Que seja cheio de Luz!
Nós envolvê-lo-emos em paninhos de amor.
linmare@edicomail.net